a BÍBLIA para todos Edição Comum (BPT)
20

Cidades-refúgio

(Números 35,6–34; Deuteronómio 4,41–43; 19,1–13)

201O Senhor ordenou a Josué: 2«Diz aos israelitas que escolham cidades para refúgio, conforme eu mandei por meio de Moisés20,2 Ver Nm 35,9–34. O número tradicional é de seis cidades (v. 7–8 e Nm 35,6).. 3Se alguém matar involuntariamente uma pessoa, poderá refugiar-se numa dessas cidades, para se proteger daqueles a quem compete exercer vingança. 4Para isso, ao chegar à porta da cidade onde se vai refugiar, explicará aos chefes dessa cidade o que aconteceu. Eles deverão acolher essa pessoa e indicar-lhe um lugar para habitar. 5Se o parente da vítima encarregado de se vingar for lá persegui-lo, os chefes da cidade não entregarão o refugiado, pois matou alguém sem querer e não por mal. 6Mas o refugiado deverá ficar naquela cidade até comparecer diante do povo reunido, para ser julgado, depois da morte do sumo sacerdote em exercício naquela altura. Só então poderá voltar para a sua casa e cidade donde tinha fugido.»

7Escolheram então as seguintes cidades-refúgio: Cadés, na Galileia, na montanha de Neftali; Siquém, na montanha de Efraim; Quiriat-Arbá, ou seja, Hebron, na montanha de Judá20,7 Cada uma destas cidades possuía um santuário que deveria estar na origem do direito de refúgio que lhe foi atribuído.. 8Para lá do Jordão, a oriente de Jericó, escolheram, no planalto desértico, a cidade de Becer da tribo de Rúben. Na região de Guilead, escolheram Ramot da tribo de Gad e, nas terras de Basã, escolheram Golã, que pertencia à tribo de Manassés.

9Foram estas as cidades-refúgio escolhidas para os israelitas e estrangeiros que vivessem no meio deles. Lá se poderia refugiar todo aquele que matasse alguém involuntariamente. Assim não seria morto por aqueles a quem competisse exercer vingança, antes de comparecer diante do povo em assembleia.

21

Cidades dos levitas

(1 Crónicas 6,39–66)

211Os chefes de família dos levitas foram falar com o sacerdote Eleazar, com Josué, filho de Nun, e com os chefes de família das outras tribos de Israel. 2Disseram-lhes, em Silo, na terra de Canaã, o seguinte: «O Senhor, por meio de Moisés, ordenou que nos fossem dadas cidades onde habitássemos e campos de pastagens para os nossos rebanhos.» 3Os israelitas deram então aos levitas algumas cidades com os respetivos campos de pastagens, conforme as ordens do Senhor.

4Sorteou-se a parte que devia caber aos descendentes de Queat. Os queatitas descendentes do sacerdote Aarão ficaram com treze cidades pertencentes à tribo de Judá, de Simeão e de Benjamim. 5Os outros descendentes de Queat obtiveram em sorte dez cidades das tribos de Efraim, de Dan e da metade ocidental da tribo de Manassés. 6As famílias descendentes de Gerson ficaram com treze cidades das tribos de Issacar, de Asser, de Neftali e da outra metade da tribo de Manassés, em Basã. 7As famílias descendentes de Merari obtiveram doze cidades que eram das tribos de Rúben, Gad e Zabulão.

8Os israelitas distribuíram, por sorteio, aos levitas estas cidades com os seus campos de pastagens, tal como o Senhor tinha mandado por meio de Moisés.

A parte dos descendentes de Queat

9Da tribo de Judá e da tribo de Simeão foram dadas as cidades abaixo indicadas. 10Foram dadas aos filhos de Aarão da família de Queat, descendentes de Levi, porque a sorte lhes calhou em primeiro lugar. 11Na montanha de Judá, deram-lhes Quiriat-Arbá, ou seja, Hebron com os seus campos de pastagens. Arbá foi o pai de Anac. 12Entretanto os campos e as aldeias dependentes desta cidade tinham sido dados como propriedade a Caleb, filho de Jefuné.

13Além de Hebron, que era cidade de refúgio para quem tinha morto alguém involuntariamente, deram aos descendentes do sacerdote Aarão as seguintes cidades: Libna, 14Jatir, Estemoa, 15Holon, Debir, 16Ain, Jutá, Bet-Chemes. E assim, daquelas duas tribos, foram nove as cidades-refúgio, cada uma com os seus campos de pastagens.

17Da tribo de Benjamim, foram quatro cidades com os seus campos de pastagens: Guibeon com os seus campos de pastagens e Gueba com os seus campos de pastagens; 18Anatot com os seus campos de pastagens e Almon com os seus campos de pastagens, ao todo quatro cidades. 19Desta forma, foram treze as cidades dadas aos sacerdotes descendentes de Aarão, cada uma com os seus campos de pastagens.

