a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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Um novo templo

91A primeira aliança tinha as suas regras de culto divino e um santuário terrestre. 2Efetivamente, construiu-se um tabernáculo com duas partes. A primeira chamava-se o lugar santo. Era lá que estavam o candelabro e a mesa com os pães consagrados a Deus9,2 Ver Ex 26,1–30; 25,31–40; 25, 23–30.. 3Atrás da segunda cortina estava a segunda parte do tabernáculo chamada o lugar santíssimo9,3 Lugar santíssimo. Lugar do templo onde ficava a arca da aliança e onde só o sumo sacerdote entrava uma vez por ano. Era a parte mais sagrada do templo. Ver Ex 26,31–33.. 4Era ali que se encontravam o altar de ouro para queimar o incenso e uma arca de madeira, toda coberta de ouro, chamada arca da aliança. Nessa arca estavam o vaso de ouro com o maná, a vara de Aarão que Deus tinha feito florir e as duas placas de pedra em que estavam escritas as palavras da aliança9,4 Ver Ex 30,1–6; 25,10–16; Nm 17,8–10.16–26; Dt 10,3–5.. 5Por cima da arca estavam querubins que representavam a glória de Deus e cobriam com a sua sombra o lugar onde se ofereciam sacrifícios pelo perdão dos pecados. Mas não é agora a altura para falarmos de tudo isto em pormenor9,5 Ver Ex 25,17–22..

6Uma vez feitos estes preparativos, os sacerdotes entram normalmente na primeira parte do tabernáculo para celebrarem o culto9,6 Ver Nm 18,2–6.. 7Mas, na segunda, só entra o sumo sacerdote, e isto apenas uma vez por ano. E não pode lá entrar sem levar sangue de animais para oferecer a Deus, por si mesmo e pelas faltas que o povo tenha cometido por ignorância9,7 Ver Lv 16,2–34.. 8O Espírito Santo mostra-nos assim que, enquanto permanecer a primeira parte do tabernáculo, o caminho que leva ao verdadeiro santuário, o lugar santíssimo, ainda não está aberto. 9Comunica-nos, assim, um símbolo para o tempo de hoje. Significa que as ofertas e os sacrifícios de animais oferecidos a Deus não são capazes de tornar verdadeiramente perfeitos aqueles que os oferecem. 10Trata-se apenas de comidas e bebidas e várias cerimónias de purificação. São regulamentos externos, válidos apenas até ao tempo em que Deus havia de remodelar todas as coisas9,10 Referência ao tempo da nova aliança..

11Mas agora veio Cristo, como sumo sacerdote dos bens definitivos9,11 Alguns manuscritos têm: presentes. Outros: futuros. O sentido parece ser, em qualquer dos casos, o caráter definitivo desses bens.. O santuário em que ele serve é maior e mais perfeito. Não é obra de mãos humanas; quer dizer, não pertence a este mundo. 12Cristo entrou uma vez por todas no lugar santíssimo, no verdadeiro santuário, não com o sangue de bodes e bezerros, mas com o seu próprio sangue. Foi deste modo que ele nos libertou para sempre dos nossos pecados. 13Ora, o sangue de bodes e touros e a cinza de uma bezerra queimada9,13 Ver Lv 16,14–16; Nm 19,9.17–19., derramados segundo o ritual sobre as pessoas que se tornam ritualmente impuras, fazem com que essas pessoas estejam purificadas exteriormente. 14Quanto maior poder não há de ter então o sangue de Cristo! É que ele, conduzido pelo Espírito de Deus, ofereceu-se a si mesmo como vítima sem defeito. O seu sangue purifica-nos a consciência do pecado que leva à morte, a fim de podermos servir o Deus vivo.

15Portanto, Cristo é mediador de uma nova aliança. Por ela, os que foram chamados recebem os bens eternos que Deus lhes prometeu como herança. Isto é possível porque já se deu a morte de Cristo, que perdoou as faltas cometidas no tempo da primeira aliança.

