a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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A vitória de Mardoqueu

61[1] Naquela mesma noite o Senhor fez com que o rei perdesse o sono. Então ele pediu ao seu conselheiro que lhe trouxesse o livro em que estavam escritas as memórias de eventos notáveis e lho lesse. 2[2] O conselheiro trouxe o livro e leu o relatório a respeito de Mardoqueu, que contava como ele tinha alertado o rei para os dois eunucos que estavam de guarda e tinham planeado matá-lo. 3[3] Então o rei perguntou: «Que homenagem fizemos e que prémios demos a Mardoqueu por ter feito isso?» Os funcionários do palácio responderam: «Não se deu nada.» 4[4] Justamente quando o rei estava a perguntar a respeito do bom serviço que Mardoqueu lhe tinha prestado, Haman entrou no pátio do palácio. O rei perguntou: «Quem está no pátio?» Pois Haman tinha vindo, a fim de pedir ao rei que mandasse enforcar Mardoqueu na forca que ele próprio tinha mandado construir. 5[5] Os funcionários responderam: «É Haman que está no pátio.» «Mandem que entre», ordenou o rei. 6[6] Então perguntou a Haman: «Eu quero prestar homenagem a um certo homem. Diz-me o que devo fazer por ele.» Haman pensou assim: «Quem será esse homem a quem o rei quer prestar homenagens? É claro que sou eu!» 7[7] Então disse ao rei: «Se queres prestar homenagem a um homem, 8[8] ordena aos teus servidores que tragam a capa de linho que costumas usar e o cavalo que montas. 9[9] Manda vestir a capa a esse homem, a quem amas, e ordena que ele monte o teu cavalo. Depois diz a um amigo teu, a um dos nobres, que o leve pela praça da cidade a anunciar em voz alta: “É assim que se trata o homem a quem o rei quer honrar!”» 10[10] O rei disse a Haman: «Tudo o que acabas de dizer faz com o judeu Mardoqueu, um dos funcionários do palácio. Não deixes de fazer nenhuma das coisas que falaste.» 11[11] Então Haman foi e tomou a capa e o cavalo do rei. Vestiu a capa a Mardoqueu e fez com que montasse o cavalo. Depois levou-o pela praça da cidade, anunciando em voz alta: «É assim que se trata o homem a quem o rei quer honrar!» 12[12] Depois Mardoqueu voltou para o palácio, enquanto que Haman voltou para casa, triste e a esconder o rosto. 13[13] Quando contou a Zeres, sua mulher, e aos amigos tudo o que lhe tinha acontecido, os amigos e a mulher disseram-lhe: «Tu já começaste a perder a luta com Mardoqueu. Ele é judeu e de modo nenhum o vais vencer. Vais perder, certamente, pois o Deus vivo está com ele.» 14[14] Eles ainda estavam a falar quando os eunucos chegaram e, no mesmo instante, levaram Haman para o banquete que Ester tinha preparado.

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Introdução e saudação

11Este livro contém a revelação de Jesus Cristo que ele recebeu de Deus, para a dar a conhecer aos seus servos. Trata-se de coisas que hão de acontecer brevemente e que Cristo deu a conhecer ao seu servo João por um anjo que lhe enviou.

2João atesta tudo quanto viu em relação à palavra e ao testemunho de Jesus Cristo. 3Feliz aquele que lê este livro e felizes os que ouvem estas palavras proféticas e guardam o que aqui está escrito1,3 O autor afirma que é preciso ler, ouvir e guardar estas palavras. A Sagrada Escritura foi escrita por causa desta triologia verbal: ler, ouvir e guardar. Quem assim fizer, será feliz., porque tudo isto há de acontecer em breve.

4Eu, João, dirijo-me às sete igrejas da província da Ásia1,4 As sete igrejas são enumeradas no v. 11.. Desejo-vos graça e paz da parte daquele que é, que era e que há de vir, e ainda da parte dos sete espíritos1,4 Sete Espíritos. O número sete simboliza a perfeição. Os sete espíritos simbolizam, portanto, a ação misteriosa de Deus na história dos homens. que estão diante do seu trono, 5e de Jesus Cristo, a testemunha fiel, o primeiro dos ressuscitados, o soberano dos reis da Terra.

Cristo ama-nos e pela sua morte libertou-nos dos nossos pecados. 6Ele fez de nós um reino de sacerdotes para Deus, seu Pai. A ele seja dada glória e o poder para todo o sempre. Ámen.

7Eis que ele vem com as nuvens.

Toda a gente o verá,

até mesmo os que o mataram.

Todos os povos da Terra se lamentarão por ele.

Assim há de ser! Ámen!

8Eu sou o Alfa e o Ómega1,8 Alfa e Ómega. Primeira e última letra do alfabeto grego (21,2; 22,13). A expressão significa: o Primeiro e o Último ou o Princípio e o Fim., diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.

Cristo revela-se a João

9Eu sou João, vosso irmão, e participo convosco nas mesmas perseguições no reino de Deus e na perseverança por Jesus. Encontrava-me na ilha de Patmos1,9 Patmos. Pequena ilha do mar Egeu para onde os romanos exilavam as pessoas que julgavam politicamente indesejadas. por ter proclamado a palavra de Deus e o testemunho de Jesus. 10O Espírito de Deus apoderou-se de mim, no dia do Senhor, e eu ouvi atrás de mim uma voz forte que parecia a voz duma trombeta. 11Dizia assim: «Escreve num livro aquilo que vais ver, e manda-o às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia.» 12Voltei-me para ver quem é que me falava e, ao voltar-me, vi sete castiçais de ouro1,12 Sete castiçais. Representam as sete igrejas a quem o autor escreveu. Ver 1,20.. 13E no meio dos castiçais estava alguém semelhante ao Filho do Homem vestido até aos pés com uma túnica comprida e uma faixa dourada à volta do peito. 14A sua cabeça e os seus cabelos eram brancos como a lã ou como a neve e os seus olhos eram ardentes como o fogo. 15Os seus pés brilhavam como bronze fundido na fornalha e a sua voz era como o ruído das grandes cascatas1,15 Para os v. 13–15, ver Dn 7,13; 10,5; 7,9; 10,6.. 16Na sua mão direita tinha sete estrelas; da sua boca saía uma espada de dois gumes muito afiada e o seu rosto brilhava como o sol do meio-dia.

17Quando o vi, caí aos seus pés como morto. Mas ele pôs a sua mão direita em cima de mim e disse: «Não tenhas medo! Eu sou o primeiro e o último1,17 Para os v. 16–17, ver Is 49,2; Hb 4,12; Is 44,6; 48,12.. 18Eu sou aquele que está vivo! Estive morto, mas agora vivo para sempre. Eu tenho poder sobre a morte e sobre o mundo dos mortos. 19Escreve pois aquilo que viste, o que está a acontecer agora e o que vai acontecer mais tarde. 20O significado das sete estrelas que viste na minha mão direita e dos sete castiçais de ouro é o seguinte: as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais são essas sete igrejas.»