a BÍBLIA para todos Edição Comum (BPT)
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A porta oriental

441O homem conduziu-me à porta exterior do templo, do lado oriental. A porta estava fechada 2e o Senhor disse-me: «Esta porta ficará fechada e nunca deverá ser aberta. Nenhum ser humano a deve usar, porque eu, o Senhor Deus de Israel, passei por ela. Deve permanecer fechada. 3O príncipe, contudo, como soberano, poderá ir ali para comer uma refeição sagrada44,3 Ver Lv 6,11–12. na minha presença. Mas deve chegar e retirar-se pelo pórtico interior da mesma porta.»

Os pagãos não serão admitidos no templo

4Em seguida o homem conduziu-me pela porta norte, até à entrada do templo. Olhei e vi que o templo do Senhor estava cheio do esplendor da sua gloriosa presença. Inclinei-me até ao chão, de rosto em terra, 5e o Senhor disse-me: «Homem44,5 Ver a nota de 2,1., toma nota de tudo o que vires e ouvires. Vou mostrar-te todas as leis e regulamentos relativos ao templo. Toma nota das pessoas que nele podem entrar e das que não podem.

6Transmite ao povo rebelde de Israel a seguinte mensagem do Senhor Deus: “Ó povo de Israel, estou farto das coisas abomináveis, que vocês fizeram no passado! 7Profanaram o meu templo, deixando que estrangeiros, pagãos que me não obedecem, entrassem no templo, quando a gordura e o sangue dos sacrifícios me estavam a ser oferecidos. Assim o meu povo quebrou as obrigações da minha aliança, fazendo todas essas coisas abomináveis. 8Não cuidaram do ritual sagrado do meu templo; mas pelo contrário, entregaram-no a estrangeiros. 9Por isso, eu, o Senhor Deus, declaro que nenhum estrangeiro não circuncidado, ninguém que me desobedeça poderá entrar no meu templo, nem mesmo o estrangeiro que mora com o meu povo de Israel.”»

Regulamentos para os levitas

10«Os levitas que, juntamente com o povo de Israel, me abandonaram e adoraram os ídolos, receberão o castigo merecido. 11Podem servir-me no templo na qualidade de porteiros e cumprindo outras tarefas no templo; podem matar os animais que o povo oferecer para holocaustos e sacrifícios, e devem igualmente servir o povo. 12Mas por terem dirigido o culto de ídolos em nome do povo de Israel, e dessa maneira terem induzido o meu povo a pecar, eu, o Senhor Deus, declaro solenemente que serão castigados como merecem. 13Não me devem servir como sacerdotes nem se devem aproximar de nada que me seja consagrado nem entrar no lugar santíssimo. E sofrerão cheios de vergonha o castigo por causa das coisas abomináveis que fizeram. 14Encarrego-os unicamente dos serviços secundários, que são necessários para o funcionamento do templo.»

Regulamentos para os sacerdotes

15«Os sacerdotes da tribo de Levi, que são descendentes de Sadoc44,15 Ver nota de 40,46., não deixaram de me servir com fidelidade no templo, mesmo quando o resto do povo de Israel me voltou as costas a mim, seu Senhor. Por isso, são eles que me devem servir e vir à minha presença, para me oferecer a gordura e o sangue dos holocaustos. Palavra do Senhor! 16Apenas eles devem entrar no meu templo, servir no meu altar e encarregar-se do serviço sagrado no templo. 17Quando entrarem pela porta que leva ao átrio interior do templo, devem vestir-se de linho. Não devem usar nada feito de lã, quando estiverem de serviço no átrio interior ou no templo. 18Para não suarem, devem usar turbantes de linho e calças de linho, sem cinto. 19Antes de saírem ao átrio exterior, onde o povo se encontra, devem despir as roupas que usaram, quando estiveram de serviço no templo, e deixá-las nos lugares sagrados destinados para o efeito. Devem usar outras roupas a fim de não colocarem o povo em contacto com o vestuário sagrado44,19 Ver Ex 30,29; 2 Sm 6,6–7..

