a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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A decisão de Holofernes

61Quando os que estavam ao redor da tenda se acalmaram, Holofernes, o comandante supremo do exército assírio, falou a Aquior na presença de todos os soldados, isto é, os do litoral do Mediterrâneo, os moabitas e os mercenários amonitas6,1 Segundo uma versão antiga. O texto grego diz: a Aquior e aos moabitas, na presença dos estrangeiros.. Holofernes disse: 2«Quem és tu, Aquior6,2 Alguns manuscritos dizem: Aquior, tu e os teus mercenários de Efraim., para fazeres de profeta, como estás a fazer agora, e dizeres que não devemos lutar contra os israelitas, porque o seu Deus os protegerá? Nabucodonosor é o único deus que existe. Com o seu grande poder fará com que os israelitas desapareçam da terra, e o Deus deles não os salvará de forma nenhuma. 3Nós, que servimos o rei Nabucodonosor, derrotá-los-emos como se fossem um só homem; não serão capazes de resistir ao ataque da nossa cavalaria. 4Acabaremos com eles. As montanhas ficarão encharcadas com o seu sangue e as planícies se encherão de mortos. Depois dos nossos ataques, não ficarão de pé. Todos serão mortos; ninguém escapará. É assim que fala o rei Nabucodonosor, o senhor do mundo inteiro. E o que ele diz sempre acontece.» 5Holofernes continuou: «Tu, Aquior, não és nada mais do que um mercenário amonita e o que tu disseste agora são palavras de um traidor. De agora em diante não te verei mais até castigar essa gente que fugiu do Egito. 6Quando eu voltar, os meus soldados e os meus oficiais, com as suas espadas e lanças6,6 Segundo algumas versões antigas. O texto grego diz: as pessoas matar-te-ão., matar-te-ão; cairás morto entre os feridos. 7Agora alguns dos meus escravos vão levar-te para a região montanhosa e deixar-te num povoado perto da subida de uma montanha. 8E, quando os moradores daquele lugar forem mortos, tu também morrerás. 9Mas, se ainda acreditas sinceramente que os israelitas não serão derrotados, por que é que te sentes tão abatido? Eu falei e tudo o que eu disse acontecerá.»

Aquior é levado para Betúlia

10Então Holofernes ordenou aos escravos que estavam à espera na sua tenda que levassem Aquior para a cidade de Betúlia e o entregassem aos israelitas. 11Os escravos pegaram em Aquior e levaram-no para fora do acampamento até à planície. Dali levaram-no para as montanhas, até que chegaram às fontes de água que ficam abaixo de Betúlia. 12Quando os moradores de Betúlia os viram, pegaram nas suas armas, saíram da cidade e foram até ao alto da montanha. Os atiradores de funda lançaram pedras aos escravos de Holofernes, não deixando que subissem a montanha. 13Mas os escravos conseguiram esconder-se na parte de baixo da montanha. Amarraram Aquior e deixaram-no ali. Depois voltaram para onde estava Holofernes. 14Então os israelitas de Betúlia desceram a montanha, foram até ao lugar onde estava Aquior e desamarraram-no. Em seguida, levaram-no para Betúlia e apresentaram-no aos líderes da cidade, 15que naquele tempo eram Uzias, filho de Miqueias, da tribo de Simeão, Cabriz, filho de Gotoniel, e Carmiz, filho de Malquiel. 16Eles mandaram chamar todos os líderes da cidade e todos os jovens e as mulheres correram para o lugar onde se iam reunir. Aquior foi levado para o meio do povo e Uzias perguntou-lhe o que tinha acontecido. 17Este contou o que havia sido dito na reunião de Holofernes com os seus conselheiros e tudo o que Holofernes tinha dito aos oficiais assírios. Contou também como tinha sido orgulhoso ao falar do que pretendia fazer com os israelitas. 18Ao ouvir isto, o povo caiu de joelhos e adorou a Deus. Oraram em voz alta, dizendo: 19«Senhor, Deus do céu, vê o orgulho dos nossos inimigos e tem compaixão do nosso povo humilhado! Sê bondoso hoje com o teu povo, que é dedicado a ti.» 20Então acalmaram Aquior e elogiaram-no muito. 21Uzias levou-o da reunião para a sua própria casa e deu um banquete para os chefes da cidade. E durante a noite inteira oraram ao Deus de Israel, pedindo a sua ajuda.

