a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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Judite mata Holofernes

131Quando já era tarde, os servidores de Holofernes saíram apressadamente. Bagoas saiu também, fechou a tenda e pediu aos convidados que se fossem embora. Todos estavam cansados e foram dormir; o banquete tinha durado muito tempo. 2Judite ficou sozinha na tenda com Holofernes, que se tinha atirado para a cama, completamente bêbedo. 3Judite tinha mandado que a serva ficasse do lado de fora da tenda, como fazia todas as noites, esperando que ela saísse para ir até ao lugar onde costumava orar. E tinha dito a mesmo coisa a Bagoas. 4Logo que todos os convidados e os servidores saíram, e não havia mais ninguém na tenda, Judite chegou perto da cama e orou assim em silêncio: «Ó Senhor, Deus todo-poderoso, ajuda-me agora naquilo que vou fazer para a glória de Jerusalém. 5Esta é a hora de salvares o teu povo escolhido e de me ajudares a realizar o meu plano de derrotar os inimigos que estão prontos para nos atacar.» 6Então Judite foi até à coluna da cabeceira da cama e pegou na espada dele que estava ali pendurada. 7Chegando perto da cama, ela agarrou os cabelos dele e disse: «Ó Senhor, Deus de Israel, dá-me forças agora!» 8Então, com toda a força, deu dois golpes com a espada no pescoço de Holofernes, cortando a sua cabeça. 9Ela fez rolar o corpo para fora da cama e arrancou o mosquiteiro das colunas. Depois saiu da tenda e entregou à sua serva a cabeça de Holofernes, 10que a colocou dentro do saco da comida. De seguida, saíram ambas, como era costume, para fazer oração. Após terem atravessado o acampamento, deram a volta à colina, subiram a montanha de Betúlia e chegaram às portas da cidade.

Judite volta para Betúlia

11De longe, Judite gritou para os guardas: «Abram o portão! Abram! Deus, o nosso Deus, ainda está do nosso lado. Hoje ele mostrou mais uma vez o seu poder em Israel e a sua força contra os nossos inimigos!» 12Quando os moradores da cidade ouviram a voz de Judite, foram depressa até ao portão e mandaram chamar os chefes da cidade. 13Todos os moradores de Betúlia, desde o mais novo até o mais velho, vieram a correr. Ninguém acreditava que Judite tivesse voltado. Abriram o portão e deixaram que as duas mulheres entrassem. Acenderam uma fogueira para poderem ver melhor e juntaram-se ao redor das duas mulheres. 14Então Judite disse-lhes em voz alta: «Louvem a Deus! Louvem! Louvem a Deus, pois ele teve misericórdia de nós, o seu povo. Esta noite, por meio daquilo que eu fiz, ele destruiu os nossos inimigos.» 15Em seguida tirou a cabeça de Holofernes de dentro do saco, mostrou-a a todos e disse: «Aqui está a cabeça de Holofernes, comandante supremo do exército assírio, e aqui está o mosquiteiro da cama em que ele estava deitado completamente bêbedo. O Senhor usou uma mulher para o matar. 16Foi a minha beleza que o levou à destruição, mas juro por Deus que Holofernes não tocou em mim nem fez nada que me causasse vergonha ou desonra. Deus me protegeu em tudo o que fiz.» 17O povo, espantado, ajoelhou-se, e todos juntos adoraram a Deus, dizendo: «Louvado sejas, nosso Deus, pois hoje humilhaste os inimigos do teu povo.» 18E Uzias disse a Judite: «Minha filha, o Deus Altíssimo te abençoou mais do que a qualquer outra mulher do mundo inteiro. Bendigamos a Deus, o Senhor, criador do céu e da terra! Pois ele te guiou quando cortaste a cabeça do chefe dos nossos inimigos. 19Sempre que se falar no poder de Deus, a tua confiança nele será lembrada. 20Tu arriscaste a tua vida para salvar o nosso povo da humilhação. Tu seguiste a orientação do nosso Deus e assim nos livraste da desgraça. Que Deus te abençoe e te dê honra eterna como recompensa por aquilo que fizeste.» E todo o povo respondeu: «Assim seja, assim seja!»

