a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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231Estas são as últimas declarações de David23,1 Ver 1 Rs 2,1–9.:

«Mensagem de David, filho de Jessé,

do homem colocado em elevada posição,

que o Deus de Jacob escolheu como rei,

e foi o melhor cantor de Israel.

2O Espírito do Senhor manifesta-se por mim

coloca a sua palavra na minha língua.

3O Deus de Israel falou,

a rocha de Israel declarou-me:

“O rei que governa os homens com justiça,

aquele que governa com temor de Deus,

4é como o Sol radioso quando nasce,

numa manhã sem nuvens.

É devido aos seus raios, depois da chuva,

que a erva brota da terra.”

5Eis como Deus agiu com a minha família:

concluiu comigo uma aliança perpétua23,5 Aliança perpétua. Alusão a 7,16.,

estabelecida em regras que a defendem.

É ele que faz com que todos os meus triunfos

e todos os meus desejos tenham sucesso.

6Mas todos os maus são como os espinhos

que se deitam fora,

e que ninguém gosta de tocar com as mãos.

7Quem precisar de lhes tocar

arranja primeiro um ferro ou um pau comprido.

Os espinhos são queimados e destruídos pelo fogo.»

Os guerreiros de David

8Eis a lista dos guerreiros mais valentes de David: Em primeiro lugar, Isboset, o hacmonita23,8 Ou: Iocheb-Bachebet, o taquemonita., chefe do grupo dos três heróis, também conhecido por Adino, o esnita, e que empunhou a lança e matou oitocentos inimigos de uma só vez.

9Em segundo lugar, Eleazar, filho de Dodo, neto de um homem de Aoa. Era um dos três guerreiros que acompanhavam David, quando desafiaram os filisteus, que se tinham agrupado para os combater. O exército de Israel pôs-se em fuga, 10mas Eleazar manteve-se em campo e matou os filisteus até que a sua mão se cansou de tanto manejar a espada. O Senhor concedeu, naquele dia, uma grande vitória a Israel. Os soldados que tinham fugido, regressaram para junto de Eleazar, mas somente para recolher os despojos.

11Em terceiro lugar temos Chamá, filho de Agué, natural de Harar. Quando os filisteus se agruparam em Laí, perto de um campo de lentilhas, o exército de Israel pôs-se em fuga diante deles, 12mas Chamá colocou-se no meio do campo, defendeu-o e derrotou os filisteus. O Senhor concedeu-lhe uma grande vitória.

13Um dia, no tempo das ceifas, três valentes do «grupo dos trinta» foram ter com David na caverna de Adulam, porque um batalhão de filisteus tinha acampado no vale de Refaim. 14David encontrava-se escondido no seu refúgio fortificado e um grupo de filisteus ocupava Belém. 15David manifestou o seguinte desejo: «Quem me dera beber da água da cisterna que está à entrada de Belém?» 16Então os três valentes penetraram no acampamento dos filisteus, tiraram a água da cisterna, que ficava junto da porta de Belém, e levaram-na a David. Mas em vez de a beber, David ofereceu-a ao Senhor derramando-a por terra 17e disse: «Ó Senhor, eu não tenho o direito de beber esta água! Não é ela igual ao sangue destes valentes que a foram buscar com o risco da própria vida?» E recusou-se a bebê-la.

Foi este um feito heroico destes três valentes.

18Em quarto lugar aparece Abisai, irmão de Joab e filho de Seruia, chefe do «grupo dos trinta». Foi ele que um dia empunhou a sua lança contra trezentos inimigos, matando-os a todos e ganhando desta forma muita fama entre o «grupo dos trinta». 19Ele era o mais célebre entre os trinta, e até chegou a ser o seu chefe, mas não pôde rivalizar com o «grupo dos três».

20Em quinto lugar temos Benaías, natural de Cabecel, filho de Joiadá e neto dum valente guerreiro, rico em façanhas. Foi ele que matou os dois moabitas de Ariel e foi ele também que, num dia de neve, desceu a uma cisterna para matar um leão. 21Foi ele ainda que matou um egípcio de forte estatura, que estava armado com uma lança. Benaías atacou-o com um simples bastão, arrancou-lhe a lança das mãos e matou-o com ela. 22Tais foram as façanhas de Benaías, filho de Joiadá e que ganhou, por isso, uma grande fama no grupo dos trinta valentes. 23Foi um dos mais célebres entre o «grupo dos trinta», mas não pôde rivalizar com o «grupo dos três». E David colocou-o no comando da sua guarda pessoal.

24Do «grupo dos trinta» faziam ainda parte: Assael, irmão de Joab, Elanan, filho de Dodo, natural de Belém; 25Chamá, natural de Harod; Elica, também natural de Harod; 26Heles, natural de Pelet; Ira, filho de Iqués, natural de Técoa; 27Abiézer, natural de Anatot; Mebunai, natural de Hucha; 28Salmon, natural de Aoa; Marai, natural de Netofa; 29Heleb, filho de Baaná, natural também de Netofa; Itai, filho de Ribai, natural de Guibeá, no território de Benjamim; 30Benaías, natural de Piraton; Hidai, das torrentes de Gaás; 31Abialbon natural de Arabá; Azemavet, natural de Baurim; 32Eliaba, natural de Chalbon, um dos filhos de Jassen; Jónatas; 33Chamá, natural de Harar; Aiam, filho de Sacar, natural de Harar; 34Elifelet, filho de Assebai, neto dum homem de Macá; Eliam, filho de Aitofel, natural de Guilo; 35Hesro, natural de Carmelo; Parai, natural de Arab; 36Jigal, filho de Natan, natural de Sobá; Bani, da tribo de Gad; 37Sélec, o amonita; Narai, natural de Berot, escudeiro de Joab, filho de Seruia; 38Ira, da família de Jéter; Gareb, também da família de Jéter; 39e Urias, o hitita. Ao todo eram trinta e sete.

