a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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Judite fica hospedada no acampamento de Holofernes

121Então Holofernes ordenou que levassem Judite para o lugar onde tinham preparado uma mesa, com pratos e talheres de prata, e mandou que a servissem da comida e da bebida que lhe eram servidas. 2Mas Judite disse: «Não posso comer dessa comida, pois isso seria uma ofensa contra Deus. Eu trouxe tudo do que preciso.» 3Holofernes respondeu: «Mas o que faremos quando acabar o que trouxeste? Onde vamos encontrar da mesma comida e bebida? Não há nenhum israelita aqui no nosso acampamento.» 4Judite disse: «Eu, tua serva, juro pela tua vida que a comida e a bebida que eu trouxe vão durar até que Deus, por meio do que eu vou fazer, cumpra a sua promessa.» 5Então os servidores de Holofernes levaram Judite para uma tenda, e ali se deitou e dormiu. Acordou de madrugada, antes do nascer do sol, 6e mandou o seguinte recado a Holofernes: «Peço-te que me deixes sair do acampamento a fim de orar.» 7Então Holofernes ordenou aos seus guarda-costas que a deixassem sair. Judite passou três dias no acampamento e todas as noites ela saía e ia até ao vale que ficava perto de Betúlia e tomava um banho na fonte12,7 Segundo algumas traduções antigas. O texto grego diz: na fonte do acampamento.. 8Depois do banho, orava ao Senhor, Deus de Israel, pedindo que a guiasse no plano de salvar o seu povo. 9Então voltava purificada para o acampamento e ficava na tenda até à tardinha e depois jantava.

O banquete

10No quarto dia em que Judite estava no acampamento, Holofernes deu um banquete para os seus ajudantes pessoais, mas não convidou os outros oficiais. 11Mandou chamar Bagoas, o eunuco que cuidava dos seus assuntos particulares, e disse: «Vai falar com aquela mulher israelita de quem estás a tomar conta e faz tudo para a convencer a vir ao nosso banquete. 12Seria uma vergonha para nós deixarmos uma mulher tão bonita ir-se embora sem havermos tido o prazer da sua companhia. Se nós não a conquistarmos, ela zombará de nós.» 13Bagoas foi logo falar com Judite e disse: «Bela senhora, aceita o honroso convite que o meu patrão te está a fazer. Ele quer que venhas e bebas vinho com ele e os outros e te divirtas como fazem as mulheres assírias que vivem no palácio do rei Nabucodonosor.» 14Judite respondeu: «Quem sou eu para não aceitar um pedido do grande Holofernes? Estou pronta para fazer tudo o que lhe agradar, e durante toda a minha vida isso será para mim um motivo de alegria.» 15Então ela levantou-se e vestiu o seu vestido mais bonito e pôs os seus mais belos enfeites. A sua serva foi à frente e espalhou no chão, diante de Holofernes, as peles de ovelha que Bagoas tinha dado a Judite, para se sentar durante as refeições. 16Judite entrou na tenda de Holofernes e sentou-se. Ao vê-la, Holofernes sentiu uma forte paixão por ela e ficou com uma vontade louca de a possuir. Aliás, desde a primeira vez que Holofernes tinha visto Judite, que estava à espera de uma ocasião para a conquistar. 17E ele disse: «Bebe e diverte-te à vontade com toda a gente.» 18«Muito bem, senhor», respondeu Judite, «Este é o dia mais feliz da minha vida!» 19Então ela pegou nos alimentos que a serva tinha trazido e começou a comer e a beber na presença de Holofernes. 20Ele estava tão encantado com ela, que naquela noite bebeu muito vinho, mais do que havia bebido de uma só vez em toda a sua vida.

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Introdução e saudação

11Este livro contém a revelação de Jesus Cristo que ele recebeu de Deus, para a dar a conhecer aos seus servos. Trata-se de coisas que hão de acontecer brevemente e que Cristo deu a conhecer ao seu servo João por um anjo que lhe enviou.

