a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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A arca da aliança é levada para o templo

81Salomão convocou ao seu palácio, em Jerusalém, os anciãos de Israel e todos os chefes das tribos e os representantes dos clãs israelitas, a fim de transportarem a arca da aliança do Senhor da cidade de David, que é Sião, para o templo. 2E assim, todos os israelitas se juntaram diante do rei Salomão, no dia da festa solene do mês de Etanim, que é o sétimo mês do ano8,2 Trata-se da festa dos Tabernáculos.. 3Depois de chegarem todos os anciãos de Israel, os sacerdotes levaram a arca do Senhor 4e levaram a tenda do encontro e todos os objetos sagrados que lá se encontravam. Os sacerdotes e o levitas transportavam tudo. 5O rei Salomão e todo o povo de Israel, que se reuniu com ele em frente da arca da aliança, ofereceram tantos sacrifícios de ovelhas e de bois que nem se podiam contar. 6Depois os sacerdotes levaram a arca da aliança para o lugar que lhe estava destinado no santuário do templo, no lugar santíssimo, debaixo das asas dos querubins. 7De facto, os querubins tinham as asas estendidas por cima do lugar da arca e cobriam tanto a arca como os varais. 8Estes varais eram muito compridos, de tal maneira que se podiam ver as suas extremidades diante do santuário, embora não se pudessem ver de fora. Assim ficaram até ao dia de hoje. 9Na arca ficaram somente as duas placas de pedra que Moisés tinha dado. Tinha-as recebido no monte de Horeb, quando o Senhor concluiu a aliança com os israelitas, depois de saírem da terra do Egito.

10Quando os sacerdotes saíram do santuário, a nuvem encheu o templo do Senhor, 11de tal modo que os sacerdotes não puderam continuar o seu serviço de culto, pois a presença do Senhor enchia o templo. 12Então o rei Salomão exclamou: «Ó Senhor, tu disseste que desejas habitar na escuridão, 13por isso construí para ti um templo grandioso, um lugar para lá habitares para sempre.»

Discurso de consagração do templo

14Depois Salomão voltou-se para a assembleia que estava de pé, abençoou-a8,14 Ou: saudou-os. 15e falou-lhe deste modo: «Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, que cumpriu o que prometeu a meu pai, David, quando lhe disse: 16“Desde o dia em que fiz sair o meu povo Israel do Egito, eu não escolhi nenhuma cidade entre as tribos de Israel, para lá construir um templo, a fim de nele habitar, mas escolhi-te a ti, David, para governares o meu povo.” 17David, meu pai, já teve a intenção de construir um templo para o Senhor, Deus de Israel, 18mas o Senhor disse-lhe: “Tiveste a feliz ideia de me construir um templo, 19mas não serás tu a construí-lo; será o teu filho que te há de nascer quem mo há de construir.” 20O Senhor cumpriu a sua promessa. Sucedi a meu pai, David, como rei de Israel, tal como o Senhor tinha dito, e construí o templo para o Senhor, Deus de Israel. 21Nele destinei um lugar para a arca, na qual se encontra o documento da aliança que o Senhor fez com os nossos antepassados, quando os tirou do Egito.»

A oração solene de Salomão

22Depois Salomão pôs-se de pé, diante do altar do Senhor, na presença de toda a assembleia de Israel e ergueu as mãos para o céu em oração, 23dizendo: «Ó Senhor, Deus de Israel, não há outro Deus como tu, nem no mais alto dos céus nem cá em baixo na terra! Tu manténs a tua aliança e a tua bondade para com aqueles que te servem e se comportam com toda a fidelidade para contigo. 24Cumpriste o que prometeste a David, meu pai. Hoje mesmo realizaste o que prometeste. 25Por isso, cumpre também agora a outra promessa que fizeste a meu pai, David, teu servo. Prometeste-lhe que haveria sempre um herdeiro seu a reinar em Israel, contanto que os seus descendentes se comportassem com fidelidade para contigo, como ele se comportou. 26Portanto, ó Senhor, Deus de Israel, cumpre agora esta promessa feita ao teu servo David, meu pai!

