a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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Novas placas da lei

341O Senhor disse a Moisés: «Corta duas placas de pedra iguais às primeiras, para que eu escreva nelas os mesmos mandamentos que estavam escritos nas outras que tu quebraste. 2Prepara-te também para subir ao monte Sinai, amanhã de manhã, para te apresentares diante de mim, no cimo do monte. 3Ninguém deverá subir contigo e ninguém deverá estar em parte alguma do monte, nem as ovelhas ou os bois devem pastar em frente do monte.»

4Moisés cortou as duas placas de pedra iguais às primeiras. No dia seguinte de manhã cedo, subiu ao monte Sinai, como o Senhor lhe tinha ordenado, levando consigo as duas placas de pedra. 5O Senhor desceu numa nuvem, esteve ali com Moisés e Moisés invocou o Senhor. 6O Senhor passou em frente de Moisés e exclamou: «Eu sou o Senhor! O Senhor Deus misericordioso e compassivo, paciente e grande em amor e verdade! 7Aquele que por mil gerações se mantém fiel no seu amor e perdoa a iniquidade, a rebeldia e o pecado, mas não deixa sem castigo o culpado e castiga os crimes dos pais nos filhos e nos outros descendentes até à quarta geração.»

8Moisés inclinou-se imediatamente até tocar no chão e adorou o Senhor, 9dizendo: «Ó Senhor! Se na verdade sou do teu agrado vai connosco. Este povo é realmente teimoso e rebelde, mas perdoa as nossas iniquidades e os nossos pecados e aceita-nos como teu povo.»

Renovação da aliança

10Deus respondeu: «Olha, vou fazer uma aliança convosco. Na presença de todo o teu povo, realizarei prodígios como jamais se fizeram em parte alguma, nem em qualquer nação e o povo que te cerca verá o que o Senhor é capaz de fazer, pois será impressionante o que eu vou realizar por teu intermédio. 11Ouve com atenção o que hoje te ordeno. Vou expulsar da tua frente os amorreus, os hititas, os perizeus, os heveus e os jebuseus. 12De modo nenhum faças aliança com os habitantes da terra em que vais entrar, pois isso seria a vossa ruína. 13Pelo contrário, deves derrubar os seus altares, destruir os seus ídolos e cortar os símbolos da deusa Achera. 14Não adores nenhum outro deus, porque o Senhor é um Deus muito exigente e não tolera infidelidade. 15Não faças aliança com os habitantes daquela terra, não aconteça que, quando eles forem prestar o detestável culto aos seus deuses e lhes apresentarem ofertas de sacrifícios, te convidem e comas também das suas ofertas. 16Não aconteça que vás procurar as suas filhas para casar com os vossos filhos e, ao prestarem o detestável culto aos seus deuses, elas façam com que os vossos filhos as sigam também e se rebaixem a adorá-los.

17Não faças para ti imagens de deuses de metal fundido.»

Festas anuais

18«Deves celebrar a festa dos Pães sem Fermento no mês de Abib, de acordo com o que te ordenei, comendo pães sem fermento durante sete dias, porque foi nesse mês que saíram do Egito.

19O primeiro filho de todas as vossas famílias será para mim, bem como a primeira cria que nascer dos teus rebanhos e manadas, desde que seja macho. 20Pela primeira cria de uma jumenta, deverão dar um cordeiro ou um cabrito, em vez do jumento, mas se não resgatarem o jumento, deverão partir-lhe o pescoço. Deves resgatar sempre o primeiro dos teus filhos com uma oferta; que ninguém apareça diante de mim com as mãos vazias.

21Podes trabalhar durante os seis dias da semana, mas deves descansar no sétimo dia, ainda que seja no tempo da lavra ou da ceifa.

22Celebra também a festa das Semanas, no princípio da ceifa do trigo, e depois a festa da Colheita, no fim do ano.

23Todos os homens se devem apresentar três vezes por ano diante do Senhor, o Deus de Israel. 24Vou expulsar da vossa presença as outras nações e alargar as vossas fronteiras. E assim, ninguém cobiçará a vossa terra, quando te apresentares diante do Senhor, teu Deus, três vezes por ano.

25Quando me sacrificarem animais, não devem oferecer, com o sangue do sacrifício, pão fermentado, nem guardar para o dia seguinte o que sobrar do animal sacrificado na Páscoa.

26Devem levar à casa do Senhor, vosso Deus, os primeiros frutos das vossas terras.

Não deves cozinhar um cabrito no leite da sua mãe.»

Moisés escreve a lei

27O Senhor disse a Moisés: «Escreve estes mandamentos, pois eles são a base da aliança que faço contigo e com Israel.»

28Moisés ficou ali com o Senhor quarenta dias e quarenta noites, sem comer nem beber, e escreveu nas placas as cláusulas da aliança, os dez mandamentos. 29Depois Moisés desceu do monte Sinai, levando na mão as placas de pedra da lei. E não sabia que a pele do seu rosto tinha ficado resplandecente por ter falado com o Senhor.

