a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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Acordos de Jónatas com Roma e Esparta

121Jónatas percebeu que a ocasião lhe era propícia, e escolheu alguns homens e enviou-os a Roma para confirmar e renovar a amizade com os romanos. 2E mandou também cartas com a mesma mensagem a Esparta e a outros Estados. 3Viajaram para Roma, foram ao senado, e dirigiram-se-lhe nos seguintes termos: «O sumo sacerdote Jónatas e o povo judeu enviaram-nos para renovar convosco a amizade e a aliança mútua, nas condições anteriores.» 4Os romanos deram-lhes cartas para as autoridades dos vários países, com o pedido de que os deixassem regressar em paz a Judá. 5O que se segue é uma cópia da carta que Jónatas escreveu aos espartanos: 6«O sumo sacerdote Jónatas, o conselho superior da nação, os sacerdotes e o resto do povo judeu mandam saudações aos seus irmãos espartanos12,6 Fraternidade formal e política em que os aliados tomam o nome de irmãos.. 7Há muito tempo o nosso sumo sacerdote Onias recebeu uma carta do rei de Esparta, na qual vos declarais nossos irmãos, como se atesta na cópia anexa a esta. 8Onias recebeu com honra o vosso mensageiro e aceitou a carta, na qual se falava claramente da nossa aliança e amizade. 9Ora, nós não precisamos desses acordos, pois para nossa consolação temos os livros sagrados em nossa mão; 10mesmo assim resolvemos enviar-vos uma mensagem de fraternidade e renovar a nossa amizade para que não nos tornemos estranhos para vós. Pois muito tempo passou desde nos remetestes essa carta. 11Na verdade, em todas as ocasiões, tanto nas festas como nos outros feriados, sempre nos lembramos de vós nos sacrifícios que fazemos e nas nossas orações. Pois é justo e conveniente que nos lembremos dos nossos irmãos. 12Regozijamo-nos com a vossa glória. 13Quanto a nós, temos passado por muitas tribulações e um grande número de guerras que os reis dos países vizinhos têm movido contra nós. 14Mas não vos quisemos incomodar, nem a vós nem aos nossos outros aliados e amigos, mas eles têm sido humilhados. 15Pois a nossa ajuda vem do céu, e temos ficado livres dos nossos inimigos, mas eles têm sido humilhados. 16Portanto, escolhemos Numénio, filho de Antíoco, e Antípatro, filho de Jasão, e enviámo-los a Roma para renovar com os romanos a nossa amizade bem como a nossa antiga aliança. 17E demos-lhes ordens para também passarem junto de vós, a fim de vos cumprimentarem e entregarem esta carta da nossa parte, que trata de renovar a nossa fraternidade convosco. 18Queiram, pois, fazer-nos o favor de nos dar uma resposta relativamente a este assunto.» 19O que se segue é uma cópia da carta que tinha sido enviada a Onias: 20«Ario, rei de Esparta, envia saudações ao sumo sacerdote Onias. 21Foi descoberto um documento a respeito dos espartanos e dos judeus que diz que são povos irmãos, pois ambos são descendentes de Abraão. 22Agora que sabemos disso, façam o favor de nos escrever dizendo se tudo está em paz entre vós. 23Da nossa parte, respondemo-vos que assim como o vosso gado e bens estão à nossa disposição, assim também tudo o que é nosso está à vossa disposição. Consequentemente, demos ordens para que isto vos seja anunciado.»

