a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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Eliseu socorre uma viúva

41A viúva de um membro dum grupo de profetas foi ter com Eliseu e disse: «O meu marido, teu servo, morreu. Como sabes, ele era fiel ao Senhor. Agora, veio um credor que quer levar os meus dois filhos como escravos.» 2Eliseu perguntou-lhe: «Que posso eu fazer? Diz-me o que tens em casa.» Ela respondeu: «A tua serva só tem em casa uma garrafa de azeite.» 3Então Eliseu disse-lhe: «Vai ter com todos os teus vizinhos e pede-lhes emprestadas vasilhas vazias em grande quantidade. 4Depois metes-te em casa com os teus filhos, trancas a porta e enches de azeite todas as vasilhas, pondo-as de parte, à medida que as fores enchendo.»

5A mulher foi-se embora dali, entrou em casa com os filhos e trancou a porta; os filhos então iam-lhe passando as vasilhas e ela ia-as enchendo. 6Quando estavam as vasilhas todas cheias, ela disse a um dos filhos: «Traz-me mais uma vasilha!» Ele respondeu que não havia mais vasilhas. E, nesse momento, o azeite deixou de correr.

7A mulher foi contar tudo ao profeta Eliseu, que lhe disse: «Agora vais vender esse azeite para pagares a tua dívida. O dinheiro que sobrar será suficiente para viveres, tu e os teus filhos.»

Eliseu e a mulher de Suném

8Um dia em que Eliseu passou pela povoação de Suném, uma mulher importante que ali vivia insistiu com ele, para comer em sua casa. E, sempre que Eliseu passava por ali perto, ia lá comer. 9Ela então disse ao marido: «Tenho a certeza de que este homem, que nos visita, sempre que por aqui passa, é um santo profeta. 10Vamos arranjar-lhe um quartinho no terraço e pomos lá uma cama, uma mesa, uma cadeira e uma lâmpada, para ele poder lá ficar, quando nos visitar.»

11Um dia em que passou por Suném, Eliseu foi para o seu quarto descansar 12e disse a Gueázi, seu criado, para ir chamar a dona da casa. Ela apresentou-se a Eliseu 13e ele disse a Gueázi: «Pergunta-lhe o que posso eu fazer por ela em reconhecimento do carinho com que nos tem tratado. Talvez eu pudesse intervir em seu favor junto do rei ou do chefe do exército.» Ela respondeu: «Não, obrigada! Eu vivo bem, no meio da minha gente.»

14Eliseu perguntou depois a Gueázi: «Que posso eu então fazer por ela?» Ele respondeu: «Ela não tem filhos e o marido é já idoso.» 15Eliseu disse-lhe então: «Chama-a lá!» O criado foi chamá-la e ela veio e ficou à porta, de pé. 16Eliseu disse-lhe: «Para o ano que vem, por esta altura, terás um filho nos braços.» Ela exclamou: «Não, meu senhor! Não cries ilusões à tua serva, homem de Deus!»

17Com efeito, tal como Eliseu tinha anunciado, a mulher ficou grávida e, no ano seguinte, deu à luz um filho. 18O menino cresceu e, um dia, quando ia ter com o pai, que estava com os ceifeiros, 19começou a gritar pelo pai: «Ai, a minha cabeça! Ai, a minha cabeça!» O pai disse então a um dos criados: «Leva-o depressa à mãe!» 20Ele levou-o e entregou-o à mãe e ela sentou-o nos joelhos até que, ao meio-dia, ele morreu. 21A mãe levou então o corpo do menino para o quarto de Eliseu, pô-lo em cima da cama, fechou a porta e saiu. 22Chamou o marido e disse-lhe: «Manda-me um criado com uma jumenta, para eu ir depressa procurar o profeta Eliseu. Voltarei logo que possa.» 23O marido perguntou-lhe: «Por que vais vê-lo hoje? Não é dia de festa do primeiro dia do mês, nem dia de descanso!» Mas ela respondeu: «Não te preocupes.» 24E ordenou ao criado, quando já tinha a jumenta albardada: «Faz a jumenta andar depressa e não pares no caminho, senão quando eu te disser.»