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Introdução e saudação

11Este livro contém a revelação de Jesus Cristo que ele recebeu de Deus, para a dar a conhecer aos seus servos. Trata-se de coisas que hão de acontecer brevemente e que Cristo deu a conhecer ao seu servo João por um anjo que lhe enviou.

2João atesta tudo quanto viu em relação à palavra e ao testemunho de Jesus Cristo. 3Feliz aquele que lê este livro e felizes os que ouvem estas palavras proféticas e guardam o que aqui está escrito1,3 O autor afirma que é preciso ler, ouvir e guardar estas palavras. A Sagrada Escritura foi escrita por causa desta triologia verbal: ler, ouvir e guardar. Quem assim fizer, será feliz., porque tudo isto há de acontecer em breve.

4Eu, João, dirijo-me às sete igrejas da província da Ásia1,4 As sete igrejas são enumeradas no v. 11.. Desejo-vos graça e paz da parte daquele que é, que era e que há de vir, e ainda da parte dos sete espíritos1,4 Sete Espíritos. O número sete simboliza a perfeição. Os sete espíritos simbolizam, portanto, a ação misteriosa de Deus na história dos homens. que estão diante do seu trono, 5e de Jesus Cristo, a testemunha fiel, o primeiro dos ressuscitados, o soberano dos reis da Terra.

Cristo ama-nos e pela sua morte libertou-nos dos nossos pecados. 6Ele fez de nós um reino de sacerdotes para Deus, seu Pai. A ele seja dada glória e o poder para todo o sempre. Ámen.

7Eis que ele vem com as nuvens.

Toda a gente o verá,

até mesmo os que o mataram.

Todos os povos da Terra se lamentarão por ele.

Assim há de ser! Ámen!

8Eu sou o Alfa e o Ómega1,8 Alfa e Ómega. Primeira e última letra do alfabeto grego (21,2; 22,13). A expressão significa: o Primeiro e o Último ou o Princípio e o Fim., diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.

Cristo revela-se a João

9Eu sou João, vosso irmão, e participo convosco nas mesmas perseguições no reino de Deus e na perseverança por Jesus. Encontrava-me na ilha de Patmos1,9 Patmos. Pequena ilha do mar Egeu para onde os romanos exilavam as pessoas que julgavam politicamente indesejadas. por ter proclamado a palavra de Deus e o testemunho de Jesus. 10O Espírito de Deus apoderou-se de mim, no dia do Senhor, e eu ouvi atrás de mim uma voz forte que parecia a voz duma trombeta. 11Dizia assim: «Escreve num livro aquilo que vais ver, e manda-o às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia.» 12Voltei-me para ver quem é que me falava e, ao voltar-me, vi sete castiçais de ouro1,12 Sete castiçais. Representam as sete igrejas a quem o autor escreveu. Ver 1,20.. 13E no meio dos castiçais estava alguém semelhante ao Filho do Homem vestido até aos pés com uma túnica comprida e uma faixa dourada à volta do peito. 14A sua cabeça e os seus cabelos eram brancos como a lã ou como a neve e os seus olhos eram ardentes como o fogo. 15Os seus pés brilhavam como bronze fundido na fornalha e a sua voz era como o ruído das grandes cascatas1,15 Para os v. 13–15, ver Dn 7,13; 10,5; 7,9; 10,6.. 16Na sua mão direita tinha sete estrelas; da sua boca saía uma espada de dois gumes muito afiada e o seu rosto brilhava como o sol do meio-dia.

17Quando o vi, caí aos seus pés como morto. Mas ele pôs a sua mão direita em cima de mim e disse: «Não tenhas medo! Eu sou o primeiro e o último1,17 Para os v. 16–17, ver Is 49,2; Hb 4,12; Is 44,6; 48,12.. 18Eu sou aquele que está vivo! Estive morto, mas agora vivo para sempre. Eu tenho poder sobre a morte e sobre o mundo dos mortos. 19Escreve pois aquilo que viste, o que está a acontecer agora e o que vai acontecer mais tarde. 20O significado das sete estrelas que viste na minha mão direita e dos sete castiçais de ouro é o seguinte: as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais são essas sete igrejas.»