a BÍBLIA para todos Edição Comum (BPT)
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91E disse mais: «Prestem bem atenção: alguns dos que aqui estão presentes não morrerão sem verem chegar o reino de Deus com poder.»

Transfiguração de Jesus

(Mateus 17,1–13; Lucas 9,28–36)

2Seis dias depois, Jesus subiu a uma montanha e levou com ele apenas Pedro, Tiago e João. Lá em cima, o seu aspeto transformou-se diante deles. 3A roupa que tinha ficou brilhante, extremamente branca como ninguém no mundo seria capaz de a branquear assim. 4Nisto, os discípulos viram Elias e Moisés a conversar com Jesus. 5Então Pedro disse: «Mestre, é tão bom estarmos aqui! Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias.» 6Pedro nem sabia o que dizia. É que os discípulos estavam cheios de medo. 7Depois apareceu por cima deles uma nuvem que os envolveu na sua sombra. E dessa nuvem uma voz dizia: «Este é o meu Filho querido. Oiçam o que ele diz9,7 Ver 1,11. Comparar com Sl 2,7; Is 42,1.8De repente, os discípulos olharam em volta mas só viram Jesus com eles.

9Quando desciam da montanha, Jesus avisou-os para não contarem a ninguém o que viram, antes de o Filho do Homem ressuscitar. 10Eles obedeceram, mas perguntavam entre si o que queria Jesus dizer com aquelas palavras acerca da ressurreição. 11Foram então perguntar a Jesus: «Por que é que os doutores da lei dizem que Elias tem de vir primeiro9,11 Comparar com Ml 3,23.12Jesus respondeu: «É verdade que Elias vem primeiro preparar tudo. Mas por que será que as Escrituras dizem que o Filho do Homem há de sofrer muito e ser desprezado9,12 Ver Is 53,3; Sl 22,1–18.? 13Pois eu afirmo que Elias já veio e fizeram-lhe tudo o que quiseram, como está nas Escrituras a respeito dele.»

Jesus cura um possesso

(Mateus 17,14–21; Lucas 9,37–43a)

14Quando chegaram junto dos outros discípulos viram muita gente ali à volta e doutores da lei a discutir com eles. 15Logo que a multidão viu Jesus ficou muito agitada e correu para o cumprimentar. 16Então Jesus perguntou: «Que é que estão a discutir?» 17Alguém da multidão respondeu: «Mestre, trouxe-te o meu filho que tem um espírito mau e não o deixa falar. 18Sempre que o espírito toma posse dele atira-mo ao chão e o rapaz começa a espumar, a ranger os dentes e fica sem forças. Pedi aos teus discípulos para expulsarem o espírito mau mas eles não foram capazes.»

19Jesus disse-lhes: «Oh que gente sem fé! Até quando estarei convosco? Até quando terei de vos suportar? Tragam-me cá o rapaz.» 20Trouxeram-no, e o espírito ao ver Jesus atirou logo o rapaz ao chão; este rebolava-se na terra espumando pela boca. 21Jesus perguntou ao pai: «Há quanto tempo está ele assim?» «Desde pequeno», respondeu. 22«Muitas vezes o espírito o atirou ao fogo e à água para o destruir. Se te for possível, ajuda-nos, tem pena de nós!» 23A estas palavras respondeu Jesus: «Se achas que sim, tudo é possível àquele que tiver fé.» 24Logo o pai do rapaz disse em alta voz: «Eu creio; aumenta a minha fé!»

25Ao reparar que ali se tinha juntado muita gente, Jesus repreendeu o espírito mau: «Espírito surdo-mudo, sou eu quem te ordena, sai deste rapaz e nunca mais entres nele!» 26O espírito saiu aos gritos, depois de o agitar violentamente. O rapaz ficou como morto, de tal modo que muitas pessoas já diziam que ele tinha morrido. 27Mas Jesus agarrou-lhe na mão, levantou-o e ele pôs-se de pé.

28Quando Jesus voltou para casa, os discípulos perguntaram-lhe em particular: «Por que é que nós não conseguimos expulsar aquele espírito?» 29Ele respondeu: «Aquele género de espíritos só sai por meio da oração.»