16É evidente que onde há um testamento9,16 O autor está a jogar com o duplo sentido da mesma palavra grega que significa simultaneamente aliança e testamento. Ver 2 Co 3,14. é preciso apresentar provas da morte de quem o fez. 17Sim, porque um testamento só tem valor depois da morte do que o fez. Enquanto este vive, o testamento não tem valor nenhum. 18Por isso, até mesmo para estabelecer a primeira aliança foi preciso derramamento de sangue.

19Primeiramente, Moisés recitou diante da assembleia do povo todos os preceitos, conforme se encontram na lei. Depois tomou o sangue dos bezerros e dos bodes que tinha matado, juntou-lhe água e aspergiu o próprio livro da lei e todo o povo, servindo-se para isso de um pouco de lã vermelha e de um ramo de hissopo. 20E Moisés disse: «Este é o sangue da aliança que Deus vos mandou cumprir9,20 As palavras de Ex 24,8 levemente modificadas, estão próximas daquelas que Jesus pronunciou na última ceia. Ver Mat 26,28; Mc 14,24.21De igual modo, Moisés aspergiu com sangue o santuário e todos os utensílios do culto9,21 Ver Lv 8,15.19.. 22Na realidade, segundo a lei, quase tudo tem de ser purificado com sangue; e sem derramamento de sangue não há perdão dos pecados9,22 Ver Lv 17,11..

O sacrifício de Cristo perdoa os pecados

23Era, pois, necessário que as cópias das realidades do Céu fossem purificadas desta maneira. Mas as próprias realidades do Céu exigem sacrifícios de maior valor. 24Cristo não entrou no santuário feito por mãos humanas, que não passava de uma cópia do verdadeiro. Entrou no próprio Céu, onde agora se apresenta diante de Deus como o nosso advogado. 25O sumo sacerdote entra todos os anos no santuário com uma oferta de sangue que não é dele. Cristo, porém, não entrou para se oferecer a si mesmo várias vezes. 26Nesse caso, tinha de morrer muitas vezes desde a criação do mundo. Mas agora, ao chegar o fim dos tempos, ele manifestou-se uma vez por todas para perdoar os pecados pelo sacrifício de si mesmo. 27Está determinado que os homens morram uma só vez e que depois sejam julgados por Deus. 28Assim também Cristo foi uma só vez oferecido em sacrifício para tirar os pecados da Humanidade9,28 Comparar com Is 53,12.. Depois há de aparecer outra vez, não já para tirar o pecado mas para salvar aqueles que esperam por ele.

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101A Lei de Moisés é apenas uma sombra dos bens futuros e não a imagem exata dessas realidades. Nunca será capaz de tornar perfeitos aqueles que se aproximam de Deus por meio dos mesmos sacrifícios que se fazem continuamente, ano após ano. 2Se a lei o conseguisse, os que oferecem esses sacrifícios ficariam purificados de uma vez para sempre e já não se sentiam culpados de nenhum pecado. Nesse caso, os sacrifícios já não seriam oferecidos. Quem sentiria necessidade deles? 3Mas a verdade é que esses sacrifícios, ao serem feitos ano após ano, levam as pessoas a lembrar-se sempre dos pecados. 4Sim, porque o sangue de touros e de bodes nunca poderá perdoar os pecados.

5Por isso é que ao vir a este mundo Cristo disse a Deus:

Não quiseste sacrifícios nem ofertas,

mas formaste-me um corpo.

6Não gostaste dos animais queimados sobre o altar

nem dos sacrifícios oferecidos

para alcançar o perdão dos pecados.

7Eu então disse:

Aqui estou, ó Deus!

Vim para fazer a tua vontade,

conforme está escrito a meu respeito

na Sagrada Escritura10,7 Nos v. 5–7 cita-se o Sl 40,7–9, segundo a antiga tradução grega..

8Quando Cristo disse: «Não quiseste sacrifícios nem ofertas; não te agradam as ofertas de animais queimados sobre o altar, nem sacrifícios para perdoar pecados», ele referia-se a ofertas exigidas pela lei.

9Depois acrescentou: «Aqui estou, para fazer a tua vontade.» Ele anula a primeira aliança para estabelecer a segunda. 10Jesus Cristo fez a vontade de Deus quando nos purificou do pecado por meio da oferta que ele fez de si próprio, uma vez por todas.

