a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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Grande assembleia e leitura da lei

81Quando chegou o sétimo mês, já os israelitas estavam nas suas respetivas povoações, todo o povo se reuniu como um só homem na praça que está em frente da porta da Água, e pediu-se ao escriba Esdras para trazer o livro da Lei de Moisés, que o Senhor tinha dado a Israel. 2No primeiro dia desse mês, o sacerdote Esdras levou a lei diante da assembleia que era composta por homens, mulheres e todos os que já tinham idade e capacidade de entendimento.

3Ali mesmo, na praça que está em frente da porta da Água, Esdras esteve a ler o livro desde a manhã até ao meio-dia, na presença de homens, mulheres e de quantos tinham capacidade de entendimento; e todos estavam atentos à leitura da lei. 4Esdras permanecia de pé sobre um estrado de madeira que foi feito para a ocasião. Junto dele, à sua direita, ficaram Matatias, Chema, Anaías, Urias, Hilquias e Masseias. À esquerda ficou Pedaías, Michael, Malquias, Hachum, Hasbadana, Zacarias e Mechulam. 5Esdras abriu o livro à vista de todo o povo, pois estava em lugar mais elevado e, ao abri-lo, todos se puseram em pé. 6Deu louvores ao Senhor, o grande Deus, e todo o povo respondeu, com os braços levantados: «Ámen! Ámen!» E inclinando-se, com o rosto por terra, adoraram o Senhor.

7Os levitas Josué, Bani, Cherebias, Jamin, Acub, Chabetai, Hodias, Masseias, Quelitá, Azarias, Jozabad, Hanan e Pelaías explicavam a lei ao povo, que permanecia no seu lugar. 8Liam em voz alta o livro da lei de Deus, traduziam-no e explicavam-no para que todos compreendessem a Escritura.

9Toda a gente chorava ao ouvir as palavras da lei. Então o governador Neemias e o sacerdote e escriba Esdras, bem como os levitas que estavam a explicar a lei disseram ao povo: «Este é um dia consagrado ao Senhor, nosso Deus. Não se entristeçam nem chorem!» 10Esdras disse ainda: «Vão-se embora, comam e bebam do melhor que tiverem e convidem para comer e beber os que não têm nada preparado, pois este é um dia santo. Não estejam tristes, porque na alegria do Senhor está a vossa força!»

11Também os levitas acalmaram o povo, dizendo: «Silêncio! Este é um dia santo. Não estejam tristes!»

12Todo o povo se afastou então para comer e beber, repartindo uns com os outros. Fizeram uma grande festa, porque tinham compreendido o que lhes tinha sido ensinado.

Festa das Tendas

13No dia seguinte, os chefes de família, os sacerdotes e os levitas reuniram-se na presença de Esdras, para compreenderem melhor as palavras da lei. 14Nesta lei que o Senhor tinha dado por meio de Moisés, encontraram a passagem que obriga os israelitas a habitarem em tendas, durante a festa religiosa do sétimo mês. 15Deviam, por isso, anunciar e proclamar em Jerusalém e por todas as cidades o seguinte aviso: «Subam aos montes e tragam ramos de oliveira, de zambujeiro, de mirto e de palmeira e outros ramos de árvores frondosas, para fazermos tendas, conforme está escrito.»

16Saiu então o povo para trazer ramos e fizeram-se tendas nos terraços, nos pátios, nos átrios do templo de Deus, nas praças em frente da porta da Água e da porta de Efraim. 17Todos os que tinham voltado do cativeiro fizeram as suas tendas e lá habitaram. Desde o tempo de Josué, filho de Nun, até então, os israelitas nunca tinham feito coisa semelhante. Houve de facto uma grande alegria. 18Lia-se diariamente a lei de Deus, isto desde o primeiro dia até ao último da festa. Celebrou-se a festa durante sete dias e, no oitavo, houve uma grande assembleia, como estava determinado na lei.

