a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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Guerra contra os madianitas

311O Senhor disse a Moisés: 2«Primeiro deves fazer com que os israelitas se vinguem dos madianitas31,2 Ver cap. 25, em especial os v. 17–18. e depois irás juntar-te aos teus antepassados, que morreram.»

3Moisés disse então ao povo: «Dos vossos homens preparem um exército para a guerra e mandem-nos ir atacar os madianitas, para se vingarem deles, em nome do Senhor. 4Cada uma das tribos deve mandar mil homens para a guerra.»

5E assim se juntaram doze mil homens armados para a guerra, sendo mil de cada uma das tribos.

6Moisés mandou-os para a batalha, mil por cada tribo, às ordens de Fineias, filho do sacerdote Eleazar, que levava os objetos sagrados31,6 Trata-se talvez dos dados sagrados, Urim e Tumim; ver Ex 28,30 e nota. e os cornetins, para o toque de guerra. 7Os israelitas atacaram os madianitas, como o Senhor tinha mandado a Moisés, e mataram todos os seus homens. 8Entre os que foram mortos estavam também os cinco reis da região de Madiã: Evi, Reguem, Sur, Hur e Reba. E também mataram à espada Balaão filho de Beor. 9Quanto às mulheres e crianças, os israelitas levaram-nas como prisioneiras e saquearam tudo, os animais, gados e riquezas. 10Incendiaram todas as cidades e aldeias 11e recolheram os despojos, pessoas e animais. 12Levaram tudo a Moisés e ao sacerdote Eleazar e à comunidade dos israelitas, que se encontravam nas planícies de Moab, junto do Jordão, em frente de Jericó.

13Moisés, o sacerdote Eleazar e os chefes da comunidade saíram ao encontro deles, fora do acampamento. 14Moisés ficou muito irritado contra os comandantes das tropas, chefes dos grupos de mil, de cem e de cinquenta soldados, que regressavam da guerra 15e disse-lhes: «Por que não mataram as mulheres? 16Foram precisamente elas que no caso de Balaão, levaram os israelitas a afastar-se do Senhor e a adorarem o deus Baal em Baal-Peor31,16 Este aspeto não foi contado no cap. 25., o que provocou uma grande mortandade no povo do Senhor. 17Portanto, matem todos os rapazes e crianças e as mulheres que são ou foram casadas. 18Quanto às raparigas solteiras, conservem-lhes a vida e guardem-nas para vocês. 19Quanto aos que mataram alguém ou tocaram nas vítimas, fiquem fora do acampamento durante sete dias e purifiquem-se no terceiro e no sétimo dia, juntamente com as vossas prisioneiras. 20Purifiquem também as roupas e objetos de couro, de pele de cabra ou de madeira.»

21O sacerdote Eleazar disse aos que vinham da guerra: «Estas são as normas da lei que o Senhor deu a Moisés: 22ouro, prata, bronze, ferro, estanho ou chumbo, 23tudo o que resistir ao fogo, devem passá-lo pelo fogo e lavá-lo com a água da purificação31,23 Ver 19,9.. E aquilo que não resistir ao fogo devem lavá-lo com água. 24No sétimo dia, lavem as vossas roupas e ficarão ritualmente puros. Depois disso, podem entrar no acampamento.»

Repartição dos despojos

25O Senhor disse a Moisés: 26«Tu e o sacerdote Eleazar e os chefes de clã da comunidade façam as contas dos despojos que trouxeram, tanto das pessoas como dos animais. 27E dividam os despojos a meio: metade para os soldados que foram à batalha e metade para o resto da comunidade. 28Da parte dos soldados, retira, como tributo para o Senhor, uma cabeça por cada quinhentas, tanto das pessoas como dos animais, bois, burros ou ovelhas. 29Essa parte entrega-a ao sacerdote Eleazar; é o tributo para o Senhor. 30Da metade destinada aos israelitas, retira um por cinquenta, tanto das pessoas como dos animais, bois, burros, ovelhas e de toda a espécie de animais, e entrega-os aos levitas, encarregados da guarda do santuário do Senhor

31Moisés com o sacerdote Eleazar fez o que o Senhor lhe tinha mandado. 32O total dos despojos que os guerreiros israelitas recolheram foi de seiscentas e setenta e cinco mil ovelhas, 33setenta e dois mil bois, 34sessenta e um mil burros 35e trinta e duas mil mulheres solteiras.

