a BÍBLIA para todos Edição Comum (BPT)
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Grandezas e fraquezas do apóstolo

121Embora não seja conveniente alguém gloriar-se é necessário que o faça para falar das visões e revelações que recebi do Senhor. 2Sei de alguém12,2 Paulo refere-se a si mesmo. em Cristo que há catorze anos12,2 Provavelmente nos anos 42–43, durante a estadia de Paulo na Cilícia (ver At 9,30; 11,25; Gl 1,21) ou Antioquia. foi elevado ao mais alto dos céus12,2 Os judeus pensavam que existiam sete céus e que o paraíso se encontrava no terceiro. Paulo refere literalmente o terceiro céu, que algumas traduções mantêm. Como o paraíso representava o espaço ideal, traduzimos por o mais alto dos céus.. Se foi em corpo ou só em espírito, não sei. Deus é que sabe. 3Mas sei que esse homem foi elevado até ao paraíso. Se foi em corpo ou só em espírito, não sei. Deus é que sabe. 4E lá ouviu coisas maravilhosas, coisas que ninguém deve contar. 5É desse que eu me posso orgulhar. De mim não me quero orgulhar, a não ser das minhas fraquezas. 6E mesmo que eu me orgulhasse, não o faria de modo insensato, porque só diria a verdade. Mas quero evitar que alguém tenha de mim uma ideia acima do que pode observar e me ouve dizer. 7E para que eu não ficasse vaidoso com a grandeza dessas revelações, foi colocado no meu corpo um espinho12,7 Ver Gl 4,13–15., um enviado de Satanás que me atormenta continuamente. Isso impede que eu me envaideça. 8Por três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. 9Mas ele respondeu-me: «Basta que tenhas a minha graça. Pois a minha força manifesta-se melhor nas fraquezas.» Por isso, acho muito melhor orgulhar-me das minhas fraquezas, para que a força de Cristo desça sobre mim. 10Alegro-me, portanto, com as fraquezas, as injúrias, as privações, as perseguições e as angústias que passei por amor de Cristo. Pois quando me sinto fraco, então é que sou forte.

Preocupações pela igreja de Corinto

11Fui insensato em falar assim. Mas obrigaram-me a isso, pois o vosso dever era defender-me. Ainda que eu não seja ninguém, não valho menos do que esses tais grandes apóstolos. 12Enquanto estava convosco dei provas de ser um verdadeiro apóstolo: comportei-me com toda a paciência, com sinais, prodígios e milagres poderosos. 13Em que é que foram tratados com menos consideração do que as outras igrejas? Só se for no facto de em nada vos ter sido pesado. Perdoem-me essa ofensa!

14Estou disposto a ir aí pela terceira vez12,14 A primeira estada de Paulo em Corinto deu-se quando ali fundou a comunidade cristã. Ver At 18. A segunda estada é evocada em 13,2.. E também desta vez não vos quero ser pesado. O que me interessa são vocês e não os vossos bens. Pois não são os filhos que ganham para os pais, mas os pais que ganham para os filhos. 15Estou disposto a gastar tudo o que tenho e até a mim próprio para vosso bem. E se vos mostro tanto amor, será que vou ser menos amado?

16Mesmo sabendo que não vos sobrecarreguei alguns podiam ainda pensar que vos tratei com esperteza e vos apanhei na armadilha. 17Será que vos enviei alguém para vos explorar? 18Pedi a Tito que aí fosse, juntamente com o outro companheiro12,18 Ver 8,18.. Será que Tito vos explorou? Não se comportou ele com o mesmo espírito e não procedeu da mesma forma que nós?

19Talvez estejam há muito a pensar que queremos defender-nos aos vossos olhos. Mas falamos diante de Deus e o que fazemos é com o pensamento em Cristo. E em tudo isto, queridos amigos, só procuro o vosso bem. 20Pois tenho receio de chegar aí e de vos encontrar diferentes daquilo que eu gostaria e também que vão achar-me diferente daquilo que esperavam. Tenho medo de vos encontrar metidos em lutas, invejas, irritações, inimizades, críticas, murmurações, arrogâncias e desordens. 21Que o meu Deus não me faça sentir vergonha diante de vós, quando eu aí chegar de novo. E que eu não tenha de chorar por muitos dos que no passado cometeram pecados e não se arrependeram da imoralidade, do desregramento sensual e da libertinagem em que viviam.

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Avisos de Paulo

131Vou visitar-vos pela terceira vez. Como diz a Sagrada Escritura: toda a acusação deve ser apoiada na palavra de duas ou três pessoas13,1 Ver Dt 19,15; Mt 18,16; 1 Tm 5,19; Hb 10,28.. 2Já vos avisei quando aí estive pela segunda vez e agora volto a fazê-lo. Aqueles que cometeram pecados e todos os outros devem saber que quando eu voltar não vou ter misericórdia deles. 3Assim vou dar-vos as provas que querem de que Cristo fala por mim. Ele não se mostra fraco para convosco mas poderoso no vosso meio. 4Pois foi crucificado em fraqueza, mas vive pelo poder de Deus. Assim também nós somos fracos nele mas viveremos com ele pelo poder de Deus para vosso benefício.

5Façam um exame das vossas vidas e vejam bem se a vossa fé é verdadeira. Será que reconhecem a presença de Jesus Cristo nas vossas vidas? Se não, são reprovados por Deus! 6Espero que saibam que não somos reprovados por Deus. 7Pedimos a Deus que não façam nenhum mal. Não para que sejamos com isso aprovados, mas para que façam o bem, ainda que pareça que fomos reprovados. 8Com efeito, nada podemos fazer contra a verdade, mas sim a favor da verdade. 9Sentimos alegria em ser fracos, quando vos vemos assim fortes. O que pedimos é que cheguem à maturidade completa. 10Escrevo estas coisas antes de aí chegar, para não ter de proceder com dureza quando aí estiver. O Senhor deu-me autoridade para vos ajudar a crescer na fé e não para vos destruir.

Saudação final

11Termino, irmãos, com um pedido: sejam alegres, procurem alcançar a maturidade completa e animem-se uns aos outros. Vivam unidos e em boa harmonia, e o Deus de amor e de paz estará convosco.

12Saúdem-se uns aos outros com um beijo fraterno.

Daqui, todos os irmãos na fé vos mandam saudações.

13Que a graça do Senhor Jesus Cristo e o amor de Deus e a comunhão com o Espírito Santo estejam com todos vós13,13 Sobre a justaposição de Jesus, Deus e Espírito Santo na mesma bênção, ver Mt 28,19; Jo 14,16; Rm 1,4; 15,16.30; 2 Co 1,21–22; Ef 1,13–14; 2,18; 1 Pe 1,2..