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Penitência pública

91No dia vinte e quatro desse mês, os israelitas reuniram-se para um jejum. Vestiram roupas grosseiras e deitaram pó sobre as cabeças, em sinal de luto. 2Separaram-se dos estrangeiros e, de pé, confessaram os seus pecados e as culpas dos seus antepassados. 3Durante três horas estiveram de pé nos seus lugares a ouvirem a leitura do livro da lei do Senhor, e durante outras três, confessaram os seus pecados e adoraram o Senhor, seu Deus. 4Josué, Bani, Cademiel, Chebanias, Buni, Cherebias, Bani e Canani subiram ao estrado dos levitas e invocaram, em voz alta, o Senhor, seu Deus. 5Os levitas Josué, Cademiel, Bani, Hassabenias, Cherebias, Hodias, Chebanias e Petaías disseram:

«Levantem-se e louvem ao Senhor, vosso Deus, por todo o sempre!»

Oração dos levitas

«Senhor que o teu nome glorioso seja louvado,

cuja grandeza está acima de toda a bênção e louvor!

6Tu és o Senhor e não há outro.

Foste tu que fizeste o céu

e o mais alto dos céus, com todas as estrelas;

fizeste a terra e tudo o que nela existe,

os mares e o que eles contêm.

És tu que dás a vida a todas as coisas.

Adoram-te as estrelas do céu.

7Tu és o Senhor Deus! Foste tu que escolheste Abrão;

tiraste-o de Ur dos caldeus

e puseste-lhe o nome de Abraão.

8Viste que ele te era fiel

e fizeste com ele uma aliança,

prometendo dar aos seus descendentes

o país dos cananeus, dos hititas, dos amorreus,

dos perizeus, dos jebuseus e dos guirgaseus.

E cumpriste a tua promessa, porque és fiel.

9Viste a aflição dos nossos antepassados, no Egito,

e escutaste o seu clamor no Mar Vermelho.

10Realizaste maravilhas e prodígios contra o faraó e seus ministros

e contra todo o povo do seu país,

pois sabias como eles oprimiam o teu povo.

Assim ganhaste a fama que agora tens.

11Dividiste o mar diante dos israelitas,

que passaram a pé enxuto;

precipitaste no fundo os perseguidores,

como uma pedra atirada à água.

12Guiaste-os de dia por meio duma coluna de fumo

e de noite por meio duma coluna de fogo,

para alumiares o caminho que haviam de seguir.

13Desceste ao monte Sinai

e falaste com eles lá do céu.

Deste-lhes ordens justas,

leis verdadeiras,

preceitos e mandamentos bons.

14Ensinaste-os a observarem o teu santo sábado

e deste-lhes os mandamentos e preceitos da lei,

por meio de Moisés, teu servo.

15Deste-lhes o pão do céu, para lhes matares a fome,

e fizeste jorrar água do rochedo, para lhes matares a sede.

Disseste-lhes para tomarem posse da terra

que tinhas jurado dar-lhes.

16Eles porém e os outros nossos antepassados,

cheios de orgulho, mostraram-se rebeldes

e não obedeceram aos teus mandamentos.

17Não quiseram obedecer, esquecendo-se das coisas maravilhosas

que tinhas feito em seu favor.

Foram tão rebeldes que escolheram um chefe

para voltar de novo para a escravidão do Egito9,17 Ou: decidiram voltar para a escravidão. Cf. Nm 14,4..

Mas tu és um Deus de perdão,

cheio de bondade e misericórdia,

paciente e cheio de compaixão e não os abandonaste.

18Fizeram também um bezerro de metal fundido

e disseram que aquilo era o seu deus que os tinha tirado do Egito.

Cometeram ainda outras graves ofensas,

19mas tu, com a tua grande bondade,

não os abandonaste no deserto.

Lá estava a coluna de fumo,

que não se afastou deles,

para lhes guiar o caminho, durante o dia,

e a coluna do fogo, que lhes alumiava o caminho, durante a noite.

20Deste-lhes o teu bom espírito para eles compreenderem;

não lhes recusaste o teu maná, para comerem,

e deste-lhes a água para matarem a sede.

