a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
5

Batalhas contra os idumeus e os amonitas

(2 Macabeus 10,14–38)

51Quando os povos vizinhos souberam que os judeus tinham construído um novo altar e que o templo tinha sido novamente consagrado, ficaram furiosos 2e resolveram acabar com a descendência de Jacob que morava nos seus países. Depois começaram a expulsá-los e a matar os judeus. 3Então Judas foi lutar em Acrabat, na Idumeia, contra os idumeus, que eram descendentes de Esaú, porque estavam sempre a atacar a Israel. Judas derrotou-os completamente e saqueou os seus objetos de valor. 4Lembrou-se também da maldade dos moradores de Bean, que estavam sempre a causar grandes prejuízos para o seu povo, ficando escondidos nas estradas a fim de os assaltar. 5Judas atacou-os, e eles refugiaram-se nas suas fortalezas. Então Judas, com os seus soldados, cercou-os e, depois de os amaldiçoar, incendiou as fortalezas com todas as pessoas lá dentro. 6A seguir marchou contra os amonitas e encontrou-se com um poderoso exército e muito povo comandado por Timóteo. 7Judas atacou-os muitas vezes, até que conseguiu derrotá-los completamente. 8Também conquistou a cidade de Jazer e os povoados que ficavam ao redor dela; depois voltou para a Judeia.

Batalhas em Guilead e na Galileia

(2 Macabeus 12,10–31)

