a BÍBLIA para todos Edição Comum (BPT)
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As fronteiras de Canaã

341O Senhor disse a Moisés 2que comunicasse aos israelitas as seguintes ordens: «Dentro em pouco, vão entrar na terra de Canaã, a terra que vos cabe em herança. Estas são as suas fronteiras.

3A fronteira sul é constituída pelo deserto de Sin, que divide o Negueve do país de Edom. Essa fronteira começa, a oriente, no extremo sul do Mar de Sal, 4segue daí para sul pela encosta de Acrabim, passa por Sin e vai dar a sul de Cadés Barneia; depois, passa por Haçar-Adar, para chegar a Asmon. 5De Asmon, a fronteira segue em direção à ribeira do Egito34,5 Trata-se provavelmente da ribeira chamada Aris, que desagua no Mediterrâneo, a 80 km a sul de Gaza. e termina junto ao mar Mediterrâneo.

6A fronteira ocidental é o mar Mediterrâneo; é aí que devem considerar a fronteira ocidental.

7Devem traçar a fronteira norte desde o mar Mediterrâneo até ao monte Hor34,7 Este monte não está identificado, mas deve ser diferente daquele que é mencionado em 20,22–29 e em 33,37–41.; 8do monte Hor, vai até ao desvio para Hamat, chegando até Sedad; 9dali seguirá para Zifron e vai terminar em Haçar-Enan. É por aí que devem considerar a vossa fronteira do lado norte.

10Devem traçar a fronteira oriental de Haçar-Enan em direção a Chefam; 11de Chefam, desce em direção a Ribla, a oriente de Ain; e descendo ainda, passa junto à costa do lago de Genesaré, do lado oriental; 12depois continua a descer seguindo o Jordão, para terminar no mar Morto. Esta é a vossa terra com as suas fronteiras.»

13Moisés transmitiu estas instruções aos israelitas: «É esta a terra que vão receber por sorteio e que o Senhor mandou entregar às nove tribos e a metade da tribo de Manassés34,13 Ver Nm 26,52–56; 33,54; Js 14,1–2.. 14Pois os descendentes da tribo de Rúben e os da tribo de Gad, segundo os seus clãs, bem como a outra metade da tribo de Manassés, já receberam a herança que lhes pertencia. 15Essas duas tribos e meia receberam a sua herança na margem oriental do rio Jordão, diante de Jericó34,15 Ver 32,33.

Responsáveis pela distribuição da terra

16O Senhor disse a Moisés: 17«Esta é a lista das pessoas que farão por vós a distribuição da terra: o sacerdote Eleazar e Josué, filho de Nun, 18e ainda um chefe por cada uma das tribos. 19A lista dos chefes é esta:

da tribo de Judá: Caleb, filho de Jefuné;

20da tribo de Simeão: Samuel, filho de Amiud;

21da tribo de Benjamim: Elidad, filho de Quislon;

22da tribo de Dan: Buqui, filho de Jogli;

23da tribo de Manassés, filho de José: Haniel, filho de Efod;

24da tribo de Efraim, filho de José: Quemuel, filho de Chiftan;

25da tribo de Zabulão: Eliçafan, filho de Parnac;

26da tribo de Issacar: Paltiel, filho de Azan;

27da tribo de Asser: Aiud, filho de Chelomi;

28da tribo de Neftali: Pedael, filho de Amiud.»

29Foi a estes que o Senhor ordenou que fizessem a distribuição da terra de Canaã aos israelitas.

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As cidades para os levitas

351O Senhor disse a Moisés, na planície de Moab, junto ao rio Jordão, em frente de Jericó: 2«Ordena aos israelitas que, da terra que lhes caberá em propriedade, deem aos levitas algumas cidades para eles viverem35,2 Comparar com Lv 25,32–34; Js 21,1–42; 1 Cr 6,39–66., e campos de pastagem à volta das cidades. 3As cidades serão para nelas habitarem e os campos servirão de pastagem para os seus animais, para os seus bens e para todos os seus gados. 4Os campos a destinar aos levitas devem ter quinhentos metros de raio a contar dos muros da cidade. 5O conjunto dos campos da cidade formará, assim, um quadrado de mil metros de cada um dos lados, oriente, sul, ocidente e norte, e tendo a cidade no seu centro. E esses serão os seus campos de pastagem.

6Das cidades que devem dar aos levitas, seis serão as cidades de refúgio, que tiverem destinado para refúgio dos que mataram alguém involuntariamente35,6 Ver 35,9–34., e devem dar-lhes mais quarenta e duas. 7No total, devem dar aos levitas quarenta e oito cidades, incluindo os seus campos de pastagem. 8Quando os israelitas entregarem aos levitas as suas cidades, devem fazê-lo na proporção da propriedade que cada tribo recebeu: quem recebeu mais dará mais cidades e quem recebeu menos dará menos.»

As cidades refúgio

9O Senhor disse a Moisés 10que comunicasse aos israelitas as seguintes ordens: «Quando atravessarem o Jordão, para entrarem em Canaã, 11devem escolher algumas cidades para vos servirem como cidades refúgio. Quem tiver matado alguém involuntariamente pode refugiar-se nessas cidades35,11 Comparar com Dt 4,41–43; 19,1–13; Js 20,1–9.. 12Essas cidades servirão para que o parente da vítima não venha matar quem a matou35,12 Segundo Ex 21,23–25; Lv 24,19–21; Dt 19,21, a morte de alguém exigia vingança e um parente próximo da vítima tinha o dever de a executar, matando o assassino., enquanto o acusado não vier a comparecer a julgamento diante da comunidade. 13Das cidades dadas aos levitas, seis devem ser cidades de refúgio, 14três a oriente do Jordão e outras três na terra de Canaã. Estas serão as cidades refúgio, 15tanto para os israelitas como para os estrangeiros, residentes ou de passagem entre eles. Lá se podem refugiar todos os que tiverem matado alguém involuntariamente.

