a BÍBLIA para todos Edição Comum (BPT)
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411Em seguida, o homem conduziu-me ao interior, que era a nave do templo. Mediu os pilares da entrada e viu que tinham três metros de espessura. 2A entrada tinha cinco metros de largura e paredes de dois metros e meio de espessura de cada lado. Mediu depois a nave que tinha vinte metros de comprimento e dez metros de largura. 3Em seguida, foi para o interior; mediu a entrada e viu que tinha um metro de comprimento e três metros de largura, com paredes de cada lado, com a espessura de três metros e meio. 4Mediu a sala que era quadrada e tinha dez metros de lado em frente da nave. Em seguida disse-me: «Este é o lugar santíssimo

Os compartimentos anexos

5O homem mediu a espessura da parede interior do templo e viu que tinha três metros. Junto à parede, a toda a volta do templo, havia uma série de pequenas salas de dois metros de largura. 6Estas salas situavam-se em três andares, com trinta salas em cada andar. Cada sala encaixava na parede exterior mas não encaixava na parede do próprio templo. 7Em cada andar a superfície das salas aumentava, enquanto que a espessura do muro diminuía, e isso à volta de todo o templo. Por essa razão, à medida que se subia, as salas eram maiores. 8Notei que à volta do templo, os anexos estavam assentes sobre um aterro, três metros acima do átrio. 9A parede exterior dos anexos tinha dois metros e meio de espessura. Havia uma área aberta entre as salas laterais do templo 10e as restantes salas. Essa área tinha dez metros de largura, a toda a volta do templo. 11As salas anexas comunicavam para a área aberta, por meio de duas portas, uma ao norte e a outra ao sul.

12No outro extremo da área aberta, no lado ocidental do templo, havia um edifício de quarenta e cinco metros de comprido e trinta e cinco metros de largura; as suas paredes tinham dois metros e meio de espessura, a toda a volta. 13O homem mediu o lado exterior do templo, e viu que tinha cinquenta metros de comprido. Do lado de trás do templo, ao longo da área aberta até ao lado oposto do edifício, a ocidente, havia uma distância de cinquenta metros. 14A distância de ponta a ponta, em frente do templo, incluindo a área aberta de cada lado, era também de cinquenta metros. 15Ele mediu o comprimento do edifício situado atrás do templo, incluindo os corredores de ambos os lados, e viu que tinha igualmente cinquenta metros.

O interior do templo

Os pórticos de entrada e o interior do templo 16estavam revestidos de madeira, bem como as salas anexas construídas em toda a volta em três andares, tudo estava revestido de madeira, desde o chão até às janelas. E estas também tinham revestimento de madeira. 17As paredes interiores do templo, até à altura da parte superior da porta eram completamente revestidas com ornamentos 18de palmeiras e querubins. As palmeiras alternavam com os querubins, um a seguir ao outro, a toda a volta da sala. Cada querubim tinha dois rostos: 19um humano que estava voltado para uma palmeira, dum lado, e um rosto de leão, que se voltava para a outra, do lado contrário. Assim era a toda a volta da parede, 20desde o chão até à altura da parte superior das portas. 21A porta do templo era quadrada. Em frente da entrada do lugar santíssimo havia algo semelhante a 22um altar de madeira. Tinha metro e meio de altura e um metro de largura. Tinha ângulos, uma base e os lados de madeira. O homem disse-me: «Esta é a mesa que está sempre diante do Senhor

23Havia uma porta que dava entrada no interior do templo e outra porta que dava do templo para o lugar santíssimo. 24Ambas eram portas duplas que se abriam ao meio. 25Havia palmeiras e querubins a ornamentar as portas do interior do templo, tal como acontecia nas paredes. E no lado exterior havia um guarda-vento em madeira41,25 Ver 1 Rs 7,6., na fachada exterior do pórtico de entrada. 26Nas paredes laterais deste pórtico havia janelas, decoradas com palmeiras, tal como nos anexos e no guarda-vento41,26 O hebraico da parte final deste versículo é de difícil compreensão..