9Os não-judeus que moravam em Guilead juntaram-se para atacar os de Israel que moravam ali, a fim de acabar com eles, mas os judeus fugiram para a fortaleza de Dátema 10e escreveram uma carta a Judas e aos seus irmãos. A carta dizia: «Os não-judeus que vivem à nossa volta juntaram-se para nos destruir. 11Eles preparam-se para vir conquistar a fortaleza onde estamos refugiados. 12Vem pois agora salvar-nos das suas mãos, porque muitos dos nossos já caíram mortos. 13Todos os nossos irmãos que moram na terra de Tob foram mortos; as suas mulheres e os seus filhos foram levados como prisioneiros, e também pilharam os seus bens. Mais ou menos mil homens foram mortos.» 14Judas e os seus irmãos ainda estavam a ler a carta quando chegaram da Galileia outros mensageiros, com as roupas rasgadas, trazendo mais informações. 15Eles contaram o seguinte: «Homens de Ptolemaida, de Tiro, Sídon e de toda a Galileia dos pagãos ajuntaram-se para nos destruir.» 16Quando Judas e o povo ouviram estas notícias, convocou-se uma enorme assembleia do povo para resolver o que iriam fazer para ajudar os seus irmãos que estavam em perigo, sendo atacados pelos inimigos. 17Judas disse ao seu irmão Simão: «Escolhe os soldados que quiseres e vai socorrer os teus irmãos da Galileia; eu e o nosso irmão Jónatas iremos para Guilead.» 18Para defender a Judeia, Judas deixou José, filho de Zacarias, e Azarias, que era um dos líderes do povo, como comandantes do resto do exército na Judeia, 19e deu-lhes a seguinte ordem: «Governem o povo, mas não saiam para lutar contra os pagãos enquanto não voltarmos.» 20Simão ficou com três mil homens para lutar na Galileia, e Judas ficou com oito mil para lutar em Guilead. 21Simão foi para a Galileia e lutou em muitas batalhas contra os não-judeus; derrotou-os 22e perseguiu-os até ao portão da cidade de Ptolemaida. Três mil inimigos foram mortos, e os judeus ficaram com tudo o que era deles. 23Depois Simão voltou muito satisfeito para a Judeia, levando consigo os judeus que moravam na Galileia e em Arbata, junto com as suas mulheres, os seus filhos e tudo o que era seu. 24Judas Macabeu e o seu irmão Jónatas atravessaram o rio Jordão e caminharam durante três dias, pelo deserto. 25Encontraram alguns nabateus, que os receberam pacificamente e que lhes contaram tudo o que havia acontecido com os judeus em Guilead, 26e que muitos deles estavam presos nas cidades de Bosra, Bosor, Alema, Casfo, Maqueda e Carnaim, cidades grandes, protegidas por muralhas. 27«Outros estão presos nas outras cidades de Guilead e amanhã», disseram ainda. «Os inimigos estarão prontos para atacar as fortalezas e num dia só conquistá-las e matar todos estes homens.» 28Então Judas e o seu exército deram meia-volta e seguiram rapidamente pela estrada do deserto até Bosra. Conquistaram aquela cidade e mataram à espada todos os homens; depois recolheram todos os objetos de valor e puseram fogo à cidade. 29De noite saíram dali e avançaram até à fortaleza5,29 Fortaleza. Trata-se da fortaleza de Dátema referida no v. 9. 30Era madrugada quando chegaram lá. Viram um exército enorme; eram tantos homens, que não dava para contá-los. Levavam escadas e máquinas de guerra para derrubar as muralhas da fortaleza e atacaram-na. 31Judas percebeu que os judeus dentro da fortaleza estavam a lutar e que os altos gritos, acompanhados do som de cornetas, subiam da cidade até ao céu. 32E disse aos seus soldados: «Lutemos hoje pelos nossos irmãos!» 33Então formaram três fileiras e atacaram o inimigo por trás, ao som de cornetas e clamores de oração. 34Quando os soldados de Timóteo perceberam que era o Macabeu quem os estava a atacar, fugiram todos. Foi uma derrota completa, e oito mil deles foram mortos naquele dia. 35Em seguida, Judas marchou para Alema, atacou a cidade e conquistou-a; matou todos os homens, levou todos os objetos de valor e pôs fogo à cidade. 36Dali continuou a sua marcha e conquistou as cidades de Casfo, Maqueda, Bosor e as outras cidades de Guilead. 37Depois disto, Timóteo juntou outro exército e acampou em frente de Rafon, do outro lado da corrente. 38Judas mandou alguns homens espionar o acampamento, e eles voltaram contando o seguinte: «Todos os pagãos que vivem à nossa volta juntaram-se a Timóteo; ele está com um exército enorme. 39Contrataram também mercenários árabes para os ajudar; estes estão acampados no outro lado do rio, prontos para nos atacar.» Então Judas saiu para lutar contra eles. 40Quando Judas e o seu exército estavam a chegar perto do ribeiro, Timóteo disse aos seus oficiais: «Se Judas atravessar antes de nós para nos atacar, não poderemos resistir, e certamente ele vai derrotar-nos. 41Mas se ele ficar com medo e acampar naquele lado da torrente, nós atravessaremos para o lado de lá e derrotá-lo-emos.» 42Quando Judas chegou perto do ribeiro, dispôs escribas do povo ao longo da margem e ordenou que não deixassem ninguém ficar no acampamento; todos deviam sair para lutar. 43Os pagãos foram derrotados; largaram as suas armas e fugiram para o templo de Carnaim. 44Então os judeus conquistaram aquela cidade e puseram fogo ao templo, com todos os homens lá dentro. Depois de Judas ter conquistado Carnaim, os não-judeus não puderam resistir mais e pararam de lutar contra ele. 45Em seguida, Judas juntou todos os israelitas que moravam em Guilead, desde os mais humildes até aos mais importantes, com as suas mulheres, filhos e bens, a fim de os levar de volta para a terra de Judá. Era uma grande multidão. 46Chegaram a Efron, uma cidade grande e cercada de altas muralhas que ficava no caminho. Não era possível desviar a marcha nem para a direita nem para a esquerda, mas era preciso passar pelo meio da cidade. 47No entanto, os seus moradores impediram-lhes a sua passagem e barraram os portões com pedras. 48Então Judas enviou-lhes esta mensagem de paz: «Queremos passar pela vossa cidade a fim de voltarmos para a nossa terra. Não vos faremos nenhum mal; só queremos passar a pé.» Mas os moradores da cidade não abriram os portões. 49Entretanto Judas ordenou a todos os que estavam no acampamento que ali permanecessem. 50Os soldados prepararam-se para lutar; então lutaram contra a cidade todo aquele dia e toda aquela noite e ela caiu nas suas mãos. 51Mataram todos os homens ao fio da espada, arrasaram a cidade e ficaram com todas as coisas de valor. Depois percorreram a cidade, passando por cima dos mortos. 52Atravessaram o rio Jordão e chegaram à enorme planície que fica em frente de Bet-Chan. 53Por todo o caminho, Judas foi chamando os que ficavam para trás e animando todo o povo, até que chegaram à terra de Judá. 54Com alegria e cantando hinos subiram ao monte Sião e ofereceram holocaustos por nenhum deles ter perecido até à hora do seu regresso em paz.

Derrotas e vitórias

(2 Macabeus 12,32–45)

55Ora no momento em que Judas e Jónatas estavam em Guilead, e Simão, o irmão seu irmão, estava a atacar Ptolemaida, na Galileia, 56os chefes militares José, filho de Zacarias, e Azarias ouviram falar dos atos de coragem e das batalhas em que os irmãos tinham lutado. 57Então disseram: «Vamos também conquistar fama para o nosso nome! Vamos lutar contra os pagãos que moram ao nosso redor!» 58Então deram ordens às tropas que eles comandavam e marcharam para Jâmnia. 59E Górgias e os seus soldados saíram da cidade para lutar contra eles. 60José e Azarias foram derrotados e perseguidos até à fronteira da Judeia; naquele dia tombaram uns dois mil soldados do povo de Israel. 61O povo foi derrotado porque não deu atenção às ordens de Judas e dos seus irmãos, pensando que podiam cometer grandes proezas. 62Além disso, não eram da família dos Macabeus, a quem foi confiada a tarefa de salvar Israel. 63O corajoso Judas e os seus irmãos ficaram muito famosos em todo o Israel e também em todos os países pagãos onde se ouvia falar deles. 64E muitos reuniam-se à sua volta para os elogiar. 65Algum tempo depois, Judas e os seus irmãos saíram para lutar contra os filhos de Esaú, no Sul do país; conquistaram Hebron e os povoados ao seu redor, destruíram as suas fortalezas e incendiaram torres de vigia. 66Em seguida saíram para terra estrangeira e passaram por Marecha5,66 De acordo com uma versão antiga. O texto grego diz: Samaria.. 67Naquele dia foram mortos na batalha alguns sacerdotes que estavam a querer fazer grandes coisas e que insensatamente entraram na luta. 68Judas atacou a cidade de Asdod, na terra dos filisteus, destruiu os seus altares e queimou as imagens dos seus deuses. Depois pegou nos objetos de valor e voltou para a terra de Judá.