16Mas se alguém agrediu uma pessoa com um objeto de ferro e a matou é um assassino e deve ser condenado à morte.

17Se a agrediu com uma pedra que pode provocar a morte e realmente a matou, é assassino e deve ser condenado à morte.

18Se bateu com um pau que pode causar a morte e a matou, é assassino e deve ser condenado à morte. 19O parente próximo da vítima pode vingar-se do assassino, matando-o, quando o encontrar.

20Se alguém deu um empurrão a outro por maldade ou atirou contra ele alguma coisa com má intenção e essa pessoa morreu, 21ou se o agredir a murro e lhe causar a morte, deve ser condenado à morte, porque é assassino. O parente próximo da vítima pode vingar-se do assassino, matando-o, quando o encontrar.

22Pode acontecer que alguém empurre outro casualmente, sem lhe querer mal, ou atire na direção dele qualquer coisa sem má intenção, 23ou que atire uma pedra e o apanhe, sem antes o ter visto, e cause a morte a uma pessoa, sem antes a odiar nem lhe querer mal algum. 24Então a comunidade deve servir de árbitro entre o que causou a morte e o parente próximo encarregado da vingança, tendo em conta estas normas: 25a comunidade deve impedir que aquele que causou a morte venha a cair nas mãos do parente encarregado da vingança e deve fazê-lo voltar para a cidade onde tinha procurado refúgio. Ali deve ficar até à morte do sumo sacerdote, que foi consagrado com o óleo sagrado.

26Se o que causou a morte sair dos limites da cidade onde se refugiou 27e o parente da vítima encarregado da vingança o encontrar fora dos limites da cidade de refúgio e o matar, isso não será considerado crime. 28Aquele que causou uma morte involuntária deve ficar na cidade onde se refugiou até morrer o sumo sacerdote. Depois disso, pode voltar à cidade onde tem a sua herança.»

29Estas leis devem servir de norma de conduta para vocês e para os vossos descendentes, onde quer que estejam.

Normas sobre justiça e resgates

30«Em casos de homicídio, o assassino só deve ser condenado à morte depois de ouvidas várias testemunhas; uma só testemunha não é suficiente para condenar ninguém à morte35,30 Ver Dt 17,6; 19,15; Mt 18,16; 2 Co 13,1; 1 Tm 5,19; Hb 10,28..

31Não podem aceitar resgate pela vida dum assassino, que é réu de morte; deve ser condenado à morte.

32Também não se pode aceitar resgate para que alguém, que se refugiou numa cidade de refúgio, possa voltar para a sua terra antes da morte do sumo sacerdote.

33Não profanem a terra onde vivem; pois o assassínio profana esta terra e, assim profanada por uma morte violenta, ela só pode ser resgatada com a morte do assassino. 34Não profanem a terra em que vivem e na qual eu habito também, pois eu, o Senhor, vivo realmente no meio dos israelitas.»

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A herança das mulheres

361Os chefes de família dos clãs de Guilead, descendentes de Maquir, filho de Manassés, que era um dos grupos descendentes de José, apresentaram-se a Moisés e aos chefes de clã de todos os israelitas 2e disseram-lhes: «O Senhor deu-te ordens para que a terra fosse distribuída, por sorteio, aos israelitas e, depois, recebeste também ordens para dares a herança do nosso irmão Selofad às suas filhas36,2 Ver 27,1–11.. 3Mas se elas se casarem com alguém pertencente a uma outra tribo de Israel, a herança delas vai ficar afastada da herança dos nossos antepassados e vai ser acrescentada à herança da tribo, na qual elas forem casar. E assim nos será retirada uma parte do que nos coube por sorteio. 4E quando chegar o ano do Jubileu36,4 Ver Lv 25,8–11., a herança delas ficará definitivamente ligada à herança da tribo onde elas foram casar e ficará afastada da herança da tribo dos nossos antepassados.»

5Então Moisés por indicação do Senhor, disse aos israelitas: «Os descendentes de José têm razão. 6Por isso, o Senhor ordena o seguinte, a propósito das filhas de Selofad: podem casar-se com quem quiserem, desde que seja com alguém da sua tribo, por parte de seu pai. 7Pois a herança dos israelitas não deve passar duma tribo para outra. Os israelitas devem permanecer ligados à herança que lhes vem dos seus antepassados. 8E se uma mulher receber uma herança entre as tribos de Israel, deve casar-se com um homem da sua própria tribo, para que os israelitas possam sempre continuar a receber a herança dos seus antepassados. 9Desta forma as heranças não passarão duma tribo para outra e as tribos israelitas poderão continuar sempre ligadas cada uma à sua herança.»

10As filhas de Selofad cumpriram exatamente aquilo que o Senhor ordenou a Moisés: 11Mala, Tirça, Hogla, Milca e Noa, filhas de Selofad casaram-se com primos, filhos de tios paternos, 12pertencentes a famílias descendentes de Manassés, filho de José. E assim a herança delas continuou na família do seu pai.

13Estas são as leis e deveres que o Senhor deu aos israelitas por meio de Moisés, nas planícies de Moab, junto do Jordão, em frente de Jericó.