25Ela partiu e foi ter com Eliseu ao monte Carmelo. Ele viu-a de longe e disse para o seu criado Gueázi: «Olha, vem aí a senhora de Suném! 26Corre ao seu encontro e pergunta-lhe como está e como estão o marido e o filho.» O criado foi e ela respondeu-lhe que estavam bem; 27mas, quando chegou junto de Eliseu, no monte, inclinou-se diante dele e agarrou-se aos seus pés. Gueázi aproximou-se para a afastar, mas o profeta ordenou-lhe: «Deixa-a, porque ela está muito angustiada e até agora o Senhor não me revelou o que se passa.» 28Então ela disse: «Ó meu senhor, porventura eu te pedi um filho? Não te pedi que não me enganasses?»

29Eliseu disse então a Gueázi: «Prende bem a roupa na cintura, leva contigo o meu bastão e vai a Suném. Não pares para saudar ninguém e, se alguém te saudar, não respondas. Vai colocar o meu bastão sobre o rosto do menino.»

30Mas a mulher disse a Eliseu: «Juro pelo Senhor e pela tua própria vida que não sairei daqui sem ti.» Então Eliseu foi com ela. 31Entretanto Gueázi, que lá chegou primeiro, pôs o bastão sobre o rosto do menino, mas este não falava nem dava sinal de vida. Gueázi foi ao encontro de Eliseu e disse-lhe: «O menino não voltou a si!»

32Quando Eliseu lá chegou, viu o menino morto em cima da sua cama. 33Entrou, fechou a porta, ficando no quarto só com o menino, e orou ao Senhor. 34Depois subiu para a cama e estendeu-se por cima do menino, colocando a boca, os olhos e as mãos sobre a boca, os olhos e as mãos do menino, cujo corpo começou a aquecer. 35Eliseu levantou-se e pôs-se a passear no quarto dum lado para o outro. Depois voltou a estender-se sobre o menino, que espirrou sete vezes e abriu os olhos. 36Eliseu chamou Gueázi e disse-lhe que chamasse a mãe do menino. Quando ela entrou no quarto, Eliseu disse-lhe: «Toma o teu filho!» 37A mulher aproximou-se e lançou-se aos pés de Eliseu, inclinando-se com o rosto por terra. Depois pegou no filho e saiu.

O milagre da comida

38Depois disto, Eliseu regressou a Guilgal. Havia uma grande fome naquela região4,38 Deve tratar-se da fome que durou sete anos, de que se fala em 8,1.. Enquanto falava para um grupo de profetas que se sentaram diante dele, disse ao seu criado: «Põe uma panela grande ao lume e faz uma sopa para os profetas.»

39Um deles foi ao campo apanhar legumes e encontrou uma planta silvestre de que colheu uma capa cheia de frutos parecidos com abóboras4,39 Trata-se de colocíntidas, fruto decorativo mas não comestível, arredondado e amargo e com um forte efeito purgativo.. Quando regressou, cortou-os aos pedaços e meteu-os na panela da sopa, sem saber o que era. 40A comida foi servida aos profetas, mas mal começaram a comer, puseram-se a gritar: «Profeta, esta sopa está envenenada!» E não a puderam comer. 41Eliseu pediu para lhe levarem farinha, deitou-a na panela da sopa e disse ao servo: «Serve agora, para que comam todos.» E já não havia nada de mal na panela.

Eliseu dá de comer a cem homens

42Noutra ocasião, apresentou-se um homem de Baal-Salisa4,42 Localidade não identificada da tribo de Efraim. Ver 1 Sm 9,4., que levava a Eliseu vinte pães de farinha nova de cevada e espigas de trigo novas no seu bornal. Eliseu disse ao seu criado para dar de comer ao grupo de profetas com o que aquele homem lhe tinha trazido. 43Mas o criado respondeu: «Achas que isto chega para cem homens?» Eliseu insistiu: «Dá-lhes isso para comer, porque o Senhor diz que dá para comer e ainda sobrará.» 44O criado então pôs a comida diante deles e, tal como o Senhor tinha dito, todos comeram e ainda sobrou.

