a BÍBLIA para todos Edição Comum (BPT)
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Sacrifícios na consagração do templo

71Logo que Salomão terminou esta oração, desceu um fogo do céu que consumiu o holocausto e os sacrifícios e a luz da presença do Senhor encheu o templo. 2Por esse motivo, os sacerdotes não conseguiram lá entrar. 3Ao verem o fogo que descia do céu e a luz que enchia o templo, todos os israelitas se ajoelharam e se inclinaram com o rosto por terra, para adorarem e louvarem o Senhor, porque ele é bom e é eterno o seu amor.

4O rei e todo o povo continuavam a oferecer sacrifícios em honra do Senhor. 5Salomão ofereceu vinte e dois mil bois e cento e vinte mil ovelhas. Foi assim que rei e povo inauguraram o templo de Deus. 6Os sacerdotes estavam nos seus postos e os levitas tocavam os instrumentos de música sagrada, que o rei David tinha mandado fazer, para darem graças ao Senhor, «porque é eterno o seu amor», cântico que já David tinha transmitido. Os sacerdotes tocavam cornetim em frente de todo o povo que se mantinha de pé. 7Salomão consagrou a parte central do átrio que está em frente do templo do Senhor. Foi lá que ofereceu holocaustos e a gordura dos sacrifícios de comunhão, porque o altar de bronze que tinha construído não era bastante para todos os holocaustos, sacrifícios e para as gorduras das vítimas. 8Salomão celebrou a festa das Tendas durante sete dias, juntamente com todo o povo, reunido em grande multidão, que tinha vindo desde a entrada de Hamat até à ribeira do Egito. 9No oitavo dia, realizou-se uma reunião de festa, para consagrarem o altar. A festa da Consagração prolongou-se por sete dias. 10No dia vinte e três do sétimo mês, o rei mandou ir toda a gente para suas casas. E todos partiram cheios de alegria pelos favores que o Senhor tinha feito a David, a Salomão e a todo o povo de Israel.

Resposta e promessa de Deus

(1 Reis 9,1–9)

11Quando Salomão terminou as obras do templo do Senhor e do palácio real e concluiu com êxito tudo o que lá tinha planeado fazer, 12o Senhor apareceu-lhe numa noite e disse-lhe: «Eu atendi à tua oração e escolhi este lugar para nele me oferecerem sacrifícios. 13Poderá acontecer que alguma vez eu feche o céu de modo que não haja chuva e que envie gafanhotos para devorarem o país e mande a peste sobre o meu povo. 14Mas se nessa altura este meu povo a quem dei o meu nome se humilhar e fizer oração e se me procurar e abandonar a sua má conduta eu o escutarei lá do céu. Perdoarei os seus pecados e voltarei a dar prosperidade ao seu país. 15Doravante eu estarei atento e escutarei as preces que me fizerem neste lugar. 16É que eu escolhi e consagrei este templo para nele habitar para sempre. Aqui estarão postos os meus olhos e aqui estará o meu coração todos os dias. 17Se tu te comportares para comigo como fez o teu pai David, obedecendo às minhas leis e fazendo tudo o que eu mandei, 18confirmarei a tua autoridade real, como prometi a teu pai David, ao dizer-lhe que nunca faltaria um seu descendente a governar o povo de Israel. 19Mas se vocês se afastarem de mim, se deixarem de seguir as leis e mandamentos que vos dei, para prestarem culto e adorarem outros deuses, 20então hei de tirar-vos desta terra que é minha e que vos dei, e hei de afastar-me para longe do templo que escolhi como meu santuário. E vocês serão motivo de desprezo e de escárnio para todas as nações. 21E este templo antes tão formoso há de causar espanto a todos os que passarem junto dele. Hão de perguntar por que razão é que o Senhor procedeu assim com este país e com este templo. 22E receberão esta resposta: “Foi porque os israelitas abandonaram o Senhor, Deus dos seus antepassados, que os tinha tirado do Egito, e se apegaram a outros deuses, os adoraram e lhes prestaram culto. Por isso, o Senhor fez cair sobre eles todas estas desgraças.”»

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Outras atividades de Salomão

(1 Reis 9,10–28)

81Vinte anos depois de ter concluído o templo do Senhor e o seu palácio, 2Salomão tinha reconstruído também as cidades que o rei Hiram lhe tinha entregado; e instalou nelas os israelitas.

