a BÍBLIA para todos Edição Comum (BPT)
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131Tudo aquilo que eu vos ordenei, devem pô-lo em prática, sem acrescentar nem retirar nada13,1 Ver Dt 4,2; Ap 22,18–19. Em algumas traduções, Dt 13,1 está numerado como 12,32 e, assim, 13,2–19 ficam numerados como 13,1–18.

Profeta de falsos deuses

2«Se um dia aparecer no vosso meio um profeta ou alguém que tenha visões13,2 Ver Jr 23,25–32. a anunciar-vos milagres e prodígios, 3para vos convencer a seguir e adorar outros deuses, que não reconheciam antes, ainda que esses milagres e prodígios se venham a realizar, 4não façam caso do que diz esse profeta ou visionário. É o Senhor, vosso Deus, que vos está a pôr à prova, para saber se realmente o amam com todo o coração e com toda a alma.

5Sigam somente o Senhor, vosso Deus, e tenham-lhe respeito, cumpram os seus mandamentos e obedeçam às suas ordens, sirvam-no e permaneçam fiéis a ele.

6Quanto a esse profeta ou visionário, que seja condenado à morte, porque aquilo que ele propunha é uma revolta contra o Senhor, vosso Deus, que vos tirou do Egito, que vos arrancou da terra da escravidão. O que ele pretendia era desviar-te do caminho que o Senhor, teu Deus, te mandou seguir. Por isso, deves fazer desaparecer esse perigo do vosso meio.»

Um caso familiar de idolatria

7«Pode acontecer que, alguma vez, o teu próprio irmão, ou o teu filho ou filha, ou a tua esposa ou um amigo muito íntimo te queira arrastar e te convide para prestares culto, em segredo, a outros deuses que não reconhecias antes, nem tu nem os teus antepassados. 8Quer se trate de deuses dos povos que estão mais perto de vós, quer doutros povos mais distantes, de qualquer parte do mundo, 9não aceites, nem lhe dês ouvidos. Não tenhas dó nem compaixão dele nem o ajudes a esconder-se. 10Ele terá de morrer. Tu próprio tens de lhe atirar a primeira pedra e o povo continuará depois. 11Será apedrejado até morrer, porque pretendeu afastar-te do Senhor, teu Deus, que te fez sair do Egito, da terra da escravidão. 12Todo o povo de Israel tomará conhecimento do caso e ficará cheio de medo e ninguém mais voltará a fazer uma coisa dessas.»

Um caso coletivo de idolatria

13«Se ouvires dizer que numa das cidades, que o Senhor, teu Deus, te deu para lá viveres, 14apareceram homens perversos, pertencentes ao teu próprio povo, que andam a desorientar as pessoas, arrastando-as para prestarem culto a outros deuses, que tu não reconhecias antes, 15procura investigar bem o assunto. Se vires que é realmente verdade o rumor que se levantou e que um semelhante horror foi praticado entre vós, 16passa os habitantes dessa cidade a fio de espada e condena-os à destruição13,16 Ver 2,34 e nota., tanto as pessoas como tudo o que nela se encontra, até os animais. 17Amontoa os despojos que lá encontrares no meio da praça e deita o fogo à cidade com tudo o que lá houver. Será uma oferta inteiramente queimada em honra do Senhor, teu Deus. E essa cidade ficará um montão de ruínas para sempre. Ninguém mais a voltará a edificar.

18Não deves conservar nada daquilo que foi condenado à destruição. Assim o Senhor deixará de estar irado e há de tratar-te com bondade e fazer com que te tornes um povo cada vez mais numeroso13,18 Ver 7,13 e nota., tal como prometeu aos teus antepassados. 19Isto acontecerá se obedeceres à palavra do Senhor, teu Deus, cumprindo todos os seus mandamentos que eu hoje te transmito, fazendo aquilo que o Senhor, teu Deus, considera justo

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Proibição de certas práticas de luto

141«Vocês são filhos do Senhor, vosso Deus. Não façam cortes no corpo nem rapem a parte da frente da cabeça14,1 Estes ritos de luto são proibidos por serem praticados pelos outros povos. Ver Dt 26,14 e nota; ver ainda Lv 19,28; 21,5; Jr 41,5., quando alguém morrer, 2pois são um povo consagrado ao Senhor. Ele escolheu-vos dentre todos os povos que existem na terra, para serem o seu povo particular14,2 Ver Dt 7,6 e nota; e ainda Ex 19,5; Tt 2,14; 1 Pe 2,9.