20Às outras famílias de levitas descendentes de Queat foram dadas cidades da tribo de Efraim. 21Na montanha de Efraim, deram-lhes Siquém, que era cidade de refúgio para quem matasse alguém involuntariamente, Guézer, 22Quibeçaim e Bet-Horon. Ao todo, quatro cidades com os seus campos de pastagens. 23Da tribo de Dan, deram-lhes Eltequé, Guibeton, 24Aialon, Gat-Rimon, isto é, quatro cidades com os seus campos de pastagens. 25Da metade ocidental da tribo de Manassés, deram-lhes Tanac e Gat-Rimon, ambas as cidades com os seus campos de pastagens. 26No total, foram dadas às restantes famílias dos descendentes de Queat dez cidades com os seus campos de pastagens.

A parte dos descendentes de Gerson

27Às famílias levíticas dos descendentes de Gerson foram destinadas duas cidades com os seus campos de pastagens pertencentes à metade oriental da tribo de Manassés. Foram Golã, situada na região de Basã, que era cidade de refúgio, e Besterá. 28Da tribo de Issacar foram: Quichion, Daberat, 29Jarmut, En-Ganim, ou seja, quatro cidades com os seus campos de pastagens. 30Da tribo de Asser, deram-lhes Michal, Abdon, 31Helcat, Reob, também quatro cidades com os seus campos de pastagens. 32Da tribo de Neftali, foram-lhes dadas três cidades com os seus campos de pastagens. Cadés, situada na Galileia, que era cidade de refúgio, Hamot-Dor e Cartan.

33Ao todo, foram para as famílias descendentes de Gerson treze cidades com os seus campos de pastagens.

A parte dos filhos de Merari

34Às famílias descendentes de Merari, isto é, aos restantes levitas, foram dadas da tribo de Zabulão, Jocnoam, Cartá, 35Dimna e Nalal, ou seja, quatro cidades com os seus campos de pastagens. 36Da tribo de Rúben, Becer com os seus campos de pastagens e Jaás com os seus campos da pastagens. 37Quedemot com os seus campos de pastagens e Metaf com os seus campos de pastagens. Ao todo quatro cidades. 38Da tribo de Gad foram as cidades de refúgio de Ramot situada em Manaad, com os seus campos de pastagens, e Manaim com os seus campos de pastagens. 39Hesbon com os seus campos de pastagens e Jazer com os seus campos de pastagens, ao todo quatro cidades. 40Deste modo, foram doze as cidades que ficaram a pertencer às famílias dos descendentes de Merari, ou seja, aos restantes levitas.

41No total, foram quarenta e oito as cidades, com os seus campos de pastagens, que obtiveram os levitas dentro do território israelita. 42Cada cidade tinha os seus campos de pastagens nos arredores. Era assim em todas.

43O Senhor deu assim aos israelitas o país que tinha prometido sob juramento aos seus antepassados. Apoderaram-se dele e lá se estabeleceram. 44Deu-lhes paz em todo o território, como também tinha prometido. E nenhum dos inimigos lhes pôde resistir. De facto, o Senhor deu-lhes a vitória sobre eles. 45E cumpriram-se todas as promessas que ele tinha feito aos israelitas.

22

As tribos da Transjordânia regressam às suas terras

221Josué convocou as tribos de Rúben e Gad e a metade oriental da tribo de Manassés para lhes dizer: 2«Vocês têm observado tudo o que lhes mandou Moisés, servo do Senhor, e têm obedecido a todas as minhas ordens. 3Durante todo este tempo, não abandonaram os vossos irmãos e têm cumprido a lei do Senhor, vosso Deus, até ao dia de hoje. 4Agora que o Senhor deu a paz aos vossos irmãos, como tinha prometido, voltem para as vossas tendas, nas terras das vossas propriedades que vos deu Moisés, servo do Senhor, a oriente do Jordão. 5Mas tenham o maior cuidado em cumprir fielmente os mandamentos e a lei que vos deu Moisés, servo do Senhor, isto é, amem o Senhor, vosso Deus; sigam os seus caminhos, obedeçam aos seus mandamentos, permaneçam-lhe fiéis e sirvam-no com todo o coração e com toda a alma.»

6Então Josué abençoou-os, despediu-se e eles foram para as suas tendas.

7Moisés tinha dado, à metade da tribo de Manassés, um território em Basã. À outra metade foi Josué quem deu terras entre os outros israelitas, a ocidente do Jordão.

Quando Josué os mandou ir para as suas tendas, abençoou-os 8e disse-lhes: «Agora voltem para as vossas tendas com a riqueza que acumularam, animais, prata, ouro, bronze, ferro e muita roupa. E repartam com os vossos irmãos o que tomaram ao inimigo.»

9Foi assim que os rubenitas, os gaditas e a metade oriental da tribo de Manassés deixaram os israelitas em Silo, na terra de Canaã, para voltarem para as suas terras em Guilead. Era lá que tinham a parte que lhes pertencia, tal como o Senhor tinha ordenado por meio de Moisés.

