a BÍBLIA para todos Edição Comum (BPT)
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Cura de um cego de nascença

91Um dia, Jesus encontrou no seu caminho um homem cego de nascença. 2Os discípulos perguntaram-lhe: «Mestre, quem foi que pecou para este homem ter nascido cego? Ele ou os pais9,2 Ver Ex 20,5.3Jesus explicou: «Nem pecou ele nem os pais, mas é para que o poder de Deus se possa manifestar através dele. 4Precisamos de fazer, enquanto é dia, as obras daquele que me enviou. Vem a noite e já ninguém pode trabalhar. 5Enquanto estiver neste mundo, sou a luz do mundo9,5 Ver 8,2 e nota.

6Tendo dito isto, cuspiu no chão, fez com a saliva um pouco de lodo e aplicou-o nos olhos do cego9,6 Comparar com Mc 8,23.. 7Depois disse-lhe: «Agora vai-te lavar à piscina de Siloé9,7 A piscina de Siloé ficava dentro dos muros de Jerusalém. Ver 2 Rs 20,20; Is 8,6..» (Siloé significa «Enviado de Deus»). O homem foi lavar-se e ficou a ver.

8Os vizinhos e o povo, acostumados a vê-lo pedir esmola, diziam uns para os outros: «Não é este o que costumava estar sentado a pedir esmola?» 9Uns diziam: «É ele mesmo.» Outros afirmavam: «Não é, não! É outro muito parecido com ele!» Porém, o que tinha sido cego garantia-lhes: «Sou eu, sou!» 10Perguntaram-lhe então: «E como é que agora já não és cego?» 11«Aquele homem chamado Jesus», respondeu ele, «fez um pouco de lodo, aplicou-o nos meus olhos e disse-me: vai lavar-te à piscina de Siloé! Eu fui, lavei-me e comecei a ver.» 12Perguntaram-lhe então: «Onde é que está esse homem?» «Não sei», respondeu.

Os fariseus negam o poder de Jesus

13O homem que tinha sido cego foi depois levado à presença dos fariseus. 14O dia em que Jesus fez o lodo e lhe deu a vista era sábado. 15Por essa razão, os fariseus perguntaram ao homem como é que tinha sido curado. E ele contou-lhes: «Pôs-me um pouco de lodo nos olhos, fui-me lavar e agora vejo.» 16Alguns dos fariseus replicaram: «Quem fez isso não é um homem de Deus, pois não respeita a lei do sábado.» Mas outros perguntavam: «Como pode um homem ser pecador e fazer sinais destes?» E gerou-se uma discussão entre eles. 17Voltaram a perguntar ao que tinha sido cego: «E tu o que é que dizes dele, uma vez que te deu a vista?» E ele: «É um profeta

18Mas os chefes dos judeus não queriam acreditar que ele tinha sido cego e que tivesse sido curado. Chamaram os pais dele 19e perguntaram-lhes: «É este o vosso filho? É verdade que ele nasceu cego? Como é que ele agora tem vista?» 20Os pais responderam: «Sim, é verdade que este é o nosso filho e que nasceu cego. 21Mas como é que agora vê não sabemos. E também não sabemos quem o curou. Já tem idade para responder, perguntem-lhe!» 22Foi por medo que eles deram esta resposta, porque os chefes dos judeus tinham resolvido expulsar da sinagoga9,22 Ver 7,13 e nota. todo aquele que confessasse que Jesus era o Messias. 23Por isso é que disseram: «Ele já tem idade para responder, perguntem-lhe.»

