a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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Os territórios reservados ao Senhor

451«Quando a terra for repartida entre as tribos israelitas, uma parte do território deverá ser reservada para ficar consagrada ao Senhor. Deverá ter doze quilómetros e meio de extensão e dez quilómetros de largo45,1 Segundo a antiga tradução grega. O hebraico diz: cinco quilómetros.. Esse território deverá ser considerado sagrado. 2Dentro da sua área, deve ficar um terreno quadrado, destinado ao templo, com duzentos e cinquenta metros de lado, rodeado por um espaço livre de vinte e cinco metros de largura. 3Metade dessa área, ou seja um terreno de doze quilómetros e meio de extensão por cinco quilómetros de largo, deverá ser medido separadamente, para lá ficar situado o templo; é a área mais sagrada do país. 4Será um lugar sagrado para todo o país, destinado aos sacerdotes que servem ao Senhor no seu templo. Ali serão construídas as suas casas e também incluirá a área do templo. 5A outra metade da área pertence aos levitas, que trabalham no templo. Ali ficarão situadas as povoações onde eles poderão habitar. 6Neste território reservado ao Senhor, haverá também uma área de doze quilómetros e meio de extensão e dois quilómetros e meio de largo, que deverá destinar-se a uma cidade onde todo o povo de Israel poderá habitar.

7Deverá ainda ser destinado um terreno para o príncipe. Esse terreno irá desde o lado ocidental da área reservada ao Senhor, para ocidente em direção ao mar Mediterrâneo; e desde o limite oriental, estender-se-á para o lado oriental do país, de maneira que a sua largura será a mesma de uma das áreas destinadas às tribos de Israel. 8Assim os príncipes possuirão os seus domínios em Israel e não voltarão mais a oprimir o povo do Senhor; antes deixarão o resto do país às tribos de Israel.»

Os direitos e os deveres do príncipe

9«Eu, o Senhor Deus, vos declaro, ó príncipes de Israel! Basta de opressão e injustiça! Renunciem à violência e à tirania. Pratiquem a justiça e a retidão! Nunca mais afastem o meu povo da sua terra. Palavra do Senhor! 10Devem servir-se apenas de balanças e medidas honestas: 11o efá para os cereais equivale ao bat para os líquidos. Ambas as medidas serão a décima parte de um hómer, que será a medida de base45,11 Ver no Glossário Pesos e Medidas.. 12A moeda de prata de um siclo equivalerá a vinte gueras. Sessenta siclos farão uma mina45,12 Guera. Valia cerca de 0,55 gramas. Siclo. Equivalia a 11,5 gramas. Mina. Pesava cerca de 680 gramas..

13As vossas ofertas deverão ser feitas da seguinte maneira: devem dar uma medida em cada sessenta das vossas colheitas de trigo e de cevada 14e um por cento do vosso azeite; meçam o azeite com um bat, que é a décima parte de um hómer e é igualmente a décima parte de um coro. 15Quanto ao gado, deem um carneiro em cada duzentos. Trareis as ofertas de cereais, os animais para os holocaustos e os animais para os sacrifícios de comunhão, para que os vossos pecados vos sejam perdoados. Palavra do Senhor!

16Todos os habitantes do país deverão apresentar estas ofertas ao príncipe de Israel. 17Este terá por obrigação fornecer o necessário para os holocaustos, para as ofertas de cereais e de vinho, durante as festas, em particular as do primeiro dia do mês, os sábados e outras ocasiões em que o povo de Israel se reúne. O príncipe deverá fornecer as ofertas pelo perdão dos pecados, as ofertas de cereais, os holocaustos e os sacrifícios de comunhão, de modo a fazer expiação em favor do povo de Israel.

18Eu, o Senhor Deus ordeno que no primeiro dia do primeiro mês do ano45,18 Corresponde a março/abril., devem sacrificar-me um touro sem defeito, para purificação do templo. 19O sacerdote tocará com o sangue da vítima nas ombreiras da porta do templo, sobre os quatro cantos do altar, e sobre as ombreiras das portas para o átrio interior. 20No sétimo dia do mês, devem fazer a mesma coisa em favor dos que cometeram qualquer falta, sem intenção ou por ignorância. Dessa maneira, vocês conservarão puro o templo.

21No décimo quarto dia do primeiro mês, começarão a celebrar a festa da Páscoa. Durante sete dias comerão pão sem fermento. 22No primeiro dia da festa, o príncipe que estiver a governar oferecerá um touro como sacrifício pelos seus pecados e pelos de todo o povo. 23Em cada um dos sete dias da festa, deve sacrificar ao Senhor sete touros e sete carneiros, sem defeito, e oferecê-los em holocausto. Deve ainda sacrificar um cabrito por dia, como sacrifício para obter o perdão. 24Para cada touro e cada carneiro a serem sacrificados, deve haver uma oferta de uns vinte litros de cereal e uns quatro litros de azeite.

