a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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Regras para o príncipe

461O Senhor falou-me de novo e disse-me: «A porta principal que dá para o átrio interior deverá estar sempre fechada durante os seis dias de trabalho, mas deverá ser aberta ao sábado e na festa do primeiro dia do mês. 2O príncipe virá do átrio exterior para o pórtico junto à entrada e permanecerá de pé junto à porta, enquanto os sacerdotes queimam os holocaustos e oferecem os sacrifícios de comunhão. Ali junto à porta, ele deve inclinar-se profundamente e em seguida sairá de novo. A porta não se deve fechar até à noite. 3Cada sábado e no primeiro dia de cada mês, os habitantes devem ir ali adorar o Senhor, inclinando-se em frente da porta46,3 Era à porta que o povo se reunia quando ia adorar o Senhor. Ver 44,1–3; 46,12..

4Ao sábado, o príncipe levará ao Senhor, em holocausto, seis cordeiros e um carneiro, sem defeito. 5Juntamente com cada carneiro deve apresentar uma oferta de uns vinte litros de cereal, e com cada cordeiro trará a quantidade de trigo que achar por bem. Para cada oferta de cereal deve trazer uns quatro litros de azeite. 6Na festa do primeiro dia do mês, ele oferecerá um touro, seis cordeiros e um carneiro, todos sem defeito. 7Com cada touro e cada carneiro deve apresentar sempre uns vinte litros de cereal, e juntamente com cada cordeiro, a oferta será a quantidade de trigo que o príncipe achar por bem. Com cada oferta de cereal, serão oferecidos uns quatro litros de azeite. 8O príncipe entrará e sairá pelo mesmo caminho, atravessando o pórtico perto da entrada.

9Quando o povo me vier adorar, em todas as festas, aqueles que entrarem pela porta norte deverão sair pela porta sul e os que entrarem pela porta sul sairão pela porta norte. Ninguém deverá sair pela mesma porta por onde entrou, antes sairá pela porta do lado oposto. 10O príncipe deve entrar também quando entrarem os israelitas, e sairá, quando eles saírem.»

Regulamentos para os sacrifícios

11«Nos dias de festa e nas ocasiões solenes, a oferta de cereal será de uns vinte litros por cada touro ou carneiro, além daquilo que o ofertante achar por bem dar, juntamente com cada cordeiro. Juntamente com cada oferta de cereal, devem oferecer-se uns quatro litros de azeite.

12Quando o príncipe quiser apresentar uma oferta voluntária ao Senhor, seja em holocausto seja em sacrifício de comunhão, a porta oriental que dá para o átrio interior ser-lhe-á aberta. Deverá apresentar a oferta da mesma maneira que o faz ao sábado, devendo a porta ser fechada, quando ele sair de novo.

13Cada manhã, devem apresentar ao Senhor em holocausto um cordeiro de um ano, sem defeito. Esta oferta deverá ser feita cada dia. 14Farão ainda a oferta de cinco quilos de farinha, cada manhã, juntamente com dois litros de azeite, para misturar com a farinha. O regulamento para esta oferta diária ao Senhor, será válido para sempre. 15O cordeiro, a farinha e o azeite devem ser oferecidos ao Senhor, cada manhã, para sempre.

16Eu, o Senhor Deus, ordeno igualmente que se o príncipe der parte da terra que possui, como presente a um dos seus filhos, ela pertencerá ao filho como parte da propriedade de família. 17Mas se o príncipe der parte da sua terra a alguém que esteja ao seu serviço, essa terra voltará a fazer parte da propriedade do príncipe, quando chegar o ano da libertação46,17 Todos os cinquenta anos. Ver Lv 25,8–55.. Então voltará a pertencer ao príncipe, pois apenas ele e os seus filhos têm o direito a possuí-la para sempre. 18O príncipe não deve, por sua vez, apoderar-se da propriedade de nenhum habitante. Toda a terra que ele der aos filhos deve ser parte da sua própria terra, que lhe é destinada, pois ele não deve oprimir ninguém dentre o meu povo, apoderando-se das suas propriedades.»

As cozinhas do templo

19Seguidamente o homem levou-me à entrada das salas voltadas para o norte, e que estão situadas perto da porta sul, no átrio interior. Estas salas são consagradas para uso dos sacerdotes. Ele apontou para um lugar, no lado ocidental das salas 20e disse: «Este é o lugar onde os sacerdotes deverão cozer a carne dos animais oferecidos em sacrifício para obter o perdão e sacrifícios de reparação; ali devem comer também as ofertas de farinha, para que nada do que é sagrado seja levado para o átrio exterior, para que o povo não entre em contacto com o que é sagrado46,20 Ver 44,19 e nota.

21Em seguida, levou-me ao átrio exterior e fez-me passar diante dos seus quatro cantos: em cada canto havia um átrio. 22Estes quatro átrios eram pequenos e tinham todos as mesmas dimensões, ou seja, vinte metros de extensão e quinze metros de largo. 23Cada sala tinha uma parede de pedra à volta, com fornos instalados contra a parede. 24O homem disse-me: «Estas são as cozinhas onde os servos do templo deverão cozer a carne dos animais oferecidos em sacrifício pelo povo.»

