a BÍBLIA para todos Edição Comum (BPT)
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Medidas de segurança

(Esdras 2,1–70)

71Logo que foi concluída a muralha e colocadas as portas, nomearam-se os porteiros, os cantores e os levitas. 2Confiei o governo de Jerusalém ao meu irmão Hanani e pus como comandante militar da cidade Hananias, que era um homem sério e mais temente a Deus que muitos outros. 3Avisei-os para não abrirem as portas de Jerusalém até o Sol ir alto e para as manterem fechadas, enquanto os guardas não estivessem nos seus postos. Dei também ordens para que os próprios habitantes exercessem vigilância à vez, cada qual no seu próprio posto e também à volta da sua casa. 4A cidade era grande e espaçosa, mas a população era pouco numerosa, porque as casas ainda não estavam reconstruídas.

Lista dos repatriados

5Deus inspirou-me a reunir os chefes e responsáveis e o povo para fazer um recenseamento. Encontrou-se então um livro de registo daqueles que, ao princípio tinham regressado do exílio. Vêm de lá as seguintes indicações: 6«São estes os habitantes da província que voltaram do cativeiro. Nabucodonosor, rei da Babilónia, mandou-os para o desterro; mas depois, regressaram a Jerusalém e a Judá, cada um à sua povoação. 7Vieram com Zorobabel: Josué, Neemias, Azarias, Ramias, Namani, Mardoqueu, Bilchan, Misperet, Bigvai, Neum e Baaná.» É esta a lista dos israelitas:

8Descendentes de Parós, dois mil cento e setenta e dois; 9descendentes de Chefatias, trezentos e setenta e dois; 10descendentes de Ara, seiscentos e cinquenta e dois; 11descendentes de Paat-Moab, que era descendente de Josué e de Joab, dois mil oitocentos e dezoito; 12descendentes de Elam, mil duzentos e cinquenta e quatro; 13descendentes de Zatu, oitocentos e quarenta e cinco; 14descendentes de Zacai, setecentos e sessenta; 15descendentes de Binui, seiscentos e quarenta e oito; 16descendentes de Bebai, seiscentos e vinte e oito; 17descendentes de Azegad, dois mil trezentos e vinte e dois; 18descendentes de Adonicam, seiscentos e sessenta e sete; 19descendentes de Bigvai, dois mil e sessenta e sete; 20descendentes de Adin, seiscentos e cinquenta e cinco; 21descendentes de Ater, pela linha de Ezequias, noventa e oito; 22descendentes de Hachum, trezentos e vinte e oito; 23descendentes de Beçai, trezentos e vinte e quatro; 24descendentes de Harif, cento e doze; 25habitantes de Guibeon, noventa e cinco; 26homens de Belém e de Netofa, cento e oitenta e oito; 27homens de Anatot, cento e vinte e oito; 28homens de Bet-Azemavet, quarenta e dois; 29homens de Quiriat-Iarim, de Cafira e de Berot, setecentos e quarenta e três; 30homens de Ramá e de Gueba, seiscentos e vinte e um; 31homens de Micmás, cento e vinte e dois; 32homens de Betel e de Ai, cento e vinte e três; 33homens do outro Nebo, cinquenta e dois; 34descendentes do outro Elam, mil duzentos e cinquenta e quatro; 35descendentes de Harim, trezentos e vinte; 36habitantes de Jericó, trezentos e quarenta e cinco; 37habitantes de Lod, Hadid e Ono, setecentos e vinte e um; 38habitantes de Senaá, três mil novecentos e trinta.

39Sacerdotes: descendentes de Jedaías, da família de Josué, novecentos e setenta e três; 40descendentes de Imer, mil e cinquenta e dois; 41descendentes de Pachiur, mil duzentos e quarenta e sete; 42descendentes de Harim, mil e dezassete.

43Levitas: descendentes de Josué, de Cademiel, de Hodias, setenta e quatro.

44Cantores: descendentes de Assaf, cento e quarenta e oito.

45Porteiros: descendentes de Salum, de Ater, de Talmon, de Acub, de Hatita e de Chobai, cento e trinta e oito.

46Servidores do templo: descendentes de Cia, de Hassufa, de Tabaot; 47descendentes de Querós, de Sia, de Padon; 48descendentes de Lebana, de Hagabá, de Salmai; 49descendentes de Hanan, de Guidel, de Gaar; 50descendentes de Reaías, de Recin, de Necoda; 51descendentes de Gazam, de Uzá e de Passea; 52descendentes de Besai, de Meunim e de Nefichessim; 53descendentes de Bacbuc, de Hacufa, de Harur; 54descendentes de Bacelit, de Maída, de Harsa; 55descendentes de Barcós, de Sísera, de Temá; 56descendentes de Necia, de Hatifa.