Altar perto do Jordão

10Quando as tribos de Rúben e Gad e os da metade oriental da tribo de Manassés chegaram perto do Jordão, ainda na região de Canaã, levantaram aí um grande altar. 11Ora os israelitas souberam que as tribos de Rúben e Gad e a metade da tribo de Manassés tinham levantado esse altar perto do Jordão, na fronteira de Canaã, do lado israelita. 12Logo que tiveram conhecimento disso, reuniram-se todos em Silo para irem combater contra eles22,12 Esta reação deve-se ao facto de considerarem esse altar como concorrente ao santuário de Silo e ainda como um sinal de revolta contra Deus.. 13Enviaram então Fineias, filho do sacerdote Eleazar a Guilead para falar com as tribos de Rúben e Gad e a metade da tribo de Manassés. 14E com ele foram também dez chefes, um por cada tribo de Israel, sendo cada um deles representante de uma família. 15Dirigiram-se a Guilead onde se encontravam as tribos de Rúben e Gad e a metade da tribo de Manassés e assim falaram 16em nome de todo o povo do Senhor: «Que traição é esta que cometeram contra o Senhor, Deus de Israel? Por que motivo o abandonaram e se revoltaram contra o Senhor, construindo um altar? 17Porventura não bastava o pecado cometido em Peor, de que ainda não nos purificámos e pelo qual o Senhor castigou o seu povo? 18Querem agora revoltar-se contra o Senhor? Se vocês se revoltam hoje contra o Senhor, amanhã será ele a encher-se de ira contra todo o povo de Israel. 19Se esta terra é imprópria para adorar a Deus, venham para a terra do Senhor onde está o seu santuário e habitem connosco. Mas não se revoltem contra o Senhor nem contra nós, levantando um altar além daquele que é do Senhor, nosso Deus. 20Recordem-se do caso de Acan, filho de Zera, quando pecou, ao apoderar-se das coisas condenadas à destruição. Todo o povo de Israel foi castigado por causa disso e não foi só ele a morrer devido ao seu pecado

21Então os rubenitas, os gaditas e os da metade oriental da tribo de Manassés responderam aos chefes do povo de Israel: 22«O Senhor, que é Deus dos deuses, bem sabe que não foi por traição nem por transgressão que nós fizemos isso. Que todo o povo de Israel o saiba também. Se foi por infidelidade, que hoje mesmo deixemos de viver. 23Se construímos esse altar para abandonarmos o Senhor e para lá fazermos sacrifícios ou ofertas de qualquer espécie, que ele nos peça contas. 24Não! Nós fizemos isso porque tínhamos receio que, no futuro, os vossos filhos pudessem dizer aos nossos: “Que é que têm a ver com o Senhor, Deus de Israel? 25O Senhor pôs uma fronteira entre nós e vocês, os descendentes de Rúben e Gad. Vocês nada têm a ver com o Senhor!” Dessa forma, os vossos filhos seriam ocasião para os nossos abandonarem o Senhor. 26Foi por isso que nós decidimos construir um altar, que não é para oferecer holocaustos de animais nem quaisquer sacrifícios, 27mas para ficar como testemunho entre nós, e entre os nossos descendentes, depois de nós, de que adoramos o Senhor com os nossos holocaustos, sacrifícios e ofertas. Isso não permitirá que os vossos descendentes venham dizer que os nossos nada têm a ver com o Senhor. 28Nós pensámos que, no caso de nos falarem assim, a nós ou aos nossos descendentes, poderemos responder: “Vejam o modelo do altar do Senhor que os nossos antepassados construíram, não para holocaustos ou quaisquer sacrifícios, mas para nos servir de testemunho.” 29Longe de nós a ideia de nos revoltarmos contra o Senhor e de nos afastarmos dele, por termos construído um altar para holocaustos ou sacrifícios, além do altar do Senhor, nosso Deus, que está diante do santuário.»

30O sacerdote Fineias e os representantes do povo e chefes de família das diversas tribos que o acompanhavam deram-se por satisfeitos ao ouvirem estas palavras das tribos de Rúben e Gad e da metade oriental da tribo de Manassés. 31E Fineias, o filho do sacerdote Eleazar, disse-lhes: «Agora temos a certeza de que o Senhor está connosco, pois o que fizeram não foi uma traição contra o Senhor e, assim, o povo de Israel está livre do castigo de Deus.»

32Depois Fineias e os que estavam com ele deixaram as tribos de Rúben e Gad da região de Guilead e voltaram para Canaã e transmitiram essa resposta aos israelitas. 33Estes ficaram contentes com a resposta e deram graças a Deus. Depois disso, não pensaram mais em atacar as tribos de Rúben e Gad, nem em devastar as suas terras.

34Os descendentes de Rúben e de Gad chamaram testemunho àquele altar, porque, disseram eles, «é para nós um testemunho de que só o Senhor é Deus.»