30Quando Aarão e todos os israelitas viram que o rosto de Moisés resplandecia, não se atreveram a aproximar-se dele. 31Moisés, porém, chamou-os e quando Aarão e todos os chefes da comunidade foram ter com ele, Moisés falou-lhes. 32Em seguida, aproximaram-se todos os israelitas e ele transmitiu-lhes as ordens que tinha recebido do Senhor, no monte Sinai. 33Quando acabou de falar, Moisés cobriu o rosto com um véu.

34Sempre que Moisés entrava, para estar na presença do Senhor e falar com ele, retirava o véu e assim ficava até sair. E depois de sair, comunicava aos filhos de Israel as ordens que tinha recebido do Senhor. 35Os israelitas viam resplandecer a pele de Moisés que, em seguida, tornava a colocar o véu sobre o rosto, até entrar novamente para falar com o Senhor.

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Regulamento sobre o dia de descanso

351Moisés reuniu toda a comunidade de Israel e disse-lhes: «O Senhor deu-nos ordens para que se faça o seguinte: 2Durante os seis dias da semana, podem trabalhar, mas o sétimo dia será um dia sagrado, de completo repouso em honra do Senhor. Quem trabalhar nesse dia será condenado à morte. 3Onde quer que estejam, não podem acender o fogo no dia de descanso.»

Ofertas para o santuário

4Moisés disse a toda a comunidade do povo de Israel: «Estas são as ordens do Senhor! 5Retirem dos vossos bens uma oferta para o Senhor! Todo o homem de coração generoso deve apresentar, como oferta ao Senhor, ouro, prata ou cobre; 6tecidos de púrpura violácea, escarlate e carmesim, linho fino, pelo de cabra; 7peles de carneiro, tingidas de vermelho, peles finas, madeiras de acácia; 8azeite para o candelabro, perfumes para o óleo de consagração e para o incenso aromático; 9pedras de ónix e outras pedras que sirvam para guarnecer a insígnia de oráculo e o peitoral do sumo sacerdote

Utensílios do santuário

10«Todos os que no vosso meio tiverem habilidade devem colaborar na execução de tudo o que o Senhor ordenou, 11isto é, o santuário, com a sua tenda e a sua cobertura, as argolas, as pranchas, as travessas, as colunas e as bases; 12a arca com os varais, a sua cobertura e a cortina que a protege; 13a mesa, com os varais, todos os utensílios e os pães consagrados ao Senhor; 14o candelabro e os acessórios, as lâmpadas e o azeite para o candelabro; 15o altar do incenso, com os varais, o óleo de consagração, o incenso aromático, a cortina para a entrada do santuário; 16o altar dos holocaustos, com a grelha de cobre, os varais e todos os acessórios; a bacia com a base, 17os cortinados para o átrio, as colunas e as bases e a cortina da porta do átrio; 18as estacas do santuário, as do átrio, com as suas cordas; 19as vestes litúrgicas para o serviço no santuário, as vestes sagradas do sacerdote Aarão e as vestes dos seus filhos para as funções sacerdotais.»

Ofertas do povo

20Toda a comunidade israelita se despediu de Moisés 21e depois todos aqueles que sentiram boa vontade e coração generoso foram levar a sua oferta ao Senhor, para a construção da tenda do encontro, e tudo o que era necessário para o serviço e para as vestes sagradas. 22Homens e mulheres de coração generoso apresentaram-se voluntariamente levando pendentes, brincos, pulseiras, colares e toda a espécie de objetos de ouro. Cada um levou a oferta de ouro que tinha consagrado ao Senhor. 23Todos aqueles que tinham nas suas casas tecidos de púrpura violácea, escarlate e carmesim, linho puro, pelo de cabra, peles de carneiro, tingidas de vermelho, e peles finas, levaram tudo isso. 24Os que puderam apresentar uma contribuição em prata ou em cobre, levaram-na ao Senhor. Os que tinham em suas casas madeiras de acácia, levaram-nas, para o que fosse necessário. 25As mulheres mais habilidosas fiaram por suas próprias mãos e levaram tecidos de púrpura violácea, escarlate e carmesim e linho. 26Todas as mulheres que sabiam e estavam dispostas a ajudar fiaram com pelo de cabra. 27Os chefes do povo levaram pedras de ónix e outras pedras para a insígnia de oráculo e o peitoral do sumo sacerdote, 28perfumes e azeite para o candelabro, para o óleo de consagração e para o incenso aromático.

29Todos os israelitas, homens e mulheres, que sentiram desejo de ajudar a fazer aquilo que o Senhor tinha ordenado a Moisés, levaram a sua oferta voluntária ao Senhor.