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Naaman é curado da lepra

51Naaman, comandante dos exércitos do rei arameu da Síria, gozava de grande prestígio e respeito junto do seu rei, porque por meio de Naaman, o Senhor tinha dado a vitória aos exércitos arameus. Era um verdadeiro herói, mas era leproso. 2Numa das suas incursões contra Israel, os arameus tinham levado prisioneira uma jovem israelita, que ficou ao serviço da mulher de Naaman. 3A jovem disse um dia à sua senhora: «Ai, quem me dera que o meu amo fosse ter com o profeta que vive em Samaria! Ele com certeza que o curava da doença!»

4Quando Naaman ouviu isto, foi contar ao rei o que a jovem israelita tinha dito. 5O rei disse-lhe então: «Vai lá e levas uma carta minha para o rei de Israel.»

Naaman partiu. Levava trinta mil moedas de prata, seis mil moedas de ouro e dez mudas de roupa. 6A carta que levava para o rei de Israel dizia o seguinte: «Quando receberes esta carta, saberás que te envio Naaman, meu oficial, para que o cures da lepra

7Quando o rei de Israel leu a carta, rasgou as vestes indignado e exclamou: «Sou porventura algum deus, para dar morte ou vida a alguém? Por que é que este rei me enviou um homem para eu o curar da lepra? O que ele quer é arranjar um pretexto contra mim!»

8O profeta Eliseu, ao saber que o rei tinha rasgado as vestes, indignado, mandou-lhe dizer: «Por que rasgaste as tuas vestes? Esse homem que venha ter comigo e ficará a saber que há um profeta em Israel.»

9Naaman chegou com os seus cavalos e o seu carro e parou à porta da casa de Eliseu. 10Mas Eliseu mandou-lhe dizer por um mensageiro: «Vai lavar-te sete vezes no rio Jordão e o teu corpo ficará de novo são e limpo.» 11Naaman retirou-se, despeitado, e disse: «Pensei que ele viria cá fora receber-me, e que pediria ao Senhor, seu Deus, que passaria a mão por cima das zonas infetadas pela lepra, e me curaria! 12Além disso, não são porventura os rios de Damasco, Abaná e Parpar, melhores do que todos os rios de Israel? Não poderia eu ter ido lavar-me neles e ficar limpo?» E foi-se dali embora muito irritado. 13Mas os seus oficiais chegaram-se a ele e disseram: «Pai5,13 Pai. Título honorífico reservado a pessoas importantes., se o profeta te tivesse mandado fazer uma coisa difícil, não a farias? Então por que não fazes o que ele mandou, se te disse: “Lava-te e ficarás curado”»?

14Naaman dirigiu-se ao Jordão, mergulhou sete vezes, como o profeta Eliseu tinha ordenado e ficou limpo: a sua pele ficou como a duma criança.

15Com toda a sua comitiva, foi ter com o profeta, apresentou-se diante dele e disse: «Agora estou convencido de que em toda a terra não há outro Deus, senão o Deus de Israel. Peço-te que aceites um presente deste teu servo.»

16Eliseu respondeu: «Juro, pelo Senhor vivo5,16 Fórmula de juramento. Ver 2 Rs 5,20; 1 Rs 1,29., a quem sirvo, que não aceitarei.» Apesar das insistências de Naaman, Eliseu negou-se a aceitar o presente. 17Então Naaman disse: «Se não aceitas a minha oferta, permite-me que leve duas mulas carregadas com terra de Israel, porque este teu servo não voltará a oferecer holocaustos e sacrifícios a outros deuses, mas apenas ao Senhor5,17 Naquele tempo, cada nação tinha o seu deus (ou deuses), que segundo se pensava só podiam ser adorados na sua própria terra. Naaman esperava que o Deus de Israel aceitaria os seus sacrifícios, se ele os oferecesse em Damasco, num altar feito com terra de Israel.. 18Espero que o Senhor me perdoe, quando eu tiver de acompanhar o meu rei ao templo de Remon, deus da Síria, para o adorar; ele apoia-se no meu braço e eu terei de me ajoelhar também, dentro do templo. Que o Senhor perdoe este teu servo por isso!»

19Eliseu respondeu-lhe: «Vai em paz!» E Naaman partiu.