57Descendentes dos servos de Salomão: das famílias de Sotai, de Soferet, de Perudá, 58de Jala, de Darcon, de Guidel, 59de Chefatias, de Hatil, de Poqueret-Sebaim e de Amon.

60Ao todo, os servidores do templo e os filhos dos servos de Salomão eram trezentos e noventa e dois. 61Os que vieram de Tel-Mela, Tel-Harcha, Querub-Adon e Imer e não puderam provar se eram israelitas pela sua família e ascendência: 62descendentes de Delaías, de Tobias e de Necoda, seiscentos e quarenta e dois. 63Entre os sacerdotes, encontravam-se os descendentes de Hobaías, de Cós e de Barzilai, que casou com uma filha de Barzilai, natural de Guilead e tomou o nome dela. 64Estes procuraram os seus registos de família mas, visto que não os encontraram, foram excluídos do sacerdócio. 65O governador disse-lhes, por isso, que não comessem das coisas santas antes de vir um sacerdote decidir a questão por meio dos dados sagrados7,65 Ver Ed 2,63; Ex 28,30 e notas..

66A comunidade dos que regressaram do exílio era constituída por quarenta e duas mil trezentas e sessenta pessoas, 67não contando escravos e escravas que eram sete mil trezentos e trinta e sete, havendo também duzentos e quarenta e cinco cantores e cantoras. 68Possuíam setecentos e trinta e seis cavalos, duzentas e quarenta e cinco mulas, quatrocentos e trinta e cinco camelos e seis mil setecentos e vinte jumentos.

Ofertas para o templo

69Alguns dos chefes de família deram ofertas para as obras: o governador ofereceu para o tesouro cerca de mil peças de ouro, cinquenta taças e quinhentas e trinta vestes sacerdotais. 70Outros chefes de família ofereceram para o tesouro vinte mil peças de ouro e mil e cem quilos de prata. 71Os outros israelitas deram vinte mil peças de ouro, cerca de mil quilos de prata e sessenta e sete vestes sacerdotais.

72Depois os sacerdotes, os levitas, os porteiros, os cantores, os servidores do templo e todo o povo de Israel estabeleceram-se nas suas povoações.

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Grande assembleia e leitura da lei

81Quando chegou o sétimo mês, já os israelitas estavam nas suas respetivas povoações, todo o povo se reuniu como um só homem na praça que está em frente da porta da Água, e pediu-se ao escriba Esdras para trazer o livro da Lei de Moisés, que o Senhor tinha dado a Israel. 2No primeiro dia desse mês, o sacerdote Esdras levou a lei diante da assembleia que era composta por homens, mulheres e todos os que já tinham idade e capacidade de entendimento.

3Ali mesmo, na praça que está em frente da porta da Água, Esdras esteve a ler o livro desde a manhã até ao meio-dia, na presença de homens, mulheres e de quantos tinham capacidade de entendimento; e todos estavam atentos à leitura da lei. 4Esdras permanecia de pé sobre um estrado de madeira que foi feito para a ocasião. Junto dele, à sua direita, ficaram Matatias, Chema, Anaías, Urias, Hilquias e Masseias. À esquerda ficou Pedaías, Michael, Malquias, Hachum, Hasbadana, Zacarias e Mechulam. 5Esdras abriu o livro à vista de todo o povo, pois estava em lugar mais elevado e, ao abri-lo, todos se puseram em pé. 6Deu louvores ao Senhor, o grande Deus, e todo o povo respondeu, com os braços levantados: «Ámen! Ámen!» E inclinando-se, com o rosto por terra, adoraram o Senhor.

7Os levitas Josué, Bani, Cherebias, Jamin, Acub, Chabetai, Hodias, Masseias, Quelitá, Azarias, Jozabad, Hanan e Pelaías explicavam a lei ao povo, que permanecia no seu lugar. 8Liam em voz alta o livro da lei de Deus, traduziam-no e explicavam-no para que todos compreendessem a Escritura.

9Toda a gente chorava ao ouvir as palavras da lei. Então o governador Neemias e o sacerdote e escriba Esdras, bem como os levitas que estavam a explicar a lei disseram ao povo: «Este é um dia consagrado ao Senhor, nosso Deus. Não se entristeçam nem chorem!» 10Esdras disse ainda: «Vão-se embora, comam e bebam do melhor que tiverem e convidem para comer e beber os que não têm nada preparado, pois este é um dia santo. Não estejam tristes, porque na alegria do Senhor está a vossa força!»

11Também os levitas acalmaram o povo, dizendo: «Silêncio! Este é um dia santo. Não estejam tristes!»

