a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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71Então o Senhor disse a Moisés: «Repara que vou fazer com que tu sejas para o faraó como um deus e Aarão, teu irmão, será o teu profeta. 2Dirás a Aarão tudo o que eu te ordenar e ele falará com o faraó, para que deixe sair do seu país os israelitas. 3Mas eu vou endurecer o coração do faraó e multiplicarei os meus sinais e os meus prodígios contra o Egito. 4O faraó não vai fazer caso do que lhe disserem, mas eu exercerei o meu poder sobre o Egito e farei sair desse país os meus exércitos, isto é, o meu povo, os filhos de Israel, com grande autoridade. 5Os egípcios ficarão a saber que eu sou o Senhor, quando lhes fizer sentir o meu poder e tirar do Egito os israelitas.»

6Moisés e Aarão fizeram tudo como o Senhor lhes tinha ordenado. 7Moisés tinha oitenta anos e Aarão oitenta e três quando falaram com o faraó.

A vara de Aarão

8O Senhor disse a Moisés e Aarão: 9«Quando o faraó vos disser que façam um milagre, diz a Aarão que pegue na sua vara e que a atire ao chão, diante do faraó, e ela se transformará numa cobra.» 10Moisés e Aarão apresentaram-se ao faraó e fizeram como o Senhor lhes tinha ordenado. Aarão lançou a sua vara ao chão, diante do faraó e dos seus servidores, e ela transformou-se logo numa cobra. 11Porém o faraó mandou chamar os sábios e os magos do Egito e eles fizeram o mesmo com as suas artes mágicas. 12Atiraram todos as suas varas ao chão e elas transformaram-se em cobras; mas a vara de Aarão devorou as dos outros. 13No entanto, o faraó continuou teimosamente a não fazer caso de Moisés e Aarão, tal como o Senhor tinha dito.

A praga de sangue

14Então o Senhor disse a Moisés: «O faraó opôs-se a que os filhos de Israel saiam do Egito. 15Vai ter com ele amanhã de manhã, muito cedo, quando ele for ao Nilo; põe-te em frente dele na margem do rio. Levarás contigo a vara que se transformou em cobra 16e dirás isto ao faraó: “O Senhor, o Deus dos hebreus, mandou-me dizer-te que deixes partir o seu povo, para que ele lhe ofereça sacrifícios no deserto. Porém até agora não fizeste caso disso. 17Por isso, o Senhor disse que vais ficar a saber quem ele é por aquilo que eu vou fazer. Repara, vou bater na água do rio com esta vara e a água vai transformar-se em sangue. 18Os peixes do rio morrerão e o rio cheirará tão mal que os egípcios terão nojo de beber da sua água.”»

19O Senhor disse ainda a Moisés: «Diz a Aarão que pegue na sua vara e que a estenda sobre toda a água do Egito, sobre os seus rios, sobre os canais, sobre as lagoas, sobre todos os reservatórios, para que toda a água se transforme em sangue. Haverá sangue por toda a terra do Egito, quer nos recipientes de madeira, quer nos de pedra.»

20Moisés e Aarão fizeram o que o Senhor lhes mandou. Aarão7,20 O sujeito não vem expresso em hebraico: pode ser Aarão ou Moisés. levantou a sua vara e bateu na água do rio, na presença do faraó e dos seus servidores; e toda a água se transformou em sangue. 21Os peixes do rio morreram e a água do rio cheirava tão mal que os egípcios não conseguiam bebê-la. E havia sangue por todo o Egito. 22Mas os magos do Egito fizeram o mesmo com as suas artes mágicas; o faraó voltou a opor-se como sempre e recusou-se a dar ouvidos a Moisés e a Aarão, como o Senhor lhes tinha dito. 23O faraó foi-se embora para o seu palácio e também não se preocupou com aqueles prodígios. 24Os egípcios tiveram de cavar poços junto ao rio para conseguirem água limpa, porque a do rio não se podia beber.

A praga de rãs

25Sete dias depois de ter transformado em sangue a água do rio, 26o Senhor7,26 Em algumas traduções começa aqui o capítulo 8. disse a Moisés: «Vai ter com o faraó e diz-lhe: “Assim diz o Senhor: Deixa ir o meu povo para que me adore. 27Se te recusares a deixá-lo partir, castigarei com rãs todo o teu território. 28O Nilo terá tantas rãs que elas sairão dele e irão invadir o teu palácio, o teu quarto e a tua cama, as casas dos teus servidores e do teu povo todo, bem como os teus fornos e os lugares onde se amassa o teu pão. 29As rãs saltarão para cima de ti, do teu povo e de todos os teus servidores.”»

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81O Senhor8,1 Ver nota anterior. disse ainda a Moisés: «Diz a Aarão que estenda a sua vara sobre os rios, os canais e as lagoas, para que as rãs saiam das águas e cubram a terra do Egito.» 2Aarão estendeu a mão sobre as águas do Egito e delas saíram rãs que cobriram o país. 3Mas os magos fizeram o mesmo com as suas artes mágicas e também fizeram aparecer rãs por todo o Egito.