Jesus fala outra vez da sua morte e ressurreição

(Mateus 17,22–23; Lucas 9,43–45)

30Jesus e os discípulos saíram dali e andavam pela Galileia, mas Jesus não queria que se soubesse onde ele estava. 31E ensinava os discípulos: «O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens. Hão de matá-lo, mas ressuscitará três dias depois.» 32Eles não entenderam o que lhes dizia, mas tinham receio de lho perguntar.

Quem será o mais importante?

(Mateus 18,1–5; Lucas 9,46–48)

33Chegaram à cidade de Cafarnaum. Quando já estavam em casa, Jesus perguntou aos discípulos: «O que é que vinham a discutir pelo caminho?» 34Eles calaram-se porque pelo caminho tinham discutido sobre quem seria o mais importante. 35Jesus então sentou-se, chamou os Doze e disse-lhes: «Se alguém quer ser o primeiro terá de ser o último e o servo de todos.»

36Em seguida pegou num menino e colocou-o no meio deles. Depois tomou-o nos braços e disse aos discípulos: 37«Todo aquele que receber uma criança em meu nome, é a mim que recebe. E quem me receber, não recebe só a mim, mas também aquele que me enviou.»

Quem não é contra nós é por nós

(Lucas 9,49–50)

38João disse a Jesus: «Mestre, vimos um homem a expulsar espíritos maus em teu nome e proibimo-lo porque não é um dos nossos.» 39Jesus respondeu: «Não o impeçam, porque ninguém pode fazer milagres em meu nome e logo a seguir dizer mal de mim. 40Quem não é contra nós é por nós.

41Todo aquele que vos der um simples copo de água em meu nome, por serdes de Cristo, garanto-vos que será recompensado.»

Não levar os outros a pecar

(Mateus 18,6–9; Lucas 17,1–2)

42Jesus acrescentou: «Mas todo aquele que fizer cair em pecado algum destes pequeninos que creem em mim, melhor seria que atirassem essa pessoa ao mar com uma pedra de moinho atada ao pescoço. 43Portanto, se a tua mão te fizer pecar, corta-a. É melhor entrares no Céu com uma só mão do que teres as duas e ires parar ao inferno, onde o fogo está sempre aceso. 44[Ali os vermes não morrem e o fogo nunca se apaga9,44 Este versículo não se encontra em vários manuscritos antigos..] 45E se o teu pé te fizer pecar, corta-o. É melhor entrares no Céu com um só pé do que teres os dois e ires parar ao inferno, 46[onde os vermes não morrem e o fogo nunca se apaga9,46 Este versículo não se encontra em vários manuscritos antigos..] 47E se um dos teus olhos te fizer pecar, arranca-o. É melhor entrares no reino de Deus com um só olho do que teres os dois e ires parar ao inferno, 48onde os seus vermes não morrem e o fogo nunca se apaga9,48 Comparar com Is 66,24..

49Porque todos serão temperados pelo fogo, tal como o sal tempera os alimentos9,49 Alguns manuscritos não têm as palavras tal como o sal tempera os alimentos.. 50O sal é bom, mas se perder as suas qualidades como poderão salgar com ele? Procure cada um temperar bem a sua vida e vivam todos em paz uns com os outros.»

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O problema do divórcio

(Mateus 19,1–12; Lucas 16,18)

101Jesus saiu dali e foi para a região da Judeia, para a outra margem do rio Jordão. Juntou-se-lhe outra vez uma grande multidão que ele ensinava como de costume. 2Alguns fariseus aproximaram-se e perguntaram-lhe, para o experimentar, se é lícito ao homem divorciar-se da sua mulher. 3Jesus replicou: «O que é que Moisés deixou escrito?» 4Eles responderam: «Moisés autorizou o homem a passar uma declaração de divórcio e a mandar a mulher embora10,4 Ver Dt 24,1.

5Então Jesus explicou: «Moisés escreveu isso por saber que o vosso coração é duro. 6Mas desde o princípio do mundo, Deus criou os dois; o homem e a mulher10,6 Ver Gn 1,27; 5,2.. 7Por isso, o homem deixará o pai e a mãe para se unir à sua mulher, 8e os dois serão como uma só pessoa10,8 Ver Gn 2,24. Alguns manuscritos não têm as palavras para se unir a sua mulher., de modo que não são dois mas um só. 9Portanto, ninguém separe o que Deus uniu.»