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David manda fazer um recenseamento

241Um dia a cólera do Senhor voltou-se uma vez mais contra os israelitas, deixando que David agisse contra os interesses do povo, fazendo um recenseamento dos israelitas e dos judeus. 2O rei disse a Joab, comandante do exército, que estava junto dele: «Percorre todo o território de Israel, desde Dan, no norte, até Bercheba, no sul, e faz com que toda a gente seja recenseada, pois eu quero saber o seu número.» 3Joab respondeu ao rei: «Desejo, ó rei, que o Senhor, teu Deus, multiplique o povo cem vezes mais, e que os teus olhos o possam ver! Mas por que é que o meu senhor e rei pretende fazer semelhante coisa?»

4Mas a ordem do rei impôs-se a Joab e aos oficiais superiores do exército, de modo que Joab e os oficiais tiveram que a cumprir. Por isso, saíram de junto do rei e foram recensear o povo. 5Passaram o Jordão e começaram pela cidade de Aroer e pela cidade situada no meio do vale. Depois atravessaram a tribo de Gad em direção de Jazer. 6Continuaram pelo território de Guilead, pelo país dos hititas, em Cadés. Chegaram a Dan e continuaram a volta até chegarem a Sídon. 7Continuaram pela cidade fortificada de Tiro e por todas as cidades que tinham pertencido aos heveus e aos cananeus. Depois seguiram em direção do sul de Judá até Bercheba. 8Percorreram, assim, todo o país e voltaram a Jerusalém ao cabo de nove meses e vinte dias. 9Joab apresentou ao rei o resultado do recenseamento do povo: oitocentos mil soldados em Israel, prontos para a guerra, e em Judá quinhentos mil soldados.

Deus castiga a falta de David

10Logo após o recenseamento, David sentiu remorsos por o ter mandado fazer e confessou diante do Senhor: «Cometi um grande pecado ao fazer isto. Reconheço que agi como um insensato! Mas Senhor, perdoa este pecado ao teu servo

11No dia seguinte, quando David se levantou, ficou a saber que o Senhor tinha falado ao profeta Gad, conselheiro de David, nestes termos: 12«Vai dizer a David que o Senhor lhe comunica o seguinte: “Dou-te a escolher entre três castigos. Escolhe o que quiseres, que é esse que eu cumprirei.”» 13Gad foi ter com ele e comunicou-lhe a mensagem de Deus e perguntou-lhe: «O que é que preferes: sete anos de fome para todo o teu povo, ou três meses a fugir diante dos teus inimigos, que te vão perseguir, ou três dias de peste em todo o país? Pensa bem e diz-me o que escolhes, para eu responder a quem me enviou.» 14David respondeu: «Encontro-me num grande dilema! Mas antes quero cair nas mãos do Senhor do que nas dos homens, porque a misericórdia do Senhor é grande!»

15O Senhor enviou então uma epidemia de peste sobre Israel, que durou desde aquela manhã até ao tempo marcado. E morreram setenta mil pessoas desde Dan, no norte, até Bercheba, no sul.

16Quando o anjo do Senhor, com a mão estendida sobre Jerusalém, estava pronto para exterminar os habitantes, o Senhor renunciou a continuar com o castigo e disse ao anjo destruidor: «Basta! Retira a tua mão!» O anjo do Senhor estava junto da eira de Aravená, descendente dos jebuseus.

17Quando David viu que o anjo do Senhor estava pronto para castigar o povo, disse ao Senhor: «Sou eu o culpado! Eu é que pequei! Esta pobre gente não fez mal algum. Eu e a minha família é que devemos ser castigados!»

David constrói um altar ao Senhor

18Naquele mesmo dia Gad foi ter com David e disse-lhe: «Sobe à eira do jebuseu Aravená e levanta ali um altar ao Senhor19E David pôs-se a caminho, como o Senhor lhe tinha ordenado por intermédio de Gad.

20Aravená viu, do alto, o rei e os seus oficiais que iam ao seu encontro. Adiantou-se, inclinou-se respeitosamente por terra diante do rei, 21e perguntou-lhe: «A que devo a visita do meu senhor e rei?» O rei respondeu-lhe: «Quero que me vendas este lugar, para eu construir aqui um altar ao Senhor e para assim poder acabar a peste que aflige o povo.» 22Aravená disse a David: «O rei pode ficar com o terreno para oferecer ao Senhor o sacrifício que melhor lhe parecer. Ofereço também os meus bois para o sacrifício e ainda o carro e o jugo para servirem de lenha.»

23Aravená ofereceu tudo isto ao rei, e acabou por lhe dizer: «Que o Senhor, teu Deus, acolha com agrado o teu sacrifício!» 24Mas o rei respondeu-lhe: «Não quero que me dês nada. Quero comprar e pagar. Não posso oferecer ao Senhor, meu Deus, sacrifícios que nada me custaram.» E David comprou a eira e os bois por cinquenta moedas de prata. 25Construiu ali um altar dedicado ao Senhor e sobre ele ofereceu holocaustos e sacrifícios de comunhão. Então o Senhor compadeceu-se daquela gente e acabou o flagelo que se tinha abatido sobre Israel.