24Os chefes dos judeus mandaram chamar outra vez o que tinha sido curado, e disseram-lhe: «Dá glória a Deus9,24 Expressão hebraica que exprime a ideia de reconhecer a verdade, confessar. Ver Lc 23,47. Aqui quer dizer: Reconhece diante de Deus, como nós, que esse homem é um pecador.! Nós sabemos que esse homem é um pecador.» 25«Se é pecador ou não, isso não sei», respondeu ele. «O que sei dizer é que eu era cego e agora vejo.» 26Tornaram-lhe a perguntar: «Que é que ele te fez? Como é que te abriu os olhos?» 27«Já vos contei como foi, mas vocês não acreditaram em mim», respondeu ele. «Que mais querem ouvir? Será que também querem ser seus discípulos

28Ao ouvir isto, os fariseus insultaram-no: «Tu é que és discípulo desse homem! Nós somos discípulos de Moisés. 29Sabemos que Deus falou a Moisés; mas deste, nem sequer sabemos donde é.» 30Ele replicou: «Que coisa estranha! Não sabem donde ele é, mas a verdade é que ele me deu a vista. 31Ora nós sabemos que Deus não ouve os pecadores, mas escuta aqueles que o adoram e fazem a sua vontade9,31 Ver Is 1,15; Sl 34,16; 66,18; Pv 15,29.. 32Desde que o mundo é mundo, nunca se ouviu dizer que alguém desse a vista a um cego de nascença. 33Se esse homem não viesse de Deus nada podia fazer.» 34Responderam, por fim, os fariseus: «Tu nasceste cheio de pecados e queres ensinar-nos?»

E puseram-no fora.

Cegueira dos fariseus

35Jesus soube depois que tinham expulsado o homem da sinagoga. Tendo-o encontrado disse-lhe: «Tu acreditas no Filho do Homem36O outro perguntou-lhe: «Senhor, quem é ele, para que eu acredite?» 37«Já o viste», declarou-lhes Jesus. «É aquele que está a falar contigo.» 38Então ele prostrou-se diante de Jesus e exclamou: «Eu creio, Senhor!» 39Jesus disse-lhe mais: «Eu vim a este mundo para fazer um julgamento: os que são cegos hão de ver e os que veem hão de ficar cegos.»

40Os fariseus que estavam com ele, ao ouvirem tais palavras, disseram-lhe: «Porventura também nós somos cegos?» 41Jesus esclareceu: «Se fossem cegos não tinham culpa do mal que fazem. Mas uma vez que afirmam “nós é que vemos”, o vosso pecado continua.»

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As ovelhas conhecem o pastor

101Jesus continuou: «Ouçam com atenção: aquele que não entra no curral das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lado, é ladrão e salteador. 2Aquele que entra pela porta é o verdadeiro pastor das ovelhas. 3O guarda abre-lhe a porta, as ovelhas conhecem a sua voz, ele chama cada uma delas pelo seu nome e leva-as a pastar. 4Depois de as tirar a todas do curral, vai à frente e elas seguem-no, porque conhecem a sua voz. 5Se fosse um estranho, já não o seguiam, mas fugiam dele, porque as ovelhas não conhecem a voz dos estranhos.»

6Jesus apresentou-lhes esta parábola, mas eles não compreenderam o que ele queria dizer.

Jesus é o bom pastor

7Por conseguinte Jesus continuou: «Em verdade vos digo, eu sou a porta por onde entram as ovelhas. 8Aqueles que vieram antes de mim foram ladrões e salteadores10,8 Ver Jr 23,1–2; Ez 34,2–3., mas as ovelhas não fizeram caso deles. 9Eu sou a porta. Aquele que entrar por mim salva-se. É como uma ovelha que entra e sai do curral e encontra pastagens. 10O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir. Eu vim para que as minhas ovelhas tenham vida e a tenham em abundância. 11Eu sou o bom pastor10,11 Comparar com Sl 23,1; Is 40,11; Ez 34,15; 37,24.. O bom pastor está pronto a morrer pelas suas ovelhas. 12O assalariado, que não é o pastor e a quem as ovelhas não pertencem, logo que vê chegar o lobo, abandona-as e foge. O lobo apodera-se delas e põe-nas em fuga. 13O assalariado não se preocupa com as ovelhas, porque o assalariado só se interessa pelo salário e não pelas ovelhas porque não lhe pertencem.

