a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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A guerra contra as nações do Oeste

21No ano dezoito do reinado de Nabucodonosor, no dia vinte e dois do primeiro mês do ano, houve no palácio do rei uma reunião para tratar do juramento que ele tinha feito, de vingar-se dos povos que tinham recusado ajudá-lo na guerra. 2Para essa reunião, foram convocadas todas as autoridades civis e militares, e o rei contou o que havia resolvido secretamente, isto é, destruir todos aqueles povos. 3Todas as autoridades concordaram que deveriam ser mortos os que não tinham obedecido à ordem do rei. 4Depois de contar o seu plano, o rei mandou chamar Holofernes, que era o chefe do exército e o segundo em autoridade depois do rei. Nabucodonosor disse a Holofernes: 5«Eu, Nabucodonosor, o grande rei e o senhor do mundo inteiro, ordeno que vás imediatamente e escolhas soldados valentes e experientes: cento e vinte mil de infantaria e doze mil de cavalaria. 6Marcha com eles contra todos os países do ocidente, pois os povos desses países fizeram pouco caso da minha ordem. 7Manda que se entreguem, sem fazerem nenhuma exigência, pois estou furioso com eles e vou atacá-los. Os meus soldados marcharão por toda aquela região e levarão tudo o que têm. 8Os seus feridos hão de encher os vales; os corpos atirados aos rios e aos ribeiros serão tantos que haverá enchentes. 9E os que não forem mortos irão como prisioneiros para os lugares mais distantes do mundo. 10Holofernes, vai à minha frente e conquista-me toda aquela região. Se os povos de lá se entregarem, prende-os e deixa-os vivos até que eu vá e os castigue. 11Mas se resistirem, então não tenhas dó nem piedade; mata todos e leva tudo o que encontrares nos territórios que forem conquistados. 12Juro pela minha vida e pelo poder do meu reino que cumprirei todas as minhas ameaças. 13Não deixes de fazer tudo o que ordeno. Eu sou o teu rei. Cumpre as minhas ordens ao pé da letra e sem demora.» 14Holofernes saiu da presença do rei e mandou chamar todos os generais, os comandantes e os oficiais superiores do exército assírio. 15Conforme o rei tinha ordenado, Holofernes escolheu os melhores soldados, cento e vinte mil de infantaria e doze mil atiradores de flechas montados a cavalo, 16e colocou-os em formação para marchar. 17Levou um grande número de camelos, jumentos e mulas para carregar as cargas. Para alimentar os soldados, Holofernes levou muitos carneiros, bois, vacas e cabritos. 18Cada soldado tinha o bastante para comer e cada um recebeu uma boa quantia de ouro e prata tirada do tesouro do rei. 19Então Holofernes e os seus soldados saíram a marchar, indo adiante do rei Nabucodonosor. Era tanta gente que os carros de guerra, os cavaleiros e os soldados da infantaria cobriam toda a região Ocidente. 20Com eles, foi uma imensa multidão de soldados; eram tantos que não se podiam contar. Pareciam gafanhotos ou o pó da terra. 21Saíram de Nínive, marcharam três dias, até chegarem à planície que fica perto de Bectilet, e acamparam perto das montanhas que ficam a norte da alta Cilícia. 22Com todo o seu exército, isto é, a infantaria, a cavalaria e os carros de guerra, Holofernes foi até à região montanhosa. 23Ele destruiu completamente os países de Put e de Lud e levou tudo o que tinham os moradores de Rassis e tudo o que tinham os ismaelitas que viviam perto do deserto ao sul de Queleom. 24Depois Holofernes atravessou o rio2,24 Outra tradução: foi ao longo do rio. Eufrates e marchou pela Mesopotâmia, destruindo as cidades cercadas de muralhas que ficavam nas margens do rio Abrona, até que chegou ao mar. 25Conquistou o território da Cilícia, matando todos os que lutaram contra ele, e chegou até à fronteira sul da região de Jafé, perto da Arábia. 26Cercou os madianitas, queimou as suas tendas e levou os seus rebanhos de ovelhas. 27Em seguida Holofernes desceu até à planície que fica ao redor de Damasco. Isso aconteceu durante a colheita de trigo. Pôs fogo a todas as colheitas, matou os rebanhos de ovelhas e o gado, levou as coisas de valor que havia nas cidades, deixou os campos arrasados e matou todos os rapazes à espada. 28Todos os que moravam no litoral do mar Mediterrâneo ficaram com muito medo dele, isto é, os moradores de Tiro e de Sídon, de Sur e de Oquina, de Jâmnia, de Asdod e de Ascalon. Todos ficaram apavorados.