10Ao chegarem a casa, os discípulos voltaram a fazer perguntas a Jesus sobre este assunto. 11Ele esclareceu-os: «Todo o homem que se divorciar da sua mulher e casar com outra comete adultério contra a primeira. 12E da mesma forma, se uma mulher se divorciar do marido e casar com outro homem também comete adultério.»

As crianças e o reino de Deus

(Mateus 19,13–15; Lucas 18,15–17)

13Algumas pessoas apresentavam crianças a Jesus para as abençoar, mas os discípulos repreendiam essas pessoas. 14Reparando nisso, Jesus indignou-se e disse aos discípulos: «Deixem as crianças vir ter comigo! Não as estorvem, pois o reino de Deus é dos que são como elas. 15Lembrem-se disto: quem não for como uma criança, para aceitar o reino de Deus, não entrará nele.»

16Depois tomou as crianças nos braços e abençoou-as pondo as mãos sobre elas.

Os ricos e o reino de Deus

(Mateus 19,16–30; Lucas 18,18–30)

17Quando Jesus saiu dali e se pôs a caminho, correu para ele um certo homem que se ajoelhou e perguntou: «Bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna?» 18Jesus respondeu-lhe: «Por que me chamas bom? Só Deus é bom e mais ninguém. 19Com certeza que sabes os mandamentos: Não mates ninguém, não cometas adultério, não roubes, não levantes falso testemunho, não enganes os outros, respeita o teu pai e a tua mãe10,19 Ver Ex 20,12–16; Dt 5,16–20. As palavras não enganes os outros não se encontram nos dez mandamentos, nem nos textos paralelos de Mateus e Lucas.

20E o homem disse: «Mestre, desde pequeno que cumpro todos esses mandamentos.» 21Jesus olhou para ele com amizade e afirmou-lhe: «Ainda te falta uma coisa. Vai, vende o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no Céu. Depois segue-me.» 22Ele ficou triste com aquelas palavras e foi-se embora desgostoso, pois tinha muitos bens.

23Jesus voltou-se para os discípulos e disse-lhes: «É muito difícil os ricos entrarem no reino de Deus24Os discípulos ficaram perturbados com aquelas palavras. Mas Jesus acrescentou: «Meus filhos, como é difícil10,24 Alguns manuscritos acrescentam: àqueles que confiam nas riquezas. entrar no reino de Deus! 25É mais fácil um camelo passar pelo fundo duma agulha do que um rico entrar no reino de Deus.»

26Os discípulos estavam cada vez mais admirados com o que ouviam e perguntavam uns aos outros: «Nesse caso, quem é que se pode salvar?» 27Jesus olhou para eles e afirmou: «O que é impossível aos homens, a Deus não é; pois para ele tudo é possível.»

28Então Pedro dirigiu-se a Jesus: «Olha que nós deixámos tudo para sermos teus discípulos.» 29Jesus respondeu: «Pois eu garanto-vos que todo aquele que tenha deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou terras por minha causa e por causa do evangelho, 30receberá cem vezes mais, ainda neste mundo, em casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, e também perseguições. E no outro mundo receberá a vida eterna. 31Muitos dos que agora são os primeiros, serão os últimos e os últimos serão os primeiros.»

Jesus fala outra vez da sua morte e ressurreição

(Mateus 20,17–19; Lucas 18,31–34)

32Seguiam pelo caminho em direção a Jerusalém, indo Jesus à frente dos discípulos. Estavam preocupados e os que o acompanhavam iam cheios de medo. Jesus chamou outra vez os doze discípulos à parte e começou a dizer-lhes tudo o que lhe ia acontecer: 33«Escutem! Vamos para Jerusalém, onde o Filho do Homem será entregue aos chefes dos sacerdotes e aos doutores da lei. Eles vão condená-lo à morte e entregá-lo aos pagãos, 34os quais vão troçar dele, cuspir-lhe, bater-lhe e matá-lo. Mas ao terceiro dia ele há de ressuscitar.»