A falta de Gueázi

Naaman já ia a certa distância, 20quando Gueázi, o servo de Eliseu, pensou: «O meu amo deixou partir Naaman, sem aceitar nada do que ele trouxe! Ele devia ter aceitado o que o arameu lhe queria dar. Juro pelo Senhor vivo, que vou correr atrás dele, a ver se consigo apanhar alguma coisa!»

21Gueázi correu para alcançar Naaman, o qual, quando o viu, desceu do carro, foi ao seu encontro e perguntou: «Que aconteceu?» 22Gueázi respondeu: «Não aconteceu nada. Mas o meu amo mandou-me dizer-te que acabam de chegar a sua casa dois profetas jovens, que vêm dos montes de Efraim5,22 Região montanhosa onde viviam a tribo de Efraim e parte da tribo de Manassés., e pede-te que lhe dês três mil moedas de prata e duas mudas de roupa.» 23Naaman respondeu: «É melhor levares seis mil moedas.» Naaman insistiu, meteu as moedas de prata em dois sacos, juntamente com as duas mudas de roupa, e entregou tudo a dois dos seus criados, para que seguissem à frente de Gueázi. 24Quando chegaram a Ofel5,24 Ofel. Provavelmente um bairro de Samaria., Gueázi pegou nos sacos e guardou-os em sua casa. Depois mandou embora os criados de Naaman. 25Foi apresentar-se junto de Eliseu e este perguntou-lhe: «Donde vens, Gueázi?» E ele respondeu: «O teu servo não foi a parte nenhuma.» 26Mas Eliseu replicou: «Quando um certo homem desceu do seu carro para ir ao teu encontro, eu estava lá contigo em espírito. Achas que era este o momento para receber dinheiro e mudas de roupa, ou para comprar hortas, vinhas, ovelhas, bois, criados e criadas? 27Por isso, a lepra de Naaman se pegará a ti e à tua descendência para sempre.» Ao sair da presença de Eliseu, Gueázi ia já leproso: a sua pele estava branca como a neve.

6

O machado recuperado

61Um dia o grupo de profetas disse a Eliseu: «Olha que o lugar onde vivemos sob a tua direção é demasiado apertado para nós. 2Permite-nos que vamos até ao vale do Jordão, para cada um de nós trazer um tronco e construirmos ali um lugar para habitarmos.» Eliseu respondeu-lhes que estava de acordo. 3Mas um deles disse: «Por favor, vem com os teus servos.» E ele respondeu: «Irei.»

4Pôs-se a caminho com eles e, mal chegaram ao Jordão, começaram a cortar árvores. 5Quando um deles cortava um tronco, caiu-lhe o machado à água e exclamou: «Ó mestre, o machado era emprestado!» 6O profeta perguntou-lhe: «Onde caiu ele?» O outro apontou para o lugar; então Eliseu cortou um pau, atirou-o à água e o machado ficou a flutuar. 7Eliseu ordenou-lhe: «Apanha-o!» O outro estendeu a mão e apanhou o machado.

Eliseu capturou os soldados arameus

8O rei da Síria estava em guerra com Israel. Consultando os seus oficiais, escolheu o lugar onde ia montar o acampamento. 9Mas Eliseu mandou avisar o rei de Israel, para evitar passar por aquele lugar, porque os arameus estavam lá emboscados. 10Então o rei de Israel enviou os seus homens para ali para estarem de guarda conforme o profeta o tinha informado e avisado. Isto aconteceu várias vezes.

11O rei da Síria ficou muito preocupado com aquilo, chamou os seus oficiais e disse-lhes: «Descubram qual dos nossos está do lado do rei de Israel.» 12Um deles respondeu: «Não é ninguém dos nossos, Majestade! É o profeta Eliseu que conta ao rei de Israel os planos que fazes até no teu próprio quarto.»

