a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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Morte dos filhos mais velhos dos egípcios

111Então o Senhor disse a Moisés: «Enviarei ainda outra praga contra o faraó e contra o Egito. Depois disso, ele não só vos deixará sair daqui, mas até vos mandará embora. 2Dirás aos israelitas que, tanto os homens como as mulheres, deverão pedir cada um aos seus vizinhos objetos de ouro e de prata.»

3O Senhor fez com que os egípcios mostrassem boa vontade para com os israelitas. O próprio Moisés era uma pessoa muito respeitada no Egito, tanto pelos servidores do faraó como pelo povo em geral. 4Moisés disse: «Assim diz o Senhor: “A meio da noite, passarei por todo o Egito 5e o primeiro filho de todas as famílias egípcias morrerá, desde o filho do faraó, herdeiro do trono, até ao filho da escrava que mói a farinha. Morrerá também a primeira cria de todos os animais. 6Em todo o Egito haverá um grande clamor como nunca houve nem haverá. 7E, para que saibam que o Senhor faz distinção entre egípcios e israelitas, nem um cão ladrará contra os israelitas ou contra o seu gado. 8E todos os teus servidores aqui presentes virão ter comigo e me pedirão de joelhos: Sai daqui, tu e todo o povo que está contigo. Só depois disso é que eu partirei.”» E Moisés saiu muito irritado do palácio do faraó.

9O Senhor disse a Moisés: «O faraó não vos vai dar ouvidos, e assim as minhas maravilhas hão de multiplicar-se no Egito.» 10Moisés e Aarão realizaram todas essas maravilhas diante do faraó, mas o Senhor endureceu o coração do faraó, de modo que ele não deixou sair os israelitas do Egito.

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Instituição da Páscoa

121No Egito, o Senhor falou com Moisés e Aarão e disse-lhes: 2«Este mês será o vosso mês mais importante e o primeiro dos meses do ano. 3Digam a todo o povo de Israel o seguinte: No dia dez deste mês cada um de vós escolha um cordeiro por família, um por cada casa. 4Se a família for pequena para comer todo o cordeiro, então o chefe da família e o seu vizinho mais próximo comerão juntos, repartindo o cordeiro conforme o número de pessoas e a quantidade que cada um pode comer. 5O cordeiro não deverá ter defeitos, deve ser um macho de um ano; em vez de cordeiro, pode ser um cabrito. 6Deverão guardá-lo até ao dia catorze deste mês e, nesse dia, todos os israelitas o matarão, ao entardecer. 7Com o sangue do animal marquem as duas ombreiras e a verga da porta da casa onde o estiverem a comer. 8Nessa noite comerão a carne assada ao lume, com pão sem fermento e com plantas amargas. 9Não comam nem um só pedaço da sua carne crua ou cozida em água; apenas assada ao lume, mesmo a cabeça, as patas e as miudezas. 10Não devem deixar ficar nada para o dia seguinte; o que dele sobrar para o dia seguinte deve ser queimado. 11Quando comerem o cordeiro ou cabrito, deverão estar vestidos como se fossem viajar, ter os pés calçados e o cajado na mão e comer depressa, pois é a Páscoa do Senhor12,11 A Páscoa era a mais importante das festas judaicas.. 12Nessa noite, passarei por todo o Egito e farei morrer o primeiro filho de todas as famílias egípcias e a primeira cria de todos os seus animais e exercerei a minha justiça contra todos os deuses do Egito, porque eu sou o Senhor. 13O sangue há de servir-vos para assinalar as casas onde se encontram. Assim, quando eu vir o sangue, passarei adiante e nenhum de vós morrerá, quando eu ferir de morte os egípcios.

14Esse dia deverá ser entre vós recordado e celebrado com grande festa em honra do Senhor. Ficam obrigados a celebrá-lo para sempre, bem como os vossos descendentes. 15Durante sete dias, comerão pão sem fermento; portanto, não deverá haver fermento nas vossas casas, desde o primeiro dia. Todo aquele que comer pão com fermento, durante esses sete dias, será excluído do povo de Israel. 16Tanto no primeiro dia como no sétimo, deverão reunir-se para uma assembleia solene de oração. Nesses dias não se trabalhará, a não ser o que é preciso fazer para cada um preparar a sua comida. 17A festa dos Pães sem Fermento é uma festa que deverão celebrar, porque naquele dia fiz sair o povo de Israel do Egito como um exército. É uma obrigação que também os vossos descendentes têm de celebrar para sempre. 18Comerão pão sem fermento, desde a tarde do dia catorze, até à tarde do dia vinte e um do primeiro mês. 19Durante sete dias não deverá haver fermento nas vossas casas, e todo aquele que comer pão com fermento será excluído da comunidade de Israel, quer seja estrangeiro, quer seja israelita. 20Portanto, não comam nada que tenha fermento; onde quer que vivam, deverão comer pão sem fermento.»