12Todo o povo se afastou então para comer e beber, repartindo uns com os outros. Fizeram uma grande festa, porque tinham compreendido o que lhes tinha sido ensinado.

Festa das Tendas

13No dia seguinte, os chefes de família, os sacerdotes e os levitas reuniram-se na presença de Esdras, para compreenderem melhor as palavras da lei. 14Nesta lei que o Senhor tinha dado por meio de Moisés, encontraram a passagem que obriga os israelitas a habitarem em tendas, durante a festa religiosa do sétimo mês. 15Deviam, por isso, anunciar e proclamar em Jerusalém e por todas as cidades o seguinte aviso: «Subam aos montes e tragam ramos de oliveira, de zambujeiro, de mirto e de palmeira e outros ramos de árvores frondosas, para fazermos tendas, conforme está escrito.»

16Saiu então o povo para trazer ramos e fizeram-se tendas nos terraços, nos pátios, nos átrios do templo de Deus, nas praças em frente da porta da Água e da porta de Efraim. 17Todos os que tinham voltado do cativeiro fizeram as suas tendas e lá habitaram. Desde o tempo de Josué, filho de Nun, até então, os israelitas nunca tinham feito coisa semelhante. Houve de facto uma grande alegria. 18Lia-se diariamente a lei de Deus, isto desde o primeiro dia até ao último da festa. Celebrou-se a festa durante sete dias e, no oitavo, houve uma grande assembleia, como estava determinado na lei.

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Penitência pública

91No dia vinte e quatro desse mês, os israelitas reuniram-se para um jejum. Vestiram roupas grosseiras e deitaram pó sobre as cabeças, em sinal de luto. 2Separaram-se dos estrangeiros e, de pé, confessaram os seus pecados e as culpas dos seus antepassados. 3Durante três horas estiveram de pé nos seus lugares a ouvirem a leitura do livro da lei do Senhor, e durante outras três, confessaram os seus pecados e adoraram o Senhor, seu Deus. 4Josué, Bani, Cademiel, Chebanias, Buni, Cherebias, Bani e Canani subiram ao estrado dos levitas e invocaram, em voz alta, o Senhor, seu Deus. 5Os levitas Josué, Cademiel, Bani, Hassabenias, Cherebias, Hodias, Chebanias e Petaías disseram:

«Levantem-se e louvem ao Senhor, vosso Deus, por todo o sempre!»

Oração dos levitas

«Senhor que o teu nome glorioso seja louvado,

cuja grandeza está acima de toda a bênção e louvor!

6Tu és o Senhor e não há outro.

Foste tu que fizeste o céu

e o mais alto dos céus, com todas as estrelas;

fizeste a terra e tudo o que nela existe,

os mares e o que eles contêm.

És tu que dás a vida a todas as coisas.

Adoram-te as estrelas do céu.

7Tu és o Senhor Deus! Foste tu que escolheste Abrão;

tiraste-o de Ur dos caldeus

e puseste-lhe o nome de Abraão.

8Viste que ele te era fiel

e fizeste com ele uma aliança,

prometendo dar aos seus descendentes

o país dos cananeus, dos hititas, dos amorreus,

dos perizeus, dos jebuseus e dos guirgaseus.

E cumpriste a tua promessa, porque és fiel.

9Viste a aflição dos nossos antepassados, no Egito,

e escutaste o seu clamor no Mar Vermelho.

10Realizaste maravilhas e prodígios contra o faraó e seus ministros

e contra todo o povo do seu país,

pois sabias como eles oprimiam o teu povo.

Assim ganhaste a fama que agora tens.

11Dividiste o mar diante dos israelitas,

que passaram a pé enxuto;

precipitaste no fundo os perseguidores,

como uma pedra atirada à água.

12Guiaste-os de dia por meio duma coluna de fumo

e de noite por meio duma coluna de fogo,

para alumiares o caminho que haviam de seguir.

13Desceste ao monte Sinai

e falaste com eles lá do céu.

Deste-lhes ordens justas,

leis verdadeiras,

preceitos e mandamentos bons.

14Ensinaste-os a observarem o teu santo sábado

e deste-lhes os mandamentos e preceitos da lei,

por meio de Moisés, teu servo.

15Deste-lhes o pão do céu, para lhes matares a fome,

e fizeste jorrar água do rochedo, para lhes matares a sede.

Disseste-lhes para tomarem posse da terra

que tinhas jurado dar-lhes.

16Eles porém e os outros nossos antepassados,

cheios de orgulho, mostraram-se rebeldes

e não obedeceram aos teus mandamentos.

17Não quiseram obedecer, esquecendo-se das coisas maravilhosas

que tinhas feito em seu favor.