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Introdução e saudação

11Este livro contém a revelação de Jesus Cristo que ele recebeu de Deus, para a dar a conhecer aos seus servos. Trata-se de coisas que hão de acontecer brevemente e que Cristo deu a conhecer ao seu servo João por um anjo que lhe enviou.

2João atesta tudo quanto viu em relação à palavra e ao testemunho de Jesus Cristo. 3Feliz aquele que lê este livro e felizes os que ouvem estas palavras proféticas e guardam o que aqui está escrito1,3 O autor afirma que é preciso ler, ouvir e guardar estas palavras. A Sagrada Escritura foi escrita por causa desta triologia verbal: ler, ouvir e guardar. Quem assim fizer, será feliz., porque tudo isto há de acontecer em breve.

4Eu, João, dirijo-me às sete igrejas da província da Ásia1,4 As sete igrejas são enumeradas no v. 11.. Desejo-vos graça e paz da parte daquele que é, que era e que há de vir, e ainda da parte dos sete espíritos1,4 Sete Espíritos. O número sete simboliza a perfeição. Os sete espíritos simbolizam, portanto, a ação misteriosa de Deus na história dos homens. que estão diante do seu trono, 5e de Jesus Cristo, a testemunha fiel, o primeiro dos ressuscitados, o soberano dos reis da Terra.

Cristo ama-nos e pela sua morte libertou-nos dos nossos pecados. 6Ele fez de nós um reino de sacerdotes para Deus, seu Pai. A ele seja dada glória e o poder para todo o sempre. Ámen.

7Eis que ele vem com as nuvens.

Toda a gente o verá,

até mesmo os que o mataram.

Todos os povos da Terra se lamentarão por ele.

Assim há de ser! Ámen!

8Eu sou o Alfa e o Ómega1,8 Alfa e Ómega. Primeira e última letra do alfabeto grego (21,2; 22,13). A expressão significa: o Primeiro e o Último ou o Princípio e o Fim., diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.

Cristo revela-se a João

9Eu sou João, vosso irmão, e participo convosco nas mesmas perseguições no reino de Deus e na perseverança por Jesus. Encontrava-me na ilha de Patmos1,9 Patmos. Pequena ilha do mar Egeu para onde os romanos exilavam as pessoas que julgavam politicamente indesejadas. por ter proclamado a palavra de Deus e o testemunho de Jesus. 10O Espírito de Deus apoderou-se de mim, no dia do Senhor, e eu ouvi atrás de mim uma voz forte que parecia a voz duma trombeta. 11Dizia assim: «Escreve num livro aquilo que vais ver, e manda-o às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia.» 12Voltei-me para ver quem é que me falava e, ao voltar-me, vi sete castiçais de ouro1,12 Sete castiçais. Representam as sete igrejas a quem o autor escreveu. Ver 1,20.. 13E no meio dos castiçais estava alguém semelhante ao Filho do Homem vestido até aos pés com uma túnica comprida e uma faixa dourada à volta do peito. 14A sua cabeça e os seus cabelos eram brancos como a lã ou como a neve e os seus olhos eram ardentes como o fogo. 15Os seus pés brilhavam como bronze fundido na fornalha e a sua voz era como o ruído das grandes cascatas1,15 Para os v. 13–15, ver Dn 7,13; 10,5; 7,9; 10,6.. 16Na sua mão direita tinha sete estrelas; da sua boca saía uma espada de dois gumes muito afiada e o seu rosto brilhava como o sol do meio-dia.

17Quando o vi, caí aos seus pés como morto. Mas ele pôs a sua mão direita em cima de mim e disse: «Não tenhas medo! Eu sou o primeiro e o último1,17 Para os v. 16–17, ver Is 49,2; Hb 4,12; Is 44,6; 48,12.. 18Eu sou aquele que está vivo! Estive morto, mas agora vivo para sempre. Eu tenho poder sobre a morte e sobre o mundo dos mortos. 19Escreve pois aquilo que viste, o que está a acontecer agora e o que vai acontecer mais tarde. 20O significado das sete estrelas que viste na minha mão direita e dos sete castiçais de ouro é o seguinte: as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais são essas sete igrejas.»