a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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As tribos da Transjordânia regressam às suas terras

221Josué convocou as tribos de Rúben e Gad e a metade oriental da tribo de Manassés para lhes dizer: 2«Vocês têm observado tudo o que lhes mandou Moisés, servo do Senhor, e têm obedecido a todas as minhas ordens. 3Durante todo este tempo, não abandonaram os vossos irmãos e têm cumprido a lei do Senhor, vosso Deus, até ao dia de hoje. 4Agora que o Senhor deu a paz aos vossos irmãos, como tinha prometido, voltem para as vossas tendas, nas terras das vossas propriedades que vos deu Moisés, servo do Senhor, a oriente do Jordão. 5Mas tenham o maior cuidado em cumprir fielmente os mandamentos e a lei que vos deu Moisés, servo do Senhor, isto é, amem o Senhor, vosso Deus; sigam os seus caminhos, obedeçam aos seus mandamentos, permaneçam-lhe fiéis e sirvam-no com todo o coração e com toda a alma.»

6Então Josué abençoou-os, despediu-se e eles foram para as suas tendas.

7Moisés tinha dado, à metade da tribo de Manassés, um território em Basã. À outra metade foi Josué quem deu terras entre os outros israelitas, a ocidente do Jordão.

Quando Josué os mandou ir para as suas tendas, abençoou-os 8e disse-lhes: «Agora voltem para as vossas tendas com a riqueza que acumularam, animais, prata, ouro, bronze, ferro e muita roupa. E repartam com os vossos irmãos o que tomaram ao inimigo.»

9Foi assim que os rubenitas, os gaditas e a metade oriental da tribo de Manassés deixaram os israelitas em Silo, na terra de Canaã, para voltarem para as suas terras em Guilead. Era lá que tinham a parte que lhes pertencia, tal como o Senhor tinha ordenado por meio de Moisés.

Altar perto do Jordão

10Quando as tribos de Rúben e Gad e os da metade oriental da tribo de Manassés chegaram perto do Jordão, ainda na região de Canaã, levantaram aí um grande altar. 11Ora os israelitas souberam que as tribos de Rúben e Gad e a metade da tribo de Manassés tinham levantado esse altar perto do Jordão, na fronteira de Canaã, do lado israelita. 12Logo que tiveram conhecimento disso, reuniram-se todos em Silo para irem combater contra eles22,12 Esta reação deve-se ao facto de considerarem esse altar como concorrente ao santuário de Silo e ainda como um sinal de revolta contra Deus.. 13Enviaram então Fineias, filho do sacerdote Eleazar a Guilead para falar com as tribos de Rúben e Gad e a metade da tribo de Manassés. 14E com ele foram também dez chefes, um por cada tribo de Israel, sendo cada um deles representante de uma família. 15Dirigiram-se a Guilead onde se encontravam as tribos de Rúben e Gad e a metade da tribo de Manassés e assim falaram 16em nome de todo o povo do Senhor: «Que traição é esta que cometeram contra o Senhor, Deus de Israel? Por que motivo o abandonaram e se revoltaram contra o Senhor, construindo um altar? 17Porventura não bastava o pecado cometido em Peor, de que ainda não nos purificámos e pelo qual o Senhor castigou o seu povo? 18Querem agora revoltar-se contra o Senhor? Se vocês se revoltam hoje contra o Senhor, amanhã será ele a encher-se de ira contra todo o povo de Israel. 19Se esta terra é imprópria para adorar a Deus, venham para a terra do Senhor onde está o seu santuário e habitem connosco. Mas não se revoltem contra o Senhor nem contra nós, levantando um altar além daquele que é do Senhor, nosso Deus. 20Recordem-se do caso de Acan, filho de Zera, quando pecou, ao apoderar-se das coisas condenadas à destruição. Todo o povo de Israel foi castigado por causa disso e não foi só ele a morrer devido ao seu pecado