1

Introdução e saudação

11Este livro contém a revelação de Jesus Cristo que ele recebeu de Deus, para a dar a conhecer aos seus servos. Trata-se de coisas que hão de acontecer brevemente e que Cristo deu a conhecer ao seu servo João por um anjo que lhe enviou.

2João atesta tudo quanto viu em relação à palavra e ao testemunho de Jesus Cristo. 3Feliz aquele que lê este livro e felizes os que ouvem estas palavras proféticas e guardam o que aqui está escrito1,3 O autor afirma que é preciso ler, ouvir e guardar estas palavras. A Sagrada Escritura foi escrita por causa desta triologia verbal: ler, ouvir e guardar. Quem assim fizer, será feliz., porque tudo isto há de acontecer em breve.

4Eu, João, dirijo-me às sete igrejas da província da Ásia1,4 As sete igrejas são enumeradas no v. 11.. Desejo-vos graça e paz da parte daquele que é, que era e que há de vir, e ainda da parte dos sete espíritos1,4 Sete Espíritos. O número sete simboliza a perfeição. Os sete espíritos simbolizam, portanto, a ação misteriosa de Deus na história dos homens. que estão diante do seu trono, 5e de Jesus Cristo, a testemunha fiel, o primeiro dos ressuscitados, o soberano dos reis da Terra.

Cristo ama-nos e pela sua morte libertou-nos dos nossos pecados. 6Ele fez de nós um reino de sacerdotes para Deus, seu Pai. A ele seja dada glória e o poder para todo o sempre. Ámen.

7Eis que ele vem com as nuvens.

Toda a gente o verá,

até mesmo os que o mataram.

Todos os povos da Terra se lamentarão por ele.

Assim há de ser! Ámen!

8Eu sou o Alfa e o Ómega1,8 Alfa e Ómega. Primeira e última letra do alfabeto grego (21,2; 22,13). A expressão significa: o Primeiro e o Último ou o Princípio e o Fim., diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.

Cristo revela-se a João

9Eu sou João, vosso irmão, e participo convosco nas mesmas perseguições no reino de Deus e na perseverança por Jesus. Encontrava-me na ilha de Patmos1,9 Patmos. Pequena ilha do mar Egeu para onde os romanos exilavam as pessoas que julgavam politicamente indesejadas. por ter proclamado a palavra de Deus e o testemunho de Jesus. 10O Espírito de Deus apoderou-se de mim, no dia do Senhor, e eu ouvi atrás de mim uma voz forte que parecia a voz duma trombeta. 11Dizia assim: «Escreve num livro aquilo que vais ver, e manda-o às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia.» 12Voltei-me para ver quem é que me falava e, ao voltar-me, vi sete castiçais de ouro1,12 Sete castiçais. Representam as sete igrejas a quem o autor escreveu. Ver 1,20.. 13E no meio dos castiçais estava alguém semelhante ao Filho do Homem vestido até aos pés com uma túnica comprida e uma faixa dourada à volta do peito. 14A sua cabeça e os seus cabelos eram brancos como a lã ou como a neve e os seus olhos eram ardentes como o fogo. 15Os seus pés brilhavam como bronze fundido na fornalha e a sua voz era como o ruído das grandes cascatas1,15 Para os v. 13–15, ver Dn 7,13; 10,5; 7,9; 10,6.. 16Na sua mão direita tinha sete estrelas; da sua boca saía uma espada de dois gumes muito afiada e o seu rosto brilhava como o sol do meio-dia.

17Quando o vi, caí aos seus pés como morto. Mas ele pôs a sua mão direita em cima de mim e disse: «Não tenhas medo! Eu sou o primeiro e o último1,17 Para os v. 16–17, ver Is 49,2; Hb 4,12; Is 44,6; 48,12.. 18Eu sou aquele que está vivo! Estive morto, mas agora vivo para sempre. Eu tenho poder sobre a morte e sobre o mundo dos mortos. 19Escreve pois aquilo que viste, o que está a acontecer agora e o que vai acontecer mais tarde. 20O significado das sete estrelas que viste na minha mão direita e dos sete castiçais de ouro é o seguinte: as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais são essas sete igrejas.»