3Depois foi atacar a cidade de Hamat de Sobá e apoderou-se dela. 4Reconstruiu também a cidade de Tadmor, no deserto, e todas as cidades que tinha edificado na região de Hamat, a fim de armazenar as suas provisões. 5Reconstruiu igualmente Bet-Horon-de-Baixo e Bet-Horon-de-Cima, cidades fortificadas com muralhas, portas e ferrolhos 6e também Baalat e todas as outras cidades onde armazenava provisões ou onde guardava os carros de combate ou os cavalos. Construiu tudo o que quis na cidade de Jerusalém, no monte Líbano e em todo o território que estava sob o seu poder.

7Entre os habitantes do país, ainda havia hititas, amorreus, heveus, perizeus e jebuseus, gente que não era do povo de Israel. 8Eram descendentes daqueles povos que os israelitas não tinham eliminado. A esses, Salomão obrigou-os a trabalhos forçados e assim continuam até ao presente. 9Mas dispensou os israelitas desse género de trabalhos em benefício do rei. Estes prestavam serviço no exército como soldados, como oficiais e como responsáveis pelos carros e pela cavalaria. 10Os capatazes que estavam à frente dos operários eram duzentos e cinquenta.

11Salomão fez com que a sua esposa, filha do faraó, saísse da cidade de David para ir habitar num palácio que construiu para ela. De facto, o rei dizia: «A minha mulher não deve habitar no palácio de David, rei de Israel, porque este edifício, onde esteve a arca do Senhor, também é sagrado.»

12Salomão oferecia ao Senhor holocaustos sobre o altar do Senhor, que tinha mandado erguer, diante do pórtico do templo, 13nos dias determinados pela Lei de Moisés, quer dizer, aos sábados, nas festas do primeiro dia do mês e nas três festas anuais a saber: a festa dos Pães sem Fermento, a festa do Pentecostes e a festa das Tendas. 14Seguindo as instruções de David, seu pai, distribuiu por turnos os sacerdotes, para exercerem as suas funções, e também os levitas que se haviam de encarregar de louvar o Senhor e dar colaboração diariamente aos sacerdotes. Fez o mesmo com os turnos de porteiros destinados às diversas portas, tal como tinha ordenado David, homem de Deus. 15Desta forma, se cumpriram as instruções de David quanto aos sacerdotes, aos levitas e quanto à guarda dos tesouros.

16Realizaram-se todos os planos de Salomão, desde os preparativos para as fundações do templo até aos trabalhos de acabamento. O templo do Senhor ficou concluído com perfeição.

17Salomão dirigiu-se depois para Ecion-Guéber e Elat, à beira-mar, no território de Edom. 18O rei Hiram enviou-lhes navios e marinheiros experimentados. Esses marinheiros foram, com os homens de Salomão, ao país de Ofir, donde levaram cerca de treze toneladas de ouro para o rei Salomão.

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Visita da rainha de Sabá

(1 Reis 10,1–13)

91A fama do rei Salomão chegou até à corte da rainha de Sabá9,1 A região de Sabá corresponde mais ou menos ao atual Iémen. A rainha de Sabá é recordada em Mt 12,42; Lc 11,31.. Por isso, ela foi a Jerusalém para o pôr à prova com perguntas difíceis. Foi acompanhada por um grande séquito, com camelos carregados de perfumes, grande quantidade de ouro e de pedras preciosas. Quando se encontrou com Salomão, expôs-lhe tudo o que tinha pensado. 2Salomão respondeu a todas as questões, sem deixar uma única a que não soubesse dar resposta. 3A rainha de Sabá pôde apreciar a sabedoria de Salomão, o palácio que ele tinha construído, 4os manjares da sua mesa, o modo como os seus cortesãos ocupavam os seus lugares, a maneira de vestir dos seus empregados e dos que serviam à mesa e pôde ver o rei a subir em procissão para o templo do Senhor. Perante tudo isto, ela ficou tão impressionada 5que disse ao rei: «É realmente verdade tudo o que eu tinha ouvido no meu país a respeito das tuas obras e da tua sabedoria! 6Mas só agora é que eu posso acreditar, depois de ter vindo e de ter visto com os meus olhos. Não me tinham contado nem metade do que é a tua sabedoria, pois é muito mais do que me tinham dito. 7Felizes os que vivem contigo e os que estão ao teu serviço, pois estão sempre junto de ti e ouvem as tuas palavras de sabedoria. 8Louvado seja o Senhor, teu Deus, que te escolheu para subires ao seu trono e seres o seu rei! Foi pelo seu amor a Israel, que ele quer manter para sempre, que o Senhor te fez rei, para os governares com retidão e justiça!»