21Então os rubenitas, os gaditas e os da metade oriental da tribo de Manassés responderam aos chefes do povo de Israel: 22«O Senhor, que é Deus dos deuses, bem sabe que não foi por traição nem por transgressão que nós fizemos isso. Que todo o povo de Israel o saiba também. Se foi por infidelidade, que hoje mesmo deixemos de viver. 23Se construímos esse altar para abandonarmos o Senhor e para lá fazermos sacrifícios ou ofertas de qualquer espécie, que ele nos peça contas. 24Não! Nós fizemos isso porque tínhamos receio que, no futuro, os vossos filhos pudessem dizer aos nossos: “Que é que têm a ver com o Senhor, Deus de Israel? 25O Senhor pôs uma fronteira entre nós e vocês, os descendentes de Rúben e Gad. Vocês nada têm a ver com o Senhor!” Dessa forma, os vossos filhos seriam ocasião para os nossos abandonarem o Senhor. 26Foi por isso que nós decidimos construir um altar, que não é para oferecer holocaustos de animais nem quaisquer sacrifícios, 27mas para ficar como testemunho entre nós, e entre os nossos descendentes, depois de nós, de que adoramos o Senhor com os nossos holocaustos, sacrifícios e ofertas. Isso não permitirá que os vossos descendentes venham dizer que os nossos nada têm a ver com o Senhor. 28Nós pensámos que, no caso de nos falarem assim, a nós ou aos nossos descendentes, poderemos responder: “Vejam o modelo do altar do Senhor que os nossos antepassados construíram, não para holocaustos ou quaisquer sacrifícios, mas para nos servir de testemunho.” 29Longe de nós a ideia de nos revoltarmos contra o Senhor e de nos afastarmos dele, por termos construído um altar para holocaustos ou sacrifícios, além do altar do Senhor, nosso Deus, que está diante do santuário.»

30O sacerdote Fineias e os representantes do povo e chefes de família das diversas tribos que o acompanhavam deram-se por satisfeitos ao ouvirem estas palavras das tribos de Rúben e Gad e da metade oriental da tribo de Manassés. 31E Fineias, o filho do sacerdote Eleazar, disse-lhes: «Agora temos a certeza de que o Senhor está connosco, pois o que fizeram não foi uma traição contra o Senhor e, assim, o povo de Israel está livre do castigo de Deus.»

32Depois Fineias e os que estavam com ele deixaram as tribos de Rúben e Gad da região de Guilead e voltaram para Canaã e transmitiram essa resposta aos israelitas. 33Estes ficaram contentes com a resposta e deram graças a Deus. Depois disso, não pensaram mais em atacar as tribos de Rúben e Gad, nem em devastar as suas terras.

34Os descendentes de Rúben e de Gad chamaram testemunho àquele altar, porque, disseram eles, «é para nós um testemunho de que só o Senhor é Deus.»

