a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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Ester é feita rainha

21[1] Depois disto, logo que a cólera do rei acalmou, Artaxerxes pensou em Vasti, no que ela tinha feito e na decisão que havia tomado contra ela. 2[2] Então vieram alguns dos seus funcionários e disseram-lhe: «Ó rei, manda buscar as mais lindas virgens do reino. 3[3] Nomeia funcionários em todas as províncias para escolherem as virgens mais lindas e as trazerem para o teu harém aqui em Susa, a capital. O eunuco responsável pelo harém real tomará conta delas. Receberão um tratamento de beleza e todas as outras coisas de que precisarem. 4[4] Então, ó rei, a jovem que mais te agradar ficará como rainha no lugar de Vasti.» O rei gostou da ideia e fez o que os seus funcionários lhe sugeriram. 5[5] Morava na cidade de Susa um judeu chamado Mardoqueu, filho de Jair, filho de Simei, filho de Quis, da tribo de Benjamim. 6[6] Ele era uma das pessoas que o rei Nabucodonosor, da Babilónia, tinha levado da cidade de Jerusalém como prisioneira. 7[7] Mardoqueu havia adotado uma menina chamada Ester, filha de Aminadab, que era seu tio paterno. Os pais dela tinham morrido e Mardoqueu tinha criado a menina, pensando casar-se com ela. Ester tornara-se uma jovem muito bonita. 8[8] Quando a ordem do rei foi proclamada, muitas jovens foram levadas para Susa, a capital, e entregues a Hegai, o chefe do harém do palácio para que cuidasse delas. Uma dessas jovens era Ester. 9[9] A jovem agradou-lhe e conquistou a sua simpatia. Imediatamente ele começou a providenciar-lhe tratamento de beleza e comida especiais. Arranjou sete das melhores empregadas do palácio para cuidarem de Ester e tratou muito bem dela e das suas empregadas. 10[10] Conforme Mardoqueu tinha mandado, Ester não disse nada a ninguém a respeito da sua raça ou da sua nacionalidade. 11[11] Todos os dias, Mardoqueu passeava pelo pátio do harém para saber o que estava a acontecer com Ester. 12[12] O tratamento de beleza das jovens durava um ano; durante seis meses eram usados perfumes de mirra e, no resto do ano, outros perfumes e produtos de beleza. Terminado o tratamento, cada jovem era levada ao rei. 13[13] Quando chegava a sua vez de ir do harém até ao palácio, a jovem podia levar tudo o que quisesse. 14[14] À tarde, ia ao palácio e na manhã seguinte ia para outro harém e era entregue a Hegai, o eunuco responsável pelas jovens do harém. Ela não se encontraria mais com o rei, a não ser que ele a mandasse chamar pelo nome. 15[15] Quanto a Ester, filha legítima de Aminadab, tio de Mardoqueu, quando chegou a sua vez de ser levada à presença do rei, nada pediu além do que tinha sugerido o eunuco real Hegai, responsável pelas mulheres. Mas alcançou a admiração de todos os que a viam. 16[16] Ester foi apresentada ao rei Artaxerxes no décimo segundo mês, o mês de Adar, no sétimo ano do seu reinado. 17[17] O rei apaixonou-se por Ester mais do que por todas as outras mulheres e, de todas as virgens, foi ela quem conquistou o seu favor e benevolência. Por isso, colocou o diadema real na sua cabeça. 18[18] Depois o rei ofereceu um banquete a todos os seus amigos e altas autoridades do reino, e festejou durante sete dias o seu casamento com Ester. Baixou também os impostos que todas as pessoas do seu reino deviam pagar.

Mardoqueu salva a vida do rei

19[19] Mardoqueu estava de serviço no palácio. 20[20] Mas Ester ainda não tinha dito a ninguém que era judia. Limitava-se a seguir o conselho que Mardoqueu lhe tinha dado, isto é, que devia temer a Deus e obedecer aos seus mandamentos, como tinha feito quando morava com ele. E assim Ester não mudou a sua maneira de agir. 21[21] Os dois eunucos que eram os chefes dos guarda-costas do rei não gostaram quando Mardoqueu foi promovido e começaram a fazer planos para matar Artaxerxes. 22[22] Mas Mardoqueu soube disso; foi contar tudo a Ester, e ela contou ao rei. 23[23] Este mandou que investigassem e interrogassem os dois eunucos, e depois ordenou que fossem enforcados. Em seguida, como uma homenagem a Mardoqueu, o rei ordenou que um relatório desse acontecimento fosse escrito e guardado nos arquivos reais, a fim de que não se esquecesse o que Mardoqueu havia feito.