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Introdução e saudação

11Este livro contém a revelação de Jesus Cristo que ele recebeu de Deus, para a dar a conhecer aos seus servos. Trata-se de coisas que hão de acontecer brevemente e que Cristo deu a conhecer ao seu servo João por um anjo que lhe enviou.

2João atesta tudo quanto viu em relação à palavra e ao testemunho de Jesus Cristo. 3Feliz aquele que lê este livro e felizes os que ouvem estas palavras proféticas e guardam o que aqui está escrito1,3 O autor afirma que é preciso ler, ouvir e guardar estas palavras. A Sagrada Escritura foi escrita por causa desta triologia verbal: ler, ouvir e guardar. Quem assim fizer, será feliz., porque tudo isto há de acontecer em breve.

4Eu, João, dirijo-me às sete igrejas da província da Ásia1,4 As sete igrejas são enumeradas no v. 11.. Desejo-vos graça e paz da parte daquele que é, que era e que há de vir, e ainda da parte dos sete espíritos1,4 Sete Espíritos. O número sete simboliza a perfeição. Os sete espíritos simbolizam, portanto, a ação misteriosa de Deus na história dos homens. que estão diante do seu trono, 5e de Jesus Cristo, a testemunha fiel, o primeiro dos ressuscitados, o soberano dos reis da Terra.

Cristo ama-nos e pela sua morte libertou-nos dos nossos pecados. 6Ele fez de nós um reino de sacerdotes para Deus, seu Pai. A ele seja dada glória e o poder para todo o sempre. Ámen.

7Eis que ele vem com as nuvens.

Toda a gente o verá,

até mesmo os que o mataram.

Todos os povos da Terra se lamentarão por ele.

Assim há de ser! Ámen!

8Eu sou o Alfa e o Ómega1,8 Alfa e Ómega. Primeira e última letra do alfabeto grego (21,2; 22,13). A expressão significa: o Primeiro e o Último ou o Princípio e o Fim., diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.

Cristo revela-se a João

9Eu sou João, vosso irmão, e participo convosco nas mesmas perseguições no reino de Deus e na perseverança por Jesus. Encontrava-me na ilha de Patmos1,9 Patmos. Pequena ilha do mar Egeu para onde os romanos exilavam as pessoas que julgavam politicamente indesejadas. por ter proclamado a palavra de Deus e o testemunho de Jesus. 10O Espírito de Deus apoderou-se de mim, no dia do Senhor, e eu ouvi atrás de mim uma voz forte que parecia a voz duma trombeta. 11Dizia assim: «Escreve num livro aquilo que vais ver, e manda-o às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia.» 12Voltei-me para ver quem é que me falava e, ao voltar-me, vi sete castiçais de ouro1,12 Sete castiçais. Representam as sete igrejas a quem o autor escreveu. Ver 1,20.. 13E no meio dos castiçais estava alguém semelhante ao Filho do Homem vestido até aos pés com uma túnica comprida e uma faixa dourada à volta do peito. 14A sua cabeça e os seus cabelos eram brancos como a lã ou como a neve e os seus olhos eram ardentes como o fogo. 15Os seus pés brilhavam como bronze fundido na fornalha e a sua voz era como o ruído das grandes cascatas1,15 Para os v. 13–15, ver Dn 7,13; 10,5; 7,9; 10,6.. 16Na sua mão direita tinha sete estrelas; da sua boca saía uma espada de dois gumes muito afiada e o seu rosto brilhava como o sol do meio-dia.

17Quando o vi, caí aos seus pés como morto. Mas ele pôs a sua mão direita em cima de mim e disse: «Não tenhas medo! Eu sou o primeiro e o último1,17 Para os v. 16–17, ver Is 49,2; Hb 4,12; Is 44,6; 48,12.. 18Eu sou aquele que está vivo! Estive morto, mas agora vivo para sempre. Eu tenho poder sobre a morte e sobre o mundo dos mortos. 19Escreve pois aquilo que viste, o que está a acontecer agora e o que vai acontecer mais tarde. 20O significado das sete estrelas que viste na minha mão direita e dos sete castiçais de ouro é o seguinte: as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais são essas sete igrejas.»