a BÍBLIA para todos Edição Comum (BPT)
24

241Foi durante o seu reinado que Nabucodonosor, rei da Babilónia, invadiu Judá; Joaquim teve de se lhe submeter durante três anos. Depois revoltou-se contra ele. 2O Senhor enviou então contra Joaquim bandos armados de babilónios, arameus, moabitas e amonitas, que devastaram o reino de Judá, conforme os profetas tinham anunciado da parte do Senhor. 3O Senhor provocou estes males ao povo de Judá, para o banir da sua vista, devido aos pecados que Manassés tinha cometido 4e por causa das pessoas inocentes que Manassés matou, enchendo de sangue a cidade de Jerusalém. O Senhor não quis perdoar estes crimes24,4 Sobre os crimes de Manassés, ver 21,10–16..

5O resto da história de Joaquim e tudo o que ele fez, está tudo escrito no livro das Crónicas dos Reis de Judá. 6Joaquim morreu e sucedeu-lhe no trono o seu filho Jeconias.

7O rei do Egito nunca mais saiu do país com o seu exército, porque o rei da Babilónia se apoderou de todos os territórios que tinham pertencido ao Egito, desde a ribeira do Egito até ao rio Eufrates.

Jeconias, rei de Judá

8Jeconias tinha dezoito anos, quando subiu ao trono. Reinou apenas três meses, em Jerusalém. A sua mãe chamava-se Niústa, e era filha de Elnatan e natural de Jerusalém. 9Seguindo o exemplo de seu pai, Jeconias fez o que desagrada ao Senhor.

10Foi durante o seu reinado que o exército babilónico, comandado pelos oficiais do rei Nabucodonosor, rei da Babilónia, pôs cerco a Jerusalém. 11Durante o cerco, Nabucodonosor foi pessoalmente a Jerusalém 12e o rei Jeconias, acompanhado de sua mãe, seus servos, oficiais e funcionários do palácio, rendeu-se aos babilónios. No oitavo ano do reinado de Nabucodonosor, este fez Jeconias prisioneiro 13e levou para a Babilónia todos os tesouros do templo e do palácio real. Tal como o Senhor tinha anunciado, Nabucodonosor quebrou todos os objetos de ouro que o rei Salomão tinha feito para uso no templo. 14Nabucodonosor levou para o exílio os habitantes de Jerusalém, todos os príncipes reais e todos os homens importantes da cidade, num total de dez mil. Levou também, entre os exilados, os artífices e os ferreiros, deixando apenas os habitantes mais pobres.

15Nabucodonosor levou pois para a Babilónia o rei Jeconias, juntamente com a sua mãe, as suas mulheres, os funcionários do seu palácio e os chefes importantes de Judá. 16Levou para a Babilónia todos os homens importantes, em número de sete mil, e ainda mil artífices e ferreiros, todos eles aptos para o serviço militar.

17Em seguida, Nabucodonosor designou Matanias, tio de Jeconias, como rei de Judá, e mudou-lhe o nome para Sedecias.

Sedecias, rei de Judá

18Sedecias tinha vinte e um anos, quando subiu ao trono. Reinou onze anos, em Jerusalém. A sua mãe chamava-se Hamutal, filha de Jeremias, e era natural de Libna. 19Tal como fizera Joaquim, Sedecias fez o que desagrada ao Senhor. 20Tudo isto aconteceu a Jerusalém e a Judá, porque o Senhor se encolerizou e quis bani-los da sua presença. E Sedecias revoltou-se contra o rei da Babilónia.

25

Cerco de Jerusalém

251No nono ano do reinado de Sedecias, no dia dez do décimo mês25,1 Em finais de dezembro do ano de 589 a.C., Nabucodonosor marchou sobre Jerusalém com todo o seu exército e montou o seu acampamento em frente da cidade; construíram baluartes à sua volta. 2O cerco da cidade durou até ao décimo primeiro ano do reinado de Sedecias. 3No dia nove do quarto mês25,3 Em hebraico: No dia nove do mês. Ver Jr 52,6 donde tirámos a palavra quarto (mês): é no fim de junho. daquele ano, quando a fome era terrível e o povo já não tinha nada para comer, 4abriu-se uma brecha na muralha da cidade e, durante a noite, todos os guerreiros de Judá fugiram. Embora os babilónios tivessem a cidade cercada, os guerreiros passaram pela porta que fica entre as duas muralhas, junto ao jardim do rei, e fugiram em direção ao vale do Jordão. 5Mas o exército babilónio perseguiu o rei Sedecias e alcançou-o na planície de Jericó; as tropas que acompanhavam Sedecias abandonaram-no e dispersaram-se. 6O rei foi feito prisioneiro e conduzido à presença do rei da Babilónia, que se encontrava em Ribla. Ali Nabucodonosor pronunciou a sentença contra o rei Sedecias. 7Os filhos de Sedecias foram degolados na presença do pai; depois, Nabucodonosor arrancou os olhos a Sedecias e enviou-o, bem preso com correntes, para a Babilónia.