11Os sacerdotes judeus vão todos os dias ao templo para prestar culto e oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca poderão tirar os pecados10,11 Ver Ex 29,38.. 12Mas o nosso sumo sacerdote, Cristo, sentou-se ao lado de Deus10,12 Ver 8,1 e nota. somente depois de ter oferecido um único sacrifício que tira os pecados uma vez para sempre. 13A partir daí ele espera até que Deus ponha os seus inimigos debaixo dos seus pés10,13 Ver Sl 110,1.. 14É que, com uma só oferta, ele tornou perfeitos para sempre aqueles que purifica do pecado.

15E o Espírito Santo também nos confirma isto com o seu testemunho, ao dizer:

16Esta é a aliança que eu hei de fazer com eles

naquele tempo, diz o Senhor:

hei de colocar as minhas leis nos seus corações

hei de escrevê-las no seu pensamento.

17E disse ainda:

Nunca mais me lembrarei

dos seus pecados e maldades10,17 Sobre os v. 16–17, ver Jr 31,33–34..

18Ora, quando os pecados já estão perdoados, não se oferecem sacrifícios para os tirar.

Confiança e firmeza na fé

19Portanto, irmãos, agora podemos entrar com toda a confiança no santuário, porque Jesus morreu como sacrifício por nós. 20Ele abriu-nos um novo caminho para o santuário, um caminho que nos dá vida ao entrarmos pela cortina, ao entrarmos pelo sacrifício do seu corpo. 21Agora temos o autêntico sumo sacerdote, responsável pela casa de Deus. 22Aproximemo-nos pois de Deus com coração sincero e cheios de fé, purificados de toda a consciência de pecado e o corpo lavado com água pura10,22 Comparar com Ez 36,25.. 23Sejamos firmes em proclamar a nossa esperança, certos de que Deus não deixará de cumprir as suas promessas.

24Façamos também por nos animarmos uns aos outros no amor e na prática das boas obras. 25E não faltemos às nossas reuniões. Alguns têm por hábito faltar. Pelo contrário, animem-se uns aos outros cada vez mais, pois sabem que se vai aproximando o dia da vinda do Senhor.

26Se continuarmos deliberadamente a pecar depois de termos recebido o conhecimento da verdade, então já não há sacrifícios que possam perdoar os pecados. 27Só nos resta esperar o terrível julgamento de Deus e um fogo violento que há de destruir os seus inimigos10,27 Ver Is 26,11.. 28Quem transgride a Lei de Moisés é condenado à morte sem piedade, desde que a sua culpa seja provada por duas ou três testemunhas10,28 Comparar com Dt 32,35–36.. 29Pensem bem quanto maior não deve ser o castigo que merecem aqueles que desprezam o Filho de Deus! E que será daqueles que desprezam o sangue da aliança que os purificou e que insultam o Espírito de Deus que lhes comunicou a sua misericórdia? 30Nós sabemos quem é aquele que disse na Sagrada Escritura:

A vingança pertence-me: Sou eu quem dá o castigo.

O Senhor é quem julga o seu povo10,30 Ver Dt 32,35–36..

31E é terrível cair nas mãos do Deus vivo!

32Lembrem-se dos dias passados quando acabaram de receber a luz de Deus10,32 A luz de Deus. Maneira de designar o dom da fé., e como se mantiveram firmes na luta, apesar dos grandes sofrimentos que tiveram de enfrentar. 33Umas vezes foram publicamente insultados e atormentados, outras vezes sofreram com os que assim eram maltratados. 34Compartilharam dos sofrimentos dos que eram presos e aceitaram com alegria que vos tirassem os vossos bens, porque sabiam que possuíam melhores riquezas, que duram para sempre.

35Portanto, não percam a coragem, pois ela vos assegura uma grande recompensa. 36Têm de perseverar. Assim cumprirão a vontade de Deus e alcançarão o que ele promete. 37Lá diz a Escritura:

Já falta muito pouco

para chegar aquele que há de vir.