21Durante quarenta anos, alimentaste-os no deserto,

sem nada lhes faltar.

E nem as roupas se romperam,

nem os seus pés incharam.

22Entregaste-lhes reinos e povos,

cujas terras sorteaste entre eles.

Conquistaram os países do rei Seon de Hesbon

e o do rei Og de Basã.

23Multiplicaste os seus filhos como as estrelas do céu

e fizeste-os entrar na terra,

que tinhas jurado aos seus antepassados

que havias de lhes dar.

24Entraram nela e tomaram posse dela.

Derrotaste diante deles os seus habitantes, os cananeus,

e entregaste-os nas mãos do teu povo.

Este podia tratar como quisesse

os reis e os povos daquela região.

25Apoderaram-se de cidades fortificadas e de um país fértil,

de casas cheias de tudo e que tinham boas cisternas,

de vinhas e olivais e de árvores de fruto em abundância.

Comeram até se saciarem

e deleitaram-se com tanta coisa boa que lhes deste.

26Apesar de tudo, eles foram rebeldes

e revoltaram-se contra ti.

Desprezaram a tua lei,

mataram os teus profetas,

que os repreendiam para eles se converterem;

ofenderam-te gravemente.

27Por isso, os entregaste aos seus inimigos, que os oprimiram.

Mas quando estavam oprimidos,

clamavam por ti e tu lá do céu, os atendias.

Na tua grande compaixão,

enviavas-lhes quem os salvasse e libertasse

do poder dos seus inimigos.

28No entanto, logo que obtinham a paz,

voltavam a fazer o mal contra ti.

Assim os abandonavas de novo

nas mãos dos seus inimigos, que os dominavam.

Voltavam mais uma vez a pedir-te ajuda

e tu, cheio de compaixão,

escutava-los lá do céu e libertava-los muitas vezes.

29Exortaste-os a observarem a tua lei,

mas eles, cheios de soberba, não obedeceram às tuas ordens.

Transgrediram os teus mandamentos,

que dão vida a quem os observa.

Voltaram as costas com rebeldia

e recusaram-se teimosamente a obedecer.

30Suportaste-os durante muitos anos,

exortaste-os por meio dos teus profetas

e aconselhaste-os pelo teu espírito,

mas eles não te deram ouvidos.

Então entregaste-os ao poder de outras nações.

31No entanto, pela tua grande misericórdia,

não os aniquilaste nem os abandonaste,

porque tu és Deus bondoso e compassivo.

32Tu, nosso Deus, tu és grande,

poderoso e terrível,

e manténs a aliança com fidelidade.

Não sejas indiferente a todos os sofrimentos que nos atingem,

a nós, aos nossos reis e aos nossos chefes,

aos nossos sacerdotes e aos nossos profetas,

aos nossos antepassados e a todo o teu povo,

desde os tempos do rei da Assíria até ao dia de hoje.

33É certo que tu foste justo em tudo o que nos aconteceu,

pois agiste com lealdade,

ao passo que nós fizemos o mal.

34Os nossos reis e os nossos chefes,

os nossos sacerdotes e os nossos antepassados

não puseram em prática a tua lei;

não atenderam aos preceitos e advertências que lhes deste.

35No seu reino, apesar dos muitos bens que lhes deste

e da terra grande e fértil que lhes entregaste,

não te prestaram culto,

nem abandonaram as suas más ações.

36Hoje somos escravos,

neste mesmo país que deste aos nossos antepassados,

para se alimentarem dos seus frutos e dos seus bens.

37A terra é fértil,

mas os seus produtos são para os reis estrangeiros,

que nos impuseste por causa dos nossos pecados.

São eles, de facto, que dispõem à vontade

das nossas pessoas e dos nossos animais.

Encontramo-nos numa grande tribulação!»

10

Renovação da aliança

101Por tudo isto, nós tomamos um compromisso firme por escrito, que vai ser assinado pelos nossos chefes, pelos nossos levitas e sacerdotes.