14Eu sou o bom pastor, conheço as minhas ovelhas e elas conhecem-me a mim. 15Conheço-as tão bem como o Pai me conhece a mim e eu o Pai10,15 Ver Mt 11,27; Lc 10,22., e é por isso que estou disposto a dar a vida por elas. 16Tenho ainda outras ovelhas que não são deste curral. Preciso de as conduzir também. Elas hão de ouvir a minha voz e haverá um só rebanho e um só pastor.

17O Pai ama-me, porque estou disposto a sacrificar a minha vida para a receber de novo. 18Ninguém me tira a vida. Eu dou-a de livre vontade. Tenho poder de a dar e de a recuperar. Foi esta a missão que recebi de meu Pai.»

19Os judeus voltaram a desentender-se por causa destas palavras de Jesus. 20Muitos comentavam: «Ele tem demónio e está louco. Por que é que vocês fazem caso dele?» 21Mas outros diziam: «Estas palavras não podem vir de possesso do Demónio! E como é que um demónio podia dar vista a cegos?»

Os judeus não aceitam Jesus

22Era inverno, e em Jerusalém celebrava-se a festa da Consagração10,22 A festa da Consagração ou Dedicação do Templo celebrava-se em Jerusalém nos finais de dezembro, em memória da restauração e consagração do altar do templo, por Judas Macabeu, em 165 ou 164 a.C. do Templo. 23Jesus passeava no templo, na parte conhecida pelo Pórtico de Salomão. 24Os judeus rodearam-no e perguntaram-lhe: «Até quando nos trazes na dúvida? Diz-nos claramente se és ou não o Messias25«Já o disse, mas não querem acreditar», respondeu-lhes. «As coisas que eu faço por ordem de meu Pai falam por mim, 26mas vocês não acreditam porque não são das minhas ovelhas. 27As minhas ovelhas obedecem à minha voz, eu conheço-as e elas seguem-me. 28Dou-lhes a vida eterna e elas nunca mais hão de morrer, nem ninguém as poderá arrancar da minha mão. 29Aquilo que o meu Pai me deu é o mais importante10,29 Alguns manuscritos têm: Meu Pai é que mas deu e ninguém é mais forte do que ele.. Por isso ninguém as pode arrancar das mãos de meu Pai. 30Eu e o Pai somos um só.»

31Os judeus pegaram outra vez em pedras para lhe atirar. 32«Entre todas as belas ações do Pai que vos mostrei, qual é aquela pela qual me quereis apedrejar?», perguntou-lhes. 33Os judeus responderam-lhe: «Não te vamos apedrejar por causa das belas ações que tens feito, mas sim por uma blasfémia, porque sendo tu apenas um homem estás a fazer-te passar por Deus10,33 Ver Lv 24,16.34Jesus explicou: «Não está escrito na vossa lei: Eu declaro que vocês são deuses10,34 Ver Sl 82,6.? 35O que a Sagrada Escritura diz vale para sempre. Se chama deuses àqueles que receberam a palavra de Deus10,35 Outras traduções dizem: àqueles a quem se dirigiu a palavra de Deus, em referência ao Sl 82 (ver versículo anterior), que chama deuses aos príncipes e juízes estabelecidos por Deus., 36como podem dizer àquele que o Pai consagrou e enviou ao mundo que blasfema, por ter afirmado: “Eu sou o Filho de Deus?” 37Se eu não faço as obras de meu Pai, está bem que não acreditem em mim; 38mas se as faço, mesmo que não acreditem em mim, devem acreditar nessas obras para saber e compreender, de uma vez para sempre, que o Pai está em mim e eu estou no Pai.»

39Procuravam outra vez prendê-lo, mas Jesus escapou-se-lhes das mãos. 40Retirou-se novamente para a outra margem do rio Jordão, para o lugar onde João tinha estado antes a batizar, e ficou por ali algum tempo. 41Muita gente ia ter com ele e dizia: «João não fez nenhum milagre, mas tudo quanto disse deste homem era verdade.» 42E muitas pessoas que lá foram creram em Jesus.