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Advertências ao povo

231Tinha-se passado já muito tempo desde que o Senhor dera aos israelitas a paz com os seus inimigos. Josué já estava com idade muito avançada. 2Convocou então todo o povo de Israel, com os seus anciãos, os chefes, os juízes e outros responsáveis e falou-lhes deste modo: «Eu já estou velho e com idade avançada. 3Vocês têm visto tudo o que o Senhor, vosso Deus, fez a todos estes povos inimigos, porque foi ele quem combateu do vosso lado. 4Eu reparti, pelas tribos, todas estas terras. Reparti mesmo o território que ainda falta conquistar, e não só o que conquistei, desde o rio Jordão até ao mar Mediterrâneo, a ocidente. 5O Senhor, vosso Deus, irá expulsar dessas terras os que lá habitam e vocês irão possuí-las, como o Senhor prometeu. 6Por isso, esforcem-se por observar o que está escrito no livro da Lei de Moisés, cumprindo-o fielmente em tudo, não se desviando dele nem para a direita nem para a esquerda. 7Não se misturem com estes povos que ainda continuam a viver no vosso meio. Não adorem os seus deuses nem façam juramentos em nome deles, não sirvam a esses deuses nem pronunciem os seus nomes. 8Pelo contrário, continuem fiéis ao Senhor, vosso Deus, como têm sido até hoje. 9O Senhor expulsou da vossa frente grandes e poderosas nações e, até agora, ninguém vos pôde resistir. 10Assim um só homem dos vossos põe em fuga mil, porque é o Senhor, vosso Deus, que combate pelo vosso lado, como prometeu. 11Portanto, procurem acima de tudo amar o Senhor, vosso Deus. 12Mas se lhe voltarem as costas, para se misturarem e fazerem casamentos com os povos que ainda restam no vosso meio, 13saibam então que o Senhor, vosso Deus, já não expulsará esses povos da vossa presença. Pelo contrário, eles serão como uma rede e uma armadilha que vos fará cair. Serão como um chicote sobre os vossos rins e como espinhos nos vossos olhos, até que vocês desapareçam desta terra maravilhosa que vos deu o Senhor, vosso Deus. 14Eu vou morrer, como toda a gente. Mas quero que reconheçam, com todo o coração e com toda a alma, que se cumpriram inteiramente as boas promessas que o Senhor vos fez. Cumpriu-se tudo sem faltar nada. 15Mas assim como se realizaram todas as boas promessas do Senhor, assim se realizarão também todas as suas ameaças até vos fazer desaparecer completamente desta terra maravilhosa que vos deu, 16se forem infiéis à aliança que o Senhor, vosso Deus, fez convosco. Se adorarem outros deuses e se prostrarem diante deles, o Senhor ficará irado e em breve desaparecerão desta terra maravilhosa que ele vos deu.»

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Discurso de despedida

241Josué reuniu em Siquém todas as tribos de Israel24,1 Siquém. Lugar santo para todas as tribos, era o local adequado à realização desta importante assembleia do povo, destinada à renovação da aliança.. Convocou os anciãos, os chefes, os juízes e outros responsáveis e todos eles compareceram diante de Deus. 2Falou então a todo o povo desta maneira: «Isto é o que o Senhor, Deus de Israel, tem para dizer: “Antigamente os vossos antepassados Tera e os seus filhos Abraão e Naor habitavam a oriente do rio Jordão e adoravam outros deuses. 3Eu fiz sair de lá o vosso antepassado Abraão, conduzi-o por toda a terra de Canaã e dei-lhe muitos descendentes. Dei-lhe o filho Isaac 4e a Isaac dei Jacob e Esaú. A Esaú dei em propriedade a montanha de Edom, enquanto Jacob e os seus filhos desceram para o Egito. 5Mais tarde, enviei Moisés e Aarão e castiguei os egípcios daquela maneira, para fazer com que vocês saíssem de lá. 6Fiz sair os vossos antepassados e eles foram caminhando em direção ao mar. Os egípcios perseguiram-nos com carros e cavalos até ao Mar Vermelho, 7mas os vossos antepassados gritaram por mim e eu pus uma grande escuridão entre eles e os egípcios e fiz com que o mar caísse sobre estes e os afogasse. Vocês bem sabem que foi isto que eu fiz no Egito.

Depois andaram muito tempo pelo deserto 8e eu fiz com que entrassem no território dos amorreus, no lado oriental do Jordão. Eles combateram contra vós, mas eu entreguei-os nas vossas mãos e por isso lhes conquistaram o território e eu os destruí. 9Também o rei de Moab, que era Balac, filho de Sipor, foi combater Israel. Mandou chamar Balaão, filho de Beor, para vos amaldiçoar, 10mas eu não dei ouvidos ao que Balaão pretendia e ele teve que vos abençoar. Foi desta maneira que eu vos salvei.

