a BÍBLIA para todos Edição Comum (BPT)
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Altar de incenso

301«Faz também um altar de madeira de acácia, para se apresentarem ofertas de incenso. 2Será quadrado, com cinquenta centímetros de lado e um metro de altura. Os cantos salientes do altar devem formar com ele uma única peça. 3Deves revestir de ouro puro a parte superior do altar, todos os lados e os cantos. Põe-lhe em volta uma guarnição de ouro. 4Põe-lhe argolas de ouro por cima da guarnição, duas de cada lado, para passarem por elas dois varais, destinados a transportá-lo. 5Faz os varais de acácia e reveste-os de ouro. 6Coloca o altar diante da cortina que está diante da arca com o documento da aliança, diante da cobertura da arca, no lugar em que me encontrarei contigo. 7É neste lugar que, todas as manhãs, à hora de preparar as lâmpadas, Aarão queimará incenso aromático sobre o altar; 8e fará o mesmo ao entardecer, à hora de acender as lâmpadas. Assim haverá eternamente, de geração em geração, o perfume do incenso na presença do Senhor. 9Não ofereças sobre este altar nenhum outro incenso, nem holocaustos, nem ofertas de cereais, nem libações de vinho em honra do Senhor. 10Este altar será inteiramente consagrado ao Senhor, e uma vez por ano, para sempre, Aarão oferecerá sobre os cantos salientes do altar o sangue do sacrifício para perdão dos pecados

Resgate pela vida

11O Senhor disse a Moisés: 12«Quando fizeres o recenseamento do povo de Israel, cada um deles pagará ao Senhor o resgate pela sua pessoa, por ocasião do recenseamento, para não cair sobre eles nenhuma desgraça. 13Todos os recenseados darão, como tributo ao Senhor, cinco gramas de prata, que é metade da unidade de peso oficial do santuário. 14Todos os recenseados maiores de vinte anos darão este tributo ao Senhor; 15nem o rico dará mais nem o pobre dará menos ao Senhor, pelo resgate da sua vida, do que cinco gramas de prata. 16A prata recolhida dos israelitas deves empregá-la no serviço da tenda do encontro, para recordar ao Senhor que os filhos de Israel lhe entregaram o resgate pelas suas vidas.»

Bacia de abluções

17O Senhor disse ainda a Moisés: 18«Faz uma bacia de bronze para abluções, com uma base também de bronze, e coloca-a entre a tenda do encontro e o altar. Deita água na bacia 19e Aarão e os seus filhos lavarão nela as mãos e os pés. 20Quando entrarem na tenda do encontro e se aproximarem do altar, para exercerem as suas funções e queimarem ofertas em honra do Senhor, devem lavar-se com essa água, para não correrem o risco de morrer. 21Esta obrigação de lavarem as mãos e os pés, para não morrerem é uma lei perpétua, para eles e para os seus descendentes, por todas as gerações.»

Óleo de consagração

22O Senhor disse também a Moisés o seguinte: 23«Escolhe tu mesmo as melhores plantas aromáticas, uns seis quilos da melhor mirra, uns três quilos de canela aromática, 24uns seis quilos de cássia, pesados segundo o peso oficial do santuário, e três litros e meio de azeite de oliveira. 25Faz com tudo isto o óleo, perfumado e preparado com a arte de um perfumista, para o ritual de consagração. Este será o óleo para a unção de consagração. 26Deves consagrar com ele a tenda do encontro, a arca com o documento da aliança, 27a mesa e todos os acessórios, o candelabro e os acessórios, o altar do incenso, 28o altar dos holocaustos, com todos os utensílios, e a bacia com a sua base. 29Assim consagrados, tornar-se-ão coisas santíssimas e tudo o que neles tocar ficará consagrado.

30Com esse mesmo óleo deves ungir e consagrar também Aarão e seus filhos, para que sejam meus sacerdotes. 31Depois dirás ao povo de Israel que este será para mim o óleo de consagração, através dos séculos. 32Não deverá ser usado para qualquer pessoa, nem podem fazer outro semelhante a este. É uma coisa sagrada e como tal o devem considerar. 33Se alguém preparar um óleo igual a este ou com ele ungir um estranho, será eliminado do seu povo.»