Artesãos para o santuário

30Moisés disse aos israelitas: «Saibam que o Senhor escolheu Beçalel, filho de Uri, neto de Hur, da tribo de Judá, 31e encheu-o do Espírito de Deus e de sabedoria, entendimento, conhecimentos e capacidade criadora, 32para fazer desenhos e trabalhos de ouro, prata e cobre, 33gravar pedras e engastá-las, trabalhar a madeira e executar toda a espécie de obras. 34Também lhe deu capacidade para ensinar. A ele e a Oliab, filho de Aisamac, que é da tribo de Dan, 35dotou-os com o talento para executar trabalhos de escultura e de arte, para bordar em tecidos de púrpura violácea, escarlate ou carmesim e de linho fino, e para projetar e realizar toda a espécie de trabalhos.»

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361Beçalel, Oliab e todos os homens que o Senhor dotou com capacidade artística para executar todos os trabalhos destinados ao santuário, executaram completamente as instruções recebidas do Senhor.

O povo traz muitas ofertas

2Moisés chamou Beçalel, Oliab e todos os homens capazes, que o Senhor dotou de inteligência e que se tinham oferecido voluntariamente para ajudar neste trabalho. 3Eles receberam das mãos de Moisés as ofertas que os israelitas tinham trazido, para começar a fazer o necessário para o culto do santuário.

Entretanto todas as manhãs, os israelitas continuavam a trazer mais ofertas voluntárias. 4Os artífices, que estavam a fazer o que era necessário para o santuário, suspenderam todos os trabalhos 5e foram dizer a Moisés: «O povo traz muito mais do que é necessário para o trabalho que o Senhor mandou fazer.»

6Moisés mandou então anunciar no acampamento o seguinte: «Ninguém, homem ou mulher, leve mais ofertas para o santuário.» Assim se impediu que o povo continuasse a levar ofertas, 7pois já havia materiais mais do que suficientes, para o trabalho que se ia executar.

Construção do santuário

8Os mais hábeis de entre os artífices fizeram o santuário, utilizando dez telas de linho retorcido, tecidas de púrpura violácea, escarlate e carmesim, com os querubins artisticamente bordados. 9O comprimento de cada tela era de catorze metros e de dois metros de largura. Eram todas da mesma medida. 10Uniram-se cinco telas num conjunto e cinco noutro. 11Colocaram-se laços de púrpura violácea na orla da cortina que terminava cada um dos conjuntos. 12Colocaram-se na última tela de cada conjunto cinquenta laços, de tal maneira que ficaram uns em frente dos outros. 13Também fizeram cinquenta ganchos de ouro para prender um conjunto de telas ao outro, e assim o santuário formava um todo. 14Fizeram-se também onze telas de pelo de cabra, para formar uma tenda para cobrir o santuário. 15Cada tela media quinze metros de comprimento e dois metros de largura. Tinham todas a mesma medida. 16Coseram-se cinco telas dum lado e seis do outro. 17Depois colocaram-se cinquenta laços na orla da última tela do primeiro conjunto e outras cinquenta na orla da última do segundo conjunto. 18Fizeram-se também cinquenta ganchos de cobre para unir as cortinas, de modo a formarem um todo.

19A cobertura da tenda foi feita com peles de carneiro tingidas de vermelho, sobre a qual colocaram uma cobertura de peles finas. 20As tábuas do santuário foram feitas de madeira de acácia e dispostas verticalmente. 21Cada tábua tinha cinco metros de comprimento e setenta e cinco centímetros de largura. 22Havia em cada tábua dois encaixes para se unirem umas às outras. 23Para o lado sul do santuário, fizeram-se vinte tábuas 24e quarenta suportes de prata, dois para cada tábua, para os dois encaixes. 25Para o lado norte do santuário, fizeram-se também vinte tábuas 26e quarenta suportes de prata, dois para cada tábua. 27Para a parte posterior do santuário, a ocidente, fizeram-se seis tábuas, 28e para as esquinas do santuário, ao fundo, fizeram-se duas tábuas. 29Estas tábuas eram unidas por baixo e ajustadas por cima por meio de uma argola. Assim se fez com ambas as tábuas das esquinas. 30Havia, portanto, oito tábuas com os seus correspondentes dezasseis suportes, dois debaixo de cada tábua. 31Fizeram-se também cinco travessas de acácia para as tábuas de um dos lados do santuário, 32cinco para as tábuas do outro lado e cinco para as tábuas do fundo do santuário, do lado ocidental. 33A travessa do meio ia de uma extremidade à outra das tábuas. 34Revestiram de ouro todas as tábuas e fizeram para elas argolas de ouro, por onde deviam passar as travessas, já revestidas de ouro.

35Depois fizeram a cortina com telas de púrpura violácea, escarlate e carmesim e de linho retorcido, com querubins bordados artisticamente. 36Suspenderam então o véu em quatro colunas de acácia, revestidas de ouro, com ganchos de ouro, montados sobre quatro pedestais de prata.

37Para a entrada da tenda fizeram uma cortina de tecidos de púrpura violácea, escarlate e carmesim e de linho retorcido, artisticamente bordado. 38Para esta cortina, fizeram cinco colunas com ganchos e com as suas cinco bases de cobre e revestiram de ouro a parte superior das colunas e as argolas.