Almeida Revista e Corrigida (ARC)
3

31

3:1
Is 26:9
DE noite busquei em minha cama aquele a quem ama a minha alma: busquei-o, e não o achei. 2Levantar-me-ei, pois, e rodearei a cidade; pelas ruas e pelas praças, buscarei aquele a quem ama a minha alma; busquei-o, e não o achei. 3
3:3
Ct 5:7
Acharam-me os guardas, que rondavam pela cidade; eu perguntei-lhes: Vistes aquele a quem ama a minha alma? 4Apartando-me eu um pouco deles, logo achei aquele a quem ama a minha alma; detive-o, até que o introduzi em casa da minha mãe, na câmara daquela que me gerou. 5
3:5
Ct 2:7
8:4
Conjuro-vos ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não acordeis, nem desperteis o meu amor, até que queira.

O cortejo nupcial. O esposo exprime o seu amor pela esposa

6

3:6
Ct 8:5
Quem é esta que sobe do deserto, como colunas de fumo, perfumada de mirra, de incenso e de toda a sorte de pós aromáticos? 7Eis que é a liteira de Salomão; sessenta valentes estão ao redor dela, dos valentes de Israel, 8Todos armados de espadas, dextros na guerra, cada um com a sua espada à cinta, por causa dos temores noturnos. 9O rei Salomão fez para si um palaquim de madeira do Líbano. 10Fez-lhe as colunas de prata, o estrado de ouro, o assento de púrpura, o interior revestido com amor, pelas filhas de Jerusalém. 11Saí, ó filhas de Sião, e contemplai ao rei Salomão, com a coroa com que o coroou sua mãe, no dia do seu desposório e no dia do júbilo do seu coração.

4

41

4:1
Ct 1:15
5:12
EIS que és formosa, amiga minha, eis que és formosa; os teus olhos são como os das pombas entre as tuas tranças; o teu cabelo é como o rebanho de cabras que pastam no monte de Gilead. 2
4:2
Ct 6:6
Os teus dentes são como o rebanho das ovelhas tosquiadas, que sobem do lavadouro, e das quais todas produzem gémeos, e nenhuma estéril entre elas. 3
4:3
Ct 6:7
Os teus lábios são como um fio de escarlate, e o teu falar é doce; a tua fronte é qual pedaço de romã entre as tuas tranças. 4
4:4
Ct 7:4
O teu pescoço é como a torre de David, edificada para pendurar armas: mil escudos pendem dela, todos broqueis de valorosos. 5
4:5
Pv 5:19
Ct 7:3
Os teus dois peitos são como dois filhos gémeos da gazela, que se apascentam entre os lírios. 6
4:6
Ct 2:17
Antes que refresque o dia, e caiam as sombras, irei ao monte da mirra e ao outeiro do incenso. 7
4:7
Ef 5:27
Tu és toda formosa, amiga minha e em ti não mancha. 8
4:8
Dt 3:9
Vem comigo do Líbano, minha esposa, vem comigo do Líbano; olha desde o cume de Amana, desde o cume de Senir e de Hermon, desde as moradas dos leões, desde os montes dos leopardos. 9Tiraste-me o coração, minha irmã, minha esposa: tiraste-me o coração com um dos teus olhos, com um colar do teu pescoço. 10
4:10
Ct 1:2
Que belos são os teus amores, irmã minha! ó esposa minha! quanto melhores são os teus amores do que o vinho! e o aroma dos teus bálsamos do que o de todas as especiarias! 11
4:11
Gn 27:27
Pv 24:13-14
Ct 5:1
Os 14:6-7
Favos de mel manam dos teus lábios, ó minha esposa! mel e leite estão debaixo da tua língua, e o cheiro dos teus vestidos é como o cheiro do Líbano. 12Jardim fechado és tu, irmã minha, esposa minha, manancial fechado, fonte selada. 13Os teus renovos são um pomar de romãs, com frutos excelentes: o cipreste e o nardo. 14O nardo, e o açafrão, o cálamo, e a canela, com toda a sorte de árvores de incenso, a mirra e aloés, com todas as principais especiarias. 15
4:15
Jo 4:10
7:38
És a fonte dos jardins, poço das águas vivas, que correm do Líbano! 16Levanta-te, vento norte, e vem tu, vento sul: assopra no meu jardim, para que se derramem os seus aromas; ah! se viesse o meu amado para o seu jardim, e comesse os seus frutos excelentes!

5

A esposa finge indiferença pelo esposo, mas segue-o imediatamente, busca-o e reconcilia-se com ele

51

5:1
Ct 4:11,16
Jo 15:14
JÁ vim para o meu jardim, irmã minha, minha esposa: colhi a minha mirra com a minha especiaria, comi o meu favo com o meu mel, bebi o meu vinho com o meu leite: comei, amigos, bebei abundantemente, ó amados. 2
5:2
Ap 3:20
Eu dormia mas o meu coração velava: eis a voz do meu amado, que estava batendo: abre-me, irmã minha, amiga minha, pomba minha, minha imaculada, porque a minha cabeça está cheia de orvalho; os meus cabelos, das gotas da noite; 3 despi os meus vestidos; como os tornarei a vestir? lavei os meus pés; como os tornarei a sujar? 4O meu amado meteu a sua mão pela fresta da porta, e as minhas entranhas estremeceram por amor dele. 5Eu me levantei para abrir ao meu amado, e as minhas mãos distilavam mirra, e os meus dedos gotejavam mirra sobre as aldrabas da fechadura. 6
5:6
Ct 3:1
Eu abri ao meu amado, mas já o meu amado se tinha retirado, e se tinha ido: a minha alma tinha-se derretido quando ele falara; busquei-o e não o achei; chamei-o e não me respondeu. 7
5:7
Ct 3:3
Acharam-me os guardas que rondavam pela cidade: espancaram-me, feriram-me; tiraram-me o meu manto os guardas dos muros. 8Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, que, se achardes o meu amado, lhe digais que estou enferma de amor. 9
5:9
Ct 1:8
Que é o teu amado mais do que outro amado, ó tu, a mais formosa entre as mulheres? que é o teu amado mais do que outro amado, que tanto nos conjures? 10O meu amado é cândido e rubicundo; ele traz a bandeira entre dez mil. 11A sua cabeça é como o ouro mais apurado, os seus cabelos são crespos, pretos como o corvo. 12
5:12
Ct 1:15
4:1
Os seus olhos são como os das pombas, junto às correntes das águas, lavados em leite, postos em engaste. 13As suas faces são como um canteiro de bálsamo, como colinas de ervas aromáticas; os seus lábios são como lírios que gotejam mirra. 14As suas mãos são como anéis de ouro, que têm engastadas as turquesas: o seu ventre, como alvo marfim, coberto de safiras. 15As suas pernas, como colunas de mármore, fundadas sobre bases de ouro puro; o seu parecer, como o Líbano, excelente como os cedros. 16O seu falar é muitíssimo suave; sim, ele é totalmente desejável. Tal é o meu amado, e tal o meu amigo, ó filhas de Jerusalém.