20Os sacerdotes não devem nunca rapar a cabeça nem deixar o cabelo ficar comprido. Devem cortá-lo normalmente. 21Os sacerdotes não devem beber vinho antes de entrar no átrio interior. 22Nenhum sacerdote deve casar-se com uma mulher divorciada; só pode casar com uma israelita solteira ou com a viúva de outro sacerdote.

23Os sacerdotes devem ensinar o meu povo a distinguir entre o que é sagrado e o que não é; entre o que é ritualmente puro e o que não é. 24Quando surgir uma disputa legal, os sacerdotes devem julgar e decidir o caso segundo as minhas leis. Devem celebrar as minhas festas religiosas, conforme as minhas leis e regulamentos; e devem guardar o sábado como dia santo.

25Um sacerdote não deve tocar num cadáver, a menos que se trate dos seus pais, filhos ou irmãos, ou ainda de uma irmã solteira, porque ficaria ritualmente impuro. 26Depois de se ter purificado de novo, deve esperar sete dias 27e ir em seguida ao átrio interior do templo, para oferecer um sacrifício de purificação, a fim de que possa de novo servir no templo. Palavra do Senhor!

28Aos sacerdotes pertence o sacerdócio como a herança que se transmite de geração em geração. Os sacerdotes não devem possuir terras em Israel, pois eu sou para eles tudo aquilo de que eles necessitam. 29As ofertas de cereais, as ofertas pelo perdão dos pecados e de reparação serão a comida dos sacerdotes; tudo o que me for destinado44,29 Ver Nm 18,14; Dt 2,34. em Israel ficará para eles. 30Os sacerdotes deverão receber o melhor das primeiras colheitas e de tudo o que me for oferecido ritualmente. Cada vez que vocês fizerem pão, devem dar ao sacerdote a melhor farinha, para que eu abençoe as vossas casas. 31Os sacerdotes nunca devem comer aves nem animais que tenham tido uma morte natural, ou que tenham sido mortos por outro animal44,31 Ver 4,14.

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Os territórios reservados ao Senhor

451«Quando a terra for repartida entre as tribos israelitas, uma parte do território deverá ser reservada para ficar consagrada ao Senhor. Deverá ter doze quilómetros e meio de extensão e dez quilómetros de largo45,1 Segundo a antiga tradução grega. O hebraico diz: cinco quilómetros.. Esse território deverá ser considerado sagrado. 2Dentro da sua área, deve ficar um terreno quadrado, destinado ao templo, com duzentos e cinquenta metros de lado, rodeado por um espaço livre de vinte e cinco metros de largura. 3Metade dessa área, ou seja um terreno de doze quilómetros e meio de extensão por cinco quilómetros de largo, deverá ser medido separadamente, para lá ficar situado o templo; é a área mais sagrada do país. 4Será um lugar sagrado para todo o país, destinado aos sacerdotes que servem ao Senhor no seu templo. Ali serão construídas as suas casas e também incluirá a área do templo. 5A outra metade da área pertence aos levitas, que trabalham no templo. Ali ficarão situadas as povoações onde eles poderão habitar. 6Neste território reservado ao Senhor, haverá também uma área de doze quilómetros e meio de extensão e dois quilómetros e meio de largo, que deverá destinar-se a uma cidade onde todo o povo de Israel poderá habitar.

7Deverá ainda ser destinado um terreno para o príncipe. Esse terreno irá desde o lado ocidental da área reservada ao Senhor, para ocidente em direção ao mar Mediterrâneo; e desde o limite oriental, estender-se-á para o lado oriental do país, de maneira que a sua largura será a mesma de uma das áreas destinadas às tribos de Israel. 8Assim os príncipes possuirão os seus domínios em Israel e não voltarão mais a oprimir o povo do Senhor; antes deixarão o resto do país às tribos de Israel.»