25Para a festa das Tendas, que começa no décimo quinto dia do sétimo mês45,25 Corresponde a setembro/outubro., o príncipe oferecerá em cada um dos sete dias o mesmo sacrifício pelo pecado, os mesmos holocaustos, e as mesmas ofertas de cereal e de azeite.»

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Regras para o príncipe

461O Senhor falou-me de novo e disse-me: «A porta principal que dá para o átrio interior deverá estar sempre fechada durante os seis dias de trabalho, mas deverá ser aberta ao sábado e na festa do primeiro dia do mês. 2O príncipe virá do átrio exterior para o pórtico junto à entrada e permanecerá de pé junto à porta, enquanto os sacerdotes queimam os holocaustos e oferecem os sacrifícios de comunhão. Ali junto à porta, ele deve inclinar-se profundamente e em seguida sairá de novo. A porta não se deve fechar até à noite. 3Cada sábado e no primeiro dia de cada mês, os habitantes devem ir ali adorar o Senhor, inclinando-se em frente da porta46,3 Era à porta que o povo se reunia quando ia adorar o Senhor. Ver 44,1–3; 46,12..

4Ao sábado, o príncipe levará ao Senhor, em holocausto, seis cordeiros e um carneiro, sem defeito. 5Juntamente com cada carneiro deve apresentar uma oferta de uns vinte litros de cereal, e com cada cordeiro trará a quantidade de trigo que achar por bem. Para cada oferta de cereal deve trazer uns quatro litros de azeite. 6Na festa do primeiro dia do mês, ele oferecerá um touro, seis cordeiros e um carneiro, todos sem defeito. 7Com cada touro e cada carneiro deve apresentar sempre uns vinte litros de cereal, e juntamente com cada cordeiro, a oferta será a quantidade de trigo que o príncipe achar por bem. Com cada oferta de cereal, serão oferecidos uns quatro litros de azeite. 8O príncipe entrará e sairá pelo mesmo caminho, atravessando o pórtico perto da entrada.

9Quando o povo me vier adorar, em todas as festas, aqueles que entrarem pela porta norte deverão sair pela porta sul e os que entrarem pela porta sul sairão pela porta norte. Ninguém deverá sair pela mesma porta por onde entrou, antes sairá pela porta do lado oposto. 10O príncipe deve entrar também quando entrarem os israelitas, e sairá, quando eles saírem.»

Regulamentos para os sacrifícios

11«Nos dias de festa e nas ocasiões solenes, a oferta de cereal será de uns vinte litros por cada touro ou carneiro, além daquilo que o ofertante achar por bem dar, juntamente com cada cordeiro. Juntamente com cada oferta de cereal, devem oferecer-se uns quatro litros de azeite.

12Quando o príncipe quiser apresentar uma oferta voluntária ao Senhor, seja em holocausto seja em sacrifício de comunhão, a porta oriental que dá para o átrio interior ser-lhe-á aberta. Deverá apresentar a oferta da mesma maneira que o faz ao sábado, devendo a porta ser fechada, quando ele sair de novo.

13Cada manhã, devem apresentar ao Senhor em holocausto um cordeiro de um ano, sem defeito. Esta oferta deverá ser feita cada dia. 14Farão ainda a oferta de cinco quilos de farinha, cada manhã, juntamente com dois litros de azeite, para misturar com a farinha. O regulamento para esta oferta diária ao Senhor, será válido para sempre. 15O cordeiro, a farinha e o azeite devem ser oferecidos ao Senhor, cada manhã, para sempre.

16Eu, o Senhor Deus, ordeno igualmente que se o príncipe der parte da terra que possui, como presente a um dos seus filhos, ela pertencerá ao filho como parte da propriedade de família. 17Mas se o príncipe der parte da sua terra a alguém que esteja ao seu serviço, essa terra voltará a fazer parte da propriedade do príncipe, quando chegar o ano da libertação46,17 Todos os cinquenta anos. Ver Lv 25,8–55.. Então voltará a pertencer ao príncipe, pois apenas ele e os seus filhos têm o direito a possuí-la para sempre. 18O príncipe não deve, por sua vez, apoderar-se da propriedade de nenhum habitante. Toda a terra que ele der aos filhos deve ser parte da sua própria terra, que lhe é destinada, pois ele não deve oprimir ninguém dentre o meu povo, apoderando-se das suas propriedades.»

As cozinhas do templo

19Seguidamente o homem levou-me à entrada das salas voltadas para o norte, e que estão situadas perto da porta sul, no átrio interior. Estas salas são consagradas para uso dos sacerdotes. Ele apontou para um lugar, no lado ocidental das salas 20e disse: «Este é o lugar onde os sacerdotes deverão cozer a carne dos animais oferecidos em sacrifício para obter o perdão e sacrifícios de reparação; ali devem comer também as ofertas de farinha, para que nada do que é sagrado seja levado para o átrio exterior, para que o povo não entre em contacto com o que é sagrado46,20 Ver 44,19 e nota.