36A metade que correspondia aos soldados que foram à batalha era, portanto, de trezentas e trinta e sete mil e quinhentas ovelhas, 37ficando seiscentas e setenta e cinco como tributo para o Senhor; 38dos trinta e seis mil bois, ficaram setenta e dois como tributo para o Senhor; 39dos trinta mil e quinhentos burros ficaram sessenta e um como tributo para o Senhor; 40e das dezasseis mil pessoas ficaram trinta e duas como tributo para o Senhor.

41Moisés entregou a parte que ficava como tributo para o Senhor ao sacerdote Eleazar tal como o Senhor tinha mandado.

42A outra metade, que Moisés tinha separado do que tocava aos soldados e atribuiu à comunidade dos israelitas, 43era igualmente de trezentas e trinta e sete mil e quinhentas ovelhas, 44trinta e seis mil bois, 45trinta mil e quinhentos burros 46e dezasseis mil mulheres solteiras. 47Desta metade, Moisés retirou um por cada cinquenta, tanto das pessoas como dos animais, e entregou-os aos levitas, encarregados da guarda do santuário do Senhor, tal como o Senhor lhe tinha mandado.

48Então os comandantes do exército, que tinham estado à frente dos grupos de mil, e de cem soldados, foram ter com Moisés 49e disseram-lhe: «Estivemos a contar os soldados que estavam à nossa responsabilidade e vimos que não falta nenhum. 50Por isso, queremos oferecer ao Senhor os objetos de ouro, que cada um de nós encontrou: braceletes, pulseiras, anéis, brincos e colares. Oferecemo-los ao Senhor em reconhecimento, por nos ter salvado a vida.»

51Moisés e o sacerdote Eleazar aceitaram o ouro que eles ofereceram, tudo joias finamente trabalhadas. 52Este ouro oferecido pelos chefes dos grupos de mil e de cem soldados, como tributo para o Senhor, totalizou cerca de cento e setenta quilos. 53Era o que os soldados tinham recolhido para si mesmos. 54Moisés e o sacerdote Eleazar receberam o ouro dos chefes de mil e de cem soldados e levaram-no para a tenda do encontro, ficando como memorial, para que o Senhor se lembrasse dos israelitas.

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Instalação das tribos de Rúben e Gad

321As tribos de Rúben e Gad tinham muito gado. Vendo que a região de Jazer e a de Guilead32,1 Jazer e Guilead: Territórios situados a leste do Jordão, separados pela ribeira de Jaboc. eram excelentes para a criação de gado, 2foram ter com Moisés, com o sacerdote Eleazar e com os chefes da comunidade e disseram-lhes: 3«As regiões de Atarot, Dibon, Jazer, Nimerá, Hesbon, Elalé, Sebam, Nebo e Beon, 4que o Senhor conquistou a favor da comunidade dos israelitas, são regiões boas para gado. E nós, teus servos, temos muitos animais! 5Faz-nos um favor! Que esta terra fique a ser nossa propriedade e já não teremos de atravessar o Jordão.»

6Moisés respondeu aos descendentes de Rúben e Gad: «Então os vossos irmãos vão para a guerra e vocês ficam aqui? 7Por que é que hão de desanimar os outros israelitas, para não entrarem na terra que o Senhor lhes vai dar? 8Isso foi o que fizeram os vossos antepassados, quando os mandei de Cadés Barneia a explorar o país: 9foram até ao vale de Escol, viram a terra e, depois, foram desanimar os israelitas, para eles não entrarem na terra que o Senhor lhes vai dar32,9 Sobre os v. 8–9, ver 13,17–33.. 10Naquele dia, o Senhor ficou muito indignado e jurou 11que os homens que saíram do Egito com mais de vinte anos de idade não chegariam a ver a terra que ele tinha prometido a Abraão, a Isaac e a Jacob, porque o povo não lhe foi fiel. 12Somente Caleb, filho de Jefuné, descendente de Quenaz, e ainda Josué, filho de Nun, fizeram exceção, porque lhe foram inteiramente fiéis. 13O Senhor ficou muito irado com os israelitas e obrigou-os a vaguear pelo deserto, durante quarenta anos, até ter desaparecido toda aquela geração, que tinha desagradado ao Senhor. 14E agora querem mostrar que pertencem à raça de homens pecadores que foram os vossos pais, fazendo com que o Senhor fique ainda mais indignado contra os israelitas? 15Se se afastarem dele, ele vai deixar-vos ficar mais uma vez no deserto e vocês serão os culpados da destruição deste povo.»