4Então o faraó mandou chamar Moisés e Aarão e disse-lhes: «Peçam ao Senhor que afaste as rãs de mim e do meu povo e eu deixarei que o vosso povo vá oferecer sacrifícios ao Senhor

5Moisés respondeu ao faraó: «Diz-me, por favor, quando queres que eu rogue por ti, pelos teus servidores e pelo teu povo, para que o Senhor afaste as rãs de ti e das vossas casas, de modo a ficarem apenas no Nilo.» 6E o faraó disse: «Amanhã.» Moisés disse-lhe então: «Será como desejas, para que saibas que não há ninguém como o Senhor, nosso Deus. 7As rãs afastar-se-ão de ti, do teu palácio, dos teus servidores e do teu povo. Ficarão apenas no Nilo.» 8Depois Moisés e Aarão saíram do palácio do rei e Moisés pediu ao Senhor que afastasse as rãs que tinha enviado contra o faraó. 9O Senhor fez o que Moisés lhe pediu e as rãs que estavam nas casas, nas praças e nos campos morreram. 10As pessoas apanhavam as rãs mortas e amontoavam-nas; por toda a parte cheirava mal. 11Mas o faraó, ao ver-se livre das rãs, voltou a opor-se e a não fazer caso de Moisés e Aarão, tal como o Senhor tinha previsto.

A praga dos mosquitos

12O Senhor disse a Moisés: «Diz a Aarão que bata com a vara no pó da terra, para que se transforme em mosquitos em todo o Egito.» 13Eles assim fizeram: Aarão bateu com a vara no pó da terra e caíram mosquitos sobre os homens e sobre os animais. Todo o pó se transformou em mosquitos por todo o Egito. 14Os magos tentaram fazer aparecer mosquitos com as suas artes mágicas, mas não conseguiram. Os mosquitos continuavam a atacar os homens e os animais. 15Então os magos disseram ao faraó: «Isto é coisa de Deus8,15 Literalmente: é o dedo de Deus.!» Mas o faraó continuou teimoso e não fez caso, tal como o Senhor tinha previsto.

A praga das moscas

16O Senhor disse a Moisés: «Levanta-te de manhã cedo e apresenta-te ao faraó, quando ele for ao rio, e diz-lhe que o Senhor lhe manda dizer: “Deixa sair o meu povo para que me preste culto. 17Porque se não deixares, castigar-te-ei com moscas venenosas que te atacarão a ti, aos teus servidores, ao teu povo e às tuas casas. As casas dos egípcios ficarão cheias de moscas venenosas, assim como a terra onde eles habitam. 18Mas nesse dia excluirei a terra de Góchen, onde reside o meu povo. Lá não haverá moscas venenosas. Assim saberás que eu, o Senhor, estou neste país. 19O meu povo ficará livre delas, mas o teu não. É amanhã que este prodígio se realizará.”»

20E o Senhor assim fez. Uma espessa nuvem de moscas venenosas invadiu o palácio do faraó, as casas dos seus servidores e todo o território egípcio. As moscas deixaram o país completamente arruinado. 21Então o faraó mandou chamar Moisés e Aarão e disse-lhes: «Vão oferecer sacrifícios ao vosso Deus, mas sem saírem do país.» 22Moisés respondeu: «Não conviria que fizessemos assim, porque os egípcios têm horror aos sacrifícios que oferecemos ao Senhor, nosso Deus8,22 Os egípcios consideravam sagrados alguns dos animais que os israelitas ofereciam em sacrifício.. Se eles nos vissem oferecer esses sacrifícios, estou certo que nos apedrejariam até à morte. 23Temos de ir ao deserto, a três dias de caminho, para ali oferecermos sacrifícios ao Senhor, nosso Deus, tal como ele nos ordenou.» 24O faraó disse então: «Consinto em deixar-vos ir ao deserto oferecer sacrifícios ao Senhor, vosso Deus; mas não se afastem demasiado. E peçam também por mim.» 25Moisés respondeu: «Logo que sair daqui, pedirei ao Senhor, para que amanhã as moscas venenosas se afastem de ti, dos teus servidores e do teu povo. Mas que o faraó não continue a enganar-nos, recusando-se a deixar ir este povo para oferecer sacrifícios ao Senhor

26Quando Moisés saiu do palácio do faraó orou ao Senhor 27e o Senhor fez o que Moisés lhe pediu. As moscas venenosas afastaram-se do faraó, dos seus servidores e do seu povo; não ficou nem uma. 28Mas o faraó, ainda desta vez, resolveu opor-se e não deixou sair os israelitas.