13Então o rei da Síria disse: «Descubram onde ele está, para o mandar prender.» Quando lhe disseram que Eliseu estava em Dotan6,13 Dotan. Localidade situada 45 km a norte de Jerusalém e 10 km a norte de Samaria. Ver Gn 37,17., 14o rei enviou um destacamento de cavalaria e carros de combate e muita infantaria, que chegaram à noite a Dotan e cercaram a cidade. 15O criado de Eliseu levantou-se muito cedo e, quando saiu de casa, viu o exército que cercava a cidade, com cavalos e carros de combate, foi perguntar a Eliseu: «E agora mestre, que vamos fazer?» 16Eliseu respondeu: «Não tenhas medo, porque são mais os que estão connosco do que os que estão com eles.» 17Depois orou ao Senhor: «Rogo-te, Senhor, que lhe abras os olhos para que veja.» O Senhor abriu os olhos do criado e ele viu que a montanha estava cheia de cavalos e carros de fogo em volta de Eliseu.

18Quando os arameus se aproximavam para o capturar, Eliseu rogou ao Senhor: «Peço-te que cegues estes homens.» O Senhor cegou-os, como Eliseu tinha pedido. 19Então Eliseu foi ter com eles e disse-lhes: «Não é este o caminho, nem é esta a cidade. Sigam-me, que eu vos levo até ao homem que procuram.» E levou-os até Samaria.

20Quando entraram na cidade, Eliseu rogou ao Senhor: «Peço-te que lhes abras de novo os olhos para que vejam.» O Senhor abriu-lhes os olhos e eles viram que estavam dentro de Samaria.

21Quando o rei de Israel os viu, perguntou a Eliseu: «Meu pai, devo matá-los?» 22Mas ele respondeu: «Não! Não os mates! Não costumas matar os prisioneiros que os teus soldados trazem da guerra. Dá-lhes de comer e beber e deixa-os voltar para o seu rei.» 23O rei de Israel mandou preparar-lhes um grande banquete e eles comeram e beberam. Depois mandou-os embora e eles voltaram para o seu rei. Desde então os arameus deixaram de fazer incursões em território israelita.

Cerco de Samaria

24Algum tempo depois, Ben-Hadad, rei da Síria, mobilizou todo o seu exército contra Israel e pôs cerco à cidade de Samaria. 25Como resultado do cerco, a falta de comida na cidade era tão grande que uma cabeça de jumento custava oitenta moedas de prata e um quarto de litro de esterco de pomba6,25 Expressão hebraica de difícil compreensão. Nome de uma planta não identificada ou então uma espécie de combustível feito de esterco seco, ou ainda uma expressão popular para significar alguma outra coisa., cinco moedas de prata.

26Um dia em que o rei passeava pela muralha, uma mulher gritou: «Socorro, Majestade!» 27O rei respondeu: «Se o Senhor não te ajuda, como queres que eu o faça? Já não há reservas, nem de trigo, nem de vinho. 28Que te aconteceu?» Ela respondeu: «Esta mulher que aqui está disse-me que nós comíamos o meu filho e no dia seguinte comíamos o dela. 29Cozinhámos então o meu filho e comemo-lo. No outro dia, eu disse-lhe para comermos o filho dela, mas ela escondeu-o.»

30Ao ouvir isto, o rei rasgou as suas vestes de indignação e os que estavam perto da muralha viram que, por baixo das vestes, ele trazia um tecido áspero junto ao corpo6,30 Este tecido áspero junto à pele era um sinal de penitência.. 31O rei então exclamou: «Que Deus me castigue severamente, se eu não cortar hoje a cabeça a Eliseu, filho de Chafat!»

Eliseu anuncia o fim da fome

32Eliseu estava em sua casa, e os anciãos do lugar estavam lá com ele. O rei mandou à frente um mensageiro, mas, antes que o mensageiro lá chegasse, Eliseu disse aos anciãos: «Vejam isto! Aquele assassino enviou aqui alguém para me cortar a cabeça. Mas prestem atenção! Quando esse homem chegar, fechem a porta e impeçam-no de entrar, pois ouvem-se já os passos do rei, que vem atrás dele.»

33Estava Eliseu ainda a falar com eles, quando o mensageiro6,33 Ou: rei. As palavras para rei e mensageiro são idênticas em hebraico. se apresentou e disse: «Já que esta desgraça nos foi enviada pelo Senhor, que mais posso esperar dele?»