a BÍBLIA para todos Edição Comum (BPT)
2

Moab

21O Senhor disse:

«O povo de Moab2,1 Moab. Reino vizinho de Israel, situado a este do mar Morto. Sobre os amonitas, ver Is 15,1. cometeu crimes e mais crimes e por isso não lhes perdoarei. É que eles reduziram a pó os ossos do rei de Edom. 2Por isso, vou deitar fogo contra Moab, que há de destruir as fortalezas da cidade de Queriot2,2 Queriot. Cidade moabita ainda não localizada, mencionada também em Jr 48,24.. O povo de Moab morrerá ao fragor da batalha, aos gritos dos soldados e ao som das trombetas. 3Vou arrancar de Moab o rei e, com ele, destruir todos os seus oficiais.»

Foi o Senhor quem falou.

Judá

4O Senhor disse:

«O povo de Judá cometeu crimes e mais crimes e por isso não lhes perdoarei. É que eles desprezaram a lei do Senhor e não guardaram os seus mandamentos. Desviaram-se atrás dos falsos deuses, que os seus antepassados tinham já servido. 5Por isso, vou deitar fogo sobre Judá, que há de destruir as fortalezas de Jerusalém.»

Israel

6O Senhor disse:

«O povo de Israel cometeu crimes e mais crimes e por isso não lhes perdoarei. É que eles venderam o inocente por dinheiro e o pobre por um par de sandálias. 7Eles esmagam no chão a cabeça dos fracos e desviam os pobres do seu caminho reto. O pai e o filho têm relações amorosas com a mesma rapariga escrava e profanam assim o meu santo nome. 8Deitam-se junto de qualquer altar com as roupas hipotecadas. No templo dos seus deuses bebem o vinho que tiraram aos seus devedores. 9E fui eu que destruí os amorreus a favor de Israel, eles que eram altos como cedros e fortes como carvalhos. Destruí-os de cima a baixo, tanto os seus frutos como as suas raízes.

10Fui eu que vos tirei do Egito e vos conduzi durante quarenta anos pelo deserto, dando-vos depois a terra dos amorreus. 11Escolhi de entre os vossos filhos alguns para profetas e de entre os vossos jovens alguns para nazireus2,11 Nazireus. Israelitas que se consagravam a Deus com o voto de não beberem bebidas alcoólicas, de não cortarem o cabelo e de não tocarem em cadáveres. Ver Nm 6,1–8.. Não é isto verdade, povo de Israel?»

Palavra do Senhor.

12«Mas obrigam os nazireus a beberem vinho e dão ordens aos profetas para não profetizarem. 13Por isso, vos esmago como o carro carregado de feixes esmaga a calçada. 14As pessoas velozes não hão de encontrar refúgio, as fortes hão de perder a sua força, e os guerreiros não hão de poder salvar as suas vidas. 15Os arqueiros não se poderão manter de pé, os corredores velozes não hão de poder escapar e os cavaleiros não hão de poder fugir. 16Naquele dia, até o mais valente dos heróis deixará as suas armas e há de fugir.»

Palavra do Senhor.

3

31Ouçam as palavras que o Senhor disse contra todos vós, povo de Israel, a família que ele libertou do Egito3,1 Ver Am 2,10; Ex 20,2; Js 24,2–13.: 2«Entre todas as famílias da terra são a única que eu conheci. Por isso, vou pedir-vos contas de todos os crimes que cometeram.»

Deveres do profeta

3Porventura dois homens caminham juntos sem primeiro chegarem a acordo?

4Porventura o leão solta rugidos na floresta sem primeiro ter encontrado presa?

E o leão pequeno uiva na sua caverna sem primeiro ter apanhado alguma coisa?

5Porventura o pássaro é apanhado numa armadilha escondida no chão, se a armadilha não tiver engodo? E tira-se a armadilha do chão, mesmo sem ter apanhado nada?

6Se a trombeta dá o alarme para a guerra numa cidade, porventura o povo não fica assustado?

Se um desastre acontece numa cidade, porventura não foi o Senhor a agir?

7Pois também o Senhor Deus não faz nada sem primeiro revelar os seus planos aos seus servos, os profetas.

8Quando o leão dá rugidos, quem é que não tem medo? Quando o Senhor Deus fala, quem se recusa a ser profeta?

Condenação da Samaria

9Anunciem sobre as muralhas aos habitantes de Asdod; anunciem sobre as muralhas aos habitantes do Egito e digam-lhes: «Reúnam-se nas montanhas da Samaria e vejam as grandes desordens e as opressões que lá se praticam.»