Pedido dos filhos de Zebedeu

(Mateus 20,20–28)

35Tiago e João, filhos de Zebedeu, aproximaram-se de Jesus e disseram: «Mestre, queremos fazer-te um pedido.» 36E Jesus perguntou: «O que querem que vos faça?» 37E eles disseram: «Deixa-nos ocupar os dois primeiros lugares quando estiveres no teu reino glorioso.» 38Jesus retorquiu: «Nem sabem o que me estão a pedir. Porventura podem beber o cálice que eu bebo e ser batizados com o batismo com que eu sou batizado?» 39«Podemos, sim!», disseram. Então Jesus acrescentou: «Realmente, ainda hão de beber o cálice que eu bebo e ser batizados com o batismo com que eu sou batizado10,39 Comparar com At 12,2., 40mas quanto a ocuparem os dois primeiros lugares não depende de mim. Esses lugares são para quem Deus os preparou.»

41Os outros dez discípulos ouviram a conversa e ficaram indignados com Tiago e João. 42Então Jesus chamou-os a todos para perto de si e explicou: «Como sabem, os que governam os povos têm domínio sobre eles e os poderosos são os que sobre eles exercem autoridade. 43Mas convosco não pode ser assim. Pelo contrário, aquele que quiser ser grande deve servir os outros, 44e aquele que entre vós quiser ser o primeiro será o servo de todos. 45Pois também o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para resgate de muitos10,45 Comparar com Mc 14,24; 1 Tm 2,6.

Cura do cego Bartimeu

(Mateus 20,29–34; Lucas 18,35–43)

46Chegaram a Jericó. E quando Jesus ia a sair da cidade com os discípulos e muito povo, estava um cego, chamado Bartimeu, filho de Timeu, a pedir esmola à beira do caminho. 47Mal o cego ouviu dizer que era Jesus de Nazaré que por ali passava, pôs-se a clamar muito alto: «Jesus, Filho de David, tem piedade de mim!» 48Muitas pessoas repreendiam-no e mandavam-no calar, mas ele continuava ainda mais alto: «Filho de David, tem piedade de mim!»

49Então Jesus parou e mandou-o chamar. Foram chamá-lo e disseram-lhe: «Anima-te e vem daí que ele está a chamar-te.» 50O cego atirou a capa para o lado, levantou-se e caminhou para Jesus 51que lhe perguntou: «Que queres que eu te faça?» Ele respondeu: «Oh Mestre! Queria voltar a ver!» 52Jesus disse-lhe: «Está bem! A tua fé salvou-te10,52 Ou: a tua fé curou-te..» Naquele mesmo instante Bartimeu ficou a ver e seguia também com Jesus pelo caminho.

11

Entrada de Jesus em Jerusalém

(Mateus 21,1–11; Lucas 19,28–40; João 12,12–19)

111Depois de passarem por Betânia e Betfagé, chegaram ao Monte das Oliveiras11,1 Betfagé. Cidade situada no flanco oriental do Monte das Oliveiras, a poucos quilómetros de Jerusalém. Betânia. Outra cidade localizada perto de Betfagé. Monte das Oliveiras. Colina situada a leste de Jerusalém, separada da cidade pelo vale de Cédron., perto de Jerusalém. Jesus mandou dois discípulos 2e ordenou: «Vão à povoação que fica ali em frente. Logo que lá entrarem encontrarão um jumentinho preso, que ainda ninguém montou. Soltem-no e tragam-no cá. 3Se alguém vos perguntar por que fazem isso, digam que o Senhor precisa dele e logo a seguir o mandará entregar11,3 Ver Mt 21,3 e nota.

4Eles foram até lá, encontraram realmente um jumentinho preso a uma porta do lado de fora e soltaram-no. 5Alguns dos que estavam por ali perguntaram: «Por que é que estão a soltar o jumento?» 6Eles responderam como Jesus lhes tinha dito e os outros deixaram-no levar.

7Os discípulos trouxeram o jumento a Jesus, puseram as suas capas por cima do animal e Jesus montou nele11,7 Comparar com Zc 9,9.. 8Então muitas pessoas estenderam também as capas pelo caminho e outras espalharam os ramos que tinham cortado no campo11,8 Comparar com 2 Rs 9,13. Era uma espécie de tapete de honra.. 9Tanto as pessoas que iam à frente como as que seguiam atrás gritavam: «Glória a Deus11,9 Literalmente: hosana.! Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor! 10Bendito seja o reino que está a chegar, o reino de nosso pai David! Glória a Deus nas alturas11,10 Comparar com Sl 118,25–26. Ver Mt 21,9.

