a BÍBLIA para todos Edição Comum (BPT)
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81O Senhor8,1 Ver nota anterior. disse ainda a Moisés: «Diz a Aarão que estenda a sua vara sobre os rios, os canais e as lagoas, para que as rãs saiam das águas e cubram a terra do Egito.» 2Aarão estendeu a mão sobre as águas do Egito e delas saíram rãs que cobriram o país. 3Mas os magos fizeram o mesmo com as suas artes mágicas e também fizeram aparecer rãs por todo o Egito.

4Então o faraó mandou chamar Moisés e Aarão e disse-lhes: «Peçam ao Senhor que afaste as rãs de mim e do meu povo e eu deixarei que o vosso povo vá oferecer sacrifícios ao Senhor

5Moisés respondeu ao faraó: «Diz-me, por favor, quando queres que eu rogue por ti, pelos teus servidores e pelo teu povo, para que o Senhor afaste as rãs de ti e das vossas casas, de modo a ficarem apenas no Nilo.» 6E o faraó disse: «Amanhã.» Moisés disse-lhe então: «Será como desejas, para que saibas que não há ninguém como o Senhor, nosso Deus. 7As rãs afastar-se-ão de ti, do teu palácio, dos teus servidores e do teu povo. Ficarão apenas no Nilo.» 8Depois Moisés e Aarão saíram do palácio do rei e Moisés pediu ao Senhor que afastasse as rãs que tinha enviado contra o faraó. 9O Senhor fez o que Moisés lhe pediu e as rãs que estavam nas casas, nas praças e nos campos morreram. 10As pessoas apanhavam as rãs mortas e amontoavam-nas; por toda a parte cheirava mal. 11Mas o faraó, ao ver-se livre das rãs, voltou a opor-se e a não fazer caso de Moisés e Aarão, tal como o Senhor tinha previsto.

A praga dos mosquitos

12O Senhor disse a Moisés: «Diz a Aarão que bata com a vara no pó da terra, para que se transforme em mosquitos em todo o Egito.» 13Eles assim fizeram: Aarão bateu com a vara no pó da terra e caíram mosquitos sobre os homens e sobre os animais. Todo o pó se transformou em mosquitos por todo o Egito. 14Os magos tentaram fazer aparecer mosquitos com as suas artes mágicas, mas não conseguiram. Os mosquitos continuavam a atacar os homens e os animais. 15Então os magos disseram ao faraó: «Isto é coisa de Deus8,15 Literalmente: é o dedo de Deus.!» Mas o faraó continuou teimoso e não fez caso, tal como o Senhor tinha previsto.

A praga das moscas

16O Senhor disse a Moisés: «Levanta-te de manhã cedo e apresenta-te ao faraó, quando ele for ao rio, e diz-lhe que o Senhor lhe manda dizer: “Deixa sair o meu povo para que me preste culto. 17Porque se não deixares, castigar-te-ei com moscas venenosas que te atacarão a ti, aos teus servidores, ao teu povo e às tuas casas. As casas dos egípcios ficarão cheias de moscas venenosas, assim como a terra onde eles habitam. 18Mas nesse dia excluirei a terra de Góchen, onde reside o meu povo. Lá não haverá moscas venenosas. Assim saberás que eu, o Senhor, estou neste país. 19O meu povo ficará livre delas, mas o teu não. É amanhã que este prodígio se realizará.”»

20E o Senhor assim fez. Uma espessa nuvem de moscas venenosas invadiu o palácio do faraó, as casas dos seus servidores e todo o território egípcio. As moscas deixaram o país completamente arruinado. 21Então o faraó mandou chamar Moisés e Aarão e disse-lhes: «Vão oferecer sacrifícios ao vosso Deus, mas sem saírem do país.» 22Moisés respondeu: «Não conviria que fizessemos assim, porque os egípcios têm horror aos sacrifícios que oferecemos ao Senhor, nosso Deus8,22 Os egípcios consideravam sagrados alguns dos animais que os israelitas ofereciam em sacrifício.. Se eles nos vissem oferecer esses sacrifícios, estou certo que nos apedrejariam até à morte. 23Temos de ir ao deserto, a três dias de caminho, para ali oferecermos sacrifícios ao Senhor, nosso Deus, tal como ele nos ordenou.» 24O faraó disse então: «Consinto em deixar-vos ir ao deserto oferecer sacrifícios ao Senhor, vosso Deus; mas não se afastem demasiado. E peçam também por mim.» 25Moisés respondeu: «Logo que sair daqui, pedirei ao Senhor, para que amanhã as moscas venenosas se afastem de ti, dos teus servidores e do teu povo. Mas que o faraó não continue a enganar-nos, recusando-se a deixar ir este povo para oferecer sacrifícios ao Senhor

26Quando Moisés saiu do palácio do faraó orou ao Senhor 27e o Senhor fez o que Moisés lhe pediu. As moscas venenosas afastaram-se do faraó, dos seus servidores e do seu povo; não ficou nem uma. 28Mas o faraó, ainda desta vez, resolveu opor-se e não deixou sair os israelitas.