Não se demorará.

38O que for justo diante de mim

viverá pela fé.

Mas aquele que voltar atrás

não será do meu agrado10,38 Nos v. 37–38 cita-se Hc 2,3–4 segundo a antiga tradução grega..

39Mas nós não somos dos que voltam atrás e se perdem. Pelo contrário, somos dos que continuam firmes na fé que nos levará à salvação.

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Grandes exemplos de fé

111A fé é a certeza das coisas que se esperam e a garantia das coisas que se não veem. 2Foi pela fé que os antigos receberam a aprovação de Deus.

3Pela fé, compreendemos que o mundo foi criado pela palavra de Deus, de modo que aquilo que se vê veio do que se não vê11,3 Comparar com Gn 1; Sl 33,6.9..

4Pela fé, Abel ofereceu a Deus um sacrifício melhor do que o de Caim. Por causa da sua fé, Deus testemunhou que ele era justo quando aceitou com agrado as suas ofertas. E é pela fé que Abel, embora tenha morrido, ainda fala11,4 Ver Gn 4,3–10..

5Pela fé, Henoc foi levado para a outra vida sem passar pela morte. Deus levou-o e ninguém mais o viu cá na Terra. É que, antes de sair deste mundo, diz a Escritura Sagrada que ele «agradou a Deus11,5 Ver Gn 5,24.». 6Sem fé ninguém pode agradar a Deus. Quem se aproxima de Deus deve acreditar que ele existe e recompensa os que o procuram.

7Foi pela fé que Noé acreditou no aviso de Deus a respeito das coisas que ainda se não viam e construiu uma arca para salvar a sua família. Deste modo, condenou o mundo e tornou-se herdeiro da justiça que se baseia na fé11,7 Ver Gn 6,13–22..

8Pela fé, Abraão obedeceu ao chamamento de Deus e partiu para a terra que Deus lhe havia de dar como herança. Deixou a sua terra sem saber para onde ia. 9Pela fé, foi viver como um estrangeiro na terra que Deus lhe tinha prometido. Habitava em tendas, tal como Isaac e Jacob, herdeiros como ele, que tinham recebido de Deus a mesma promessa11,9 Sobre os v. 8–9, ver Gn 12,1–5; 23,4; 35,12.27.. 10Abraão estava à espera da cidade com bons alicerces11,10 Referência à Jerusalém celeste, representada pela cidade de David. Comparar com 11,16; 12,22., planeada e construída pelo próprio Deus.

11Pela fé, o mesmo Abraão teve a possibilidade de se tornar pai, embora já fosse velho demais e a sua mulher, Sara, já não pudesse ter filhos. É que ele11,11 Segundo alguns manuscritos poderia ser ela. sentiu que a promessa de Deus era digna de fé. 12E foi assim que de um só homem, que até já tinha perdido as forças, nasceram descendentes tão numerosos como as estrelas do céu e tão inumeráveis como os grãos de areia da praia11,12 Ver Gn 22,17..

13Todas estas pessoas morreram na fé, sem terem recebido as promessas que Deus lhes tinha feito em vida. Viram-nas de longe e alegraram-se com elas, pois afirmavam que eram estrangeiros e que estavam só de passagem aqui na Terra11,13 Comparar com Gn 23,4; 1 Cr 29,15; Sl 39,13.. 14Quem assim fala mostra claramente que anda à procura de uma pátria. 15Se estivessem com saudades da terra de onde tinham saído, voltavam para lá. 16Mas eles aspiravam por uma pátria melhor, isto é, a pátria celestial, por isso Deus lhes preparou uma cidade, mostrando assim que não se envergonha de ser chamado seu Deus.

17Pela fé, Abraão, ao ser provado por Deus, ofereceu Isaac em sacrifício. Aquele a quem Deus tinha feito as promessas ofereceu o seu único filho em sacrifício11,17 Ver Gn 22,1–14.! 18E foi precisamente a respeito desse filho único que Deus lhe tinha dito: «É por meio de Isaac que há de vir a tua descendência11,18 Ver Gn 21,12.19Abraão sabia que Deus tinha poder para dar vida ao seu filho, mesmo depois de morto. E, em certo sentido, Abraão recuperou o seu filho, arrancado à morte.