Os direitos e os deveres do príncipe

9«Eu, o Senhor Deus, vos declaro, ó príncipes de Israel! Basta de opressão e injustiça! Renunciem à violência e à tirania. Pratiquem a justiça e a retidão! Nunca mais afastem o meu povo da sua terra. Palavra do Senhor! 10Devem servir-se apenas de balanças e medidas honestas: 11o efá para os cereais equivale ao bat para os líquidos. Ambas as medidas serão a décima parte de um hómer, que será a medida de base45,11 Ver no Glossário Pesos e Medidas.. 12A moeda de prata de um siclo equivalerá a vinte gueras. Sessenta siclos farão uma mina45,12 Guera. Valia cerca de 0,55 gramas. Siclo. Equivalia a 11,5 gramas. Mina. Pesava cerca de 680 gramas..

13As vossas ofertas deverão ser feitas da seguinte maneira: devem dar uma medida em cada sessenta das vossas colheitas de trigo e de cevada 14e um por cento do vosso azeite; meçam o azeite com um bat, que é a décima parte de um hómer e é igualmente a décima parte de um coro. 15Quanto ao gado, deem um carneiro em cada duzentos. Trareis as ofertas de cereais, os animais para os holocaustos e os animais para os sacrifícios de comunhão, para que os vossos pecados vos sejam perdoados. Palavra do Senhor!

16Todos os habitantes do país deverão apresentar estas ofertas ao príncipe de Israel. 17Este terá por obrigação fornecer o necessário para os holocaustos, para as ofertas de cereais e de vinho, durante as festas, em particular as do primeiro dia do mês, os sábados e outras ocasiões em que o povo de Israel se reúne. O príncipe deverá fornecer as ofertas pelo perdão dos pecados, as ofertas de cereais, os holocaustos e os sacrifícios de comunhão, de modo a fazer expiação em favor do povo de Israel.

18Eu, o Senhor Deus ordeno que no primeiro dia do primeiro mês do ano45,18 Corresponde a março/abril., devem sacrificar-me um touro sem defeito, para purificação do templo. 19O sacerdote tocará com o sangue da vítima nas ombreiras da porta do templo, sobre os quatro cantos do altar, e sobre as ombreiras das portas para o átrio interior. 20No sétimo dia do mês, devem fazer a mesma coisa em favor dos que cometeram qualquer falta, sem intenção ou por ignorância. Dessa maneira, vocês conservarão puro o templo.

21No décimo quarto dia do primeiro mês, começarão a celebrar a festa da Páscoa. Durante sete dias comerão pão sem fermento. 22No primeiro dia da festa, o príncipe que estiver a governar oferecerá um touro como sacrifício pelos seus pecados e pelos de todo o povo. 23Em cada um dos sete dias da festa, deve sacrificar ao Senhor sete touros e sete carneiros, sem defeito, e oferecê-los em holocausto. Deve ainda sacrificar um cabrito por dia, como sacrifício para obter o perdão. 24Para cada touro e cada carneiro a serem sacrificados, deve haver uma oferta de uns vinte litros de cereal e uns quatro litros de azeite.

25Para a festa das Tendas, que começa no décimo quinto dia do sétimo mês45,25 Corresponde a setembro/outubro., o príncipe oferecerá em cada um dos sete dias o mesmo sacrifício pelo pecado, os mesmos holocaustos, e as mesmas ofertas de cereal e de azeite.»

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Regras para o príncipe

461O Senhor falou-me de novo e disse-me: «A porta principal que dá para o átrio interior deverá estar sempre fechada durante os seis dias de trabalho, mas deverá ser aberta ao sábado e na festa do primeiro dia do mês. 2O príncipe virá do átrio exterior para o pórtico junto à entrada e permanecerá de pé junto à porta, enquanto os sacerdotes queimam os holocaustos e oferecem os sacrifícios de comunhão. Ali junto à porta, ele deve inclinar-se profundamente e em seguida sairá de novo. A porta não se deve fechar até à noite. 3Cada sábado e no primeiro dia de cada mês, os habitantes devem ir ali adorar o Senhor, inclinando-se em frente da porta46,3 Era à porta que o povo se reunia quando ia adorar o Senhor. Ver 44,1–3; 46,12..