16Eles aproximaram-se mais de Moisés e disseram: «Só queremos construir aqui currais para os nossos rebanhos e cidades para os nossos filhos. 17Depois iremos armados à frente dos israelitas, lutando até os ajudarmos a instalar-se no seu lugar, enquanto os nossos filhos ficam seguros em cidades fortificadas, a salvo dos que vivem nesta região. 18Nós não voltaremos para nossas casas, enquanto cada israelita não tiver ocupado a propriedade que lhe é destinada. 19E não queremos para nós nenhuma propriedade a ocidente do Jordão, pois a nossa propriedade já está em nosso poder, a oriente do Jordão.»

20Moisés respondeu-lhes: «Se assim fizerem, se forem armados à frente dos vossos irmãos, para a batalha, 21se todos os vossos homens de armas atravessarem o Jordão, à frente do Senhor, até que ele afaste todos os seus inimigos da sua frente 22e o país tenha sido conquistado para o Senhor, então poderão voltar, pois já não estarão em obrigação para com o Senhor nem para com os israelitas. Esta terra será então vossa propriedade, com a aprovação do Senhor. 23Mas se não fizerem assim, fiquem a saber que cometem um pecado contra o Senhor e que algum dia terão de pagar por esse pecado. 24Portanto, construam cidades para os vossos filhos e currais para os vossos gados e cumpram com a vossa promessa.»

25Os descendentes de Rúben e de Gad responderam a Moisés: «Nós somos teus servos e queremos fazer como nos mandas; 26as nossas crianças, as nossas mulheres e os nossos animais e gados ficarão aqui nas cidades de Guilead 27e todos os nossos homens armados irão para a batalha, às ordens do Senhor, tal como nos ordenaste.»

28Moisés deu as seguintes instruções a respeito deles ao sacerdote Eleazar e a Josué, filho de Nun, e aos chefes de clã das tribos israelitas: 29«Se os descendentes de Gad e de Rúben passarem convosco o rio Jordão armados, para lutar às ordens do Senhor, e conseguirem conquistar aquela terra, devem dar-lhes a terra de Guilead como propriedade. 30Mas se eles não forem convosco armados, então têm que ficar com uma propriedade ao vosso lado, na terra de Canaã32,30 A instalação em Canaã seria um castigo, porque seria talvez menos útil para a criação de gado.

31Os descendentes de Gad e de Rúben responderam: «Faremos o que o Senhor nos mandou. 32Vamos passar armados para a terra de Canaã, às ordens do Senhor, e ficaremos com a nossa propriedade a oriente do Jordão32,32 Sobre os v. 28–32, ver Js 1,12–15.

33Moisés entregou aos descendentes de Gad e de Rúben e a metade da tribo de Manassés, filho de José, os territórios de Seon, rei dos amorreus, e de Og, rei de Basã, com todas as suas cidades e povoações e os campos que as rodeavam.

34Os descendentes de Gad e de Rúben reconstruíram Dibon, Atarot, Aroer, 35Atarot-Chofan, Jazer, Jogboa, 36Bet-Nimerá, Bet-Haran; fizeram delas cidades fortificadas e construíram currais para os rebanhos. 37Os descendentes de Rúben reconstruíram Hesbon, Elalé, Quiriataim, 38Nebo, Baal-Meon e Sibma e puseram nomes novos às povoações que reconstruíram.

39Os descendentes de Maquir, filho de Manassés, foram conquistar Guilead e apoderaram-se dela, expulsando os amorreus que lá viviam. 40Moisés entregou Guilead aos descendentes de Maquir, filho de Manassés, e este estabeleceu-se ali.

41Os descendentes de Jair, filho de Manassés, apoderaram-se de algumas aldeias dos amorreus, que ficaram a chamar-se, desde então, Aldeias de Jair.

42Noba apoderou-se de Quenat e das povoações à sua volta e pôs-lhe o seu próprio nome, Noba.

33

Etapas da viagem, desde a saída do Egito

331Estas são as etapas da viagem que fizeram os israelitas, desde que saíram do Egito, como um exército organizado e guiados por Moisés e Aarão. 2Moisés foi registando as várias etapas e os lugares donde saíam, para se porem de novo em viagem, conforme as ordens que o Senhor lhes dava. E estas foram as suas partidas e chegadas33,2 Alguns nomes aqui mencionados não são conhecidos por outras fontes, nem identificados..

3Saíram de Ramessés no dia quinze do primeiro mês, dia a seguir à Páscoa, e saíram triunfantes33,3 Ver Ex 14,8. à vista de todos os egípcios. 4Os egípcios, esses estavam ainda a enterrar os seus filhos mais velhos que o Senhor tinha feito morrer, mostrando que era mais forte do que os seus deuses.

5Os israelitas saíram de Ramessés e acamparam em Sucot.