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A praga sobre o gado

91O Senhor ordenou depois a Moisés: «Vai dizer ao faraó: “Assim diz o Senhor, o Deus dos hebreus: Deixa partir o meu povo para que vá adorar-me. 2Se não o deixares ir, se continuares a impedi-lo, 3então o castigo do Senhor cairá sobre o teu gado que está no campo e haverá uma peste muito grave. Morrerão cavalos, jumentos, camelos, bois e ovelhas. 4Contudo, o Senhor fará distinção entre o gado dos filhos de Israel e o gado dos egípcios, para que não morra nenhum animal dos israelitas. 5O Senhor fixou um prazo: amanhã, o Senhor cumprirá a sua palavra contra este país.”»

6E a partir do dia seguinte o Senhor assim fez. Todo o gado dos egípcios morreu, mas não morreu um único animal dos filhos de Israel. 7O faraó mandou ver o gado dos israelitas e foi informado de que não tinha morrido um único animal. No entanto, o coração do faraó continuou endurecido e não deixou sair o povo israelita.

A praga das chagas

8Então o Senhor disse a Moisés e a Aarão: «Tirem punhados de cinza de um forno e que Moisés lance a cinza para o ar, na presença do faraó. 9A cinza vai transformar-se num pó fino, que se espalhará por todo o Egito, e produzirá, em todos os homens e animais do Egito feridas que se transformarão em chagas abertas.» 10Eles apanharam a cinza dum forno e foram colocar-se diante do faraó. Então Moisés atirou a cinza ao ar e tanto os homens como os animais ficaram cobertos de chagas. 11Os magos não puderam comparecer para fazerem frente a Moisés porque, tal como todos os egípcios, também eles ficaram cobertos de chagas. 12Mas o Senhor fez com que o faraó continuasse teimoso e não fizesse caso deles, tal como o Senhor tinha dito a Moisés.

A praga do granizo

13O Senhor disse então a Moisés: «Levanta-te de manhã cedo, apresenta-te diante do faraó e diz-lhe: “Assim diz o Senhor, o Deus dos hebreus: Deixa ir o meu povo, para que vá adorar-me. 14Se não, desta vez vou enviar todas as minhas pragas contra ti, contra os teus servidores e contra o teu povo, para que saibas que não há outro como eu em toda a terra. 15Se eu mostrasse o meu poder, castigando-te a ti e ao teu povo com a peste, já tinhas desaparecido da terra; 16mas deixei-te viver para veres o meu poder e o meu nome ser proclamado em toda a terra. 17Apesar disso, tu continuas a opor-te ao meu povo e a não o deixar sair. 18Pois bem, amanhã, por esta hora, farei cair granizo tão violentamente, que nada terá havido de semelhante no Egito, desde o seu começo até agora. 19Por isso, manda recolher o teu gado e tudo o que tens no campo, porque o granizo ao cair matará as pessoas e os animais que não estiverem debaixo de teto.”» 20Alguns dos servidores do faraó tiveram medo da advertência do Senhor e puseram os seus escravos e os animais debaixo de teto; 21mas houve outros que não a levaram a sério e deixaram escravos e animais fora de casa.

22Então o Senhor ordenou a Moisés: «Levanta a tua mão para o céu e cairá granizo em todo o Egito, sobre pessoas e animais e sobre todas as plantas dos campos egípcios.» 23Moisés levantou a sua vara para o céu e o Senhor enviou trovões, raios e granizo sobre a terra. O Senhor fez cair granizo em todo o Egito. 24O granizo caía juntamente com os raios. Nunca no Egito tinha caído granizo com tanta violência, desde que existia como povo. 25O granizo destruiu por todo o Egito tudo o que havia nos campos: pessoas, animais e plantas, destruindo também as árvores. 26Apenas na terra de Góchen, onde viviam os israelitas, não caiu granizo.

27Então o faraó mandou chamar Moisés e Aarão e disse-lhes: «Reconheço que pequei. O Senhor é justo: eu e o meu povo é que somos culpados. 28Orem ao Senhor para que não haja mais trovões e granizo, porque já tivemos demais, e eu vos deixarei sair do Egito e não vos obrigarei mais a ficar aqui.» 29Moisés respondeu: «Logo que sair da cidade, levantarei as mãos em oração ao Senhor. Os trovões cessarão e não haverá mais granizo, para que saibas que a terra pertence ao Senhor. 30No entanto, eu sei que nem tu nem os teus servidores temem Deus, o Senhor

31O linho e a cevada ficaram destruídos, porque a cevada estava já em espiga e o linho estava em flor. 32Mas o trigo e o centeio não sofreram nada, porque só brotam mais tarde.

33Quando Moisés saiu da cidade e da presença do faraó, elevou as mãos ao Senhor em oração e logo cessaram os trovões e o granizo e a chuva deixaram de cair. 34Quando o faraó viu que já não havia chuva, nem granizo, nem trovões, tornou-se de novo renitente. E, tal como os seus servidores, endureceu o coração 35e recusou-se a deixar sair os israelitas como o Senhor tinha dito a Moisés.

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