Incenso santo

34O Senhor disse a Moisés: «Arranja os seguintes ingredientes em partes iguais: bálsamo, unha aromática e gálbano aromático; 35e com eles prepara um incenso puro e santo, misturando tudo bem, como o perfumista faz para os perfumes. 36Reduz uma parte a pó muito fino e põe-no diante da arca da aliança, na tenda do encontro, ou seja onde eu me encontrarei contigo. Este incenso será para vocês o mais sagrado. 37Não deverão fazer para vosso uso outro incenso de composição igual à deste. Deves considerá-lo como coisa sagrada, reservada ao Senhor. 38Quem fizer um incenso igual para servir de perfume, será eliminado do seu povo.»

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Artífices para o santuário

311O Senhor disse a Moisés: 2«Eu escolhi Beçalel, filho de Uri e neto de Hur, da tribo de Judá, 3e enchi-o do Espírito de Deus e de sabedoria, entendimento, conhecimento e habilidade para todos os trabalhos, 4para fazer desenhos e trabalhos de ouro, prata e cobre, 5para gravar pedras e engastá-las, trabalhar a madeira e executar toda a espécie de obras. 6Escolhi, para seu auxiliar, Oliab, filho de Aisamac, da tribo de Dan. E a todos os homens hábeis dei maior sabedoria, para que executem tudo como te ordenei: 7a tenda do encontro, a arca da aliança, a sua cobertura e todas as peças da tenda, 8a mesa com os seus acessórios, o candelabro de ouro puro com todos os seus acessórios, o altar do incenso, 9o altar dos holocaustos com os seus utensílios, a bacia com a sua base, 10as vestes litúrgicas, as vestes sagradas do sacerdote Aarão e dos seus filhos, para quando exercerem as suas funções de sacerdotes, 11o óleo de consagração e o incenso aromático, para o santuário. Eles saberão executar tudo, tal como te ordenei.»

Dia de descanso

12O Senhor disse ainda a Moisés: 13«Fala aos filhos de Israel e diz-lhes: “Devem respeitar os meus dias de descanso, porque esse é para sempre o sinal entre mim e vós, para que saibam que eu, o Senhor, fiz de vocês um povo santo. 14O dia de descanso será sagrado e deverão respeitá-lo. Quem não o respeitar será condenado à morte; quem nesse dia fizer algum trabalho será eliminado do seu povo. 15Podem trabalhar durante os seis dias da semana, mas o sétimo dia será de descanso consagrado ao Senhor. Quem trabalhar no dia de descanso será condenado à morte. 16Os filhos de Israel devem respeitar, por isso, o dia de descanso, como um compromisso eterno, através dos séculos. 17Será um sinal permanente entre mim e os israelitas. Porque o Senhor fez o céu e a terra em seis dias e no sétimo dia parou e descansou.”»

Bezerro de ouro

18Quando o Senhor acabou de falar com Moisés no monte Sinai, entregou-lhe duas placas de pedra com a lei escrita pelo próprio Deus.

32

321Vendo que Moisés demorava a descer do monte, o povo reuniu-se em volta de Aarão e disse: «Anda, faz-nos deuses que nos guiem, porque não sabemos o que aconteceu a Moisés, o homem que nos tirou do Egito.» 2E Aarão respondeu: «Tirem as argolas de ouro das orelhas das vossas mulheres e dos vossos filhos e filhas e tragam-mas.» 3Todos tiraram as argolas das orelhas e levaram-nas a Aarão. 4Ele recebeu tudo aquilo, deitou o ouro num molde e fundiu um bezerro de metal. E todos exclamaram: «Povo de Israel, aqui tens os teus deuses, que te fizeram sair do Egito!» 5Quando Aarão viu isto, construiu um altar em frente do bezerro e disse em voz alta: «Amanhã haverá festa em honra do Senhor6No dia seguinte, de manhã, ofereceram holocaustos e sacrifícios de ação de graças. O povo sentou-se a comer e a beber e depois começaram a divertir-se.

7Então o Senhor disse a Moisés: «Vai, desce, porque o teu povo que tiraste do Egito está a corromper-se. 8Bem depressa se desviaram do caminho que lhes tracei. Fizeram um bezerro de ouro fundido e estão a adorá-lo e a fazer-lhe ofertas, exclamando: “Povo de Israel, aqui tens os teus deuses que te fizeram sair do Egito!”»

