a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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Introdução

11Este livro foi escrito por Baruc, filho de Néria, neto de Masseias e descendente de Sedecias, Hasadias e Hilquias. Foi escrito na Babilónia, 2no sétimo mês1,2 Provavelmente o quinto mês. Ver 2 Rs 25,8; Jr 52,12. do quinto ano depois que os caldeus conquistaram a cidade de Jerusalém e a incendiaram. 3Baruc leu este livro em voz alta para o rei de Judá, Jeconias, filho de Joaquim, e a todo o povo. 4Estavam lá todos os que moravam perto do rio Sud, na Babilónia, as autoridades, os príncipes, os anciãos e todo o povo, desde os mais humildes até aos mais importantes. 5Quando ouviram a leitura, todos começaram a chorar, a jejuar e a orar ao Senhor. 6Depois foi recolhida uma oferta, e cada um deu o que podia. 7E mandaram o dinheiro a Jerusalém, para ser entregue ao sacerdote Joaquim, filho de Hilquias e neto de Salom, e também aos sacerdotes e a todo o povo que estava com ele em Jerusalém. 8No dia dez do mês de Sivan, Baruc pegou nos objetos de prata que tinham sido trazidos do templo do Senhor para a Babilónia, a fim de os levar de volta para a terra de Judá. Estes eram os objetos que o rei de Judá, Sedecias, filho de Josias, tinha mandado fazer 9depois de Nabucodonosor, rei da Babilónia, ter trazido de Jerusalém para a Babilónia o rei Jeconias, as autoridades, os prisioneiros1,9 Uma versão antiga diz: artesãos. Ver Jr 24,1; 29,2. O texto grego diz: prisioneiros., as pessoas importantes e o povo da terra.

A carta para Jerusalém

10Juntamente com o dinheiro enviaram a seguinte carta: «Mandamo-vos este dinheiro para pagar as despesas dos sacrifícios que serão completamente queimados e dos sacrifícios para tirar pecados e também para comprar incenso. Preparem as ofertas de cereais e apresentem-nas no altar ao nosso Deus. 11Orem por Nabucodonosor, rei da Babilónia, e por Baltasar, seu filho, para que os seus dias sobre a terra sejam tantos como os dias que dure o céu. 12Assim o Senhor dar-nos-á forças e também luz para nos guiar, e viveremos protegidos por Nabucodonosor, rei da Babilónia, e por Baltasar, seu filho. Nós servi-los-emos por muito tempo, beneficiando dos seus favores. 13Orem também ao Senhor, nosso Deus, por nós, pois pecámos contra o Senhor, nosso Deus, e até hoje ele continua furioso e irado connosco. 14Leiam esta carta que vos enviamos e confessem os vossos pecados no templo, durante a festa das Tendas e também nos outros dias de festa.»

Confissão dos pecados do povo

15«E direis: “O Senhor, o nosso Deus, é justo, mas nós somos culpados. Até hoje todos nós estamos envergonhados, isto é, o povo de Judá e os moradores de Jerusalém, 16os nossos reis, as nossas autoridades, os nossos sacerdotes, os nossos profetas e os nossos antepassados também. 17Pecámos contra o Senhor, 18fomos desobedientes ao Senhor nosso Deus, não ouvimos a sua voz nem vivemos de acordo com os mandamentos que nos deu. 19Desde o dia em que o Senhor tirou os nossos antepassados do Egito até hoje, temo-nos revoltado contra o Senhor, nosso Deus, e fomos levianos, não ouvindo a sua voz. 20Por isso, até hoje estão a cair sobre nós desgraças e maldição, conforme o Senhor havia dito a Moisés, seu servo, quando tirou os nossos antepassados do Egito para nos dar uma terra onde corre leite e mel. 21E também nós não ouvimos a voz do Senhor, nosso Deus, anunciada pelos profetas que nos enviou. 22Pelo contrário, cada um de nós tem seguido as inclinações do seu próprio coração, servindo outros deuses e fazendo aquilo que o Senhor, o nosso Deus, detesta.”»

