a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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Ciladas contra Neemias

61Quando Sanebalat, Tobias, Guéchem, o árabe, e os outros nossos inimigos souberam que eu tinha reconstruído a muralha e que já não havia brechas, embora nessa altura ainda não tivesse colocado as portas, 2Sanebalat e Guéchem enviaram mensageiros a convidar-me para termos um encontro em Cafirim, no vale de Ono. Na verdade, o que eles pensavam era fazer-me mal. 3Enviei-lhes então mensageiros com esta resposta: «Estou ocupado numa obra muito importante e, por isso, não posso ir ter convosco. Se eu for ter convosco, a obra deixa de avançar.» 4Quatro vezes me mandaram dizer a mesma coisa e eu dei-lhes sempre a mesma resposta. 5Sanebalat enviou-me ainda pela quinta vez o mesmo recado, desta vez pelo seu empregado, que trazia em mão uma carta aberta, 6onde se lia: «Consta, entre os não-judeus, e Guéchem também o confirma, que tu e os judeus pensam revoltar-se e que, por isso, estão a reconstruir a muralha. Segundo tais rumores, tu irás ser rei 7e até já estabeleceste profetas, para proclamarem em Jerusalém que tu és rei de Judá. Naturalmente estas coisas hão de chegar ao conhecimento de Artaxerxes. Por tal razão, comparece para conversarmos os dois a tal respeito.» 8Mandei-lhe dizer: «Não é verdade nada do que dizes! Tu é que tiraste isso da tua cabeça!»

9Era assim que todos eles tentavam desanimar-nos, para nos levarem a abandonar o trabalho.

«Ó Senhor, dá-me coragem!»

10Certa ocasião fui a casa de Chemaías, filho de Delaías e neto de Metabiel, porque ele não podia sair de casa. Disse-me ele então: «Encontremo-nos no templo de Deus, dentro do santuário, e fechemos as portas, porque nesta noite virão para te matar.» 11Mas eu respondi-lhe: «Um homem como eu não foge. Além disso, um homem como eu não pode entrar no santuário e ficar com vida. Não farei uma coisa dessas.» 12Pensando nisto, dei conta de que não era Deus que falava por meio dele, mas dizia aquilo a meu respeito, porque Tobias e Sanebalat lhe tinham pago para isso. 13Mas por que é que lhe pagavam? Era para me assustarem e levarem a fazer um pecado, se eu seguisse o seu conselho. Desta forma destruíam a minha reputação e cobriam-me de vergonha.

14«Ó meu Deus, lembra-te do que fizeram Tobias e Sanebalat! Recorda-te também da profetisa Noadias e dos outros profetas que procuravam intimidar-me.»

Conclusão da muralha

15Aos vinte e cinco do mês de Elul, ou seja após cinquenta e dois dias de trabalho, a muralha ficou concluída. 16Quando os nossos inimigos das nações vizinhas souberam disso, atemorizaram-se e ficaram muito humilhados, porque reconheceram que esta obra tinha sido realizada com a ajuda do nosso Deus. 17Houve também naquela altura muita correspondência entre pessoas importantes de Judá e Tobias. 18É que muitos em Judá estavam ligados a Tobias por juramento, por ser genro de Checanias, filho de Ara. O seu filho Joanan estava casado com a filha de Mechulam, filho de Berequias. 19Até diziam bem dele na minha presença, para lhe irem contar as minhas reações. Tobias, por sua vez, mandava as suas cartas para me assustar.

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Medidas de segurança

(Esdras 2,1–70)

71Logo que foi concluída a muralha e colocadas as portas, nomearam-se os porteiros, os cantores e os levitas. 2Confiei o governo de Jerusalém ao meu irmão Hanani e pus como comandante militar da cidade Hananias, que era um homem sério e mais temente a Deus que muitos outros. 3Avisei-os para não abrirem as portas de Jerusalém até o Sol ir alto e para as manterem fechadas, enquanto os guardas não estivessem nos seus postos. Dei também ordens para que os próprios habitantes exercessem vigilância à vez, cada qual no seu próprio posto e também à volta da sua casa. 4A cidade era grande e espaçosa, mas a população era pouco numerosa, porque as casas ainda não estavam reconstruídas.