Destruição do templo

8No dia sete do quinto mês do décimo nono ano do reinado de Nabucodonosor, rei da Babilónia, Nebuzaradan, seu conselheiro e comandante do seu exército, entrou em Jerusalém. 9Incendiou o templo, o palácio real e todas as casas da cidade, começando pelas das pessoas importantes de Jerusalém. 10Os soldados babilónios, que acompanhavam Nebuzaradan, demoliram as muralhas em volta de Jerusalém. 11Então Nebuzaradan levou para a Babilónia a população que tinha ficado na cidade, os restantes artífices25,11 Em hebraico: restante do povo. A expressão restantes artífices é tirada do texto paralelo de Jr 52,15. e aqueles que já tinham desertado para o acampamento dos babilónios. 12Só lá deixou alguns pobres, para trabalharem nas vinhas e nos campos.

13Os babilónios quebraram as colunas de bronze do templo, os suportes das bacias e a grande bacia de bronze e levaram todo o bronze para a Babilónia. 14Levaram também os cinzeiros e as pás do altar, os canivetes, as conchas e todos os objetos de bronze usados no serviço do templo. 15Levaram tudo o que era de ouro ou de prata, incluindo os turíbulos e as bacias de aspersão25,15 Sobre os diversos objetos de bronze (v. 14), de prata e de ouro usados no serviço do templo, ver 1 Rs 7,45–51.. 16As duas colunas, os suportes das bacias e a grande bacia, que Salomão tinha mandado fazer para o templo e todos os objetos de bronze tinham um peso incalculável. 17As colunas tinham, cada uma, mais de oito metros de altura e em cima de cada uma assentava um capitel de bronze com quase dois metros de altura; em volta de cada capitel havia uma grinalda com romãs, tudo de bronze. As colunas eram iguais na altura e na grinalda.

Desterro do povo de Judá

18Além disso, Nebuzaradan, comandante do exército do rei da Babilónia, levou cativos o sumo sacerdote Seraías, o sacerdote ajudante, Sofonias, e os três sacerdotes que guardavam a entrada do templo. 19Levou também da cidade o oficial que tinha o comando das tropas e cinco dos conselheiros pessoais do rei, que ainda estavam na cidade, e o oficial encarregado do recrutamento militar no país, assim como sessenta homens do povo. Toda esta gente se encontrava ainda em Jerusalém. 20Nebuzaradan prendeu-os e levou-os à presença do rei da Babilónia, que estava em Ribla. 21O rei matou-os ali mesmo, em Ribla, na região de Hamat. Foi assim que o povo de Judá foi levado para o exílio, longe do seu país.

Godolias, governador de Judá

22O rei Nabucodonosor da Babilónia tinha deixado uma parte da população no país de Judá e designou como governador um certo Godolias, filho de Aicam e neto de Chafan. 23Quando os oficiais e os soldados que não se tinham rendido aos babilónios souberam da escolha de Nabucodonosor, foram ter com Godolias a Mispá. Os oficiais eram: Ismael, filho de Netanias, Joanan, filho de Careia, Seraías, filho de Tanumet, da cidade de Netofa, e Jazanias, filho de Macá. Com os seus oficiais foram os soldados. 24Godolias disse-lhes a todos: «Juro-vos que não têm nada a temer dos oficiais babilónios. Fiquem no país, submetam-se ao rei da Babilónia e tudo vos correrá bem.»

25Mas no sétimo mês daquele ano, Ismael, filho de Netanias e neto de Elisama, de sangue real, dirigiu-se a Mispá com dez homens e matou Godolias, bem como todos os judeus e babilónios que estavam com ele. 26Então os israelitas, tanto ricos como pobres, juntamente com os oficiais do exército, fugiram todos para o Egito, com medo dos babilónios.

O rei da Babilónia dá a liberdade a Jeconias

27No dia vinte e sete do décimo segundo mês do trigésimo sétimo ano de cativeiro de Jeconias, rei de Judá, Evil-Merodac, rei da Babilónia25,27 Evil-Merodac tornou-se rei da Babilónia em 561 a.C., no primeiro ano do seu reinado, mostrou-se bondoso com Jeconias e tirou-o da prisão. 28Tratou-o com benevolência e deu-lhe uma posição de maior honra do que a que deu aos outros reis que estavam com ele na Babilónia. 29Jeconias foi autorizado a não usar roupa de prisioneiro e, até ao fim da sua vida, comeu à mesa do rei da Babilónia. 30Todos os dias, enquanto viveu, Jeconias recebeu do rei da Babilónia o que lhe era necessário para a sua subsistência.