21Moisés mandou chamar todos os anciãos de Israel e disse-lhes: «Vão escolher um cordeiro ou um cabrito, por cada uma das vossas famílias, e matem-no para celebrar a Páscoa. 22Em seguida, peguem num ramo de hissopo e embebam-no no sangue, que estará numa bacia; depois marquem com esse sangue a verga e as duas ombreiras da porta. Nenhum de vós deverá transpor o limiar da porta até de manhã. 23Quando o Senhor passar para ferir de morte os egípcios, ao ver o sangue na verga e nas duas ombreiras da porta, passará adiante e não deixará que a destruição entre nas vossas casas. 24Respeitem, portanto, esta lei, como lei eterna para vós e para os vossos descendentes. 25E quando entrarem na terra que o Senhor vos dará, como prometeu, deverão continuar a celebrar esta festa. 26E quando os vossos descendentes perguntarem o que é que ela significa, 27devem responder-lhes: “Isto é o sacrifício da Páscoa, em honra do Senhor, porque quando ele feriu de morte os egípcios, livrou as casas dos filhos de Israel no Egito e poupou as nossas famílias.”»

Então os israelitas inclinaram-se em adoração 28e foram cumprir o que o Senhor tinha ordenado a Moisés e a Aarão.

A morte dos primeiros filhos dos egípcios

29A meio da noite, o Senhor feriu de morte o primeiro filho de todas as famílias egípcias, desde o filho do faraó, o herdeiro do trono, até ao filho do que estava na prisão, e ainda a primeira cria dos animais. 30O faraó e os seus servidores e todos os egípcios levantaram-se durante a noite e houve grandes gritos de dor em todo o Egito. Não havia uma única casa em que não houvesse um morto. 31Nessa mesma noite, o faraó mandou chamar Moisés e Aarão e disse-lhes: «Vão-se embora! Saiam do meio do meu povo, vocês e os filhos de Israel. Vão adorar o Senhor, como disseram. 32Podem levar também as vossas ovelhas e vacas, como pediram, e partam. Roguem também por mim.» 33Os egípcios insistiam com os israelitas para que deixassem rapidamente o país, dizendo que iam morrer todos. 34Os israelitas pegaram na massa de pão, antes que fermentasse, envolveram as masseiras com roupa e levaram-nas aos ombros. 35Além disso, seguindo as ordens de Moisés, pediram aos egípcios objetos de ouro e de prata e vestuário. 36O Senhor fez com que os egípcios dessem de boa-vontade tudo o que os israelitas lhes pediam, e assim os israelitas despojaram os egípcios.

Os israelitas saem do Egito

37Os israelitas saíram da cidade de Ramessés e foram a pé até Sucot. Eram cerca de seiscentos mil homens, sem contar as crianças. 38Além disso, com eles ia muita outra gente e levaram grandes rebanhos e manadas de gado. 39Como não tiveram tempo de preparar comida para a viagem, porque os egípcios os obrigavam a sair do país, cozeram a massa sem fermento, que tinham levado do Egito, e fizeram pães.

40Os filhos de Israel estiveram no Egito quatrocentos e trinta anos; 41e no mesmo dia em que completaram os quatrocentos e trinta anos, todas as tribos do povo do Senhor saíram do Egito. 42Essa noite, em que o Senhor vigiou a sua saída do Egito, será a noite em que os israelitas farão vigília, de geração em geração, em honra do Senhor.

Leis sobre a Páscoa

43O Senhor disse a Moisés e a Aarão: «Esta é a lei sobre a Páscoa: Nenhum estrangeiro comerá da refeição da Páscoa, 44mas o escravo comprado poderá comer dela, depois de lhe ser feita a circuncisão. 45Nenhum estrangeiro, seja residente ou assalariado, poderá comer dela. 46O cordeiro ou cabrito da Páscoa deverá ser comido dentro de casa. Não levarão para fora de casa nem um só pedaço de carne do animal sacrificado, nem lhe quebrarão os ossos. 47Toda a comunidade de Israel celebrará a Páscoa. 48Se um estrangeiro que viver convosco quiser celebrar a Páscoa, em honra do Senhor, primeiro deverá fazer circuncidar todos os indivíduos do sexo masculino da sua família e só depois poderá celebrar a Páscoa, porque, nesse caso, será considerado como um cidadão israelita. Mas ninguém, que não esteja circuncidado, poderá comer da refeição da Páscoa. 49A mesma lei será aplicada quer para os israelitas quer para os estrangeiros que vivam convosco.»