11Jesus chegou a Jerusalém, entrou no templo e observou tudo em volta; mas como já era tarde, foi para Betânia com os doze discípulos.

A figueira sem fruto

(Mateus 21,18–19)

12No dia seguinte, ao voltarem de Betânia, Jesus teve fome. 13Viu ao longe uma figueira coberta de folhas e foi até lá para ver se tinha fruto. Quando chegou ao pé da árvore, notou que só tinha folhas, pois não era tempo de figos. 14Então Jesus exclamou: «Nunca mais ninguém coma do teu fruto!» E os discípulos ouviram isso.

Jesus no templo

(Mateus 21,12–17; Lucas 19,45–48; João 2,13–22)

15Voltaram a Jerusalém. Jesus entrou no templo e começou a pôr de lá para fora os que estavam a vender e a comprar. Atirou ao chão as bancas dos que trocavam dinheiro e as cadeiras dos que vendiam pombos11,15 Isto acontecia no pátio do templo aberto aos não-judeus. Os judeus que vinham de fora trocavam o dinheiro para poder comprar ofertas ou para pagar o imposto do templo.. 16Não deixava ninguém transportar coisas pelo templo. 17Depois começou a ensinar deste modo: «Está escrito na Sagrada Escritura: O meu templo será declarado casa de oração para todos os povos. Mas vocês transformaram-no em caverna de ladrões11,17 Comparar com Is 56,7; Jr 7,11.

18Os chefes dos sacerdotes e os doutores da lei ouviram isto e começaram a procurar maneira de matar Jesus; é que eles tinham medo dele e o povo andava entusiasmado com o seu ensino.

19Ao cair da noite, Jesus e os discípulos voltaram a sair da cidade11,19 Outra tradução: Quando veio a noite, Jesus e os seus discípulos saíram da cidade..

Lição da figueira sem fruto

(Mateus 21,20–22)

20No outro dia, de manhãzinha, passaram perto da figueira e viram que ela tinha secado até à raiz. 21Pedro lembrou-se do que acontecera na véspera e disse a Jesus: «Olha, Mestre! A figueira que amaldiçoaste ficou seca!» 22Jesus disse então aos discípulos: «Tenham fé em Deus! 23Garanto-vos que se alguém disser a este monte: “Tira-te daí e lança-te no mar”, e não tiver dúvidas no seu íntimo, mas acreditar realmente no que diz, assim acontecerá! 24Por isso vos digo: Tudo o que pedirem em oração, creiam que o receberão e assim acontecerá. 25Mas quando estiverem a orar, se tiverem razão de queixa contra alguém perdoem-lhe, para que o vosso Pai do Céu vos perdoe também os vossos pecados26[Se não perdoarem aos outros, o vosso Pai do Céu também vos não perdoará11,26 Este versículo não se encontra em vários manuscritos antigos..]

A autoridade de Jesus é contestada

(Mateus 21,23–27; Lucas 20,1–8)

27Entraram outra vez em Jerusalém. Jesus caminhava no templo e os chefes dos sacerdotes, os doutores da lei e os anciãos foram perguntar-lhe: 28«Com que autoridade fazes tu estas coisas? Quem te deu o direito de fazer isso?» 29Jesus respondeu-lhes: «Eu também vou fazer-vos uma pergunta. Se me responderem, digo-vos com que autoridade faço estas coisas. 30João batizava11,30 Ver 1,4–5. com a autoridade de Deus ou dos homens?»

31Eles puseram-se a discutir uns com os outros: «Se respondemos que é de Deus, ele vai perguntar-nos por que é que não acreditámos em João. 32Vamos dizer-lhe que é dos homens.» Mas eles tinham medo porque o povo considerava João um verdadeiro profeta. 33Por isso acabaram por responder: «Não sabemos.» E Jesus concluiu: «Pois também eu não vos digo com que autoridade faço estas coisas.»