Batalhas de Jónatas e de Simão

24Jónatas recebeu a notícia de que os generais do rei Demétrio tinham voltado com um grande exército, ainda maior do que antes, para lutar contra ele. 25Então saiu de Jerusalém e marchou ao seu encontro até à região de Hamat para não permitir que entrassem no seu país. 26E enviou espiões ao seu acampamento, que regressaram com a informação de que eles se estavam a preparar para atacar naquela mesma noite. 27Ao pôr do sol, Jónatas deu ordem aos seus homens para que ficassem acordados, com as armas prontas e preparados para lutar toda a noite; e colocou soldados de vigia em volta do acampamento. 28Quando os inimigos ouviram dizer que Jónatas e os seus soldados estavam prontos para combater, ficaram com medo e, com o coração tomado de pavor, acenderam fogueiras no acampamento. 29Jónatas e os seus soldados viram as fogueiras, mas só no dia seguinte é que souberam o que se passara. 30Jónatas foi em sua perseguição, mas não os alcançou, pois tinham atravessado o rio Eleutero. 31Então Jónatas voltou-se para uma tribo de árabes, chamados zabadeus, derrotou-os e apoderou-se de todos os seus bens. 32Depois levantou o acampamento e partiu para Damasco, passando por toda aquela região. 33Também Simão partiu e marchou até Ascalon e às fortalezas vizinhas, e daí até Jope, que conquistou, 34pois tinha ouvido dizer que os habitantes planeavam entregar a fortaleza aos partidários de Demétrio. E deixou nesta cidade uma guarnição de soldados para a defenderem. 35Quando voltou para Jerusalém, Jónatas convocou os anciãos do povo, e juntamente com eles decidiu construir fortalezas na Judeia, 36aumentar a altura das muralhas de Jerusalém e levantar uma muralha muito alta entre a cidadela e a cidade, para as separar e isolar de sorte que os seus moradores não pudessem sair para comprar ou vender qualquer coisa na cidade. 37Então o povo juntou-se para começar as obras de reconstrução, pois uma parte da muralha situada na torrente do lado oriental da cidade, tinha caído; restauraram também a parte da muralha chamada Cafenata. 38E Simão também reconstruiu a cidade de Hadid, na Chefela, fortificou-a e muniu-a de portões e ferrolhos.

Trífon engana Jónatas e prende-o

39Trífon planeava ser rei da Ásia, cingir-se do diadema real e estender a mão contra o rei Antíoco. 40Mas receava que Jónatas lho não permitisse e lutasse contra ele. Então procurou capturá-lo para o matar. Pôs-se em movimento e dirigiu-se a Bet-Chan. 41Jónatas saiu ao seu encontro com um exército de quarenta mil soldados escolhidos e também se dirigiu para Bet-Chan para lutar contra Trífon. 42Trífon viu que tinha Jónatas um grande exército e teve medo de lançar mão sobre ele. 43Recebeu Jónatas com grandes honras, apresentou-o a todos os seus Amigos12,43 Ver 1 Mb 2,18 e nota. e ofereceu-lhe presentes. E ordenou-lhes e aos seus soldados que lhe obedecessem como a ele mesmo. 44E disse a Jónatas: «Por que é que cansaste todo este povo se não estamos em guerra um contra o outro? 45Manda os teus soldados para as suas casas; escolhe alguns para ficarem contigo, e vamos juntos para Ptolemaida. Eu entregar-te-ei essa cidade, juntamente com as outras fortalezas, e o resto dos soldados e todos os oficiais. Depois sairei de lá e voltarei para casa, pois foi justamente para fazer isso que aqui vim.» 46Jónatas acreditou em Trífon e fez o que tinha dito: mandou os seus soldados embora, e voltaram para a terra de Judá; 47só três mil ficaram com ele. Destes, dois mil ficaram na Galileia e mil acompanharam-no. 48Mas quando Jónatas e os seus soldados entraram em Ptolemaida, os habitantes da cidade trancaram os portões, prenderam-no e mataram ao fio da espada todos os que o acompanhavam. 49Então Trífon enviou um exército e tropas de cavalaria à Galileia e à grande planície, para matar os partidários de Jónatas. 50Estes, ao saberem que fora capturado e morto juntamente com os companheiros, animaram-se uns aos outros e marcharam em fileiras cerradas, prontos para lutar. 51Quando os perseguidores viram que eles lutavam pelas suas vidas, regressaram. 52Os soldados de Jónatas tornaram em paz à terra de Judá. Choraram Jónatas e os seus companheiros e ficaram cheios de medo. Todo o Israel o chorou. 53Todos os povos vizinhos procuraram aniquilá-los, pois diziam: «Eles não têm ninguém que os governe ou os socorra. Vamos já atacá-los e apagar a sua memória do meio dos homens.»