10Este povo não conhece o procedimento reto.

Palavra do Senhor.

Enchem os palácios de coisas roubadas por meio do crime e da violência. 11Por isso, o Senhor Deus faz saber que o inimigo há de cercar a nação, destruir o seu poder e os seus palácios hão de ser saqueados.

12O Senhor diz:

«Assim como o pastor arranca das garras do leão duas patas3,12 Comparar com Gn 31,39 e ver Ex 22,12. ou um pedaço de orelha da ovelha, assim serão arrancados os filhos de Israel que vivem na Samaria, reclinados em sofás e em leitos luxuosos.

13Ouçam bem e protestem contra os descendentes de Jacob», diz o Senhor Deus todo-poderoso. 14«No dia em que castigar o povo de Israel pelos seus crimes, hei de destruir também os altares de Betel3,14 Betel. Cidade situada a 15 km a norte de Jerusalém. O rei Jeroboão I de Israel instalou ali um lugar de culto concorrente do templo de Jerusalém. Ver 1 Rs 12,26–29.. Os cantos salientes do altar serão quebrados e atirados por terra. 15Hei de destruir as casas de inverno e as casas de verão. As casas decoradas a marfim hão de ficar em ruínas e as moradias sumptuosas hão de ser destruídas.»

Palavra do Senhor.

4

Contra as mulheres importantes de Samaria

41Ouçam bem isto, vacas de Basã4,1 Basã. Região situada a este do lago de Tiberíades muito rica em prados e em pastagens.. Exploram os fracos e oprimem os pobres e dizem aos grandes do país: «Tragam vinho e bebamos!» 2O Senhor Deus jurou pela sua honra: «hão de vir dias terríveis em que sereis arrastadas com ganchos e os vossos filhos com arpões de pesca. 3Saireis pelos buracos dos muros, uma de cada vez, e arrastadas para o Hermon.»

Palavra do Senhor.

Contra o ritualismo das festas

4O Senhor Deus disse:

«Povo de Israel, venham ao santuário de Betel e pequem, ao santuário de Guilgal e pequem ainda mais! Tragam os animais para o sacrifício cada manhã, e os vossos dízimos de três em três dias. 5Ofereçam a Deus o vosso pão sem fermento em sacrifício de ação de graças, anunciem e proclamem publicamente as vossas ofertas voluntárias! Na verdade, é este o vosso amor por mim, ó filhos de Israel?

6Fui eu também que te recusei a comida para os dentes, em todas as tuas cidades, e que mandei fome de pão a todas as tuas casas. Mesmo assim não voltaste para mim.

Palavra do Senhor.

7Fui eu também que te neguei a chuva4,7 Ver 1 Rs 17,1; Jr 3,3; 14,1–6. faltando ainda três meses para a colheita4,7 Isto é, quando as colheitas mais precisavam.. Fiz com que chovesse sobre uma cidade e não chovesse sobre outra. Um campo tinha chuva e outro ficou seco por falta dela. 8Obrigado pela sede, o povo de várias cidades foi à procura de água a uma outra cidade, mas não conseguiram matar a sede. Mesmo assim, tu não voltaste para mim.

Palavra do Senhor.

9Enviei contra ti o míldio e a ferrugem. A maior parte das tuas vinhas e jardins, das tuas figueiras e oliveiras foi devorada pelas lagartas. Mesmo assim, tu não voltaste para mim.

Palavra do Senhor.

10Enviei contra ti a peste4,10 Ver Ex 9,3. como fiz contra o Egito. Matei os teus jovens na guerra e apoderei-me dos teus cavalos. Enchi o vosso nariz com o cheiro infeto dos cadáveres dos teus acampamentos. Mesmo assim, tu não voltaste para mim.

Palavra do Senhor.

11Mandei contra ti uma catástrofe como a enorme catástrofe de Sodoma e Gomorra4,11 Ver Gn 19,24–25.. Ficaste como um tição tirado do fogo. Mesmo assim, tu não voltaste para mim. Palavra do Senhor.

12Portanto, povo de Israel, é assim que eu te vou tratar novamente. E como te vou tratar desta maneira, prepara-te para compareceres diante do teu Deus.»

Palavra do Senhor.

13Eis aquele que fez as montanhas e criou os ventos.

Ele revela ao homem qual é o seu desígnio;

das trevas produz a aurora,

e caminha por cima das alturas da terra.

O seu nome é: Senhor, Deus todo-poderoso!