Lista dos repatriados

5Deus inspirou-me a reunir os chefes e responsáveis e o povo para fazer um recenseamento. Encontrou-se então um livro de registo daqueles que, ao princípio tinham regressado do exílio. Vêm de lá as seguintes indicações: 6«São estes os habitantes da província que voltaram do cativeiro. Nabucodonosor, rei da Babilónia, mandou-os para o desterro; mas depois, regressaram a Jerusalém e a Judá, cada um à sua povoação. 7Vieram com Zorobabel: Josué, Neemias, Azarias, Ramias, Namani, Mardoqueu, Bilchan, Misperet, Bigvai, Neum e Baaná.» É esta a lista dos israelitas:

8Descendentes de Parós, dois mil cento e setenta e dois; 9descendentes de Chefatias, trezentos e setenta e dois; 10descendentes de Ara, seiscentos e cinquenta e dois; 11descendentes de Paat-Moab, que era descendente de Josué e de Joab, dois mil oitocentos e dezoito; 12descendentes de Elam, mil duzentos e cinquenta e quatro; 13descendentes de Zatu, oitocentos e quarenta e cinco; 14descendentes de Zacai, setecentos e sessenta; 15descendentes de Binui, seiscentos e quarenta e oito; 16descendentes de Bebai, seiscentos e vinte e oito; 17descendentes de Azegad, dois mil trezentos e vinte e dois; 18descendentes de Adonicam, seiscentos e sessenta e sete; 19descendentes de Bigvai, dois mil e sessenta e sete; 20descendentes de Adin, seiscentos e cinquenta e cinco; 21descendentes de Ater, pela linha de Ezequias, noventa e oito; 22descendentes de Hachum, trezentos e vinte e oito; 23descendentes de Beçai, trezentos e vinte e quatro; 24descendentes de Harif, cento e doze; 25habitantes de Guibeon, noventa e cinco; 26homens de Belém e de Netofa, cento e oitenta e oito; 27homens de Anatot, cento e vinte e oito; 28homens de Bet-Azemavet, quarenta e dois; 29homens de Quiriat-Iarim, de Cafira e de Berot, setecentos e quarenta e três; 30homens de Ramá e de Gueba, seiscentos e vinte e um; 31homens de Micmás, cento e vinte e dois; 32homens de Betel e de Ai, cento e vinte e três; 33homens do outro Nebo, cinquenta e dois; 34descendentes do outro Elam, mil duzentos e cinquenta e quatro; 35descendentes de Harim, trezentos e vinte; 36habitantes de Jericó, trezentos e quarenta e cinco; 37habitantes de Lod, Hadid e Ono, setecentos e vinte e um; 38habitantes de Senaá, três mil novecentos e trinta.

39Sacerdotes: descendentes de Jedaías, da família de Josué, novecentos e setenta e três; 40descendentes de Imer, mil e cinquenta e dois; 41descendentes de Pachiur, mil duzentos e quarenta e sete; 42descendentes de Harim, mil e dezassete.

43Levitas: descendentes de Josué, de Cademiel, de Hodias, setenta e quatro.

44Cantores: descendentes de Assaf, cento e quarenta e oito.

45Porteiros: descendentes de Salum, de Ater, de Talmon, de Acub, de Hatita e de Chobai, cento e trinta e oito.

46Servidores do templo: descendentes de Cia, de Hassufa, de Tabaot; 47descendentes de Querós, de Sia, de Padon; 48descendentes de Lebana, de Hagabá, de Salmai; 49descendentes de Hanan, de Guidel, de Gaar; 50descendentes de Reaías, de Recin, de Necoda; 51descendentes de Gazam, de Uzá e de Passea; 52descendentes de Besai, de Meunim e de Nefichessim; 53descendentes de Bacbuc, de Hacufa, de Harur; 54descendentes de Bacelit, de Maída, de Harsa; 55descendentes de Barcós, de Sísera, de Temá; 56descendentes de Necia, de Hatifa.

57Descendentes dos servos de Salomão: das famílias de Sotai, de Soferet, de Perudá, 58de Jala, de Darcon, de Guidel, 59de Chefatias, de Hatil, de Poqueret-Sebaim e de Amon.

60Ao todo, os servidores do templo e os filhos dos servos de Salomão eram trezentos e noventa e dois. 61Os que vieram de Tel-Mela, Tel-Harcha, Querub-Adon e Imer e não puderam provar se eram israelitas pela sua família e ascendência: 62descendentes de Delaías, de Tobias e de Necoda, seiscentos e quarenta e dois. 63Entre os sacerdotes, encontravam-se os descendentes de Hobaías, de Cós e de Barzilai, que casou com uma filha de Barzilai, natural de Guilead e tomou o nome dela. 64Estes procuraram os seus registos de família mas, visto que não os encontraram, foram excluídos do sacerdócio. 65O governador disse-lhes, por isso, que não comessem das coisas santas antes de vir um sacerdote decidir a questão por meio dos dados sagrados7,65 Ver Ed 2,63; Ex 28,30 e notas..