Animais puros e impuros

(Levítico 11)

3«Não devem comer animais considerados impuros.

4Os animais que podem comer são estes14,4 Uma boa parte dos animais referidos no hebraico são de identificação duvidosa.: o boi, o cordeiro, o cabrito, 5o veado, a gazela, a corça, a cabra selvagem, o gamo, o antílope e o búfalo. 6Podem portanto comer de qualquer animal que tenha a unha do pé dividida em dois cascos diferentes e seja ruminante. 7Por isso, não devem comer dos seguintes, ainda que tenham unha dividida ou sejam ruminantes: o camelo, a lebre e o coelho, porque ruminam, mas não têm a unha fendida. Considerem-nos impuros. 8O porco, que tem a unha fendida, mas não rumina, considerem-no também impuro. Não comam da sua carne, nem toquem nesses animais, depois de mortos.

9Dos animais que vivem na água, podem comer de todos os que têm barbatanas e escamas. 10Dos que não tiverem barbatanas ou escamas não comam. São impuros.

11Das aves podem comer as que são puras. 12Mas não devem comer as seguintes: a águia, o xofrango, o esmerilhão, 13o falcão e todas as espécies de abutres, 14todas as espécies de corvos, 15a avestruz, a andorinha, a gaivota e todas as espécies de gaviões, 16a coruja, o mocho, o íbis, 17o pelicano, o corvo marinho e o milhafre, 18a cegonha, toda a espécie de garças, o faisão e o morcego. 19Todos os insetos que voam devem ser considerados impuros; não podem comer deles. 20Mas das aves14,20 Ou: Mas dos insetos voadores. Comparar com Lv 11,21–22, onde se definem os insetos puros. puras podem comer.

21Não devem comer nenhum animal que apareça morto. Deem-no aos estrangeiros que vivem convosco ou vendam-no a algum estrangeiro de passagem, pois são um povo consagrado ao Senhor, vosso Deus.

Também não devem preparar o cabrito com o leite da sua mãe14,21 Deve tratar-se de um rito de culto pagão. Ver Ex 23,19; 34,26.

Entrega das décimas

(Levítico 27,30–32; Números 18,21–32)

22«Deves pagar a décima parte de tudo o que anualmente produzem os teus campos. 23Com ela farás um banquete diante do Senhor, teu Deus, no lugar que ele escolher para aí fazer o seu santuário. Deves pagar a décima do teu trigo, do teu vinho e do teu azeite e entregar as primeiras crias das tuas vacas e das tuas ovelhas. Assim aprenderás a respeitar sempre ao Senhor, teu Deus.

24Mas se o lugar que o Senhor, teu Deus, escolher para aí fazer o seu santuário, for muito longe de tua casa e não conseguires levar contigo a tua décima e primogénitos, 25então deves vendê-los e levar contigo o dinheiro correspondente, para o lugar que o Senhor, teu Deus, tiver escolhido. 26Com esse dinheiro comprarás lá tudo aquilo que tiveres na vontade: bois, ovelhas, vinho e outras bebidas e tudo o mais que te apetecer. E então farás um banquete junto do Senhor, teu Deus, festejando alegremente a tua oferta com a tua família.

27Não esqueças também os levitas que vivem junto de ti, porque não têm parte contigo na distribuição de terras. 28De três em três anos, deves juntar o produto das tuas décimas daquele ano e armazenar tudo na tua cidade. 29Isso será para os levitas, que não tiveram parte contigo na distribuição das terras, e para os estrangeiros, os órfãos e viúvas, que vivem na tua região, para que eles possam comer até ficarem satisfeitos. Assim o Senhor, teu Deus, há de abençoar-te em tudo o que fizeres.»

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O ano do perdão das dívidas

151«No fim de cada sete anos, deves perdoar as dívidas. 2Será da seguinte maneira: Todo aquele que tiver emprestado alguma coisa a alguém deve-lhe perdoar e não exigir a restituição. É um ano de perdão em honra do Senhor. 3Aos estrangeiros podes exigir o pagamento da dívida. Ao teu compatriota é que deves perdoar o que lhe tiveres emprestado.