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A fonte de água do templo

471O homem levou-me de volta para a entrada do templo. Reparei que havia água a brotar de debaixo da entrada e corria para oriente, ou seja, na direção em que a fachada do templo está orientada. A água corria para a parte sul do templo, passando pelo lado sul do altar. 2O homem levou-me, em seguida, para fora da área do templo pela porta norte e conduziu-me à porta oriental. Ali uma pequena corrente de água corria para fora, do lado sul da porta. 3O homem, com a cana de medir, mediu quinhentos metros de corrente de água, em direção ao oriente, e disse-me para atravessar essa corrente. A água chegava-me apenas aos tornozelos. 4Seguidamente, mediu mais quinhentos metros e a água subiu-me até aos joelhos. Continuou mais quinhentos metros e a água subiu-me até à cintura. 5Mediu mais quinhentos metros e o riacho era tão profundo que perdi o pé. Só era possível passá-lo a nado. 6Então ele disse-me: «Ezequiel, toma nota de tudo isto.»

Em seguida o homem levou-me de volta à margem do rio 7e, quando ali cheguei, vi que havia muitas árvores em ambas as margens. 8Ele disse-me: «Esta água corre através do país, em direção ao oriente, e desce até ao vale do Jordão e ao mar Morto. Quando chegar ao mar Morto as suas águas mortas voltarão a ter vida. 9Para onde correr esta torrente, ali haverá animais e peixe de toda a espécie; fará com que as águas do mar Morto tenham vida e por onde quer que passar fará aparecer vida. 10Desde En-Guédi até En-Églaim, haverá doravante pescadores, estendendo as suas redes a secar à beira-mar. Haverá ali tanta variedade de peixe como no mar Mediterrâneo. 11Porém nas salinas e lagoas, à beira-mar, a água não ficará doce. Ficarão com reserva de sal. 12De cada margem do regato crescerão árvores de toda a espécie, que produzirão fruto em abundância. As suas folhas nunca secarão e o fruto não se acabará, pois as árvores darão uma produção cada mês, regadas como estão pela torrente que nasce do templo. O seu fruto servirá de alimento e as folhas de remédio para a Humanidade.»

O Senhor marca as fronteiras de Israel

13O Senhor Deus declara o seguinte: «Estas são as fronteiras do território que distribuí entre as doze tribos. Os descendentes de José devem receber o dobro do território47,13 Ver Gn 48.. 14Devem dividir em partes iguais todo o território que prometi solenemente aos vossos antepassados e será vossa como propriedade hereditária. 15A fronteira norte irá desde o mar Mediterrâneo, passando pela estrada de Hetlon, até ao desvio para Hamat e Sedad; 16depois passará pelas cidades de Berota e Sibraim, cidades essas que ficam entre o território do reino de Damasco e o de Hamat, e ainda por Haçar-Ticon, que fica junto à fronteira com Hauran. 17Assim a fronteira norte irá desde o mar Mediterrâneo, a ocidente, até à vila de Haçar-Enan, a oriente e fará fronteira com os reinos de Damasco e de Hamat. Isto, quanto à fronteira norte. 18A fronteira oriental sairá do local situado entre Damasco e Hauran, estender-se-á ao longo do vale do Jordão, entre a região de Guilead e o país de Israel, e irá até Tamar47,18 Ver Nm 34,12; Js 22,19.25., junto ao mar Morto. Isto, quanto à fronteira oriental. 19Ao sul, a fronteira irá desde Tamar, até ao oásis de Meriba de Cadés; e daí para noroeste, seguindo a ribeira do Egito47,19 Ver Nm 34,5. até ao mar Mediterrâneo. Isto, quanto à fronteira sul. 20A ocidente, o mar Mediterrâneo servirá de fronteira desde o sul até à altura do desvio para Hamat, ao norte. Isto, quanto à fronteira ocidental.

21Devem dividir o país entre as vossas tribos. 22Façam a distribuição do território por tiragem à sorte, sem esquecer os estrangeiros que vivem convosco e que já têm filhos nascidos no país. Essas pessoas deverão ser tratadas como israelitas, tal como os membros do povo, e receber a sua parte de território integrados nas tribos de Israel. 23Os estrangeiros deverão receber a parte que lhes compete na tribo em que se fixarem. Palavra do Senhor

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O território das tribos do norte

481«Eis agora o nome das tribos, juntamente com o território que lhes toca. O território de Dan ficará situado no extremo norte, junto à estrada que passa por Hetlon, até ao desvio para Hamat e Haçar-Enan, na fronteira com os reinos de Damasco e Hamat; irá da fronteira oriental até ao mar Mediterrâneo, a ocidente. 2A toda a extensão da fronteira de Dan, do oriente ao ocidente, será situada a tribo de Asser; 3ao lado de Asser, fazendo fronteira do oriente ao ocidente, ficará a tribo de Neftali; 4fazendo fronteira com Neftali, ficará a tribo de Manassés; 5junto a Manassés, ficará Efraim; 6junto a Efraim, ficará Rúben; 7e junto a Rúben, ficará a tribo de Judá.»