20Pela fé, Isaac deu aos seus filhos Jacob e Esaú uma bênção que se referia a acontecimentos futuros11,20 Ver Gn 27,27–29.39–40..

21Pela fé, Jacob, pouco antes de morrer, abençoou cada um dos filhos de José; e, apoiado à ponta do seu cajado, adorou a Deus11,21 Ver Gn 48,1–20; 47,31..

22Pela fé, José falou, no fim da sua vida, a respeito da saída dos israelitas do Egito e deu-lhes instruções sobre o que deviam fazer com o seu corpo11,22 Ver Gn 50,24–25; Ex 13,19..

23Pela fé, os pais de Moisés tiveram-no escondido por três meses, após o seu nascimento. Viram que o menino era especial e não tiveram medo de desobedecer à ordem do rei11,23 Ver Ex 2,2; 1,22..

24Pela fé, Moisés, quando se fez homem, recusou o título de filho da princesa do Egito, filha do faraó11,24 Ver Ex 2,10–12.. 25Antes quis sofrer maus tratos com o povo de Deus do que gozar por algum tempo o prazer do pecado. 26Achava que ser desprezado, como o Messias havia de ser, tinha muito mais valor do que todos os tesouros do Egito. É que ele tinha os olhos postos na recompensa futura.

27Pela fé, Moisés abandonou o Egito, sem ter medo da vingança do rei. Manteve-se firme, como quem vê aquele que é invisível11,27 Ver Ex 2,15.. 28Pela fé, celebrou a festa da Páscoa e mandou aspergir as portas com o sangue dos cordeiros, para que o anjo destruidor não levasse os filhos mais velhos dos israelitas11,28 Ver Ex 12,21–30..

29Pela fé, os israelitas atravessaram o Mar Vermelho, como se fosse terra seca. Quando os egípcios tentaram fazer o mesmo, morreram afogados11,29 Ver Ex 14,21–31..

30Pela fé, caíram as muralhas de Jericó, depois de os israelitas terem marchado em volta delas durante sete dias11,30 Ver Js 6,12–21.. 31Pela fé, a prostituta Raab não morreu com os que foram desobedientes a Deus, visto ter sido hospitaleira para com os espiões hebreus11,31 Ver Js 6,22–25; 2,1–21..

32E que mais direi eu? Não me chegaria o tempo para vos falar de homens como Gedeão, Barac, Sansão, Jefté, David, Samuel e os profetas11,32 Ver Jz 6—7.. 33Esses homens, por meio da fé, conquistaram reinos, estabeleceram a justiça e alcançaram as promessas de Deus. Fecharam a boca de leões11,33 Ver Dn 6.; 34apagaram grandes incêndios e escaparam de ser mortos à espada; tiraram forças da fraqueza; mostraram-se fortes na luta e destruíram exércitos estrangeiros11,34 Ver Dn 3,1–30.. 35Mulheres houve também que, pela fé, conseguiram que os seus mortos voltassem a viver.

Outros foram torturados até à morte e recusaram-se a aceitar a libertação. Queriam ressuscitar para uma vida melhor11,35 Ver 1 Rs 17,17–24; 2 Rs 4,18–37.. 36Outros ainda sofreram escárnios, foram vergastados, atados e postos na cadeia11,36 Ver 1 Rs 22,26–27; 2 Cr 18,25–26; Jr 20,2; 37,15; 38,6.. 37Foram apedrejados, serrados ao meio e mortos à espada. Andavam de terra em terra, vestidos de peles de ovelha e de cabra, sofriam necessidades, aflições e maus tratos11,37 Ver 2 Cr 24,21.. 38O mundo não era digno deles. Andavam fugidos pelos montes e desertos e viviam em cavernas e em buracos escavados na terra.

39Todos estes, embora louvados por causa da sua fé, não chegaram a receber as promessas de Deus. 40É que Deus tinha previsto para nós um plano melhor e, por isso, não quis que eles, sem nós, atingissem a perfeição.