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A morte de Lázaro

111Um homem chamado Lázaro estava doente. Era natural de Betânia, aldeia onde viviam também as suas irmãs Maria e Marta11,1 Lázaro. Forma abreviada de Eleazar que significa Deus ajuda. Ver Lc 10,38–39. Betânia. Ver Mc 11,1.. 2Maria foi aquela que tinha ungido o Senhor com perfume e lhe enxugara os pés com os cabelos11,2 Ver 12,3.. Lázaro, o doente, era seu irmão. 3Por isso as duas irmãs enviaram este recado a Jesus: «Senhor, o teu amigo está doente.» 4Quando Jesus recebeu o recado, respondeu: «Essa doença não é de morte, mas sim para mostrar a glória de Deus. Por ela vai Deus manifestar a glória de seu Filho.»

5Jesus tinha uma grande amizade por Marta, pela sua irmã e por Lázaro. 6Mesmo assim, quando recebeu a notícia da doença de Lázaro, ficou ainda dois dias no mesmo lugar. 7Só depois é que disse aos discípulos: «Vamos outra vez para a Judeia.» 8Os discípulos comentaram: «Mestre, ainda há tão pouco tempo que os judeus te queriam matar e vais agora voltar para lá?» 9Jesus respondeu-lhes: «O dia não tem doze horas? Se alguém andar de dia não tropeça, porque vê a luz deste mundo. 10Mas se andar de noite, tropeça, porque não tem a luz com ele.» 11E acrescentou: «O nosso amigo Lázaro está a dormir, mas eu vou acordá-lo.» 12Os discípulos disseram então: «Senhor, se está a dormir, é sinal que vai melhorar!» 13Jesus queria dizer que Lázaro estava morto, mas os discípulos julgavam que falava do sono normal. 14Então afirmou-lhes claramente: «Lázaro morreu. 15E ainda bem que eu não estava lá, pois assim é melhor para a vossa fé. Mas vamos ter com ele.» 16Tomé, conhecido por Gémeo, disse então aos outros discípulos: «Vamos nós também para morrer com o Mestre!»

Jesus promete a ressurreição

17Ao chegar a Betânia, Jesus teve conhecimento que Lázaro já estava sepultado havia quatro dias. 18Betânia fica a uns três quilómetros11,18 Literalmente: quinze estádios. Ver 6,19. de Jerusalém. 19E muitos judeus foram ver Marta e Maria para as consolar da morte do irmão.

20Quando Marta soube que Jesus estava a chegar, foi ao seu encontro. Entretanto, Maria ficou sentada em casa. 21Marta disse a Jesus: «Senhor, se cá tivesses estado, meu irmão não teria morrido. 22Mas também sei que quanto pedires a Deus, mesmo agora, ele to concede.» 23Jesus garantiu-lhe: «Teu irmão há de ressuscitar.» 24«Eu sei», respondeu ela, «que no último dia, quando todos ressuscitarem, também ele há de ressuscitar para a vida11,24 Ver Dn 12,2.25Jesus então declarou-lhe: «Eu sou a ressurreição e a vida. O que crê em mim, mesmo que morra, há de viver. 26E todo aquele que está vivo e crê em mim, nunca mais há de morrer. Crês tu nisto?» 27Marta respondeu: «Sim, Senhor! Eu creio que tu és o Messias, o Filho de Deus, aquele que havia de vir ao mundo.»

Jesus chora por Lázaro

28Depois destas palavras, Marta foi chamar a sua irmã Maria e disse-lhe em particular: «Está cá o Mestre e mandou-te chamar.» 29Logo que Maria ouviu isto, levantou-se apressada e foi ter com Jesus. 30Ele ainda não tinha entrado na aldeia mas continuava no lugar onde Marta o tinha encontrado. 31Os judeus que estavam em casa de Maria para a consolar, quando viram que ela se levantou à pressa e saíra, foram atrás dela, pois pensavam que ia à sepultura para chorar.