66A comunidade dos que regressaram do exílio era constituída por quarenta e duas mil trezentas e sessenta pessoas, 67não contando escravos e escravas que eram sete mil trezentos e trinta e sete, havendo também duzentos e quarenta e cinco cantores e cantoras. 68Possuíam setecentos e trinta e seis cavalos, duzentas e quarenta e cinco mulas, quatrocentos e trinta e cinco camelos e seis mil setecentos e vinte jumentos.

Ofertas para o templo

69Alguns dos chefes de família deram ofertas para as obras: o governador ofereceu para o tesouro cerca de mil peças de ouro, cinquenta taças e quinhentas e trinta vestes sacerdotais. 70Outros chefes de família ofereceram para o tesouro vinte mil peças de ouro e mil e cem quilos de prata. 71Os outros israelitas deram vinte mil peças de ouro, cerca de mil quilos de prata e sessenta e sete vestes sacerdotais.

72Depois os sacerdotes, os levitas, os porteiros, os cantores, os servidores do templo e todo o povo de Israel estabeleceram-se nas suas povoações.

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Grande assembleia e leitura da lei

81Quando chegou o sétimo mês, já os israelitas estavam nas suas respetivas povoações, todo o povo se reuniu como um só homem na praça que está em frente da porta da Água, e pediu-se ao escriba Esdras para trazer o livro da Lei de Moisés, que o Senhor tinha dado a Israel. 2No primeiro dia desse mês, o sacerdote Esdras levou a lei diante da assembleia que era composta por homens, mulheres e todos os que já tinham idade e capacidade de entendimento.

3Ali mesmo, na praça que está em frente da porta da Água, Esdras esteve a ler o livro desde a manhã até ao meio-dia, na presença de homens, mulheres e de quantos tinham capacidade de entendimento; e todos estavam atentos à leitura da lei. 4Esdras permanecia de pé sobre um estrado de madeira que foi feito para a ocasião. Junto dele, à sua direita, ficaram Matatias, Chema, Anaías, Urias, Hilquias e Masseias. À esquerda ficou Pedaías, Michael, Malquias, Hachum, Hasbadana, Zacarias e Mechulam. 5Esdras abriu o livro à vista de todo o povo, pois estava em lugar mais elevado e, ao abri-lo, todos se puseram em pé. 6Deu louvores ao Senhor, o grande Deus, e todo o povo respondeu, com os braços levantados: «Ámen! Ámen!» E inclinando-se, com o rosto por terra, adoraram o Senhor.

7Os levitas Josué, Bani, Cherebias, Jamin, Acub, Chabetai, Hodias, Masseias, Quelitá, Azarias, Jozabad, Hanan e Pelaías explicavam a lei ao povo, que permanecia no seu lugar. 8Liam em voz alta o livro da lei de Deus, traduziam-no e explicavam-no para que todos compreendessem a Escritura.

9Toda a gente chorava ao ouvir as palavras da lei. Então o governador Neemias e o sacerdote e escriba Esdras, bem como os levitas que estavam a explicar a lei disseram ao povo: «Este é um dia consagrado ao Senhor, nosso Deus. Não se entristeçam nem chorem!» 10Esdras disse ainda: «Vão-se embora, comam e bebam do melhor que tiverem e convidem para comer e beber os que não têm nada preparado, pois este é um dia santo. Não estejam tristes, porque na alegria do Senhor está a vossa força!»

11Também os levitas acalmaram o povo, dizendo: «Silêncio! Este é um dia santo. Não estejam tristes!»

12Todo o povo se afastou então para comer e beber, repartindo uns com os outros. Fizeram uma grande festa, porque tinham compreendido o que lhes tinha sido ensinado.

Festa das Tendas

13No dia seguinte, os chefes de família, os sacerdotes e os levitas reuniram-se na presença de Esdras, para compreenderem melhor as palavras da lei. 14Nesta lei que o Senhor tinha dado por meio de Moisés, encontraram a passagem que obriga os israelitas a habitarem em tendas, durante a festa religiosa do sétimo mês. 15Deviam, por isso, anunciar e proclamar em Jerusalém e por todas as cidades o seguinte aviso: «Subam aos montes e tragam ramos de oliveira, de zambujeiro, de mirto e de palmeira e outros ramos de árvores frondosas, para fazermos tendas, conforme está escrito.»

16Saiu então o povo para trazer ramos e fizeram-se tendas nos terraços, nos pátios, nos átrios do templo de Deus, nas praças em frente da porta da Água e da porta de Efraim. 17Todos os que tinham voltado do cativeiro fizeram as suas tendas e lá habitaram. Desde o tempo de Josué, filho de Nun, até então, os israelitas nunca tinham feito coisa semelhante. Houve de facto uma grande alegria. 18Lia-se diariamente a lei de Deus, isto desde o primeiro dia até ao último da festa. Celebrou-se a festa durante sete dias e, no oitavo, houve uma grande assembleia, como estava determinado na lei.