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As dependências do templo

421Em seguida, o homem conduziu-me ao átrio exterior e levou-me ao edifício que fica a norte do templo, perto do edifício que fica no extremo ocidental do templo. 2Este edifício tinha cinquenta metros de comprimento e vinte e cinco metros de largura. 3De um lado, dava para a área de dez metros de largura à volta do templo, do outro, dava para a área do átrio exterior. Tinha três andares, uns em cima dos outros. 4Ao longo do lado norte deste edifício havia uma passagem de cinco metros de largura e cinquenta metros de comprimento, com entradas desse lado. 5As salas do andar superior do edifício eram mais estreitas do que as do andar do meio e do inferior, porque estavam encaixadas mais para trás. 6As salas dos três pisos ficavam em terraços e não tinham colunas, como os outros junto ao átrio. 7A parede exterior em frente dos aposentos do lado do átrio exterior tinha vinte e cinco metros. 8Porque o comprimento dos aposentos paralelos ao átrio exterior era de vinte e cinco metros. A extensão total em frente do santuário era de cinquenta metros. 9Por debaixo dessas duas salas havia uma entrada do lado oriental que dava acesso a quem vinha do átrio exterior. 10A toda a largura do muro e do átrio, do lado sul, em frente do pátio e do edifício, havia salas.

No lado sul do templo, havia um edifício idêntico perto do edifício situado no extremo ocidental do templo. 11Diante das salas havia uma passagem semelhante à passagem do lado norte. Tinha as mesmas medidas, a mesma disposição e entradas idênticas. 12Havia uma porta por baixo das salas, no lado sul do edifício, no extremo oriental, onde começava a parede.

13O homem disse-me o seguinte: «Ambos os edifícios são santos. Ali os sacerdotes, que servem na presença do Senhor, comem as ofertas sagradas. Visto esses compartimentos serem santos, os sacerdotes depositarão ali as ofertas mais sagradas: as ofertas de cereais e os sacrifícios pelo pecado e sacrifícios de reparação. 14Quando os sacerdotes tiverem estado no templo e quiserem sair para o átrio exterior, deverão deixar nestas salas as roupas sagradas que usam, quando servem diante do Senhor. E devem vestir outras roupas, antes de saírem para o local onde o povo está reunido.»

15Quando o homem terminou de medir o interior da área do templo, conduziu-me pela porta oriental e mediu o lado exterior do mesmo. 16Pegou na cana de medir42,16 Ver 40,3. e viu que havia duzentos e cinquenta metros. 17Mediu o lado do norte e tinha duzentos e cinquenta metros; 18mediu do lado sul e tinha igualmente duzentos e cinquenta metros; 19voltando-se para o lado ocidental, mediu duzentos e cinquenta metros com a cana de medir. 20Desta maneira, a parede fechava uma área quadrada de duzentos e cinquenta metros de lado. A parede servia para separar o que era considerado sagrado do que não era42,20 Comparar com Ez 40,5—42,20 com 1 Rs 6,1–38; 2 Cr 3,1–9..

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Deus volta ao templo

431O homem levou-me à porta do lado oriental, 2e dali vi uma luz deslumbrante, que vinha do oriente, era a presença gloriosa do Deus de Israel43,2 Ver 10,19; 11,23.. A voz de Deus ecoou como o ruído do mar e a terra brilhou com essa luz deslumbrante. 3Esta visão foi semelhante à que tive, quando Deus veio destruir Jerusalém e à que tive junto ao canal Quebar43,3 Ver 1,1–3.. E inclinei-me de rosto por terra. 4O esplendor da presença do Senhor entrou pela porta oriental e dirigiu-se ao templo.

