Almeida Revista e Corrigida (ARC)
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391SABES tu o tempo em que as cabras monteses têm os filhos, ou consideraste as dores das cervas? 2Contarás os meses que cumprem, ou sabes o tempo do seu parto? 3Elas encurvam-se, para terem seus filhos, e lançam de si as suas dores. 4Seus filhos enrijam, crescem com o trigo, saem, e nunca mais tornam para elas. 5Quem despediu livre o jumento montês, e quem soltou as prisões ao jumento bravo, 6

39:6
Jb 24:5
Jr 2:24
Os 8:9
Ao qual dei o ermo por casa, e a terra salgada por morada? 7Ri-se do arruído da cidade; não ouve os muitos gritos do exator. 8O que descobre nos montes é o seu pasto, e anda buscando tudo que está verde. 9
39:9
Nm 23:22
Dt 33:17
Querer-te-á servir o unicórnio, ou ficará na tua cavalariça? 10Ou amarrarás o unicórnio ao rego com uma corda, ou estorroará após ti os vales? 11Ou confiarás nele, por ser grande a sua força, ou deixarás a seu cargo o teu trabalho? 12Ou fiarás dele que te torne o que semeaste e o recolha na tua eira? 13Bate alegre as asas a avestruz, que tem penas de cegonha, 14Ela deixa os seus ovos na terra, e os aquenta no pó. 15E se esquece de que algum pé os pode pisar, ou de que podem calcá-los os animais do campo. 16
39:16
Lm 4:3
Endurece-se para com seus filhos, como se não fossem seus; debalde é seu trabalho, porquanto está sem temor. 17
39:17
Jb 35:11
Porque Deus a privou de sabedoria, e não lhe repartiu entendimento. 18A seu tempo se levanta ao alto; ri-se do cavalo, e do que vai montado nele. 19Ou darás tu força ao cavalo, ou revestirás o seu pescoço de crinas? 20Ou espantá-lo-ás, como ao gafanhoto? Terrível é o fogoso respirar das suas ventas. 21
39:21
Jr 2:6
Escarva a terra, e folga na sua força, e sai ao encontro dos armados. 22Ri-se do temor, e não se espanta, e não torna atrás por causa da espada. 23Contra ele, rangem a aljava, o ferro flamante da lança e do dardo. 24Sacudindo-se, e removendo-se, escarva a terra, e não faz caso do som da buzina. 25Ao soar das buzinas diz: Eia! E de longe cheira a guerra, e o trovão dos príncipes, e o alarido. 26Ou voa o gavião pela tua inteligência, estendendo as suas asas para o sul? 27
39:27
Jr 49:16
Ob 1:5
Ou se remonta a águia ao teu mandado, e põe no alto o seu ninho? 28Nas penhas mora e habita; no cume das penhas, e nos lugares seguros. 29Dali descobre a presa; seus olhos a avistam desde longe. 30
39:30
Mt 24:28
Lc 17:37
Seus filhos chupam o sangue; e onde há mortos, ela aí está.

40

401

40:1
Jb 38:1
RESPONDEU mais o Senhor a Job e disse: 2Porventura o contender contra o Todo-Poderoso é ensinar? Quem assim argui a Deus, responda a estas coisas. 3Então Job respondeu ao Senhor, e disse: 4Eis que sou vil; que te responderia eu? A minha mão ponho na minha boca. 5Uma vez tenho falado, e não replicarei; ou ainda duas vezes, porém, não prosseguirei. 6Então o Senhor respondeu a Job, desde a tempestade, e disse: 7
40:7
Jb 38:3
42:4
Cinge agora os teus lombos como varão; eu te perguntarei a ti, e tu me responderás. 8
40:8
Rm 3:4
Porventura, também, farás tu vão o meu juízo, ou me condenarás, para te justificares? 9
40:9
Jb 37:4
Ou tens braço como Deus, ou podes trovejar com voz como a sua? 10Orna-te, pois, de excelência e alteza; e veste-te de majestade e de glória. 11
40:11
Is 2:12
Dn 4:37
Derrama os furores da tua ira, e atenta para todo o soberbo, e abate-o. 12Olha para todo o soberbo, e humilha-o, e atropela os ímpios no seu lugar. 13Esconde-os juntamente no pó; ata-lhes os rostos em oculto. 14Então, também, eu de ti confessarei que a tua mão direita te haverá livrado. 15Contempla agora o Beemoth, que eu fiz contigo, que come a erva como o boi. 16Eis que a sua força está nos seus lombos, e o seu poder nos músculos do seu ventre. 17Quando quer, move a sua cauda como cedro; os nervos da suas coxas estão entretecidos. 18Os seus ossos são como tubos de bronze; a sua ossada é como barras de ferro. 19Ele é obra-prima dos caminhos de Deus; o que o fez o proveu da sua espada. 20Em verdade os montes lhe produzem pasto, onde todos os animais do campo folgam. 21Deita-se debaixo das árvores sombrias, no esconderijo dos canaviais e da lama. 22As árvores sombrias o cobrem com sua sombra; os salgueiros do ribeiro o cercam. 23Eis que um rio trasborda, e ele não se apressa, confiando que o Jordão possa entrar na sua boca. 24Podê-lo-iam, porventura, caçar à vista de seus olhos, ou com laços lhe furar o nariz?