27Mas poderá Deus realmente habitar na terra? Se o céu, com toda a sua imensidão, não pode conter-te, muito menos este templo que te construí. 28Apesar disso, Senhor, meu Deus, atende à minha oração e à minha súplica, escuta o pedido que eu te faço hoje. 29Que os teus olhos vigiem noite e dia sobre este templo, pois é este o lugar onde disseste “o meu nome estará ali para escutar a súplica que este teu servo oferece voltado para este lugar.” 30Escuta as minhas súplicas e as do teu povo de Israel, quando orarmos voltados para este lugar. Escuta lá do céu onde habitas; escuta-nos e perdoa-nos.

31Se alguém pecar contra o seu próximo e for obrigado a vir jurar diante do teu altar, neste templo, 32escuta-o lá no céu. Faz justiça aos teus servos, julgando o culpado, ao fazer recair sobre ele o peso da sua falta e faz com que seja reconhecida a inocência daquele que não tem culpa.

33Se os israelitas forem vencidos pelos inimigos, por terem pecado contra ti, e depois se converterem a ti e te louvarem; se vierem fazer-te oração e pedir-te perdão neste templo, 34ó Senhor, escuta-os lá dos céus. Perdoa-lhes o seu pecado e faz com que o teu povo volte para a terra que deste aos seus antepassados.

35Se o céu se fechar e não cair chuva, porque os israelitas pecaram contra ti, mas eles vierem a este lugar para te louvarem; se eles se arrependerem do seu pecado, por causa do teu castigo, 36escuta-os, lá do céu e perdoa o pecado, pois são os teus servos e o teu povo. Ensina-lhes o bom caminho, que devem seguir, e faz cair a chuva sobre esta terra que é tua e que deste ao teu povo como herança familiar.

37Se o país for atingido pela fome ou pela peste e se as plantas forem atacadas pela ferrugem, pela moléstia, pelos gafanhotos ou pela lagarta, ou se os inimigos cercarem as cidades do país, e se houver alguma catástrofe ou qualquer epidemia, 38se um homem ou todo o teu povo de Israel recorrer a ti com orações e súplicas, profundamente arrependido, e levantar as mãos em oração voltado para este templo, 39ó Senhor, escuta-os lá no céu, onde habitas, e perdoa-lhes. Trata cada um segundo as suas intenções e o coração dos homens. 40Desta forma, eles hão de respeitar-te enquanto viverem nesta terra que deste aos nossos antepassados.

41Se um estrangeiro, que não pertence ao teu povo Israel, vem de um país distante atraído pela tua fama, 42e por ter chegado a toda a parte a grande fama dos teus feitos e do teu poder, quando orar voltado para este templo, 43ó Senhor, escuta-o lá no céu onde habitas e concede-lhe o que ele pede. E assim todos os povos da terra te conhecerão e aprenderão a respeitar-te como faz Israel, teu povo. Ficarão a saber que este templo que eu te construí é o teu santuário.

44Se o teu povo entrar em guerra contra os seus inimigos, para onde quer que tu o envies, se te dirigir a oração, Senhor, voltando-se para esta cidade que tu escolheste e para este templo que eu te construí, 45escuta lá do céu a sua oração e a sua súplica e faz-lhe justiça.

46Poderá às vezes acontecer que os israelitas pequem contra ti, pois não há ninguém que não peque, e tu te irrites e os entregues aos seus inimigos para os levarem prisioneiros para o seu país, seja longe, seja perto. 47Se no país para onde forem desterrados se arrependerem e se converterem e se disserem: “nós pecámos, nós praticámos o mal”; 48se eles te pedirem perdão com todo o seu coração e a sua alma, no país inimigo para onde foram levados cativos, e orarem a ti, voltados para esta terra que deste aos seus antepassados, e para a cidade que escolheste e para o templo que eu te construí, 49escuta lá do céu, onde habitas, as suas orações e as suas súplicas e faz-lhes justiça. 50Perdoa ao teu povo os seus pecados contra ti e todas as suas desobediências; tem compaixão dele e faz com que aqueles que o retêm cativo o tratem com humanidade. 51Porque é o povo que te pertence; tu o tiraste do inferno egípcio.

52Atende, pois, as orações deste teu servo e as súplicas do teu povo de Israel. Ouve-nos, ó Deus, quando chamamos por ti! 53Porque tu, Senhor Deus, os escolheste como propriedade tua de entre todos os povos da terra, conforme disseste por meio do teu servo Moisés, quando tiraste do Egito os nossos antepassados.»