2Assinam as seguintes pessoas: Neemias, o governador, filho de Hacalias, Sedecias, 3Seraías, Azarias, Jeremias, 4Pachiur, Amarias, Malquias, 5Hatus, Chebanias, Maluc, 6Harim, Meremot, Obadias, 7Daniel, Guineton, Baruc, 8Mechulam, Abias, Miamin, 9Maazias, Bilgai e Chemaías. Todos estes eram sacerdotes.

10Levitas: Josué, filho de Azanias e Binui, do clã de Henadad, Cademiel 11e os seus irmãos Chebanias, Hodias, Quelitá, Pelaías, Hanan, 12Mica, Reob, Hassabias, 13Zacur, Cherebias, Chebanias, 14Hodias, Bani e Beninu.

15Chefes do povo: Parós, Paat-Moab, Elam, Zatu, Bani, 16Buni, Azegad, Bebai, 17Adonias, Bigvai, Adin, 18Ater, Ezequias, Azur, 19Hodias, Hachum, Beçai, 20Harif, Anatot, Nebai, 21Magpias, Mechulam, Hezir, 22Mechezabel, Sadoc, Jadua, 23Pelatias, Hanan, Anaías, 24Oseias, Hananias, Hassub, 25Loés, Pileá, Chobec, 26Reum, Hassabna, Masseias, 27Aías, Hanan, Anan, 28Maluc, Harim e Baaná.

Solenes compromissos

29Juntaram-se a eles o resto do povo, sacerdotes, levitas, porteiros, cantores, servidores do templo e todos os que se tinham afastado da população estrangeira do país, para cumprirem a lei de Deus, juntamente com as suas mulheres, os seus filhos e filhas já capazes de entender. 30Uniram-se aos seus compatriotas notáveis e juraram seguir a lei de Deus, que ele tinha dado por meio do seu servo Moisés, e observar fielmente todos os seus mandamentos, regras e preceitos. 31Decidimos não consentir que as nossas filhas casassem com os naturais do país e não aceitar que as filhas deles casassem com os nossos filhos. 32Comprometemo-nos igualmente a não comprar nada aos naturais do país, quando trouxessem os seus produtos para vender, ao sábado ou em dia santo, e ainda a deixar a terra de pousio no sétimo ano e a perdoar todas as dívidas. 33Assumimos a obrigação de pagar cada ano a terça parte de um siclo para o serviço do templo, 34para os pães consagrados, para as ofertas diárias de cereais, para os holocaustos diários, para os sacrifícios dos sábados e das festas do primeiro dia do mês e doutras solenidades, para as outras ofertas consagradas a Deus, para os sacrifícios pelo perdão do pecado de Israel e para as despesas com o culto no templo do nosso Deus. 35Além disso, os sacerdotes, os levitas e todo o resto do povo deitaram sortes para se ver quem levaria cada ano, segundo as respetivas famílias e em tempos determinados, a lenha para queimar no altar do Senhor, nosso Deus, como está escrito na lei. 36Comprometemo-nos a levar ao templo do Senhor, todos os anos, os primeiros frutos dos nossos campos e das nossas árvores 37e a apresentar no templo, aos sacerdotes que lá prestam serviço, o primeiro filho que nos nascesse, bem como as primeiras crias das nossas vacas e ovelhas. 38Igualmente assumimos o compromisso de entregar, nas salas do templo, a nossa primeira farinha, os primeiros frutos das árvores e o nosso primeiro vinho e azeite para os sacerdotes e a levar aos levitas a décima parte das nossas colheitas. Os levitas irão pessoalmente levantar essa décima parte nas povoações em que moramos.

39Ao receberem a décima parte, os levitas devem estar acompanhados de um sacerdote descendente de Aarão. Em seguida devem levar o que recebem para os armazéns do templo do nosso Deus. 40Os israelitas e os levitas levarão as ofertas do trigo, do vinho e do azeite para os armazéns onde se encontram os utensílios do santuário. É lá que se encontram os sacerdotes de serviço, os porteiros e os cantores. Prometemos não abandonar o templo do nosso Deus.