41

411

41:1
Is 27:1
PODERÁS pescar com anzol o leviatã, ou ligarás a sua língua com a corda? 2
41:2
Is 37:29
Podes pôr uma corda no seu nariz, ou com um espinho furarás a sua queixada? 3Porventura multiplicará as suas suplicações para contigo? ou brandamente te falará? 4Fará ele concertos contigo, ou o tomarás tu por escravo para sempre? 5Brincarás com ele, como se fora um passarinho? ou o prenderás para as tuas meninas? 6Os teus companheiros farão dele um banquete, ou o repartirão entre os negociantes? 7Encherás a sua pele de ganchos, ou a sua cabeça de arpéus de pescadores? 8Põe a tua mão sobre ele, lembra-te da peleja, e nunca mais tal intentarás. 9Eis que a sua esperança falhará: porventura nenhum, à sua vista, será derribado? 10Ninguém há tão atrevido que a despertá-lo se atreva; quem, pois, é aquele que ousa erguer-se diante de mim? 11
41:11
Êx 19:5
Dt 10:14
1 Co 10:26,28
Rm 11:35
Quem primeiro me deu, para que eu haja de retribuir-lhe? Pois o que está debaixo de todos os céus é meu. 12Não me calarei a respeito dos seus membros, nem da relação das suas forças, nem da graça da sua compostura. 13Quem descobriria a superfície do seu vestido? quem entrará entre as suas queixadas dobradas? 14Quem abriria as portas do seu rosto? Pois em roda dos seus dentes está o terror. 15As suas fortes escamas são excelentíssimas, cada uma fechada como com selo apertado. 16Uma à outra se chega tão perto que nem um assopro passa por entre elas. 17Umas às outras se ligam; tanto aderem entre si que não se podem separar. 18Cada um dos seus espirros faz resplandecer a luz, e os seus olhos são como as pestanas da alva. 19Da sua boca saem tochas; faíscas de fogo saltam dela. 20Do seu nariz procede fumo, como de uma panela fervente, ou de uma grande caldeira. 21O seu hálito faria acender os carvões; e da sua boca sai chama. 22No seu pescoço pousa a força; perante ele até a tristeza salta de prazer. 23Os músculos da sua carne estão pegados entre si; cada um está firme nele, e nenhum se move. 24O seu coração é firme como uma pedra e firme como a mó de baixo. 25Levantando-se ele, tremem os valentes; em razão dos seus abalos se purificam. 26Se alguém lhe tocar com a espada, essa não poderá penetrar, nem lança, dardo ou frecha. 27Ele reputa o ferro palha, e o cobre, pau podre. 28A seta o não fará fugir; as pedras das fundas se lhe tornam em restolho. 29As pedras atiradas são, para ele, como arestas, e ri-se do brandir da lança. 30Debaixo de si, tem conchas ponteagudas; estende-se sobre coisas ponteagudas como na lama. 31As profundezas faz ferver, como uma panela; torna o mar como quando os unguentos fervem. 32Após ele, alumia o caminho; parece o abismo, tornado em brancura de cãs. 33Na terra, não há coisa que se lhe possa comparar, pois foi feito para estar sem pavor. 34Todo o alto vê: é rei sobre todos os filhos de animais altivos.

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