32Ao chegar onde estava Jesus, Maria lançou-se-lhe aos pés, mal o viu, e disse: «Senhor, se cá estivesses, o meu irmão não teria morrido.» 33Quando Jesus viu Maria a chorar, e os judeus que tinham chegado com ela a chorar também, comoveu-se muito e ficou perturbado. 34Depois quis saber: «Onde é que o sepultaram?» Responderam-lhe: «Senhor, vem ver.» 35Nesta altura, Jesus chorou. 36Os judeus reconheceram: «Vejam como era amigo dele!» 37Mas alguns murmuravam: «Ele que deu vista ao cego11,37 Ver 9,6., não podia ter evitado que este homem morresse?»

Jesus ressuscita Lázaro

38Jesus, comovendo-se de novo, aproximou-se do túmulo. Era uma caverna e a entrada estava tapada com uma pedra. 39Jesus disse: «Tirem a pedra.» Mas Marta, irmã do defunto, adiantou-se: «Senhor, já cheira mal! Há já quatro dias que morreu.» 40«Não te disse há pouco», lembrou-lhe Jesus, «que se acreditasses, havias de ver a glória de Deus?» 41Tiraram então a pedra. Jesus levantou os olhos ao Céu e disse: «Dou-te graças, ó Pai, por me teres ouvido. 42Eu bem sei que sempre me ouves, mas digo-o agora para as pessoas que estão aqui acreditarem que tu me enviaste.» 43Tendo dito isto, clamou em alta voz: «Lázaro, sai cá para fora!» 44Ele saiu, com as mãos e os pés ligados em faixas e a cara tapada com a mortalha11,44 Comparar com 20,6–7.. Jesus ordenou aos presentes: «Desatem-lhe as ligaduras para ele poder andar.»

Conspiração contra Jesus

(Mateus 26,1–5; Marcos 14,1–2; Lucas 22,1–2)

45Muitos dos judeus que tinham ido visitar Maria, ao verem o que Jesus acabava de realizar, creram nele. 46Mas alguns foram ter com os fariseus e contaram-lhes o que Jesus fizera. 47Então os chefes dos sacerdotes e os fariseus reuniram o Sinédrio: «Que devemos fazer? Este homem realiza muitos sinais. 48Se o deixamos à vontade, toda a gente vai acreditar nele e os romanos virão destruir o nosso lugar santo e o nosso povo.» 49Caifás, um deles, que naquele ano era o sumo sacerdote, disse: «Não percebem nada! 50Não veem que é melhor que morra um só homem pelo povo do que toda a nação ser destruída?» 51Ora Caifás não declarou isto por si mesmo. Como era o sumo sacerdote naquele ano, foi por inspiração de Deus que ele afirmou que Jesus devia morrer pela nação judaica11,51 Segundo a mentalidade religiosa judaica daquele tempo, o sumo sacerdote tinha o dom da profecia.. 52Aliás, Jesus devia morrer não apenas pela nação judaica, mas também para reunir todos os filhos de Deus que andam dispersos.

53A partir desse dia, as autoridades judaicas tomaram a decisão de matar Jesus. 54Por isso, ele já não aparecia publicamente na Judeia. Saiu dali e foi para uma região perto do deserto, para uma cidade chamada Efraim11,54 Efraim. Cidade situada uns vinte quilómetros a nordeste de Jerusalém.. E por lá ficou com os discípulos.

55Faltava pouco para a festa da Páscoa dos judeus e muita gente das aldeias ia a Jerusalém para as cerimónias da purificação, antes da Páscoa. 56Eles procuravam descobrir Jesus e perguntavam uns aos outros no templo: «Que vos parece? Acham que ele não vem à festa?» 57Os chefes dos sacerdotes e os fariseus tinham dado ordens para que, se alguém soubesse onde estava Jesus, os informasse para eles o prenderem.