5O Espírito do Senhor ergueu-me e conduziu-me ao átrio interior, onde verifiquei que o templo estava cheio da glória do Senhor. 6O homem encontrava-se a meu lado e eu ouvi alguém que me falava de fora do templo: 7«Homem43,7 Ver nota a 2,1., este é o meu trono. Habitarei aqui entre o povo de Israel para sempre. Nem o povo de Israel nem os seus reis voltarão a profanar o meu santo nome, adorando a outros deuses ou sepultando os seus reis neste lugar. 8Os reis edificaram a soleira da porta do seu palácio junto da soleira da porta do meu templo, de maneira que só havia uma parede a separar-nos. Profanaram o meu santo nome, por causa das coisas abomináveis que fizeram; por isso, na minha indignação, eu destruí-os. 9Devem, pois, daqui em diante, deixar de adorar outros deuses e retirar para outro lugar os cadáveres dos seus reis. Se assim fizerem, habitarei para sempre no meio deles.

10E tu, homem, fala aos habitantes de Israel acerca do templo e diz-lhes que aprendam o seu plano. Faz com que se sintam envergonhados dos seus maus atos. 11Se eles se sentirem de facto envergonhados do que fizeram, explica-lhes como o templo está feito: o seu traçado, as entradas e saídas, a forma, a disposição de tudo e os regulamentos. Escreve tudo para que possam ler e vejam como tudo está delineado, para que possam seguir os regulamentos. 12Esta é a lei essencial relativa ao templo: toda a área que o rodeia, no cimo do monte, é sagrada e santa.»

O altar e os sacrifícios

13Eis as medidas do altar, usando o mesmo sistema de medidas utilizado para medir o templo. À volta da base do altar havia um fosso de cinquenta centímetros de fundo e cinquenta centímetros de largura, com um rebordo de vinte e cinco centímetros de altura do lado de fora. Quanto à altura do altar, 14era de um metro na parte mais baixa, desde a base; a parte seguinte era mais larga cinquenta centímetros a toda a volta do bordo e tinha dois metros de altura. 15A parte superior, sobre a qual se queimavam os sacrifícios, tinha igualmente dois metros de altura. Os cantos eram também mais altos que o resto da parte de cima do altar. 16O topo do altar era quadrado e tinha seis metros de lado. 17A secção intermédia era também quadrada, e tinha sete metros de lado, com um rebordo do lado de fora do bordo, com vinte e cinco centímetros de altura. O fosso tinha cinquenta centímetros de largura. Os degraus para subir ao altar estavam situados no lado oriental.

18O Senhor Deus dirigiu-me a palavra dizendo: «Homem, presta atenção ao que te vou dizer. Quando o altar for construído, deves consagrá-lo oferecendo holocaustos e aspergindo-o com o sangue dos animais sacrificados. 19Os sacerdotes, porque pertencem à tribo de Levi e são da descendência de Sadoc43,19 Ver a nota de 40,46., são os únicos que podem vir à minha presença, para me servir. Palavra do Senhor! Deves dar-lhes um touro como sacrifício pelo perdão dos pecados. 20Deves separar parte do sangue e colocá-lo nos quatro cantos do altar, bem como nos cantos da parte média e à volta do bordo. Dessa maneira, tornas o altar ritualmente puro e realizas a sua consagração. 21Deves em seguida pegar no touro que é oferecido em sacrifício pelo pecado e queimá-lo no lugar próprio, fora da área do templo. 22No dia seguinte, deves pegar num bode sem defeito e oferecê-lo como sacrifício pelo pecado. Purifica o altar com o sangue da mesma maneira que fizeste com o do touro. 23Quando terminares, pega num bezerro e num carneiro, ambos sem defeito, 24e apresenta-os diante de mim. Os sacerdotes deverão deitar-lhes sal43,24 O sal purifica (ver 2 Rs 2,20) e é por vezes símbolo de aliança. e queimá-los, em seguida, como holocausto. 25Cada dia, durante sete dias, deves oferecer-me um cabrito, um touro e um carneiro como sacrifícios pelo pecado. E todos eles devem ser sem defeito. 26Durante sete dias, os sacerdotes devem fazer o ritual de purificação do altar, de maneira que fique apto para ser usado. 27Quando terminar a semana, os sacerdotes devem começar a oferecer sobre o altar os holocaustos e os sacrifícios de comunhão. Assim eu hei de acolher-vos, com agrado. Palavra do Senhor Deus.»