a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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A conversa de Ester com o rei

51[1] No terceiro dia, Ester tirou as roupas de luto e vestiu de novo as vestes reaisD,1 No texto grego, o capítulo D relata, com detalhe, o que encontramos no capítulo 5,1–2 do texto hebraico de Ester.. 2[2] Assim, em toda a sua beleza de rainha, orou ao seu Deus e salvador, aquele que vê todas as coisas. Depois chamou as suas duas empregadas e saiu com elas, apoiando-se levemente no braço de uma delas; a outra vinha atrás, segurando a cauda do seu vestido. 3[3] Estava mais bela do que nunca, de face rosada e com um sorriso que lhe dava um ar de apaixonada, mas o seu coração estava cheio de medo. 4[4] Passou por todas as portas do palácio até chegar ao lugar onde o rei se encontrava. Ele estava sentado no trono real, vestindo a sua bonita capa de rei, toda coberta de ouro e de pedras preciosas. O seu aspeto era impressionante. 5[5] Quando ele viu Ester, o brilho invulgar do seu rosto transformou-se imediatamente em olhar de raiva. Ela ficou pálida e desmaiou. Quando ia a cair, encostou a cabeça no ombro da empregada que estava com ela. 6[6] Deus mudou o coração do rei e fez com que ele ficasse com pena de Ester. Aflito, levantou-se depressa do trono e segurou-a nos braços, até que ela conseguiu ficar de pé. Tratou de sossegá-la com palavras carinhosas e perguntou: 7[7] «O que foi, Ester? Eu sou o teu marido; não fiques com medo. Não vais morrer. A nossa ordem só vale para as pessoas comuns. Vem cá!» 8[8] Então pegou no seu cetro de ouro e encostou-o ao pescoço de Ester. Depois beijou-a e perguntou: «O que é que queres?» 9[9] Ela respondeu: «Quando eu te vi, ó rei, parecia que estava a ver um anjo de Deus. A tua glória é tão grande, que o meu coração quase parou de medo. Tu és maravilhoso e o teu rosto é lindo!» 10[10] Quando ainda estava a falar, Ester desmaiou de novo. O rei ficou preocupado e todos os funcionários do palácio procuraram fazê-la voltar a si.

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11[3] O rei perguntou-lhe5,11 No texto grego, o capítulo D toma o lugar de 5,1–2 do texto hebraico de Ester.: «Ester, o que é que queres? Pede o que quiseres que eu te darei, mesmo que seja a metade do meu reino.» 12[4] Ester respondeu: «Hoje é um dia especial para mim. Por isso, se for do teu agrado, gostaria de te convidar, a ti e a Haman, para um banquete que vou preparar.» 13[5] O rei ordenou: «Digam a Haman que venha depressa, para que possamos responder ao convite de Ester.» Assim o rei e Haman foram ao banquete para o qual Ester os tinha convidado. 14[6] Quando estavam a beber vinho, o rei perguntou a Ester: «O que está a acontecer, rainha Ester? Tudo o que pedires eu te darei.» 15[7] Ester respondeu: «O que eu quero e o que eu peço é o seguinte: 16[8] Se puder abusar da bondade do rei, gostaria de convidar o meu senhor e Haman para outro banquete que vou preparar amanhã para os dois. Então direi o que quero.»

O plano de Haman contra Mardoqueu

17[9] Haman estava alegre e feliz da vida quando se despediu do rei. Mas quando chegou ao palácio e viu o judeu Mardoqueu, Haman ficou furioso. 18[10] Foi logo para casa e mandou chamar os seus amigos e também Zeres, sua mulher. 19[11] Então Haman começou a falar da sua riqueza e da honra que o rei lhe tinha dado ao colocá-lo na mais alta posição do reino. 20[12] E continuou: «Além de tudo isso, eu fui a única pessoa que a rainha convidou para ir com o rei ao banquete que ela lhe preparou. E também me pediu que amanhã fosse com ele a outro banquete. 21[13] Mas tudo isto não me vale de nada enquanto eu continuar a ver Mardoqueu, aquele judeu, no palácio.» 22[14] Então a sua mulher e todos os amigos deram a seguinte sugestão: «Manda fazer uma forca de uns vinte metros de altura e amanhã de manhã pede ao rei que mande enforcar Mardoqueu nela. Então poderás ir com o rei ao banquete e divertires-te à vontade.»