Salomão abençoa o povo

54Logo que Salomão acabou de fazer esta oração de súplica ao Senhor, estando de joelhos diante do altar, levantou as mãos para o céu, 55pôs-se de pé e abençoou toda a assembleia de Israel, dizendo em voz alta:

56«Bendito seja o Senhor, que concedeu a paz ao seu povo de Israel, como tinha prometido! Não faltou a nenhuma das generosas promessas que nos fez por meio do seu servo Moisés. 57Que o Senhor, nosso Deus, esteja connosco, como esteve com os nossos antepassados; que não nos desampare nem nos deixe; 58que nos torne obedientes a ele, para que possamos sempre viver como ele deseja que vivamos e para que cumpramos os mandamentos, as leis e os decretos que ordenou aos nossos antepassados. 59Que o Senhor, nosso Deus, se lembre de dia e de noite das súplicas que agora lhe fiz, para que, dia após dia, ele seja misericordioso comigo, seu servo, e com o seu povo de Israel, de acordo com as suas necessidades quotidianas. 60E assim, todas as nações do mundo saberão que só o Senhor é Deus; não há nenhum outro. 61Portanto, sejam inteiramente fiéis ao Senhor, nosso Deus, cumpram as suas leis e obedeçam sempre aos seus mandamentos, como fazem agora.»

Consagração do templo

62Depois disto, o rei Salomão e todos os israelitas ofereceram sacrifícios ao Senhor. 63Salomão ofereceu ao Senhor vinte e dois mil bois e cento e vinte mil ovelhas em sacrifícios de reconciliação. Foi assim que o rei e todos os israelitas presentes fizeram a consagração do templo do Senhor. 64Nesse mesmo dia, Salomão consagrou o interior do átrio que está diante do templo do Senhor, tendo ali oferecido os holocaustos, as ofertas de cereais e a gordura dos sacrifícios de reconciliação, porque o altar de bronze que havia perante o Senhor era pequeno, não cabendo nele os holocaustos, as ofertas de cereais e a gordura dos sacrifícios de reconciliação.

65Aproveitando a oportunidade, Salomão celebrou a festa das Tendas, juntamente com os israelitas ali reunidos em grande número, vindos de todo o país, desde o desvio para Hamat até ao ribeiro da fronteira egípcia. Celebraram a festa na presença do Senhor, nosso Deus, durante sete dias8,65 Seguimos a antiga tradução grega. O texto hebraico acrescenta: e sete dias: catorze dias; o que dificilmente se concilia com o início do v. 66 que diz no oitavo dia.. 66No oitavo dia o rei despediu o povo e todos regressaram às suas casas, abençoando8,66 Ou: saudando. Salomão, com o coração alegre por todos os benefícios que o Senhor tinha concedido ao seu servo David e ao seu povo de Israel.

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Deus aparece de novo a Salomão

91Quando Salomão acabou de edificar o templo do Senhor, o palácio real e tudo quanto se propusera fazer, 2o Senhor apareceu-lhe pela segunda vez, como lhe tinha aparecido em Guibeon, 3e disse-lhe: «Ouvi a oração suplicante que me dirigiste e consagrei este templo que tu edificaste para dele fazer o meu santuário para sempre. Todos os dias, terei postos nele os meus olhos e o meu coração. 4Se tu me servires com toda a honestidade, como fez David, teu pai, obedecendo às minhas leis e cumprindo tudo o que te ordenei, 5estabelecerei para sempre o teu reinado em Israel, como prometi a David, teu pai, quando lhe disse que nunca faltaria um descendente seu no trono de Israel. 6Porém se tu e o teu povo ou os vossos descendentes se desviarem de mim e não cumprirem os mandamentos e as leis que vos dei e se inclinarem diante doutros deuses para os adorarem, 7então retirarei o meu povo de Israel da terra que lhe dei, abandonarei o templo que consagrei como meu santuário e Israel será motivo de sarcasmo e de troça para todos os povos. 8Este templo será transformado num montão de ruínas e todo aquele que por aqui passar ficará surpreendido e perguntará admirado: “Por que é que o Senhor fez isto a esta terra e a este templo?” 9E hão de receber a resposta: “Foi porque abandonaram o Senhor, seu Deus, que tirou do Egito os seus antepassados, e porque se apegaram a outros deuses e se inclinaram diante deles para os adorarem e servirem. Foi por isso que o Senhor lhes enviou todos estes males.”»

