a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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Os judeus matam os seus inimigos

91[1] No dia treze do décimo segundo mês, o mês de Adar, foi entregue o decreto do rei. 2[2] Naquele dia os inimigos dos judeus foram mortos. Ninguém podia resistir aos judeus, pois todos estavam com medo deles. 3[3] Os governadores das províncias, os administradores e os secretários do rei estavam com medo de Mardoqueu e por isso tratavam os judeus com respeito. 4[4] O decreto do rei havia espalhado a fama de Mardoqueu por todo o reino. 5[5] [Os judeus mataram à espada todos os seus inimigos; fizeram com eles o que queriam e destruíram-nos completamente9,5 Alguns manuscritos acrescentam este versículo..] 6[6] Em Susa, a capital, os judeus mataram quinhentos homens. 7[7] Fizeram igualmente perecer Parsanestan, Délfon e Pasga, 8[8] Pardata, Bareia e Sarbaca, 9[9] Marmásima, Arufeu, Arseu e Zabuteu, 10[10] os dez filhos do opressor dos judeus, Haman, filho de Hamedata e descendente de Hagague9,10 Em grego: Artaxerxes.. 11[11] Naquele mesmo dia, o rei foi informado do número das pessoas que tinham sido mortas em Susa. 12[12] Disse então a Ester: «Aqui em Susa os judeus mataram quinhentos homens. E nas províncias, quantos terão eles matado? Mas se ainda quiseres mais alguma coisa, eu ta darei.» 13[13] Ester respondeu: «Dá autorização aos judeus para fazerem amanhã o que fizeram hoje e manda pendurar em forcas os corpos dos dez filhos de Haman.» 14[14] O rei deixou que isso fosse feito e mandou entregar aos judeus de Susa os corpos dos dez filhos de Haman para serem pendurados em forcas. 15[15] No dia catorze do mês de Adar, os judeus de Susa reuniram-se e mataram mais trezentos homens, mas não ficaram com os bens deles. 16[16] Mataram quinze mil inimigos e assim livraram-se deles; mas não ficaram com os seus bens. Os outros judeus, espalhados pelas províncias do reino, reuniram-se para defenderem as suas vidas e se livrarem dos ataques dos seus inimigos. Mataram quinze mil pessoas9,16 O texto hebraico refere o número de 75 mil., mas não ficaram com os seus bens. Isto aconteceu no dia treze do mês de Adar. 17[17] No dia catorze, descansaram e comemoraram esse dia de descanso com banquetes e festas. 18[18] Os judeus de Susa reuniram-se também no dia catorze, mas não descansaram; comemoraram o dia quinze com banquetes e festas. 19[19] É por isso que, para os judeus que vivem espalhados pelas províncias, o dia catorze do mês de Adar é feriado, um dia de festas, em que mandam presentes uns aos outros. Mas para os judeus que moram nas grandes cidades, é o dia quinze de Adar que é feriado, um dia de festas em que mandam presentes uns aos outros.

A festa de Purim

20[20] Mardoqueu escreveu tudo isto e mandou cartas a todos os judeus que moravam no reino de Artaxerxes, tanto aos de perto como aos de longe. 21[21] Nas cartas, Mardoqueu mandou que eles comemorassem os dias catorze e quinze do mês de Adar. 22[22] Pois tinha sido nesses dias que os judeus se livraram dos seus inimigos, e tinha sido nesse mês, o mês de Adar, que o luto se transformou em festa e a tristeza se transformou em alegria. Mardoqueu mandou que o mês inteiro fosse feriado, com casamentos e festas, e que eles mandassem presentes aos amigos e aos pobres. 23[23] Os judeus aprovaram tudo o que Mardoqueu lhes tinha escrito. 24[24] Mardoqueu tinha contado como o macedónio Haman, filho de Hamedata, os tinha perseguido; como ele tinha decidido destruí-los e lançar-lhes o pur, ou a sorte, para os exterminar e acabar com eles; 25[25] e como ele tinha ido pedir ao rei que mandasse enforcar Mardoqueu. Todas as maldades que Haman tinha planeado contra os judeus caíram sobre si próprio; ele e os seus filhos foram enforcados. 26[26] Por causa das sortes que foram tiradas, esses dias são chamados Purim, pois na língua dos judeus a palavra purim9,26 Outra tradução: gritos. quer dizer sortes. Por causa de tudo o que foi escrito nessa carta — todo o sofrimento dos judeus, tudo o que tinha acontecido com eles — 27[27] Mardoqueu mandou que daí em diante houvesse essa festa, e os judeus concordaram com isso. Resolveram que eles, os seus descendentes e todos os que se convertessem ao judaísmo comemorariam, sem falta, esses dias, a fim de se lembrarem do que tinha acontecido. Fariam isso de geração em geração em todas as cidades, famílias e províncias. 28[28] Esses dias de Purim serão comemorados para sempre. Que nenhuma geração se esqueça deles! 29[29] A rainha Ester, filha de Aminadab, juntamente com o judeu Mardoqueu, escreveu tudo o que foi feito, confirmando assim a carta que Mardoqueu tinha escrito a respeito da festa de Purim. 30[30] Os dois ficaram responsáveis pela decisão de se começar a comemorar essa festa e arriscaram as suas vidas para realizarem o seu plano. 31[31] Com a sua ordem, Ester fez com que esta festa fosse comemorada para sempre, e todas estas coisas foram escritas num livro para não mais serem esquecidas.