Haman gostou da ideia e mandou construir a forca.

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Introdução e saudação

11Este livro contém a revelação de Jesus Cristo que ele recebeu de Deus, para a dar a conhecer aos seus servos. Trata-se de coisas que hão de acontecer brevemente e que Cristo deu a conhecer ao seu servo João por um anjo que lhe enviou.

2João atesta tudo quanto viu em relação à palavra e ao testemunho de Jesus Cristo. 3Feliz aquele que lê este livro e felizes os que ouvem estas palavras proféticas e guardam o que aqui está escrito1,3 O autor afirma que é preciso ler, ouvir e guardar estas palavras. A Sagrada Escritura foi escrita por causa desta triologia verbal: ler, ouvir e guardar. Quem assim fizer, será feliz., porque tudo isto há de acontecer em breve.

4Eu, João, dirijo-me às sete igrejas da província da Ásia1,4 As sete igrejas são enumeradas no v. 11.. Desejo-vos graça e paz da parte daquele que é, que era e que há de vir, e ainda da parte dos sete espíritos1,4 Sete Espíritos. O número sete simboliza a perfeição. Os sete espíritos simbolizam, portanto, a ação misteriosa de Deus na história dos homens. que estão diante do seu trono, 5e de Jesus Cristo, a testemunha fiel, o primeiro dos ressuscitados, o soberano dos reis da Terra.

Cristo ama-nos e pela sua morte libertou-nos dos nossos pecados. 6Ele fez de nós um reino de sacerdotes para Deus, seu Pai. A ele seja dada glória e o poder para todo o sempre. Ámen.

7Eis que ele vem com as nuvens.

Toda a gente o verá,

até mesmo os que o mataram.

Todos os povos da Terra se lamentarão por ele.

Assim há de ser! Ámen!

8Eu sou o Alfa e o Ómega1,8 Alfa e Ómega. Primeira e última letra do alfabeto grego (21,2; 22,13). A expressão significa: o Primeiro e o Último ou o Princípio e o Fim., diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.

Cristo revela-se a João

9Eu sou João, vosso irmão, e participo convosco nas mesmas perseguições no reino de Deus e na perseverança por Jesus. Encontrava-me na ilha de Patmos1,9 Patmos. Pequena ilha do mar Egeu para onde os romanos exilavam as pessoas que julgavam politicamente indesejadas. por ter proclamado a palavra de Deus e o testemunho de Jesus. 10O Espírito de Deus apoderou-se de mim, no dia do Senhor, e eu ouvi atrás de mim uma voz forte que parecia a voz duma trombeta. 11Dizia assim: «Escreve num livro aquilo que vais ver, e manda-o às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia.» 12Voltei-me para ver quem é que me falava e, ao voltar-me, vi sete castiçais de ouro1,12 Sete castiçais. Representam as sete igrejas a quem o autor escreveu. Ver 1,20.. 13E no meio dos castiçais estava alguém semelhante ao Filho do Homem vestido até aos pés com uma túnica comprida e uma faixa dourada à volta do peito. 14A sua cabeça e os seus cabelos eram brancos como a lã ou como a neve e os seus olhos eram ardentes como o fogo. 15Os seus pés brilhavam como bronze fundido na fornalha e a sua voz era como o ruído das grandes cascatas1,15 Para os v. 13–15, ver Dn 7,13; 10,5; 7,9; 10,6.. 16Na sua mão direita tinha sete estrelas; da sua boca saía uma espada de dois gumes muito afiada e o seu rosto brilhava como o sol do meio-dia.

17Quando o vi, caí aos seus pés como morto. Mas ele pôs a sua mão direita em cima de mim e disse: «Não tenhas medo! Eu sou o primeiro e o último1,17 Para os v. 16–17, ver Is 49,2; Hb 4,12; Is 44,6; 48,12.. 18Eu sou aquele que está vivo! Estive morto, mas agora vivo para sempre. Eu tenho poder sobre a morte e sobre o mundo dos mortos. 19Escreve pois aquilo que viste, o que está a acontecer agora e o que vai acontecer mais tarde. 20O significado das sete estrelas que viste na minha mão direita e dos sete castiçais de ouro é o seguinte: as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais são essas sete igrejas.»