a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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Haman é morto

71[1] O rei e Haman foram ao segundo banquete oferecido pela rainha. 2[2] Enquanto bebiam vinho, de novo o rei perguntou a Ester: «O que está a acontecer, rainha Ester? O que desejas? Pede o que quiseres que eu te darei, mesmo que seja metade do meu reino.» 3[3] Ela respondeu: «Se eu puder abusar da bondade do rei, a única coisa que quero é que salves a minha vida e a vida do meu povo. 4[4] Pois eu e o meu povo fomos vendidos para sermos escravos; tudo o que é nosso será roubado, e nós seremos mortos. Nós e os nossos filhos e filhas seremos escravos e escravas. Até agora eu não disse nada, mas é uma desgraça que um homem assim tão mau trabalhe no palácio real!» 5[5] O rei perguntou: «E quem é o homem que tem o atrevimento de fazer uma coisa destas?» 6[6] «Esse homem perverso é o nosso inimigo Haman!», respondeu Ester. Cheio de medo, Haman ficou a olhar para o rei e para a rainha. 7[7] O rei saiu da sala do banquete e foi para o jardim. E Haman, vendo que estava a correr perigo, começou a pedir à rainha que lhe salvasse a vida. 8[8] Para implorar misericórdia, deixou-se cair no divã onde estava Ester. Mas nesse preciso momento, o rei voltou do jardim e, ao vê-lo nessa posição, disse: «Será que ele pretende desonrar a rainha aqui no meu palácio?» Ao ouvir isso, Haman virou as costas, cheio de medo. 9[9] Bugatã, um dos eunucos disse ao rei: «Há uma forca que Haman mandou construir para enforcar Mardoqueu, o homem que contou ao rei o plano da conspiração. A forca fica perto da casa de Haman e mede uns vinte metros de altura.» «Enforquem-no nela», ordenou o rei. 10[10] Então enforcaram Haman na forca que ele próprio tinha mandado construir para enforcar Mardoqueu. E com isso, a raiva do rei acalmou-se.

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Introdução e saudação

11Este livro contém a revelação de Jesus Cristo que ele recebeu de Deus, para a dar a conhecer aos seus servos. Trata-se de coisas que hão de acontecer brevemente e que Cristo deu a conhecer ao seu servo João por um anjo que lhe enviou.

2João atesta tudo quanto viu em relação à palavra e ao testemunho de Jesus Cristo. 3Feliz aquele que lê este livro e felizes os que ouvem estas palavras proféticas e guardam o que aqui está escrito1,3 O autor afirma que é preciso ler, ouvir e guardar estas palavras. A Sagrada Escritura foi escrita por causa desta triologia verbal: ler, ouvir e guardar. Quem assim fizer, será feliz., porque tudo isto há de acontecer em breve.

4Eu, João, dirijo-me às sete igrejas da província da Ásia1,4 As sete igrejas são enumeradas no v. 11.. Desejo-vos graça e paz da parte daquele que é, que era e que há de vir, e ainda da parte dos sete espíritos1,4 Sete Espíritos. O número sete simboliza a perfeição. Os sete espíritos simbolizam, portanto, a ação misteriosa de Deus na história dos homens. que estão diante do seu trono, 5e de Jesus Cristo, a testemunha fiel, o primeiro dos ressuscitados, o soberano dos reis da Terra.

Cristo ama-nos e pela sua morte libertou-nos dos nossos pecados. 6Ele fez de nós um reino de sacerdotes para Deus, seu Pai. A ele seja dada glória e o poder para todo o sempre. Ámen.

7Eis que ele vem com as nuvens.

Toda a gente o verá,

até mesmo os que o mataram.

Todos os povos da Terra se lamentarão por ele.

Assim há de ser! Ámen!

8Eu sou o Alfa e o Ómega1,8 Alfa e Ómega. Primeira e última letra do alfabeto grego (21,2; 22,13). A expressão significa: o Primeiro e o Último ou o Princípio e o Fim., diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.

Cristo revela-se a João

9Eu sou João, vosso irmão, e participo convosco nas mesmas perseguições no reino de Deus e na perseverança por Jesus. Encontrava-me na ilha de Patmos1,9 Patmos. Pequena ilha do mar Egeu para onde os romanos exilavam as pessoas que julgavam politicamente indesejadas. por ter proclamado a palavra de Deus e o testemunho de Jesus. 10O Espírito de Deus apoderou-se de mim, no dia do Senhor, e eu ouvi atrás de mim uma voz forte que parecia a voz duma trombeta. 11Dizia assim: «Escreve num livro aquilo que vais ver, e manda-o às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia.» 12Voltei-me para ver quem é que me falava e, ao voltar-me, vi sete castiçais de ouro1,12 Sete castiçais. Representam as sete igrejas a quem o autor escreveu. Ver 1,20.. 13E no meio dos castiçais estava alguém semelhante ao Filho do Homem vestido até aos pés com uma túnica comprida e uma faixa dourada à volta do peito. 14A sua cabeça e os seus cabelos eram brancos como a lã ou como a neve e os seus olhos eram ardentes como o fogo. 15Os seus pés brilhavam como bronze fundido na fornalha e a sua voz era como o ruído das grandes cascatas1,15 Para os v. 13–15, ver Dn 7,13; 10,5; 7,9; 10,6.. 16Na sua mão direita tinha sete estrelas; da sua boca saía uma espada de dois gumes muito afiada e o seu rosto brilhava como o sol do meio-dia.

17Quando o vi, caí aos seus pés como morto. Mas ele pôs a sua mão direita em cima de mim e disse: «Não tenhas medo! Eu sou o primeiro e o último1,17 Para os v. 16–17, ver Is 49,2; Hb 4,12; Is 44,6; 48,12.. 18Eu sou aquele que está vivo! Estive morto, mas agora vivo para sempre. Eu tenho poder sobre a morte e sobre o mundo dos mortos. 19Escreve pois aquilo que viste, o que está a acontecer agora e o que vai acontecer mais tarde. 20O significado das sete estrelas que viste na minha mão direita e dos sete castiçais de ouro é o seguinte: as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais são essas sete igrejas.»