11Depois passaram o rio Jordão e chegaram a Jericó cujos habitantes vos combateram, tal como os amorreus, perizeus, cananeus, hititas, guirgaseus, heveus e jebuseus. Mas eu fiz com que os vencessem. 12Mandei espiões à vossa frente que os dispersaram. Não foi a vossa espada nem o vosso arco que os venceu, tal como aos dois reis amorreus. 13Dei-vos uma terra que não vos custou nenhum trabalho e cidades que não construíram. É nessas cidades que vocês agora habitam comendo dos frutos das vinhas e dos olivais que não plantaram.”

14Por tudo isso, sejam fiéis ao Senhor e sirvam-no com sinceridade e lealdade. Afastem-se dos deuses que os vossos pais adoraram na Mesopotâmia e no Egito e adorem o Senhor. 15Se não querem servir ao Senhor, decidam hoje mesmo a quem desejam servir, ou aos deuses que vossos antepassados adoraram na Mesopotâmia, ou aos deuses dos amorreus, em cujas terras habitam agora. Por minha parte, eu e a minha família serviremos ao Senhor

Israel escolhe o Senhor

16O povo respondeu: «Longe de nós abandonar o Senhor, para servir a outros deuses. 17Ele é o nosso Deus que nos tirou a nós e aos nossos antepassados da escravidão do Egito. Foi o Senhor quem realizou os prodígios que nós vimos e nos amparou durante toda a nossa viagem por meio das nações que tivemos de atravessar. 18À medida que avançávamos, foi ele que expulsou diante de nós todos os povos e os amorreus, que habitavam aqui. Por isso, também nós serviremos ao Senhor que é o nosso Deus.»

19Josué disse então ao povo: «Mas vocês não serão capazes de servir ao Senhor, porque ele é um Deus santo e exigente que não irá tolerar as vossas infidelidades e os vossos pecados. 20Se o abandonarem e servirem a deuses estrangeiros, ele se voltará contra vós e vos castigará. E, depois de vos ter feito tanto bem, teria de vos destruir.»

21O povo respondeu a Josué: «Não! Nós serviremos ao Senhor

22Josué afirmou: «Vocês mesmos são testemunhas de que escolheram o Senhor para o servirem.» E eles afirmaram também: «Sim, nós somos testemunhas.»

23Mas Josué tornou a insistir: «Então ponham de parte os deuses estrangeiros que há no vosso meio e voltem-se com todo o coração para o Senhor Deus de Israel!» 24E o povo respondeu: «Nós serviremos ao Senhor nosso Deus e faremos o que ele nos mandar!»

25Assim Josué concluiu naquele dia uma aliança com o povo em Siquém e deu-lhes leis e preceitos, 26que escreveu no livro da lei de Deus. Tomou uma grande pedra, colocou-a debaixo do carvalho que estava no santuário do Senhor 27e disse ao povo: «Esta pedra ficará como uma testemunha, porque ela ouviu todas as palavras que o Senhor nos disse. Será testemunha contra vós para que não reneguem o vosso Deus.»

28Depois mandou embora o povo e cada um foi para o território que lhe coube.

Sepultura de Josué

(Juízes 2,6–10)

29Passado tempo, Josué, filho de Nun e servo do Senhor, morreu. Tinha cento e dez anos. 30Sepultaram-no na parte do território que lhe pertencia em Timnat-Sera, que fica na montanha de Efraim, a norte do monte Gaás. 31Os israelitas serviram ao Senhor durante toda a vida de Josué e durante toda a vida dos anciãos que sobreviveram a Josué e que tinham conhecimento de tudo o que o Senhor fizera em favor de Israel.

32Os restos mortais de José, que os israelitas tinham trazido do Egito, foram sepultados em Siquém, na parte do campo que Jacob tinha comprado por cem peças de prata aos descendentes de Hamor, pai de Siquém. Essa terra era propriedade dos descendentes de José.

33Eleazar, filho de Aarão, morreu também e foi sepultado em Guibeá, cidade que tinha sido dada a seu filho Fineias e que está situada nas montanhas de Efraim.

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