a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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Dar com generosidade

81Queremos que saibam, irmãos, como Deus foi bondoso para com as igrejas da Macedónia, 2que têm sido postas à prova com muitos sofrimentos e vivem muito pobremente. Mas a sua alegria e generosidade fizeram com que encontrassem ainda muito que dar. 3Posso garantir que eles deram o que podiam e ainda mais do que podiam. Eles próprios 4vieram pedir-nos com muita insistência o favor de poderem partilhar e colocar o que era seu ao serviço da comunidade dos crentes de Jerusalém8,4 Sobre a generosidade das igrejas da Macedónia, ver Rm 15,26; 2 Co 9,1–5; 11,8–9; Fp 4,10–18; e ainda At 11,29.1. 5Fizeram mais do que esperávamos. Não só se entregaram nas mãos de Deus, mas também nas nossas, conforme Deus os inspirou. 6Por isso, pedimos a Tito que fosse agora ter convosco para vos ajudar a completar a obra de generosidade do modo como a tinha começado. 7Assim como têm de tudo com abundância: fé, dom da palavra, sabedoria, boa vontade e amor para connosco que abundem também nesta graça8,7 Segundo alguns manuscritos: que eu tenho por vocês. Ou: que vocês têm por mim..

8Isto não é uma ordem que vos dou. Mas é para verificar se o vosso amor é verdadeiro, comparando-o com o entusiasmo dos outros. 9Conhecem bem o amor de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, se fez pobre por vossa causa8,9 Ver Mt 8,20; 2 Co 6,10; Fp 2,6–8., para que vocês pudessem tornar-se ricos pela sua pobreza. 10Nisto dou-vos a minha opinião. A generosidade fica-vos bem, uma vez que já o ano passado fizeram o mesmo peditório e foram os primeiros a sugerir a ideia. 11Procurem agora fazer o melhor possível, cada um conforme as suas posses. E que a boa vontade em o realizar corresponda à prontidão que mostram em fazer os planos. 12Pois é por aquilo que cada um tem e não por aquilo que não tem que Deus mede a boa vontade de quem oferece. 13Também não digo que vão fazer bem a outros, a ponto de passarem dificuldades. O que tem de haver é equilíbrio. 14Aquilo que neste momento vos sobra que sirva para compensar o que lhes falta a eles, para que o que eles têm em abundância compense o que vos faz falta. É assim que se faz o equilíbrio, 15como diz a Sagrada Escritura:

Ao que tinha muito, não lhe sobrou

e ao que tinha pouco, nada lhe faltou8,15 Ver Ex 16,18..

Colaboradores de Paulo

16Bendito seja Deus que deu também a Tito a mesma dedicação que eu tenho por vós. 17Ele aceitou o meu pedido. Mas, mostrando muito maior interesse, ele próprio decidiu ir ter convosco. 18Mandámos com ele um outro irmão, que se tornou conhecido em todas as igrejas pela pregação do evangelho. 19E não só por isso. Ele próprio foi escolhido pelas igrejas para ser nosso companheiro de viagem e para realizar no vosso meio este trabalho que mostra bem a glória do Senhor e a minha boa vontade. 20Queremos evitar que alguém nos critique por causa das grandes ofertas que estão ao meu cuidado. 21A nossa preocupação é sermos honestos, não só diante do Senhor, mas também diante dos homens8,21 Ver Pv 3,4.. 22Juntamente com eles, enviamos ainda outro irmão8,22 O v. 23 refere-se aos irmãos que foram enviados com Tito. que se tem mostrado muito diligente, como tivemos ocasião de comprovar muitas vezes. Mas o seu entusiasmo é ainda maior agora, dada a confiança que tem a vosso respeito. 23Quer seja Tito, meu companheiro e colaborador ao vosso lado, quer sejam os outros irmãos, enviados das igrejas, todos são uma glória para Cristo. 24Mostrem às outras igrejas o amor que têm para com eles, tratando-os bem. Provem que o orgulho que sentimos a vosso respeito corresponde à realidade.

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Motivos para ser generoso

91Sobre esta ajuda aos santos de Jerusalém9,1 Ver 8,4.20., já não é preciso dizer-vos mais nada. 2Conheço bem a vossa boa vontade. Até já tenho mostrado a minha satisfação para convosco diante dos da Macedónia, dizendo: «Os da Acaia9,2 Paulo estimula os cristãos das duas províncias romanas da Grécia a rivalizarem entre si em generosidade. estão dispostos desde o ano passado a dar a sua ajuda.» O entusiasmo que a vossa comunidade mostrou foi um estímulo para muitos. 3Mesmo assim, resolvi enviar-vos estes irmãos para que a satisfação que tenho a vosso respeito não seja, neste caso, uma desilusão. Estejam portanto preparados, como eu vos disse. 4Se alguns da Macedónia forem comigo, não gostava de me sentir envergonhado por ver que a vossa contribuição não estava pronta. E já não falo na vergonha que a vossa comunidade ia sentir se isso acontecesse. 5Por conseguinte, achei que era necessário mandar primeiro estes irmãos para vos ajudarem a pôr em prática a generosidade prometida. Deem pois com generosidade e não com avareza.