Outras atividades de Salomão

10Salomão levou vinte anos a construir os dois edifícios: o templo do Senhor e o palácio real. 11Hiram, rei de Tiro, tinha-lhe fornecido as madeiras de cedro e de cipreste e todo o ouro que ele quis para a sua obra. E Salomão, por sua vez, entregou ao rei Hiram vinte cidades da região da Galileia. 12Hiram foi vê-las, mas não gostou delas, 13e disse a Salomão: «Estas cidades, meu irmão, não valem nada! Por essa razão aquela área ainda hoje é designada por “Terra de Cabul9,13 Cabul tem, em hebraico, um som parecido com outra palavra que significa “sem valor”.”.» 14Hiram tinha enviado a Salomão mais de quatro toneladas de ouro.

15Aconteceu que Salomão organizou trabalhos obrigatórios para a construção do templo do Senhor, do palácio real, da terraplenagem de Milo9,15 Milo. Zona situada entre a cidade de David, a sul, e o templo, a norte, que foi terraplenada por ordem de Salomão. Milo significa, em hebraico, terraplenagem. e das muralhas de Jerusalém, além das cidades de Haçor, Meguido e Guézer. 16O faraó, rei do Egito, tinha atacado Guézer, matando todos os seus habitantes e pondo fogo à cidade. Depois deu-a como dote a sua filha, quando ela se casou com Salomão. 17O rei Salomão reconstruiu então Guézer, Bet-Horon-de-Baixo, 18Baalat, Tamar, no deserto de Judá, 19e todas as cidades onde armazenava mantimentos, e outras onde recolhia os carros e os cavalos, e tudo o mais que Salomão quis construir em Jerusalém, no Líbano e em todo o território sob o seu domínio. 20Todos os amorreus, hititas, perizeus, heveus e jebuseus, que não pertenciam ao povo de Israel, 21isto é, os descendentes que ficaram daqueles povos, no país que os israelitas não destruíram totalmente, foram utilizados por Salomão como mão de obra obrigatória para trabalhos pesados, como ainda hoje acontece. 22Mas não obrigou nenhum israelita a trabalhar como escravo; os israelitas serviam como soldados, oficiais, comandantes, capitães de carros de combate e cavaleiros do rei.

23Havia quinhentos e cinquenta inspetores dos trabalhos de Salomão, encarregados de vigiar os operários.

24Depois da filha do faraó, mulher de Salomão, se ter mudado da cidade de David para o palácio que Salomão tinha construído para ela, é que ele mandou proceder à terraplenagem de Milo.

25Salomão oferecia, três vezes por ano, holocaustos e sacrifícios de reconciliação sobre o altar que ele construiu para o Senhor e queimava incenso diante do Senhor. Assim terminou ele a construção do templo.

26O rei Salomão construiu também navios em Ecion-Guéber, perto de Elat, um porto do Mar Vermelho, no território de Edom. 27O rei Hiram enviou a Salomão marinheiros fenícios experimentados, para acompanharem os de Salomão. 28Assim navegaram até Ofir9,28 Região mal localizada, possivelmente a sul da península arábica, ou ainda mais longe, na costa africana ou na Índia., donde levaram a Salomão mais de catorze toneladas de ouro.

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A rainha de Sabá visita Salomão

101A fama do rei Salomão, para honra do Senhor, chegou à corte da rainha de Sabá10,1 A região de Sabá corresponde mais ou menos ao atual Iémen. A rainha de Sabá é recordada em Mt 12,42; Lc 11,31.. Por isso, ela foi vê-lo para o pôr à prova com perguntas difíceis. 2Foi a Jerusalém acompanhada por um grande séquito, com camelos carregados de perfumes, grande quantidade de ouro e pedras preciosas. Quando se encontrou com Salomão, expôs-lhe tudo o que tinha pensado. 3Salomão respondeu a todas as questões, sem deixar uma única a que não soubesse dar resposta. 4A rainha de Sabá, pôde apreciar a sabedoria de Salomão, o palácio que ele tinha construído, 5os manjares da sua mesa, o modo como os seus cortesãos ocupavam os seus lugares, a maneira de vestir dos seus empregados e dos que serviam à mesa, e pôde ver o rei a subir em procissão para o templo do Senhor. Perante isto, ela ficou tão impressionada 6que disse ao rei: «É realmente verdade tudo o que eu tinha ouvido no meu país acerca de ti, a respeito das tuas obras e da tua sabedoria! 7Mas só agora é que eu posso acreditar, depois de ter vindo e de ter visto com os meus olhos. Não me tinham contado nem metade do que é a tua sabedoria e a tua prosperidade, pois é muito mais do que me tinham dito. 8Felizes os que vivem contigo e os que estão ao teu serviço, pois estão sempre junto de ti e ouvem as tuas palavras de sabedoria! 9Louvado seja o Senhor, teu Deus, que te escolheu para subires ao trono de Israel! Foi pelo seu amor a Israel que o Senhor te fez seu rei, para os governares com retidão e justiça!»