4Desta maneira, não deve haver pobres no meio de vós, pois o Senhor, teu Deus, abençoou-te na terra que te deu15,4 Ver 1,25 e nota., para tomares posse dela como propriedade tua. 5Mas isto só acontecerá se obedeceres às ordens do Senhor, teu Deus, pondo em prática todos os mandamentos que eu hoje te dou.

6O Senhor, teu Deus, há de abençoar-te, como te prometeu. Terás muito que emprestar a muitos povos, e não precisarás de pedir emprestado. Dominarás muitos povos, mas ninguém te dominará a ti.

7E se houver algum pobre entre os teus compatriotas, nalguma das tuas cidades, na terra que o Senhor, teu Deus, te vai dar, não endureças o teu coração, nem lhe feches a tua mão. 8Mas empresta-lhe com generosidade tudo aquilo de que ele tiver necessidade15,8 Sobre os v. 7–8, ver Lv 25,35.. 9Não te ponhas a pensar maldosamente que já está próximo o ano do perdão das dívidas, para tratares com maus modos o teu compatriota pobre e não lhe dares nada. Pois ele iria queixar-se de ti ao Senhor e a tua atitude seria considerada um pecado. 10Dá-lhe com largueza e sem receio, pois pela tua generosidade o Senhor, teu Deus, há de abençoar-te em todos os teus trabalhos e empreendimentos.

11Pobres nunca faltarão nesta terra15,11 Ver Mt 26,11; Mc 14,7; Jo 12,8.. Por isso, te ordeno que sejas generoso para com os teus compatriotas necessitados e para com os pobres que vivem na tua terra.»

Os escravos

(Êxodo 21,1–6)

12«Se algum israelita, homem ou mulher, se tornar teu escravo15,12 Segundo o texto hebraico, a pessoa em questão pode vender-se a si mesma como escrava ou ser vendida por outra pessoa., só o podes ter ao teu serviço durante seis anos. No sétimo ano, deves dar-lhe a liberdade. 13E quando o puseres em liberdade, não o deves mandar embora de mãos vazias. 14Dá-lhe com abundância do teu gado, do teu cereal e do teu vinho, de tudo aquilo que o Senhor te concedeu. 15Lembra-te que também tu foste escravo no Egito e que o Senhor, teu Deus, te libertou. Por isso, é que te dou hoje estas ordens.

16Mas se ele se sentir bem em tua casa e te disser: “Não me quero ir embora de tua casa, porque gosto de ti e da tua família”, 17então tomas o punção e furas-lhe a orelha e ele será teu escravo para sempre. A mesma coisa farás com a tua escrava.

18Não te deves sentir prejudicado por lhe dares a liberdade pois, ao trabalhar para ti durante seis anos, trabalhou o dobro de qualquer assalariado15,18 Ou: pois foi teu escravo, durante seis anos, e um assalariado ter-te-ia custado o dobro. e, além disso, o Senhor, teu Deus, há de te abençoar em tudo o que fizeres15,18 Sobre os v. 12–18, ver Lv 25,39–46.

Os primogénitos são para o Senhor

(Êxodo 13,1–2.11–16)

19«As primeiras crias das tuas vacas e das tuas ovelhas serão oferecidas ao Senhor, teu Deus. Se for bezerro, não te deves servir dele para trabalhar e, se for cordeiro, não o podes tosquiar.

20Deves comê-los diante do Senhor, todos os anos, tu e a tua família, no lugar que o Senhor escolher15,20 Ver 14,23.. 21Mas se ele tiver qualquer defeito, por exemplo, se for coxo ou cego, não o podes oferecer em sacrifício ao Senhor, teu Deus. 22Nesse caso deves comê-lo na terra onde viveres. Todos podem comer dele, quer estejam ritualmente puros quer estejam impuros. É como se fosse uma gazela ou um veado. 23Só não deves comer o seu sangue15,23 Ver Dt 12,16; Gn 9,4; Lv 7,26–27; 17,10–14.; deves derramá-lo na terra como água.»