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Introdução e saudação

11Este livro contém a revelação de Jesus Cristo que ele recebeu de Deus, para a dar a conhecer aos seus servos. Trata-se de coisas que hão de acontecer brevemente e que Cristo deu a conhecer ao seu servo João por um anjo que lhe enviou.

2João atesta tudo quanto viu em relação à palavra e ao testemunho de Jesus Cristo. 3Feliz aquele que lê este livro e felizes os que ouvem estas palavras proféticas e guardam o que aqui está escrito1,3 O autor afirma que é preciso ler, ouvir e guardar estas palavras. A Sagrada Escritura foi escrita por causa desta triologia verbal: ler, ouvir e guardar. Quem assim fizer, será feliz., porque tudo isto há de acontecer em breve.

4Eu, João, dirijo-me às sete igrejas da província da Ásia1,4 As sete igrejas são enumeradas no v. 11.. Desejo-vos graça e paz da parte daquele que é, que era e que há de vir, e ainda da parte dos sete espíritos1,4 Sete Espíritos. O número sete simboliza a perfeição. Os sete espíritos simbolizam, portanto, a ação misteriosa de Deus na história dos homens. que estão diante do seu trono, 5e de Jesus Cristo, a testemunha fiel, o primeiro dos ressuscitados, o soberano dos reis da Terra.

Cristo ama-nos e pela sua morte libertou-nos dos nossos pecados. 6Ele fez de nós um reino de sacerdotes para Deus, seu Pai. A ele seja dada glória e o poder para todo o sempre. Ámen.

7Eis que ele vem com as nuvens.

Toda a gente o verá,

até mesmo os que o mataram.

Todos os povos da Terra se lamentarão por ele.

Assim há de ser! Ámen!

8Eu sou o Alfa e o Ómega1,8 Alfa e Ómega. Primeira e última letra do alfabeto grego (21,2; 22,13). A expressão significa: o Primeiro e o Último ou o Princípio e o Fim., diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.

Cristo revela-se a João

9Eu sou João, vosso irmão, e participo convosco nas mesmas perseguições no reino de Deus e na perseverança por Jesus. Encontrava-me na ilha de Patmos1,9 Patmos. Pequena ilha do mar Egeu para onde os romanos exilavam as pessoas que julgavam politicamente indesejadas. por ter proclamado a palavra de Deus e o testemunho de Jesus. 10O Espírito de Deus apoderou-se de mim, no dia do Senhor, e eu ouvi atrás de mim uma voz forte que parecia a voz duma trombeta. 11Dizia assim: «Escreve num livro aquilo que vais ver, e manda-o às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia.» 12Voltei-me para ver quem é que me falava e, ao voltar-me, vi sete castiçais de ouro1,12 Sete castiçais. Representam as sete igrejas a quem o autor escreveu. Ver 1,20.. 13E no meio dos castiçais estava alguém semelhante ao Filho do Homem vestido até aos pés com uma túnica comprida e uma faixa dourada à volta do peito. 14A sua cabeça e os seus cabelos eram brancos como a lã ou como a neve e os seus olhos eram ardentes como o fogo. 15Os seus pés brilhavam como bronze fundido na fornalha e a sua voz era como o ruído das grandes cascatas1,15 Para os v. 13–15, ver Dn 7,13; 10,5; 7,9; 10,6.. 16Na sua mão direita tinha sete estrelas; da sua boca saía uma espada de dois gumes muito afiada e o seu rosto brilhava como o sol do meio-dia.

17Quando o vi, caí aos seus pés como morto. Mas ele pôs a sua mão direita em cima de mim e disse: «Não tenhas medo! Eu sou o primeiro e o último1,17 Para os v. 16–17, ver Is 49,2; Hb 4,12; Is 44,6; 48,12.. 18Eu sou aquele que está vivo! Estive morto, mas agora vivo para sempre. Eu tenho poder sobre a morte e sobre o mundo dos mortos. 19Escreve pois aquilo que viste, o que está a acontecer agora e o que vai acontecer mais tarde. 20O significado das sete estrelas que viste na minha mão direita e dos sete castiçais de ouro é o seguinte: as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais são essas sete igrejas.»