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A praga sobre o gado

91O Senhor ordenou depois a Moisés: «Vai dizer ao faraó: “Assim diz o Senhor, o Deus dos hebreus: Deixa partir o meu povo para que vá adorar-me. 2Se não o deixares ir, se continuares a impedi-lo, 3então o castigo do Senhor cairá sobre o teu gado que está no campo e haverá uma peste muito grave. Morrerão cavalos, jumentos, camelos, bois e ovelhas. 4Contudo, o Senhor fará distinção entre o gado dos filhos de Israel e o gado dos egípcios, para que não morra nenhum animal dos israelitas. 5O Senhor fixou um prazo: amanhã, o Senhor cumprirá a sua palavra contra este país.”»

6E a partir do dia seguinte o Senhor assim fez. Todo o gado dos egípcios morreu, mas não morreu um único animal dos filhos de Israel. 7O faraó mandou ver o gado dos israelitas e foi informado de que não tinha morrido um único animal. No entanto, o coração do faraó continuou endurecido e não deixou sair o povo israelita.

A praga das chagas

8Então o Senhor disse a Moisés e a Aarão: «Tirem punhados de cinza de um forno e que Moisés lance a cinza para o ar, na presença do faraó. 9A cinza vai transformar-se num pó fino, que se espalhará por todo o Egito, e produzirá, em todos os homens e animais do Egito feridas que se transformarão em chagas abertas.» 10Eles apanharam a cinza dum forno e foram colocar-se diante do faraó. Então Moisés atirou a cinza ao ar e tanto os homens como os animais ficaram cobertos de chagas. 11Os magos não puderam comparecer para fazerem frente a Moisés porque, tal como todos os egípcios, também eles ficaram cobertos de chagas. 12Mas o Senhor fez com que o faraó continuasse teimoso e não fizesse caso deles, tal como o Senhor tinha dito a Moisés.

A praga do granizo

13O Senhor disse então a Moisés: «Levanta-te de manhã cedo, apresenta-te diante do faraó e diz-lhe: “Assim diz o Senhor, o Deus dos hebreus: Deixa ir o meu povo, para que vá adorar-me. 14Se não, desta vez vou enviar todas as minhas pragas contra ti, contra os teus servidores e contra o teu povo, para que saibas que não há outro como eu em toda a terra. 15Se eu mostrasse o meu poder, castigando-te a ti e ao teu povo com a peste, já tinhas desaparecido da terra; 16mas deixei-te viver para veres o meu poder e o meu nome ser proclamado em toda a terra. 17Apesar disso, tu continuas a opor-te ao meu povo e a não o deixar sair. 18Pois bem, amanhã, por esta hora, farei cair granizo tão violentamente, que nada terá havido de semelhante no Egito, desde o seu começo até agora. 19Por isso, manda recolher o teu gado e tudo o que tens no campo, porque o granizo ao cair matará as pessoas e os animais que não estiverem debaixo de teto.”» 20Alguns dos servidores do faraó tiveram medo da advertência do Senhor e puseram os seus escravos e os animais debaixo de teto; 21mas houve outros que não a levaram a sério e deixaram escravos e animais fora de casa.

22Então o Senhor ordenou a Moisés: «Levanta a tua mão para o céu e cairá granizo em todo o Egito, sobre pessoas e animais e sobre todas as plantas dos campos egípcios.» 23Moisés levantou a sua vara para o céu e o Senhor enviou trovões, raios e granizo sobre a terra. O Senhor fez cair granizo em todo o Egito. 24O granizo caía juntamente com os raios. Nunca no Egito tinha caído granizo com tanta violência, desde que existia como povo. 25O granizo destruiu por todo o Egito tudo o que havia nos campos: pessoas, animais e plantas, destruindo também as árvores. 26Apenas na terra de Góchen, onde viviam os israelitas, não caiu granizo.

27Então o faraó mandou chamar Moisés e Aarão e disse-lhes: «Reconheço que pequei. O Senhor é justo: eu e o meu povo é que somos culpados. 28Orem ao Senhor para que não haja mais trovões e granizo, porque já tivemos demais, e eu vos deixarei sair do Egito e não vos obrigarei mais a ficar aqui.» 29Moisés respondeu: «Logo que sair da cidade, levantarei as mãos em oração ao Senhor. Os trovões cessarão e não haverá mais granizo, para que saibas que a terra pertence ao Senhor. 30No entanto, eu sei que nem tu nem os teus servidores temem Deus, o Senhor

31O linho e a cevada ficaram destruídos, porque a cevada estava já em espiga e o linho estava em flor. 32Mas o trigo e o centeio não sofreram nada, porque só brotam mais tarde.

33Quando Moisés saiu da cidade e da presença do faraó, elevou as mãos ao Senhor em oração e logo cessaram os trovões e o granizo e a chuva deixaram de cair. 34Quando o faraó viu que já não havia chuva, nem granizo, nem trovões, tornou-se de novo renitente. E, tal como os seus servidores, endureceu o coração 35e recusou-se a deixar sair os israelitas como o Senhor tinha dito a Moisés.