Foram tão rebeldes que escolheram um chefe

para voltar de novo para a escravidão do Egito9,17 Ou: decidiram voltar para a escravidão. Cf. Nm 14,4..

Mas tu és um Deus de perdão,

cheio de bondade e misericórdia,

paciente e cheio de compaixão e não os abandonaste.

18Fizeram também um bezerro de metal fundido

e disseram que aquilo era o seu deus que os tinha tirado do Egito.

Cometeram ainda outras graves ofensas,

19mas tu, com a tua grande bondade,

não os abandonaste no deserto.

Lá estava a coluna de fumo,

que não se afastou deles,

para lhes guiar o caminho, durante o dia,

e a coluna do fogo, que lhes alumiava o caminho, durante a noite.

20Deste-lhes o teu bom espírito para eles compreenderem;

não lhes recusaste o teu maná, para comerem,

e deste-lhes a água para matarem a sede.

21Durante quarenta anos, alimentaste-os no deserto,

sem nada lhes faltar.

E nem as roupas se romperam,

nem os seus pés incharam.

22Entregaste-lhes reinos e povos,

cujas terras sorteaste entre eles.

Conquistaram os países do rei Seon de Hesbon

e o do rei Og de Basã.

23Multiplicaste os seus filhos como as estrelas do céu

e fizeste-os entrar na terra,

que tinhas jurado aos seus antepassados

que havias de lhes dar.

24Entraram nela e tomaram posse dela.

Derrotaste diante deles os seus habitantes, os cananeus,

e entregaste-os nas mãos do teu povo.

Este podia tratar como quisesse

os reis e os povos daquela região.

25Apoderaram-se de cidades fortificadas e de um país fértil,

de casas cheias de tudo e que tinham boas cisternas,

de vinhas e olivais e de árvores de fruto em abundância.

Comeram até se saciarem

e deleitaram-se com tanta coisa boa que lhes deste.

26Apesar de tudo, eles foram rebeldes

e revoltaram-se contra ti.

Desprezaram a tua lei,

mataram os teus profetas,

que os repreendiam para eles se converterem;

ofenderam-te gravemente.

27Por isso, os entregaste aos seus inimigos, que os oprimiram.

Mas quando estavam oprimidos,

clamavam por ti e tu lá do céu, os atendias.

Na tua grande compaixão,

enviavas-lhes quem os salvasse e libertasse

do poder dos seus inimigos.

28No entanto, logo que obtinham a paz,

voltavam a fazer o mal contra ti.

Assim os abandonavas de novo

nas mãos dos seus inimigos, que os dominavam.

Voltavam mais uma vez a pedir-te ajuda

e tu, cheio de compaixão,

escutava-los lá do céu e libertava-los muitas vezes.

29Exortaste-os a observarem a tua lei,

mas eles, cheios de soberba, não obedeceram às tuas ordens.

Transgrediram os teus mandamentos,

que dão vida a quem os observa.

Voltaram as costas com rebeldia

e recusaram-se teimosamente a obedecer.

30Suportaste-os durante muitos anos,

exortaste-os por meio dos teus profetas

e aconselhaste-os pelo teu espírito,

mas eles não te deram ouvidos.

Então entregaste-os ao poder de outras nações.

31No entanto, pela tua grande misericórdia,

não os aniquilaste nem os abandonaste,

porque tu és Deus bondoso e compassivo.

32Tu, nosso Deus, tu és grande,

poderoso e terrível,

e manténs a aliança com fidelidade.

Não sejas indiferente a todos os sofrimentos que nos atingem,

a nós, aos nossos reis e aos nossos chefes,

aos nossos sacerdotes e aos nossos profetas,

aos nossos antepassados e a todo o teu povo,

desde os tempos do rei da Assíria até ao dia de hoje.

33É certo que tu foste justo em tudo o que nos aconteceu,

pois agiste com lealdade,

ao passo que nós fizemos o mal.

34Os nossos reis e os nossos chefes,

os nossos sacerdotes e os nossos antepassados

não puseram em prática a tua lei;

não atenderam aos preceitos e advertências que lhes deste.

35No seu reino, apesar dos muitos bens que lhes deste

e da terra grande e fértil que lhes entregaste,

não te prestaram culto,

nem abandonaram as suas más ações.

36Hoje somos escravos,

neste mesmo país que deste aos nossos antepassados,

para se alimentarem dos seus frutos e dos seus bens.

37A terra é fértil,

mas os seus produtos são para os reis estrangeiros,

que nos impuseste por causa dos nossos pecados.

São eles, de facto, que dispõem à vontade

das nossas pessoas e dos nossos animais.

Encontramo-nos numa grande tribulação!»