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Introdução e saudação

11Este livro contém a revelação de Jesus Cristo que ele recebeu de Deus, para a dar a conhecer aos seus servos. Trata-se de coisas que hão de acontecer brevemente e que Cristo deu a conhecer ao seu servo João por um anjo que lhe enviou.

2João atesta tudo quanto viu em relação à palavra e ao testemunho de Jesus Cristo. 3Feliz aquele que lê este livro e felizes os que ouvem estas palavras proféticas e guardam o que aqui está escrito1,3 O autor afirma que é preciso ler, ouvir e guardar estas palavras. A Sagrada Escritura foi escrita por causa desta triologia verbal: ler, ouvir e guardar. Quem assim fizer, será feliz., porque tudo isto há de acontecer em breve.

4Eu, João, dirijo-me às sete igrejas da província da Ásia1,4 As sete igrejas são enumeradas no v. 11.. Desejo-vos graça e paz da parte daquele que é, que era e que há de vir, e ainda da parte dos sete espíritos1,4 Sete Espíritos. O número sete simboliza a perfeição. Os sete espíritos simbolizam, portanto, a ação misteriosa de Deus na história dos homens. que estão diante do seu trono, 5e de Jesus Cristo, a testemunha fiel, o primeiro dos ressuscitados, o soberano dos reis da Terra.

Cristo ama-nos e pela sua morte libertou-nos dos nossos pecados. 6Ele fez de nós um reino de sacerdotes para Deus, seu Pai. A ele seja dada glória e o poder para todo o sempre. Ámen.

7Eis que ele vem com as nuvens.

Toda a gente o verá,

até mesmo os que o mataram.

Todos os povos da Terra se lamentarão por ele.

Assim há de ser! Ámen!

8Eu sou o Alfa e o Ómega1,8 Alfa e Ómega. Primeira e última letra do alfabeto grego (21,2; 22,13). A expressão significa: o Primeiro e o Último ou o Princípio e o Fim., diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.

Cristo revela-se a João

9Eu sou João, vosso irmão, e participo convosco nas mesmas perseguições no reino de Deus e na perseverança por Jesus. Encontrava-me na ilha de Patmos1,9 Patmos. Pequena ilha do mar Egeu para onde os romanos exilavam as pessoas que julgavam politicamente indesejadas. por ter proclamado a palavra de Deus e o testemunho de Jesus. 10O Espírito de Deus apoderou-se de mim, no dia do Senhor, e eu ouvi atrás de mim uma voz forte que parecia a voz duma trombeta. 11Dizia assim: «Escreve num livro aquilo que vais ver, e manda-o às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia.» 12Voltei-me para ver quem é que me falava e, ao voltar-me, vi sete castiçais de ouro1,12 Sete castiçais. Representam as sete igrejas a quem o autor escreveu. Ver 1,20.. 13E no meio dos castiçais estava alguém semelhante ao Filho do Homem vestido até aos pés com uma túnica comprida e uma faixa dourada à volta do peito. 14A sua cabeça e os seus cabelos eram brancos como a lã ou como a neve e os seus olhos eram ardentes como o fogo. 15Os seus pés brilhavam como bronze fundido na fornalha e a sua voz era como o ruído das grandes cascatas1,15 Para os v. 13–15, ver Dn 7,13; 10,5; 7,9; 10,6.. 16Na sua mão direita tinha sete estrelas; da sua boca saía uma espada de dois gumes muito afiada e o seu rosto brilhava como o sol do meio-dia.

17Quando o vi, caí aos seus pés como morto. Mas ele pôs a sua mão direita em cima de mim e disse: «Não tenhas medo! Eu sou o primeiro e o último1,17 Para os v. 16–17, ver Is 49,2; Hb 4,12; Is 44,6; 48,12.. 18Eu sou aquele que está vivo! Estive morto, mas agora vivo para sempre. Eu tenho poder sobre a morte e sobre o mundo dos mortos. 19Escreve pois aquilo que viste, o que está a acontecer agora e o que vai acontecer mais tarde. 20O significado das sete estrelas que viste na minha mão direita e dos sete castiçais de ouro é o seguinte: as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais são essas sete igrejas.»