9Ofereceu depois a Salomão cerca de três toneladas e meia de ouro, uma grande quantidade de perfumes e de pedras preciosas. Nunca se viram em Israel tantos perfumes como os que ofereceu a rainha de Sabá a Salomão.

10Os homens que estavam ao serviço do rei Hiram, juntamente com os de Salomão tinham-lhe levado de Ofir, ouro, madeira de sândalo e pedras preciosas. 11Com a madeira de sândalo, o rei fez o soalho do templo do Senhor e do palácio real e também as harpas e as liras para os cantores. Nunca se tinha visto coisa semelhante em Judá. 12Por sua parte, o rei Salomão ofereceu à rainha de Sabá tudo o que ela desejava e lhe pediu, bem mais do que ela própria tinha levado ao rei. Depois disto, a rainha voltou para o seu país com aqueles que a acompanhavam.

Riqueza de Salomão

(1 Reis 10,14–29; 2 Crónicas 1,14–17)

13O rei Salomão recebia anualmente cerca de vinte toneladas de ouro, 14sem contar os impostos sobre importações e comércio. Recebia, além disso, o ouro e a prata que eram obrigados a levar-lhe os reis da Arábia e os governadores do país.

15O rei Salomão mandou fazer duzentos escudos grandes de ouro batido, empregando em cada um sete quilos de ouro 16e trezentos escudos mais pequenos, também de ouro batido, tendo cada um três quilos de ouro. Mandou-os colocar no edifício que é conhecido por «Floresta do Líbano». 17Mandou também fazer um grande trono de marfim, recoberto de ouro fino, 18que ficou assente num pedestal de ouro com seis degraus. Esse trono tinha dois leões junto da encosta dos dois lados do assento. 19Havia ainda doze outros leões colocados junto dos degraus, seis de cada lado. Nunca se tinha construído coisa semelhante em nenhum outro reino.

20Todas as taças do rei eram de ouro e eram igualmente de ouro puro todos os utensílios do palácio da «Floresta do Líbano». Não havia lá nada de prata, porque, no tempo de Salomão não se lhe dava grande valor. 21Com efeito, o rei enviava navios a Társis, que iam com marinheiros do rei Hiram e de três em três anos os barcos regressavam de Társis, carregados de ouro, de prata, de marfim, de macacos e de pavões.

22O rei Salomão tinha mais riqueza e sabedoria do que qualquer outro rei da terra. 23Por isso, todos os outros reis procuravam visitá-lo, para escutarem a sabedoria que Deus lhe tinha concedido. 24Cada ano, lhe levavam presentes: objetos de prata e de ouro, vestidos, armas, perfumes, cavalos e mulas.

25O rei possuía cavalariças para quatro mil cavalos e carros de guerra, doze mil cavalos que tinha nas cidades destinadas a carros de combate e em Jerusalém, perto do seu palácio. 26Ele dominava sobre todos os reis desde o rio Eufrates até ao território dos filisteus e à fronteira do Egito. 27Graças a ele a prata em Jerusalém tornou-se tão comum como as pedras, e os cedros tão numerosos como as figueiras bravas na região de Chefela. 28Os cavalos eram importados do Egito e de todos os outros países.

Morte de Salomão

(1 Reis 11,41–43)

29O resto da história de Salomão, desde o princípio até ao fim, está escrito nas Crónicas do profeta Natan, na Profecia de Aías, de Silo, e nas Profecias do vidente Jedo9,29 Estes três livros desapareceram. que dizem respeito a Jeroboão, filho de Nebat. 30Durante quarenta anos, Salomão reinou em Jerusalém sobre todo o povo de Israel. 31Quando morreu, enterraram-no perto do seu pai, na cidade de David. Depois sucedeu-lhe no trono o filho Roboão.