Território consagrado ao Senhor

8«A toda a extensão do território de Judá, desde a fronteira oriental até ao mar Mediterrâneo, a ocidente, será reservado um território que terá a mesma extensão que a de cada tribo, ou seja com doze quilómetros e meio de extensão. No centro desse território será construído o santuário. 9O território reservado ao Senhor terá doze quilómetros e meio de comprimento e dez quilómetros48,9 Ver 45,1 e nota. de largura. 10Haverá uma parte deste território, destinado aos sacerdotes, que terá doze quilómetros e meio de extensão, na direção Este-Oeste, e cinco quilómetros, na direção Norte-Sul. Ao centro, será construído o santuário do Senhor. 11Essa área será sagrada e destinada aos sacerdotes, descendentes de Sadoc48,11 Ver 40,46 e nota.. Foram esses que me serviram com fidelidade e não seguiram o resto dos israelitas no mal que estes, bem como os restantes membros da tribo de Levi, fizeram. 12Por conseguinte, a área deles ficará separada da área destinada aos levitas e será a mais sagrada de todas. 13Os levitas deverão igualmente receber uma área sagrada, a sul da dos sacerdotes. Essa área terá também doze quilómetros e meio na sua extensão este-oeste, e cinco quilómetros na direção norte-sul. 14A área dedicada ao Senhor será a parte mais escolhida de todo o país e nenhuma parte dela poderá jamais ser vendida, nem trocada, nem transferida a outrem. É sagrada e pertence ao Senhor

A parte destinada à cidade e ao príncipe

15«Nesse território especial sobrará ainda um terreno de dois quilómetros e meio de largura e doze quilómetros e meio de comprimento. Essa área não será sagrada, antes se destinará à cidade e aos seus habitantes. A cidade ficará situada ao centro; 16terá a forma quadrada com dois mil duzentos e cinquenta metros de lado. 17À volta da cidade, nos seus quatro lados, haverá uma área aberta, de cento e vinte e cinco metros de largo. 18O terreno que não for usado na construção da cidade, na área imediatamente a sul da parte sagrada, com cinco quilómetros por dois quilómetros e meio a este e cinco quilómetros por dois quilómetros e meio a oeste, será destinada à agricultura, para os habitantes da cidade. 19Quem viver na cidade, seja de que tribo for, poderá colher do fruto dessa terra. 20A área total do território reservado ao Senhor, incluindo a área ocupada pela cidade, será a de um quadrado de doze quilómetros e meio de lado. 21O resto será destinado ao príncipe. Os seus domínios ficarão situados a oriente e a ocidente da área reservada ao Senhor e da área destinada à cidade. Terá doze quilómetros e meio do lado das outras partes, estender-se-á a oriente em direção da fronteira oriental e a ocidente, em direção ao mar Mediterrâneo, deixando no meio a parte reservada para o santuário e o templo. 22A parte reservada aos levitas e à cidade ficará entre as duas áreas destinadas ao príncipe, limitadas a norte pelo território de Judá, e a sul pelo território de Benjamim.»

O território das tribos do sul

23«O território das restantes tribos é o seguinte: o território de Benjamim irá da fronteira oriental até ao mar Mediterrâneo, a ocidente. 24Fazendo fronteira com Benjamim, na extensão este-oeste, ficará a tribo de Simeão, 25e a seu lado ficará Issacar; 26ao lado de Issacar ficará Zabulão 27e ao lado de Zabulão ficará o território de Gad.

28A fronteira sul de Gad será a fronteira do país; irá de Tamar, a oriente, até ao oásis de Meriba de Cadés, continuando pela ribeira do Egito48,28 Ver 40,46 e nota. até ao mar Mediterrâneo. 29Esta é a terra que devem repartir e o território que cada tribo de Israel deverá possuir no país. Palavra do Senhor

As doze portas de Jerusalém

30«Estas são as saídas da cidade: do lado norte que mede dois mil duzentos e cinquenta metros, 31as portas da cidade têm os nomes das tribos de Israel. As três portas a norte são as de Rúben, a de Judá e a de Levi48,31 Comparar com Ap 21,12–13.. 32A oriente, haverá também um muro de dois mil duzentos e cinquenta metros, com três portas: a porta de José, a de Benjamim e a de Dan. 33Ao sul, haverá um muro com a mesma extensão e com três portas: a porta de Simeão, a de Issacar e a de Zabulão. 34Finalmente, a ocidente, haverá um muro com a mesma extensão e também com três portas: a porta de Gad, a de Asser e a de Neftali. 35O comprimento total dos muros à volta da cidade será de nove mil metros. E, doravante, o nome da cidade será “O Senhor está ali.”»