6Com efeito, quem pouco semeia pouco poderá recolher. Mas quem semear muito há de recolher muito. 7Que cada um dê conforme julgar bem na sua consciência. E não chorem aquilo que dão, nem deem de má vontade. Pois quem dá com alegria agrada a Deus9,7 Ver Pv 22,8.. 8Deus pode recompensar com abundância todo o bem que fizerem, para terem sempre aquilo de que precisam e poderem fazer bem aos outros. 9É como diz a Sagrada Escritura:

Ele deu generosamente aos pobres.

A sua justiça permanece para sempre9,9 Ver Sl 112,9..

10Deus, que dá a semente ao semeador e o pão para comer9,10 Ver Is 55,10., também há de multiplicar a semente das vossas boas ações e há de fazer crescer os frutos da vossa justiça. 11Assim poderão mostrar-se sempre ricos em generosidade. E os que experimentam a vossa generosidade hão de dar graças a Deus. 12Pois aquele que colabora neste serviço de ajuda não socorre apenas as necessidades dos crentes, mas dá ainda motivo para muitas graças a Deus. 13Ao verem a vossa ajuda, eles hão de louvar a Deus pela vossa fidelidade ao evangelho de Cristo e pela generosidade com que põem tudo à disposição deles e de todos. 14E pedindo a Deus a vosso favor, eles mostrarão quanto vos estimam, por causa da extraordinária graça que Deus vos concedeu. 15Graças a Deus pelo seu dom maravilhoso.

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Autoridade de Paulo como apóstolo

101Eu, Paulo, que quando estou presente costumo ser delicado, mas que de longe vos trato com dureza, tenho um pedido a fazer-vos em nome de Cristo, que foi manso e humilde. 2Façam com que, quando eu estiver convosco, não me veja obrigado a tomar uma atitude dura contra alguns que dizem que nos guiamos por critérios humanos. 3Somos humanos, é certo. Mas não são humanos os nossos critérios de ação. 4As armas que utilizamos no combate não são apenas humanas, porque a sua força vem de Deus e deita por terra todas as fortalezas. Deitamos abaixo as ideias erradas 5e toda a espécie de arrogância que se levanta contra o conhecimento de Deus. E fazemos com que o pensamento humano obedeça a Cristo. 6Estamos prontos a castigar qualquer espécie de desobediência, até que a vossa obediência a Cristo seja completa.

7Vocês veem as coisas pela aparência. Se alguém estiver convencido de que pertence a Cristo, esse que pense bem, porque assim como ele pertence a Cristo também nós a ele pertencemos. 8Se eu me gloriar excessivamente na autoridade que o Senhor nos deu para vossa edificação, e não para vossa ruína, não me envergonharei. 9Mas não quero dar a impressão de estar a meter-vos medo com as minhas cartas. 10Alguns dizem: «As cartas dele são pesadas e duras, mas quando ele cá está é fraco de corpo e a sua linguagem não vale nada.» 11Esses que fiquem a saber que eu sou a mesma pessoa, tanto no que digo de longe, por carta, tanto no que faço quando estou presente.

12Claro que não ousamos comparar-nos ou a igualar-nos com aqueles que se apresentam como pessoas muito importantes, porque esses são insensatos, pois medem-se com a sua própria medida e comparam-se consigo mesmos. 13Não queremos orgulhar-nos desmedidamente do nosso trabalho, mas apenas na medida que Deus nos destinou, e que era a de chegar até vós. 14Se não tivéssemos chegado até aí, então não teríamos respeitado essa medida. Mas pelo contrário, chegámos até vós com o evangelho de Cristo. 15Não nos orgulhamos exageradamente do nosso trabalho, aproveitando-nos das fadigas dos outros. O que esperamos é que a vossa fé vá crescendo, e com ela a nossa influência no vosso meio, segundo a medida que Deus nos marcou10,15 Sobre os v, 13–15, ver Rm 15,17–21.. 16Esperamos ainda poder levar a boa nova a outras terras, para além da vossa10,16 Ver At 19,21.. Assim não precisaremos de nos orgulhar do trabalho já feito por outros segundo a medida que lhes foi destinada. 17Aquele que quiser orgulhar-se que se orgulhe no Senhor10,17 Ver Jr 9,23; 1 Co 1,31.. 18Pois não é aquele que se apresenta a si mesmo como muito importante que fica aprovado, mas aquele que o Senhor apresentar como tal.