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Introdução e saudação

11Este livro contém a revelação de Jesus Cristo que ele recebeu de Deus, para a dar a conhecer aos seus servos. Trata-se de coisas que hão de acontecer brevemente e que Cristo deu a conhecer ao seu servo João por um anjo que lhe enviou.

2João atesta tudo quanto viu em relação à palavra e ao testemunho de Jesus Cristo. 3Feliz aquele que lê este livro e felizes os que ouvem estas palavras proféticas e guardam o que aqui está escrito1,3 O autor afirma que é preciso ler, ouvir e guardar estas palavras. A Sagrada Escritura foi escrita por causa desta triologia verbal: ler, ouvir e guardar. Quem assim fizer, será feliz., porque tudo isto há de acontecer em breve.

4Eu, João, dirijo-me às sete igrejas da província da Ásia1,4 As sete igrejas são enumeradas no v. 11.. Desejo-vos graça e paz da parte daquele que é, que era e que há de vir, e ainda da parte dos sete espíritos1,4 Sete Espíritos. O número sete simboliza a perfeição. Os sete espíritos simbolizam, portanto, a ação misteriosa de Deus na história dos homens. que estão diante do seu trono, 5e de Jesus Cristo, a testemunha fiel, o primeiro dos ressuscitados, o soberano dos reis da Terra.

Cristo ama-nos e pela sua morte libertou-nos dos nossos pecados. 6Ele fez de nós um reino de sacerdotes para Deus, seu Pai. A ele seja dada glória e o poder para todo o sempre. Ámen.

7Eis que ele vem com as nuvens.

Toda a gente o verá,

até mesmo os que o mataram.

Todos os povos da Terra se lamentarão por ele.

Assim há de ser! Ámen!

8Eu sou o Alfa e o Ómega1,8 Alfa e Ómega. Primeira e última letra do alfabeto grego (21,2; 22,13). A expressão significa: o Primeiro e o Último ou o Princípio e o Fim., diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.

Cristo revela-se a João

9Eu sou João, vosso irmão, e participo convosco nas mesmas perseguições no reino de Deus e na perseverança por Jesus. Encontrava-me na ilha de Patmos1,9 Patmos. Pequena ilha do mar Egeu para onde os romanos exilavam as pessoas que julgavam politicamente indesejadas. por ter proclamado a palavra de Deus e o testemunho de Jesus. 10O Espírito de Deus apoderou-se de mim, no dia do Senhor, e eu ouvi atrás de mim uma voz forte que parecia a voz duma trombeta. 11Dizia assim: «Escreve num livro aquilo que vais ver, e manda-o às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia.» 12Voltei-me para ver quem é que me falava e, ao voltar-me, vi sete castiçais de ouro1,12 Sete castiçais. Representam as sete igrejas a quem o autor escreveu. Ver 1,20.. 13E no meio dos castiçais estava alguém semelhante ao Filho do Homem vestido até aos pés com uma túnica comprida e uma faixa dourada à volta do peito. 14A sua cabeça e os seus cabelos eram brancos como a lã ou como a neve e os seus olhos eram ardentes como o fogo. 15Os seus pés brilhavam como bronze fundido na fornalha e a sua voz era como o ruído das grandes cascatas1,15 Para os v. 13–15, ver Dn 7,13; 10,5; 7,9; 10,6.. 16Na sua mão direita tinha sete estrelas; da sua boca saía uma espada de dois gumes muito afiada e o seu rosto brilhava como o sol do meio-dia.

17Quando o vi, caí aos seus pés como morto. Mas ele pôs a sua mão direita em cima de mim e disse: «Não tenhas medo! Eu sou o primeiro e o último1,17 Para os v. 16–17, ver Is 49,2; Hb 4,12; Is 44,6; 48,12.. 18Eu sou aquele que está vivo! Estive morto, mas agora vivo para sempre. Eu tenho poder sobre a morte e sobre o mundo dos mortos. 19Escreve pois aquilo que viste, o que está a acontecer agora e o que vai acontecer mais tarde. 20O significado das sete estrelas que viste na minha mão direita e dos sete castiçais de ouro é o seguinte: as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais são essas sete igrejas.»