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A praga de gafanhotos

101O Senhor disse então a Moisés: «Vai ter com o faraó, porque eu endureci o seu coração e o dos seus servidores, para poder realizar no meio deles estas maravilhas, 2e para que possas contar aos teus filhos e aos teus netos as maravilhas que realizei no Egito e os prodígios que realizei entre eles. Assim vocês reconhecerão que eu sou o Senhor

3Moisés e Aarão foram ter com o faraó e disseram-lhe: «Assim diz o Senhor, o Deus dos hebreus: “Até quando te recusarás a humilhar-te diante de mim? Deixa sair o meu povo para que vá adorar-me; 4porque se continuares a não deixar sair o meu povo, amanhã mandarei gafanhotos sobre todo o teu país. 5Eles cobrirão a superfície desta terra em tal quantidade que não se conseguirá ver o chão. Devorarão o que escapou do granizo e ainda todas as árvores que crescem nos vossos campos. 6Invadirão os teus palácios e as casas dos teus servidores e as casas de todos os egípcios. Será uma calamidade tão grande que os teus pais e os teus avós nunca viram igual, desde que chegaram a esta terra até aos nossos dias.”» Depois Moisés retirou-se da presença do faraó. 7Então os servidores do faraó disseram-lhe: «Até quando é que este homem nos vai causar problemas? Deixa lá ir esta gente para oferecer sacrifícios ao Senhor, seu Deus. Ainda não viste que o Egito está a arruinar-se?»

8O faraó mandou outra vez chamar Moisés e Aarão e disse-lhes: «Podem ir adorar o Senhor, vosso Deus. Diz-me quais são os que têm de partir.» 9Moisés respondeu: «Temos que ir com as nossas crianças e os nossos velhos, os nossos filhos e as nossas filhas; e levaremos as nossas ovelhas e os nossos bois; pois para nós é uma grande festa em honra do Senhor10O faraó disse: «Então que o Senhor vos acompanhe! Mas eu é que não vou deixar-vos ir com as vossas crianças. Vê-se bem que estão mal-intencionados. 11Não! Vão apenas os homens para adorar o Senhor, como têm pedido!» E mandou-os pôr fora do palácio.

12O Senhor disse então a Moisés: «Estende a tua mão sobre o Egito para que venham contra eles os gafanhotos e acabem com todas as plantas do país, com tudo o que escapou ao granizo.» 13Moisés estendeu a sua vara sobre o Egito e o Senhor fez soprar sobre o país um vento leste que se manteve todo o dia e toda a noite. Quando amanheceu, o vento leste tinha trazido os gafanhotos, 14que invadiram todo o país e poisavam por todo o lado. Nunca houve antes nem haverá depois tantos gafanhotos como naquele dia, 15pois cobriram a terra em tal quantidade que não se conseguia ver o chão; e devoraram todas as plantas e toda a fruta que tinha ficado nas árvores, depois do granizo. Não ficou qualquer verdura em todo o Egito: nem no campo, nem nas árvores.

16O faraó mandou imediatamente chamar Moisés e Aarão e disse-lhes: «Procedi mal contra o Senhor, vosso Deus, e contra vós, 17mas peço-vos que perdoem a minha falta, ainda esta vez, e roguem ao Senhor, vosso Deus, que afaste de mim este flagelo mortal.»

18Quando Moisés saiu do palácio do faraó orou ao Senhor. 19Então o Senhor mudou o rumo do vento e um vento oeste fortíssimo levou os gafanhotos e lançou-os no Mar Vermelho. Não ficou um único gafanhoto em todo o território do Egito. 20Mas o Senhor fez com que o faraó se endurecesse outra vez e não deixasse sair os israelitas.

A praga da escuridão

21O Senhor disse então a Moisés: «Levanta a tua mão para que em todo o Egito haja uma escuridão tão espessa que se possa tocar.» 22Moisés levantou a mão para o céu e uma escuridão muito densa cobriu todo o Egito, durante três dias. 23Não se viam uns aos outros na escuridão e, durante os três dias, ninguém saiu do lugar onde estava. Mas os filhos de Israel tinham luz nas suas casas.

24Então o faraó mandou chamar Moisés e disse-lhe: «Vão adorar o Senhor e levem também as crianças; deixem ficar apenas as ovelhas e as vacas.» 25Mas Moisés respondeu: «Tu é que deves entregar-nos os animais necessários para sacrificarmos e queimarmos em honra do Senhor, nosso Deus. 26Além disso, todo o nosso gado nos acompanhará; nem um só animal nosso deverá ficar, porque temos de escolher alguns deles para os oferecermos em sacrifício ao Senhor. Até lá chegarmos, não sabemos do que iremos necessitar para adorarmos ao Senhor

27O Senhor, porém, endureceu de novo o coração do faraó e ele não os quis deixar partir. 28O faraó disse ainda a Moisés: «Vai-te daqui e não voltes a aparecer diante de mim, porque no dia em que me apareceres morrerás.» 29Moisés respondeu: «Disseste bem. Nunca mais me apresentarei diante de ti.»