a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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A grandeza de Mardoqueu

101[1] O rei Artaxerxes obrigou os moradores do seu reino, que se estendia por terra e mar, a pagarem impostos. 2[2] A história do seu poder e da sua coragem, da riqueza e da fama do seu reino está escrita no livro da história dos reis da Pérsia e da Média, para que nunca seja esquecida. 3[3] Mardoqueu agia em nome do rei Artaxerxes; ocupava uma alta posição no governo e era admirado pelos judeus. A sua maneira de viver fez com que todos os que eram da sua raça o estimassem.

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Mardoqueu recorda o seu sonho

4[1] Então Mardoqueu disse: «Foi Deus que fez com que tudo isto acontecesse. 5[2] Lembro-me do sonho que tive a respeito de todas estas coisas e nenhum dos seus detalhes deixou de ser cumprido: 6[3] A pequena fonte que se tornou em rio, a luz, o sol e a corrente de água. O rio representa Ester, com quem o rei se casou e a quem fez rainha. 7[4] Os dois dragões somos Haman e eu; 8[5] os povos são aqueles que se reuniram para acabar com os judeus; 9[6] o meu povo são os judeus que clamaram a Deus pedindo socorro e que foram salvos. O Senhor salvou o seu povo; o Senhor livrou-nos de todas essas desgraças. Deus fez grandes milagres e coisas maravilhosas que nunca se realizaram entre os pagãos. 10[7] Pois ele preparou duas sortes, uma para o seu povo e a outra para os pagãos. 11[8] Chegou o dia e a hora de tirar essas duas sortes; chegou o tempo de Deus julgar os pagãos. 12[9] Ele lembrou-se do seu povo, o povo que é da sua exclusiva propriedade, e decidiu a favor deles. 13[10] Portanto, todos os anos e para sempre, nos dias catorze e quinze do mês de Adar, o povo de Israel reunir-se-á na presença de Deus para comemorar esses dias com festas e banquetes.» 14[11] No quarto ano de Ptolomeu e de Cleópatra, Dositeu, que se dizia sacerdote da tribo de Levi, e seu filho Ptolomeu, trouxeram a presente carta de Purim, dizendo que era genuína, e que Lisímaco, filho de Ptolomeu, da comunidade de Jerusalém, a tinha trazido.

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Introdução e saudação

11Este livro contém a revelação de Jesus Cristo que ele recebeu de Deus, para a dar a conhecer aos seus servos. Trata-se de coisas que hão de acontecer brevemente e que Cristo deu a conhecer ao seu servo João por um anjo que lhe enviou.

2João atesta tudo quanto viu em relação à palavra e ao testemunho de Jesus Cristo. 3Feliz aquele que lê este livro e felizes os que ouvem estas palavras proféticas e guardam o que aqui está escrito1,3 O autor afirma que é preciso ler, ouvir e guardar estas palavras. A Sagrada Escritura foi escrita por causa desta triologia verbal: ler, ouvir e guardar. Quem assim fizer, será feliz., porque tudo isto há de acontecer em breve.

4Eu, João, dirijo-me às sete igrejas da província da Ásia1,4 As sete igrejas são enumeradas no v. 11.. Desejo-vos graça e paz da parte daquele que é, que era e que há de vir, e ainda da parte dos sete espíritos1,4 Sete Espíritos. O número sete simboliza a perfeição. Os sete espíritos simbolizam, portanto, a ação misteriosa de Deus na história dos homens. que estão diante do seu trono, 5e de Jesus Cristo, a testemunha fiel, o primeiro dos ressuscitados, o soberano dos reis da Terra.

Cristo ama-nos e pela sua morte libertou-nos dos nossos pecados. 6Ele fez de nós um reino de sacerdotes para Deus, seu Pai. A ele seja dada glória e o poder para todo o sempre. Ámen.

7Eis que ele vem com as nuvens.

Toda a gente o verá,

até mesmo os que o mataram.

Todos os povos da Terra se lamentarão por ele.

Assim há de ser! Ámen!

8Eu sou o Alfa e o Ómega1,8 Alfa e Ómega. Primeira e última letra do alfabeto grego (21,2; 22,13). A expressão significa: o Primeiro e o Último ou o Princípio e o Fim., diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.

Cristo revela-se a João

9Eu sou João, vosso irmão, e participo convosco nas mesmas perseguições no reino de Deus e na perseverança por Jesus. Encontrava-me na ilha de Patmos1,9 Patmos. Pequena ilha do mar Egeu para onde os romanos exilavam as pessoas que julgavam politicamente indesejadas. por ter proclamado a palavra de Deus e o testemunho de Jesus. 10O Espírito de Deus apoderou-se de mim, no dia do Senhor, e eu ouvi atrás de mim uma voz forte que parecia a voz duma trombeta. 11Dizia assim: «Escreve num livro aquilo que vais ver, e manda-o às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia.» 12Voltei-me para ver quem é que me falava e, ao voltar-me, vi sete castiçais de ouro1,12 Sete castiçais. Representam as sete igrejas a quem o autor escreveu. Ver 1,20.. 13E no meio dos castiçais estava alguém semelhante ao Filho do Homem vestido até aos pés com uma túnica comprida e uma faixa dourada à volta do peito. 14A sua cabeça e os seus cabelos eram brancos como a lã ou como a neve e os seus olhos eram ardentes como o fogo. 15Os seus pés brilhavam como bronze fundido na fornalha e a sua voz era como o ruído das grandes cascatas1,15 Para os v. 13–15, ver Dn 7,13; 10,5; 7,9; 10,6.. 16Na sua mão direita tinha sete estrelas; da sua boca saía uma espada de dois gumes muito afiada e o seu rosto brilhava como o sol do meio-dia.

17Quando o vi, caí aos seus pés como morto. Mas ele pôs a sua mão direita em cima de mim e disse: «Não tenhas medo! Eu sou o primeiro e o último1,17 Para os v. 16–17, ver Is 49,2; Hb 4,12; Is 44,6; 48,12.. 18Eu sou aquele que está vivo! Estive morto, mas agora vivo para sempre. Eu tenho poder sobre a morte e sobre o mundo dos mortos. 19Escreve pois aquilo que viste, o que está a acontecer agora e o que vai acontecer mais tarde. 20O significado das sete estrelas que viste na minha mão direita e dos sete castiçais de ouro é o seguinte: as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais são essas sete igrejas.»