10Ofereceu depois a Salomão cerca de três toneladas e meia de ouro, uma grande quantidade de perfumes e de pedras preciosas. Nunca a Israel tinha chegado uma tal quantidade de perfumes de presente, como a que a rainha de Sabá ofereceu ao rei Salomão.

11Os navios do rei Hiram, que transportavam ouro de Ofir, traziam também uma grande quantidade de madeiras exóticas e pedras preciosas. 12Com a madeira de sândalo fez Salomão varandins para o templo do Senhor e para o palácio real e também harpas e liras para os músicos. Nunca até hoje se transportou tanta madeira daquela para Israel.

13Pela sua parte, o rei Salomão deu à rainha de Sabá tudo o que ela quis, além do que ele pessoalmente lhe ofereceu. Depois disso, a rainha regressou ao seu país, acompanhada da sua comitiva.

As riquezas do rei Salomão

14Todos os anos Salomão recebia quase vinte e três toneladas de ouro, 15sem contar com o tributo que recebia dos grandes e pequenos negociantes, dos reis da Arábia10,15 Ou: dos reis do ocidente. Ver 2 Cr 9,14. e de todos os governadores do país.

16O rei Salomão mandou fazer duzentos escudos grandes de ouro batido, empregando em cada um quase sete quilos de ouro, 17e trezentos escudos mais pequenos, empregando em cada um quase dois quilos de ouro batido, e depois mandou pô-los no salão chamado Floresta do Líbano. 18Mandou fazer também um grande trono de marfim, revestido de ouro fino. 19O trono tinha seis degraus; a parte superior do espaldar era arredondada; havia de cada lado do assento dois braços e junto dos braços dois leões de pé. 20Colocados nos degraus havia doze leões, seis de cada lado. Nunca se tinha feito obra semelhante em nenhum outro reino. 21Todas as taças do rei Salomão eram de ouro; todas as vasilhas do salão Floresta do Líbano eram de ouro puro. Não havia nada de prata, porque, no tempo de Salomão, a prata não tinha muito valor. 22O rei tinha no mar navios de longo curso10,22 A expressão em hebraico é navios de Társis. que navegavam juntamente com os de Hiram. De três em três anos, a frota de Salomão regressava carregada de ouro, prata, marfim, macacos e pavões.

23O rei Salomão tinha mais riqueza e sabedoria do que qualquer outro rei da terra. 24Por isso, toda a gente procurava visitá-lo para escutar a sabedoria que Deus lhe tinha concedido. 25Cada ano lhe levavam presentes: objetos de prata e de ouro, capas, armas, substâncias aromáticas, cavalos e mulas.

26Salomão reuniu uma força de mil e quatrocentos carros e doze mil cavalos, que mantinha nas cidades onde guardava os carros de combate e em Jerusalém, junto dele. 27O rei fez com que em Jerusalém, a prata se tornasse tão comum como as pedras e que os cedros fossem tão numerosos como as figueiras bravas na planície da Chefela. 28Os cavalos de Salomão vinham do Egito10,28 Em hebraico Mizraim significa normalmente Egito. É possível que aqui não se trate do Egito, mas sim da região de Muzri, na atual Turquia. e da Cilícia; era uma caravana de mercadores do reino que lá ia comprá-los por um determinado preço. 29Um carro importado do Egito valia seiscentas moedas de prata e um cavalo valia cento e cinquenta. Estes mesmos mercadores importavam também carros para todos os reis hititas e arameus.