50Os israelitas cumpriram tudo como o Senhor tinha ordenado a Moisés e a Aarão. 51E, naquele mesmo dia, o Senhor fez sair do Egito os israelitas como se fosse um exército.

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Lei sobre os primeiros filhos

131O Senhor disse a Moisés: 2«Deves consagrar-me o primeiro filho de todas as famílias do povo de Israel, porque o primeiro filho pertence-me sempre, seja dos humanos seja dos animais.»

3Então Moisés disse ao povo: «Lembrem-se sempre deste dia em que saíram do Egito, terra da escravidão. Este é o dia em que o Senhor vos fez sair pelo seu grande poder. Por isso, neste dia não devem comer pão fermentado. 4Saem hoje do Egito, neste mês de Abib13,4 O mês de Abib corresponde, no nosso calendário, a meados de março ou de abril.. 5Portanto, quando o Senhor vos fizer entrar na terra dos cananeus, dos hititas, dos amorreus, dos heveus e dos jebuseus, terra que ele prometeu aos vossos antepassados que vos daria, terra onde o leite e o mel correm como água, aí devem celebrar esta festa, neste mesmo mês. 6Durante sete dias comerão pão sem fermento e no sétimo dia farão festa em honra do Senhor. 7Durante os sete dias comerão pão sem fermento e em parte nenhuma do território deverá haver fermento ou pão fermentado. 8Nesse dia, cada um dirá aos seus filhos que faz tudo isto por causa do que o Senhor vos fez, quando deixaram o Egito. 9Isto será para vós como um sinal marcado no braço ou na testa, para se lembrarem de que devem sempre falar da lei do Senhor, porque ele vos tirou do Egito com mão forte. 10Por isso, devem celebrar esta festa todos os anos, na data fixada. 11Quando o Senhor vos tiver feito entrar na terra dos cananeus, isto é, quando vos entregar a terra segundo a promessa que vos fez e aos vossos antepassados, 12todos devem consagrar-lhe o primeiro filho do sexo masculino e todos os primeiros machos que nascerem dos vossos animais, porque os primeiros filhos pertencem ao Senhor. 13No caso da primeira cria dum jumento, deverão dar um cordeiro ou um cabrito como resgate pelo jumento. Se não derem um cordeiro ou um cabrito em resgate pelo jumento, terão de lhe partir o pescoço. Todos os primeiros filhos, duma mulher da vossa descendência, serão resgatados por meio duma oferta.

14E quando os vossos filhos vos perguntarem, um dia, o que significa tudo isso, respondam: “O Senhor, com mão forte, fez-nos sair do Egito, terra da escravidão. 15É que, quando o faraó teimava em não nos deixar sair, o Senhor feriu de morte o primeiro filho de todas as famílias egípcias e todas as primeiras crias dos seus animais. Por isso, oferecemos ao Senhor todos os primeiros filhos do sexo masculino e apresentamos uma oferta como resgate pelo nosso primeiro filho. 16Isto será como um sinal marcado na tua mão ou entre os teus olhos de que o Senhor nos tirou do Egito com mão forte.”»

Marcha para o deserto

17Quando o faraó deixou sair o povo israelita, Deus não os levou pelo caminho que atravessa a terra dos filisteus, apesar de ser o mais curto, porque Deus pensou que os israelitas não iriam lutar, quando tivessem de o fazer, e que prefeririam voltar para o Egito. 18Por isso, fez com que eles se dirigissem para o deserto, em direção ao Mar Vermelho. Os israelitas saíram do Egito organizados como um exército. 19Moisés levou consigo os restos mortais de José, porque José tinha pedido aos israelitas que assim fizessem. José tinha dito: «Quando Deus vos vier tirar daqui, levem convosco os meus ossos.»

20Os israelitas saíram de Sucot e acamparam em Etam, onde começa o deserto. 21De dia, o Senhor ia à frente deles como uma coluna formada de nuvens, para lhes mostrar o caminho; e de noite, como uma coluna de fogo, de modo a poderem caminhar de dia e de noite. 22A coluna de nuvens nunca saiu da frente do povo, durante o dia, nem a coluna de fogo, durante a noite.

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