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Introdução e saudação

11Este livro contém a revelação de Jesus Cristo que ele recebeu de Deus, para a dar a conhecer aos seus servos. Trata-se de coisas que hão de acontecer brevemente e que Cristo deu a conhecer ao seu servo João por um anjo que lhe enviou.

2João atesta tudo quanto viu em relação à palavra e ao testemunho de Jesus Cristo. 3Feliz aquele que lê este livro e felizes os que ouvem estas palavras proféticas e guardam o que aqui está escrito1,3 O autor afirma que é preciso ler, ouvir e guardar estas palavras. A Sagrada Escritura foi escrita por causa desta triologia verbal: ler, ouvir e guardar. Quem assim fizer, será feliz., porque tudo isto há de acontecer em breve.

4Eu, João, dirijo-me às sete igrejas da província da Ásia1,4 As sete igrejas são enumeradas no v. 11.. Desejo-vos graça e paz da parte daquele que é, que era e que há de vir, e ainda da parte dos sete espíritos1,4 Sete Espíritos. O número sete simboliza a perfeição. Os sete espíritos simbolizam, portanto, a ação misteriosa de Deus na história dos homens. que estão diante do seu trono, 5e de Jesus Cristo, a testemunha fiel, o primeiro dos ressuscitados, o soberano dos reis da Terra.

Cristo ama-nos e pela sua morte libertou-nos dos nossos pecados. 6Ele fez de nós um reino de sacerdotes para Deus, seu Pai. A ele seja dada glória e o poder para todo o sempre. Ámen.

7Eis que ele vem com as nuvens.

Toda a gente o verá,

até mesmo os que o mataram.

Todos os povos da Terra se lamentarão por ele.

Assim há de ser! Ámen!

8Eu sou o Alfa e o Ómega1,8 Alfa e Ómega. Primeira e última letra do alfabeto grego (21,2; 22,13). A expressão significa: o Primeiro e o Último ou o Princípio e o Fim., diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.

Cristo revela-se a João

9Eu sou João, vosso irmão, e participo convosco nas mesmas perseguições no reino de Deus e na perseverança por Jesus. Encontrava-me na ilha de Patmos1,9 Patmos. Pequena ilha do mar Egeu para onde os romanos exilavam as pessoas que julgavam politicamente indesejadas. por ter proclamado a palavra de Deus e o testemunho de Jesus. 10O Espírito de Deus apoderou-se de mim, no dia do Senhor, e eu ouvi atrás de mim uma voz forte que parecia a voz duma trombeta. 11Dizia assim: «Escreve num livro aquilo que vais ver, e manda-o às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia.» 12Voltei-me para ver quem é que me falava e, ao voltar-me, vi sete castiçais de ouro1,12 Sete castiçais. Representam as sete igrejas a quem o autor escreveu. Ver 1,20.. 13E no meio dos castiçais estava alguém semelhante ao Filho do Homem vestido até aos pés com uma túnica comprida e uma faixa dourada à volta do peito. 14A sua cabeça e os seus cabelos eram brancos como a lã ou como a neve e os seus olhos eram ardentes como o fogo. 15Os seus pés brilhavam como bronze fundido na fornalha e a sua voz era como o ruído das grandes cascatas1,15 Para os v. 13–15, ver Dn 7,13; 10,5; 7,9; 10,6.. 16Na sua mão direita tinha sete estrelas; da sua boca saía uma espada de dois gumes muito afiada e o seu rosto brilhava como o sol do meio-dia.

17Quando o vi, caí aos seus pés como morto. Mas ele pôs a sua mão direita em cima de mim e disse: «Não tenhas medo! Eu sou o primeiro e o último1,17 Para os v. 16–17, ver Is 49,2; Hb 4,12; Is 44,6; 48,12.. 18Eu sou aquele que está vivo! Estive morto, mas agora vivo para sempre. Eu tenho poder sobre a morte e sobre o mundo dos mortos. 19Escreve pois aquilo que viste, o que está a acontecer agora e o que vai acontecer mais tarde. 20O significado das sete estrelas que viste na minha mão direita e dos sete castiçais de ouro é o seguinte: as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais são essas sete igrejas.»