a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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O plano de Judite

141Em seguida Judite disse ao povo: «Escutem, irmãos. Peguem nessa cabeça e pendurem-na na parte mais alta da muralha da cidade. 2De manhã cedo, logo que o sol nascer, que todos os que podem lutar peguem nas suas armas e saiam da cidade. Depois escolham um chefe e façam de conta que estão a planear descer a montanha, a fim de atacar o acampamento dos assírios. 3Então os assírios que estiverem de guarda pegarão nas suas armas, voltarão para o seu acampamento e acordarão os oficiais. Estes correrão até à tenda de Holofernes e, quando não o acharem, ficarão apavorados e por-se-ão em fuga. 4Vocês, e todos os outros israelitas, correrão atrás dos assírios e os matarão. 5Mas antes de tudo, peço que me tragam Aquior, o amonita. Eu quero que ele veja aquele que desprezou o povo de Israel e nos mandou Aquior, pensando que seria morto junto com toda a gente.»

Aquior torna-se israelita

6Então mandaram chamar Aquior, que estava na casa de Uzias. Quando ele chegou e viu no meio do povo um homem a segurar na cabeça de Holofernes, caiu desmaiado no chão. 7Levantaram-no e ele ajoelhou-se aos pés de Judite, encostou o rosto no chão e disse: «Que todas as famílias da Judeia te louvem, e que todos os povos estrangeiros tremam de medo quando ouvirem falar de ti! 8Agora conta-me tudo o que fizeste nestes dias.» 9Quando ela acabou de falar, o povo deu gritos de alegria, que foram ouvidos na cidade inteira. 10Aquior ouviu tudo o que o Deus de Israel tinha feito e nessa mesma hora começou a crer firmemente em Deus. Foi circuncidado e fez parte do povo de Israel; e até ao dia de hoje14,10 Isto é, até à época em que este texto foi escrito. os seus descendentes são israelitas.

Terror no acampamento assírio

11Quando amanheceu, os israelitas penduraram a cabeça de Holofernes na muralha da cidade. Todos os homens pegaram nas suas armas e foram em grupos até às passagens de descida da montanha. 12Quando os assírios os viram, mandaram avisar os oficiais e estes foram dar a notícia aos generais, aos seus chefes de mil homens e a todos os seus comandantes. 13Estes foram até à tenda de Holofernes e disseram a Bagoas, que cuidava dos assuntos particulares de Holofernes: «Acorda o nosso comandante, pois aqueles escravos israelitas atreveram-se a descer a montanha para nos atacar. O que eles querem é ser completamente destruídos!» 14Bagoas entrou na tenda e bateu palmas em frente das cortinas, pensando que Holofernes estivesse na cama com Judite. 15Como ninguém respondeu, abriu as cortinas, entrou no quarto e ali descobriu o corpo sem cabeça, caído no chão. 16Bagoas deu um grito, começou a gemer e a chorar em voz alta e rasgou as suas roupas em sinal de tristeza. 17Depois entrou na tenda em que Judite ficara, mas não a encontrou. Então saiu e gritou para todos: 18«Aqueles escravos israelitas enganaram-nos! Uma mulher israelita trouxe a vergonha para o reino de Nabucodonosor. Olhem! Aí no chão está o corpo de Holofernes sem a cabeça.» 19Quando os oficiais ouviram isso, ficaram desesperados e rasgaram as suas roupas em sinal de tristeza. E os seus gritos de aflição e de medo espalharam-se pelo acampamento.

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Introdução e saudação

11Este livro contém a revelação de Jesus Cristo que ele recebeu de Deus, para a dar a conhecer aos seus servos. Trata-se de coisas que hão de acontecer brevemente e que Cristo deu a conhecer ao seu servo João por um anjo que lhe enviou.

2João atesta tudo quanto viu em relação à palavra e ao testemunho de Jesus Cristo. 3Feliz aquele que lê este livro e felizes os que ouvem estas palavras proféticas e guardam o que aqui está escrito1,3 O autor afirma que é preciso ler, ouvir e guardar estas palavras. A Sagrada Escritura foi escrita por causa desta triologia verbal: ler, ouvir e guardar. Quem assim fizer, será feliz., porque tudo isto há de acontecer em breve.

4Eu, João, dirijo-me às sete igrejas da província da Ásia1,4 As sete igrejas são enumeradas no v. 11.. Desejo-vos graça e paz da parte daquele que é, que era e que há de vir, e ainda da parte dos sete espíritos1,4 Sete Espíritos. O número sete simboliza a perfeição. Os sete espíritos simbolizam, portanto, a ação misteriosa de Deus na história dos homens. que estão diante do seu trono, 5e de Jesus Cristo, a testemunha fiel, o primeiro dos ressuscitados, o soberano dos reis da Terra.

Cristo ama-nos e pela sua morte libertou-nos dos nossos pecados. 6Ele fez de nós um reino de sacerdotes para Deus, seu Pai. A ele seja dada glória e o poder para todo o sempre. Ámen.

7Eis que ele vem com as nuvens.

Toda a gente o verá,

até mesmo os que o mataram.

Todos os povos da Terra se lamentarão por ele.

Assim há de ser! Ámen!

8Eu sou o Alfa e o Ómega1,8 Alfa e Ómega. Primeira e última letra do alfabeto grego (21,2; 22,13). A expressão significa: o Primeiro e o Último ou o Princípio e o Fim., diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.

Cristo revela-se a João

9Eu sou João, vosso irmão, e participo convosco nas mesmas perseguições no reino de Deus e na perseverança por Jesus. Encontrava-me na ilha de Patmos1,9 Patmos. Pequena ilha do mar Egeu para onde os romanos exilavam as pessoas que julgavam politicamente indesejadas. por ter proclamado a palavra de Deus e o testemunho de Jesus. 10O Espírito de Deus apoderou-se de mim, no dia do Senhor, e eu ouvi atrás de mim uma voz forte que parecia a voz duma trombeta. 11Dizia assim: «Escreve num livro aquilo que vais ver, e manda-o às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia.» 12Voltei-me para ver quem é que me falava e, ao voltar-me, vi sete castiçais de ouro1,12 Sete castiçais. Representam as sete igrejas a quem o autor escreveu. Ver 1,20.. 13E no meio dos castiçais estava alguém semelhante ao Filho do Homem vestido até aos pés com uma túnica comprida e uma faixa dourada à volta do peito. 14A sua cabeça e os seus cabelos eram brancos como a lã ou como a neve e os seus olhos eram ardentes como o fogo. 15Os seus pés brilhavam como bronze fundido na fornalha e a sua voz era como o ruído das grandes cascatas1,15 Para os v. 13–15, ver Dn 7,13; 10,5; 7,9; 10,6.. 16Na sua mão direita tinha sete estrelas; da sua boca saía uma espada de dois gumes muito afiada e o seu rosto brilhava como o sol do meio-dia.

17Quando o vi, caí aos seus pés como morto. Mas ele pôs a sua mão direita em cima de mim e disse: «Não tenhas medo! Eu sou o primeiro e o último1,17 Para os v. 16–17, ver Is 49,2; Hb 4,12; Is 44,6; 48,12.. 18Eu sou aquele que está vivo! Estive morto, mas agora vivo para sempre. Eu tenho poder sobre a morte e sobre o mundo dos mortos. 19Escreve pois aquilo que viste, o que está a acontecer agora e o que vai acontecer mais tarde. 20O significado das sete estrelas que viste na minha mão direita e dos sete castiçais de ouro é o seguinte: as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais são essas sete igrejas.»