4Ao sábado, o príncipe levará ao Senhor, em holocausto, seis cordeiros e um carneiro, sem defeito. 5Juntamente com cada carneiro deve apresentar uma oferta de uns vinte litros de cereal, e com cada cordeiro trará a quantidade de trigo que achar por bem. Para cada oferta de cereal deve trazer uns quatro litros de azeite. 6Na festa do primeiro dia do mês, ele oferecerá um touro, seis cordeiros e um carneiro, todos sem defeito. 7Com cada touro e cada carneiro deve apresentar sempre uns vinte litros de cereal, e juntamente com cada cordeiro, a oferta será a quantidade de trigo que o príncipe achar por bem. Com cada oferta de cereal, serão oferecidos uns quatro litros de azeite. 8O príncipe entrará e sairá pelo mesmo caminho, atravessando o pórtico perto da entrada.

9Quando o povo me vier adorar, em todas as festas, aqueles que entrarem pela porta norte deverão sair pela porta sul e os que entrarem pela porta sul sairão pela porta norte. Ninguém deverá sair pela mesma porta por onde entrou, antes sairá pela porta do lado oposto. 10O príncipe deve entrar também quando entrarem os israelitas, e sairá, quando eles saírem.»

Regulamentos para os sacrifícios

11«Nos dias de festa e nas ocasiões solenes, a oferta de cereal será de uns vinte litros por cada touro ou carneiro, além daquilo que o ofertante achar por bem dar, juntamente com cada cordeiro. Juntamente com cada oferta de cereal, devem oferecer-se uns quatro litros de azeite.

12Quando o príncipe quiser apresentar uma oferta voluntária ao Senhor, seja em holocausto seja em sacrifício de comunhão, a porta oriental que dá para o átrio interior ser-lhe-á aberta. Deverá apresentar a oferta da mesma maneira que o faz ao sábado, devendo a porta ser fechada, quando ele sair de novo.

13Cada manhã, devem apresentar ao Senhor em holocausto um cordeiro de um ano, sem defeito. Esta oferta deverá ser feita cada dia. 14Farão ainda a oferta de cinco quilos de farinha, cada manhã, juntamente com dois litros de azeite, para misturar com a farinha. O regulamento para esta oferta diária ao Senhor, será válido para sempre. 15O cordeiro, a farinha e o azeite devem ser oferecidos ao Senhor, cada manhã, para sempre.

16Eu, o Senhor Deus, ordeno igualmente que se o príncipe der parte da terra que possui, como presente a um dos seus filhos, ela pertencerá ao filho como parte da propriedade de família. 17Mas se o príncipe der parte da sua terra a alguém que esteja ao seu serviço, essa terra voltará a fazer parte da propriedade do príncipe, quando chegar o ano da libertação46,17 Todos os cinquenta anos. Ver Lv 25,8–55.. Então voltará a pertencer ao príncipe, pois apenas ele e os seus filhos têm o direito a possuí-la para sempre. 18O príncipe não deve, por sua vez, apoderar-se da propriedade de nenhum habitante. Toda a terra que ele der aos filhos deve ser parte da sua própria terra, que lhe é destinada, pois ele não deve oprimir ninguém dentre o meu povo, apoderando-se das suas propriedades.»

As cozinhas do templo

19Seguidamente o homem levou-me à entrada das salas voltadas para o norte, e que estão situadas perto da porta sul, no átrio interior. Estas salas são consagradas para uso dos sacerdotes. Ele apontou para um lugar, no lado ocidental das salas 20e disse: «Este é o lugar onde os sacerdotes deverão cozer a carne dos animais oferecidos em sacrifício para obter o perdão e sacrifícios de reparação; ali devem comer também as ofertas de farinha, para que nada do que é sagrado seja levado para o átrio exterior, para que o povo não entre em contacto com o que é sagrado46,20 Ver 44,19 e nota.

21Em seguida, levou-me ao átrio exterior e fez-me passar diante dos seus quatro cantos: em cada canto havia um átrio. 22Estes quatro átrios eram pequenos e tinham todos as mesmas dimensões, ou seja, vinte metros de extensão e quinze metros de largo. 23Cada sala tinha uma parede de pedra à volta, com fornos instalados contra a parede. 24O homem disse-me: «Estas são as cozinhas onde os servos do templo deverão cozer a carne dos animais oferecidos em sacrifício pelo povo.»