6Saíram de Sucot e acamparam em Etam, nos confins do deserto.

7De Etam, deram a volta para Pi-Hairot33,7 Pi-Hairot. Em hebraico, “Pené-Hairot”., que está em frente de Baal-Safon, e acamparam em frente de Migdol.

8De Pi-Hairot, passaram o mar em direção ao deserto, caminharam três dias pelo deserto de Etam e acamparam em Mara.

9Saíram de Mara e chegaram a Elim. Em Elim havia doze nascentes de água e setenta tamareiras e ali acamparam.

10De Elim foram acampar junto ao Mar Vermelho.

11Do Mar Vermelho foram acampar no deserto de Sin.

12Saíram do deserto de Sin e acamparam em Dofca.

13De Dofca foram acampar em Alús.

14Saíram de Alús e acamparam em Refidim, onde o povo não encontrou água para beber.

15De Refidim foram acampar no deserto do Sinai.

16Saíram do deserto do Sinai e foram acampar em Quiberot-Tavá.

17De Quiberot-Tavá foram acampar em Hacerot.

18Saíram de Hacerot e acamparam em Ritma.

19Saíram de Ritma e foram acampar em Rimon-Peres.

20De Rimon-Peres foram acampar em Libna.

21Partiram de Libna e foram acampar em Rissa.

22De Rissa foram acampar em Queelata.

23De Queelata foram acampar no monte Chéfer.

24Saíram do monte Chéfer e acamparam em Harada.

25De Harada foram acampar em Maquelot.

26De Maquelot foram acampar em Taat.

27Partiram de Taat e acamparam em Tera.

28De Tera foram acampar em Mitca.

29De Mitca foram acampar em Hasmona.

30Saíram de Hasmona e acamparam em Mosserot.

31De Mosserot foram acampar em Benê-Jacan.

32De Benê-Jacan foram acampar em Hor-Guidgad.

33Partiram de Hor-Guidgad e acamparam em Jotbatá.

34De Jotbatá foram acampar em Abrona.

35De Abrona foram acampar em Ecion-Guéber.

36Saíram de Ecion-Guéber e acamparam no deserto de Sin, em Cadés.

37Partiram de Cadés e foram acampar no monte Hor, na fronteira de Edom. 38Foi ali que Aarão subiu ao monte Hor, por ordem do Senhor e ali morreu. Era o primeiro dia do quinto mês do ano quarenta, depois da saída do Egito33,38 Ver Nm 20,22–28; Dt 10,6.. 39Aarão tinha cento e vinte e três anos de idade, quando morreu no monte Hor.

40Nessa altura, o rei cananeu de Arad, que habitava na parte do Negueve que pertence a Canaã, ouviu falar da chegada dos israelitas33,40 Ver 21,1..

41Depois saíram do monte Hor e acamparam em Salmona.

42De Salmona foram acampar em Punon.

43De Punon foram acampar em Obot.

44De Obot foram acampar em Ié-Abarim, na fronteira de Moab.

45Saíram de Ié-Abarim e foram acampar em Dibon-Gad.

46Saíram de Dibon-Gad e foram acampar em Almon-Diblataim.

47Saíram de Almon-Diblataim e acamparam nas montanhas de Abarim, em frente do monte Nebo.

48Partindo das montanhas de Abarim, acamparam nas planícies de Moab, junto do Jordão, em frente de Jericó. 49Na planície de Moab, acamparam ao longo do Jordão, desde Bet-Jechimot até Abel-Chitim.

Normas para a partilha de Canaã

50Na estepe de Moab, junto do Jordão, diante de Jericó, o Senhor disse a Moisés 51que comunicasse aos israelitas as seguintes ordens: «Quando atravessarem o Jordão, para entrarem na terra de Canaã, 52devem expulsar de lá todos os seus habitantes, destruir todas as estátuas dos seus deuses, feitas de pedra e de metal, e arrasar os seus santuários. 53Conquistem o país e estabeleçam-se nele, pois eu dou-vos essa terra em propriedade. 54Devem repartir essa terra, por sorteio, entre as vossas famílias. As famílias maiores receberão uma herança maior e as mais pequenas, uma herança menor. E cada tribo deve ocupar a parte que o sorteio lhe destinar33,54 Ver Nm 20,22–28; Dt 10,6.. 55Se não expulsarem os habitantes do país, os que ficarem serão como espinhos nos vossos olhos e aguilhões no vosso corpo e hão de ser uma ameaça nessa terra onde vão viver. 56E eu farei contra vós o que tencionava fazer contra eles.»

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