9O Senhor disse ainda a Moisés: «Vejo bem que este povo é teimoso e rebelde. 10Agora, deixa-me, porque a minha ira vai-se levantar contra ele e vou destruí-los a todos. Mas de ti vou fazer uma grande nação.» 11Moisés implorou ao Senhor, seu Deus, e disse-lhe: «Senhor, por que estás tão irritado contra o teu povo, aquele que fizeste sair do Egito com grande força e poder? 12Não permitas que os egípcios digam de nós que foi por maldade que Deus nos tirou do Egito para nos matar nas montanhas e nos fazer desaparecer da terra! Não te deixes dominar pela ira, Senhor, e renuncia à ideia de fazeres mal ao teu povo. 13Lembra-te dos teus servos Abraão, Isaac e Jacob, aos quais juraste e prometeste, por tua honra, que havias de tornar a sua descendência tão numerosa como as estrelas do céu e conceder aos seus descendentes esta terra como herança eterna.»

14O Senhor renunciou à ideia que tinha manifestado de castigar o seu povo. 15Então Moisés resolveu descer do monte, levando consigo as placas da lei, que estavam escritas dos dois lados. 16Eram obra de Deus e o que estava gravado nelas tinha sido escrito por Deus.

17Quando Josué ouviu os gritos que o povo dava, disse a Moisés: «Há gritos de guerra no acampamento.» 18Moisés respondeu: «O que se ouve não são cânticos alegres de vitória, nem cânticos tristes de derrota: são apenas vozes de gente a cantar.»

19Ao chegar junto do acampamento, Moisés viu o bezerro e as danças. Ficou cheio de ira, atirou com as placas da lei ao chão junto do monte e fê-las em pedaços. 20Em seguida, agarrou no bezerro que eles fizeram, atirou-o ao fogo, reduziu-o a pó fino e espalhou-o na água. Depois deu a beber aquela água aos filhos de Israel. 21Moisés disse a Aarão: «Que te fez este povo, para o deixares cometer um pecado tão grande?» 22Aarão respondeu: «Ó meu senhor, não te irrites comigo. Bem sabes que este povo é inclinado ao mal. 23Disseram-me: “Faz-nos deuses que nos guiem, porque não sabemos o que aconteceu a Moisés, o homem que nos tirou do Egito.” 24E eu respondi-lhes: “Quem tiver ouro que se desfaça dele e mo entregue.” Eu deitei esse ouro no fogo e saiu este bezerro!»

25Moisés, vendo que o povo estava desenfreado e exposto à troça dos seus inimigos, porque Aarão não tinha sabido controlá-lo, 26colocou-se à entrada do acampamento e gritou: «Quem é pelo Senhor junte-se a mim!» Todos os da tribo de Levi se juntaram a ele 27e Moisés disse-lhes: «O Senhor, Deus de Israel, diz o seguinte: “Pegue cada um numa espada, regressem ao acampamento e vão de porta em porta, matando cada um o irmão, o amigo, o vizinho!”»

28Os levitas cumpriram as ordens de Moisés e, nesse dia, morreram cerca de três mil homens dentre o povo. 29Então Moisés disse: «Este foi o verdadeiro sacrifício da vossa consagração ao Senhor: sacrificando o vosso filho e o vosso irmão, conseguiram hoje de Deus uma grande bênção.»

30No dia seguinte, Moisés disse ao povo: «É grande o pecado que cometeram. Subirei agora junto do Senhor, para ver se consigo que ele vos perdoe.»

31Moisés voltou junto do Senhor e disse-lhe: «Realmente este povo cometeu um grande pecado, ao fazer um deus de ouro. 32Rogo-te, no entanto, que lhe perdoes, ou então apaga o meu nome do livro que escreveste.» 33O Senhor respondeu a Moisés: «Só apagarei do meu livro aquele que pecar contra mim. 34Agora vai lá e conduz o povo onde eu disser. O meu anjo caminhará à tua frente. Quando chegar o dia do castigo, castigarei o povo pelo seu pecado.» 35E o Senhor castigou o povo, por ter instigado Aarão a fazer o bezerro.