2João atesta tudo quanto viu em relação à palavra e ao testemunho de Jesus Cristo. 3Feliz aquele que lê este livro e felizes os que ouvem estas palavras proféticas e guardam o que aqui está escrito1,3 O autor afirma que é preciso ler, ouvir e guardar estas palavras. A Sagrada Escritura foi escrita por causa desta triologia verbal: ler, ouvir e guardar. Quem assim fizer, será feliz., porque tudo isto há de acontecer em breve.

4Eu, João, dirijo-me às sete igrejas da província da Ásia1,4 As sete igrejas são enumeradas no v. 11.. Desejo-vos graça e paz da parte daquele que é, que era e que há de vir, e ainda da parte dos sete espíritos1,4 Sete Espíritos. O número sete simboliza a perfeição. Os sete espíritos simbolizam, portanto, a ação misteriosa de Deus na história dos homens. que estão diante do seu trono, 5e de Jesus Cristo, a testemunha fiel, o primeiro dos ressuscitados, o soberano dos reis da Terra.

Cristo ama-nos e pela sua morte libertou-nos dos nossos pecados. 6Ele fez de nós um reino de sacerdotes para Deus, seu Pai. A ele seja dada glória e o poder para todo o sempre. Ámen.

7Eis que ele vem com as nuvens.

Toda a gente o verá,

até mesmo os que o mataram.

Todos os povos da Terra se lamentarão por ele.

Assim há de ser! Ámen!

8Eu sou o Alfa e o Ómega1,8 Alfa e Ómega. Primeira e última letra do alfabeto grego (21,2; 22,13). A expressão significa: o Primeiro e o Último ou o Princípio e o Fim., diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.

Cristo revela-se a João

9Eu sou João, vosso irmão, e participo convosco nas mesmas perseguições no reino de Deus e na perseverança por Jesus. Encontrava-me na ilha de Patmos1,9 Patmos. Pequena ilha do mar Egeu para onde os romanos exilavam as pessoas que julgavam politicamente indesejadas. por ter proclamado a palavra de Deus e o testemunho de Jesus. 10O Espírito de Deus apoderou-se de mim, no dia do Senhor, e eu ouvi atrás de mim uma voz forte que parecia a voz duma trombeta. 11Dizia assim: «Escreve num livro aquilo que vais ver, e manda-o às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia.» 12Voltei-me para ver quem é que me falava e, ao voltar-me, vi sete castiçais de ouro1,12 Sete castiçais. Representam as sete igrejas a quem o autor escreveu. Ver 1,20.. 13E no meio dos castiçais estava alguém semelhante ao Filho do Homem vestido até aos pés com uma túnica comprida e uma faixa dourada à volta do peito. 14A sua cabeça e os seus cabelos eram brancos como a lã ou como a neve e os seus olhos eram ardentes como o fogo. 15Os seus pés brilhavam como bronze fundido na fornalha e a sua voz era como o ruído das grandes cascatas1,15 Para os v. 13–15, ver Dn 7,13; 10,5; 7,9; 10,6.. 16Na sua mão direita tinha sete estrelas; da sua boca saía uma espada de dois gumes muito afiada e o seu rosto brilhava como o sol do meio-dia.

17Quando o vi, caí aos seus pés como morto. Mas ele pôs a sua mão direita em cima de mim e disse: «Não tenhas medo! Eu sou o primeiro e o último1,17 Para os v. 16–17, ver Is 49,2; Hb 4,12; Is 44,6; 48,12.. 18Eu sou aquele que está vivo! Estive morto, mas agora vivo para sempre. Eu tenho poder sobre a morte e sobre o mundo dos mortos. 19Escreve pois aquilo que viste, o que está a acontecer agora e o que vai acontecer mais tarde. 20O significado das sete estrelas que viste na minha mão direita e dos sete castiçais de ouro é o seguinte: as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais são essas sete igrejas.»