a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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A oração de Judite

91Judite colocou cinzas na cabeça e tirou o manto, ficando somente com a roupa feita de pano grosseiro que vestia por baixo. Então caiu de joelhos e orou a Deus. Naquela hora estava a ser queimado o incenso da tarde no templo de Jerusalém. Orou em voz alta, assim: 2«Ó Senhor, Deus do meu antepassado Simeão! Tu deste-lhe uma espada para que ele se vingasse dos estrangeiros que agarraram a virgem Dina e a forçaram. Eles tiraram-lhe as roupas e a violentaram, para a desonrarem e envergonharem. Tu tinhas dito que uma coisa dessas não devia ser feita, mas eles fizeram-na. 3Por isso, tu deixaste que os chefes daqueles estrangeiros fossem mortos; na mesma cama em que enganaram a jovem, eles também foram enganados e o seu sangue derramado. Tu mataste os escravos juntamente com os seus donos e os reis nos seus tronos. 4Deixaste que as suas mulheres fossem presas, que as suas filhas fossem levadas como prisioneiras e que tudo o que eles tinham fosse distribuído entre os teus amados filhos. Os irmãos de Dina eram dedicados a ti e estavam sempre prontos para fazerem a tua vontade. Eles ficaram furiosos com a desgraça da sua irmã e clamaram a ti, pedindo ajuda. Ó Deus, meu Deus, ouve-me também a mim, que sou viúva. 5Foste tu que fizeste tudo o que aconteceu no passado, o que acontece agora e o que há de acontecer. Tu planeias os acontecimentos do presente e do futuro. Tudo acontece de acordo com a tua vontade. 6As coisas que já planeaste apresentam-se e dizem: “Aqui estamos.” Todos os teus planos estão prontos e todas as tuas decisões já foram tomadas. 7Vê como os assírios estão cada vez mais fortes, como eles têm orgulho dos seus cavalos e cavaleiros e se gabam da força dos seus soldados. Confiam nos seus escudos e nas suas lanças, nos seus arcos e nas suas fundas e não sabem que tu, Senhor, és aquele que acaba com as guerras. 8O teu nome é Senhor. Ó Deus, com o teu poder acaba com o poder deles, e na tua ira destrói a sua força. Eles querem profanar o teu templo, o lugar onde o teu glorioso nome é adorado, e planeiam derrubar o teu altar com as suas espadas. 9Vê o seu orgulho e faz cair a tua ira sobre eles. Eu sou apenas uma viúva; por isso, dá-me forças para realizar o meu plano. 10Faz com que eu engane os assírios, a fim de que os escravos morram juntamente com os seus chefes e os chefes morram juntamente com os seus escravos. Por meio de uma mulher, destrói o orgulho dessa gente. 11Pois o teu poder e a tua autoridade não dependem do número de soldados ou da sua força. Tu és o Deus que cuida dos humildes, ajuda os explorados, socorre os fracos, protege os abandonados e salva os que perderam a esperança. 12Ouve agora a minha oração, ó Deus, tu que és o Deus do meu antepassado Simeão, o Deus do teu povo de Israel, o Senhor do céu e da terra, o criador dos mares, o rei de toda a criação. 13Que as minhas palavras enganosas sirvam para ferir e matar aqueles que planeiam fazer coisas terríveis contra a tua aliança, o teu santo templo, o monte Sião e a cidade onde mora o teu povo. 14Faz que todo o povo e todas as tribos saibam e reconheçam que tu és o Senhor, o Deus todo-poderoso, e que tu és o único protetor do povo de Israel.»

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Introdução e saudação

11Este livro contém a revelação de Jesus Cristo que ele recebeu de Deus, para a dar a conhecer aos seus servos. Trata-se de coisas que hão de acontecer brevemente e que Cristo deu a conhecer ao seu servo João por um anjo que lhe enviou.

2João atesta tudo quanto viu em relação à palavra e ao testemunho de Jesus Cristo. 3Feliz aquele que lê este livro e felizes os que ouvem estas palavras proféticas e guardam o que aqui está escrito1,3 O autor afirma que é preciso ler, ouvir e guardar estas palavras. A Sagrada Escritura foi escrita por causa desta triologia verbal: ler, ouvir e guardar. Quem assim fizer, será feliz., porque tudo isto há de acontecer em breve.

4Eu, João, dirijo-me às sete igrejas da província da Ásia1,4 As sete igrejas são enumeradas no v. 11.. Desejo-vos graça e paz da parte daquele que é, que era e que há de vir, e ainda da parte dos sete espíritos1,4 Sete Espíritos. O número sete simboliza a perfeição. Os sete espíritos simbolizam, portanto, a ação misteriosa de Deus na história dos homens. que estão diante do seu trono, 5e de Jesus Cristo, a testemunha fiel, o primeiro dos ressuscitados, o soberano dos reis da Terra.

Cristo ama-nos e pela sua morte libertou-nos dos nossos pecados. 6Ele fez de nós um reino de sacerdotes para Deus, seu Pai. A ele seja dada glória e o poder para todo o sempre. Ámen.

7Eis que ele vem com as nuvens.

Toda a gente o verá,

até mesmo os que o mataram.

Todos os povos da Terra se lamentarão por ele.

Assim há de ser! Ámen!

8Eu sou o Alfa e o Ómega1,8 Alfa e Ómega. Primeira e última letra do alfabeto grego (21,2; 22,13). A expressão significa: o Primeiro e o Último ou o Princípio e o Fim., diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.

Cristo revela-se a João

9Eu sou João, vosso irmão, e participo convosco nas mesmas perseguições no reino de Deus e na perseverança por Jesus. Encontrava-me na ilha de Patmos1,9 Patmos. Pequena ilha do mar Egeu para onde os romanos exilavam as pessoas que julgavam politicamente indesejadas. por ter proclamado a palavra de Deus e o testemunho de Jesus. 10O Espírito de Deus apoderou-se de mim, no dia do Senhor, e eu ouvi atrás de mim uma voz forte que parecia a voz duma trombeta. 11Dizia assim: «Escreve num livro aquilo que vais ver, e manda-o às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia.» 12Voltei-me para ver quem é que me falava e, ao voltar-me, vi sete castiçais de ouro1,12 Sete castiçais. Representam as sete igrejas a quem o autor escreveu. Ver 1,20.. 13E no meio dos castiçais estava alguém semelhante ao Filho do Homem vestido até aos pés com uma túnica comprida e uma faixa dourada à volta do peito. 14A sua cabeça e os seus cabelos eram brancos como a lã ou como a neve e os seus olhos eram ardentes como o fogo. 15Os seus pés brilhavam como bronze fundido na fornalha e a sua voz era como o ruído das grandes cascatas1,15 Para os v. 13–15, ver Dn 7,13; 10,5; 7,9; 10,6.. 16Na sua mão direita tinha sete estrelas; da sua boca saía uma espada de dois gumes muito afiada e o seu rosto brilhava como o sol do meio-dia.

17Quando o vi, caí aos seus pés como morto. Mas ele pôs a sua mão direita em cima de mim e disse: «Não tenhas medo! Eu sou o primeiro e o último1,17 Para os v. 16–17, ver Is 49,2; Hb 4,12; Is 44,6; 48,12.. 18Eu sou aquele que está vivo! Estive morto, mas agora vivo para sempre. Eu tenho poder sobre a morte e sobre o mundo dos mortos. 19Escreve pois aquilo que viste, o que está a acontecer agora e o que vai acontecer mais tarde. 20O significado das sete estrelas que viste na minha mão direita e dos sete castiçais de ouro é o seguinte: as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais são essas sete igrejas.»