21Em seguida, levou-me ao átrio exterior e fez-me passar diante dos seus quatro cantos: em cada canto havia um átrio. 22Estes quatro átrios eram pequenos e tinham todos as mesmas dimensões, ou seja, vinte metros de extensão e quinze metros de largo. 23Cada sala tinha uma parede de pedra à volta, com fornos instalados contra a parede. 24O homem disse-me: «Estas são as cozinhas onde os servos do templo deverão cozer a carne dos animais oferecidos em sacrifício pelo povo.»

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A fonte de água do templo

471O homem levou-me de volta para a entrada do templo. Reparei que havia água a brotar de debaixo da entrada e corria para oriente, ou seja, na direção em que a fachada do templo está orientada. A água corria para a parte sul do templo, passando pelo lado sul do altar. 2O homem levou-me, em seguida, para fora da área do templo pela porta norte e conduziu-me à porta oriental. Ali uma pequena corrente de água corria para fora, do lado sul da porta. 3O homem, com a cana de medir, mediu quinhentos metros de corrente de água, em direção ao oriente, e disse-me para atravessar essa corrente. A água chegava-me apenas aos tornozelos. 4Seguidamente, mediu mais quinhentos metros e a água subiu-me até aos joelhos. Continuou mais quinhentos metros e a água subiu-me até à cintura. 5Mediu mais quinhentos metros e o riacho era tão profundo que perdi o pé. Só era possível passá-lo a nado. 6Então ele disse-me: «Ezequiel, toma nota de tudo isto.»

Em seguida o homem levou-me de volta à margem do rio 7e, quando ali cheguei, vi que havia muitas árvores em ambas as margens. 8Ele disse-me: «Esta água corre através do país, em direção ao oriente, e desce até ao vale do Jordão e ao mar Morto. Quando chegar ao mar Morto as suas águas mortas voltarão a ter vida. 9Para onde correr esta torrente, ali haverá animais e peixe de toda a espécie; fará com que as águas do mar Morto tenham vida e por onde quer que passar fará aparecer vida. 10Desde En-Guédi até En-Églaim, haverá doravante pescadores, estendendo as suas redes a secar à beira-mar. Haverá ali tanta variedade de peixe como no mar Mediterrâneo. 11Porém nas salinas e lagoas, à beira-mar, a água não ficará doce. Ficarão com reserva de sal. 12De cada margem do regato crescerão árvores de toda a espécie, que produzirão fruto em abundância. As suas folhas nunca secarão e o fruto não se acabará, pois as árvores darão uma produção cada mês, regadas como estão pela torrente que nasce do templo. O seu fruto servirá de alimento e as folhas de remédio para a Humanidade.»

O Senhor marca as fronteiras de Israel

13O Senhor Deus declara o seguinte: «Estas são as fronteiras do território que distribuí entre as doze tribos. Os descendentes de José devem receber o dobro do território47,13 Ver Gn 48.. 14Devem dividir em partes iguais todo o território que prometi solenemente aos vossos antepassados e será vossa como propriedade hereditária. 15A fronteira norte irá desde o mar Mediterrâneo, passando pela estrada de Hetlon, até ao desvio para Hamat e Sedad; 16depois passará pelas cidades de Berota e Sibraim, cidades essas que ficam entre o território do reino de Damasco e o de Hamat, e ainda por Haçar-Ticon, que fica junto à fronteira com Hauran. 17Assim a fronteira norte irá desde o mar Mediterrâneo, a ocidente, até à vila de Haçar-Enan, a oriente e fará fronteira com os reinos de Damasco e de Hamat. Isto, quanto à fronteira norte. 18A fronteira oriental sairá do local situado entre Damasco e Hauran, estender-se-á ao longo do vale do Jordão, entre a região de Guilead e o país de Israel, e irá até Tamar47,18 Ver Nm 34,12; Js 22,19.25., junto ao mar Morto. Isto, quanto à fronteira oriental. 19Ao sul, a fronteira irá desde Tamar, até ao oásis de Meriba de Cadés; e daí para noroeste, seguindo a ribeira do Egito47,19 Ver Nm 34,5. até ao mar Mediterrâneo. Isto, quanto à fronteira sul. 20A ocidente, o mar Mediterrâneo servirá de fronteira desde o sul até à altura do desvio para Hamat, ao norte. Isto, quanto à fronteira ocidental.

21Devem dividir o país entre as vossas tribos. 22Façam a distribuição do território por tiragem à sorte, sem esquecer os estrangeiros que vivem convosco e que já têm filhos nascidos no país. Essas pessoas deverão ser tratadas como israelitas, tal como os membros do povo, e receber a sua parte de território integrados nas tribos de Israel. 23Os estrangeiros deverão receber a parte que lhes compete na tribo em que se fixarem. Palavra do Senhor