a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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Funções dos descendentes de Queat

41O Senhor disse a Moisés e a Aarão: 2«Façam a lista dos descendentes de Queat, por famílias e clãs, para os separar dos restantes levitas, 3compreendendo todos os que tiverem entre trinta e cinquenta anos e estiverem aptos para o serviço e para as tarefas da tenda do encontro. 4A função própria dos descendentes de Queat é ocupar-se das coisas mais sagradas da tenda do encontro. 5Quando os israelitas tiverem de se pôr a caminho, Aarão e os seus filhos tirarão as cortinas para cobrirem com elas a arca que guarda o documento da aliança. 6Por cima dela devem colocar uma cobertura de pele fina e sobre ela devem estender um pano de púrpura escarlate4,6 Ver Ex 25,4–5., colocando-lhe os varais para a transportar.

7Sobre a mesa dos pães consagrados devem estender também um pano de cor violeta e em cima dele colocarão os pratos, as conchas, as taças e as jarras para as ofertas de vinho; sobre ele devem colocar também os pães consagrados como oferta diária. 8Por cima de tudo, devem estender um pano de púrpura e cobri-lo com uma cobertura de pele fina, colocando-lhe os varais.

9Com um pano de cor violeta devem cobrir igualmente o candelabro com as suas lâmpadas, os espevitadores, os apagadores e todos os recipientes de azeite que servem para as alimentar. 10Devem embrulhar o candelabro com todos os seus acessórios nessa cobertura de pele fina e colocá-los sobre uma padiola.

11Sobre o altar de ouro4,11 Altar destinado a nele se oferecerem incenso e perfumes. Ver Ex 37,25–28. devem estender um pano de cor violeta e cobri-lo com uma cobertura de pele fina, colocando-lhe os varais.

12Devem recolher igualmente num pano de cor violeta todos os utensílios de que se servem nas funções sagradas, embrulhá-los numa pele fina e colocá-los sobre a padiola.

13Devem retirar as cinzas do altar e colocar sobre ele um pano de púrpura. 14Sobre ele hão de colocar todos os utensílios que usam no serviço do altar: braseiros, forquilhas, pás e bacias de aspersão; devem estender por cima de todos estes utensílios do altar uma cobertura de pele fina, colocando-lhe os varais.

15Quando os israelitas tiverem que sair dum acampamento, Aarão e os seus filhos devem cobrir primeiro o santuário e todos os seus objetos sagrados e só depois os descendentes de Queat poderão aproximar-se para os transportar. Assim não tocarão nos objetos sagrados e não correrão o perigo de serem mortos. Esta é a obrigação dos descendentes de Queat, quanto à tenda do encontro.

16Eleazar, filho do sacerdote Aarão, tem por função cuidar do azeite do lampadário, dos perfumes de incenso, da oferta diária de cereais e do óleo da consagração. Deve cuidar, além disso, de todo o santuário e de tudo o que nele se encontra, nomeadamente, os objetos sagrados e acessórios.»

17O Senhor disse ainda a Moisés e a Aarão: 18«Não deixem que a família dos descendentes de Queat seja excluída da tribo de Levi. 19E para que eles não toquem nos objetos sagrados, correndo o risco de serem mortos, Aarão e os seus filhos devem aproximar-se deles e indicar a cada um a sua tarefa e o que deve transportar. 20Assim não vão pôr os olhos nas coisas sagradas nem por um momento, correndo o risco de morrer.»

Funções dos descendentes de Gerson

21O Senhor disse ainda a Moisés: 22«Faz também o recenseamento dos descendentes de Gerson, por clãs e famílias. 23Faz a lista de todos os que tiverem entre trinta e cinquenta anos, que estejam aptos para o serviço, a fim de serem encarregados de determinadas tarefas na tenda do encontro. 24Estas são as funções dos descendentes de Gerson e o que eles devem transportar: 25devem transportar os panos que cobrem o santuário, a tenda do encontro, a sua bandeira e a cobertura de pele fina que fica por cima e a cortina da entrada, 26os cortinados do átrio, que estão em frente do santuário e à volta do altar, com as suas cordas e todos os objetos utilizados nas suas funções sagradas4,26 Ver Ex 26,1–14; 27,9–16.. 27Os descendentes de Gerson ficarão às ordens de Aarão e dos seus filhos, para todas estas tarefas a realizar e para qualquer trabalho que seja necessário. Eles lhes indicarão o que devem guardar ou transportar.

28Estas são as funções das famílias dos descendentes de Gerson na tenda do encontro. E quem fica responsável por tudo isto é Itamar, filho do sacerdote Aarão.»

Funções dos descendentes de Merari

29«Deves fazer igualmente o recenseamento dos descendentes de Merari, por clãs e famílias. 30Faz a lista de todos os que tiverem entre trinta e cinquenta anos, que estejam aptos para o serviço, a fim de serem encarregados de determinadas tarefas na tenda do encontro.

31As coisas que eles têm a função de guardar e transportar, na tenda do encontro, são as seguintes: as pranchas do santuário, com as suas trancas, as suas colunas e suportes, 32as colunas do átrio, à volta, com os seus suportes e as estacas e cordas, bem como todos os utensílios que eles utilizam. Deves indicar a cada um deles em particular os objetos que devem guardar e transportar.

33Estas são as funções das famílias dos descendentes de Merari e as suas tarefas na tenda do encontro, sob as ordens de Itamar, filho do sacerdote Aarão.»

Recenseamento dos levitas em atividade

34Moisés e Aarão, com os chefes do povo israelita, fizeram o recenseamento dos descendentes de Queat, por famílias e clãs. 35Recensearam todos os que tinham entre trinta e cinquenta anos, que estavam aptos para o serviço, a fim de exercerem funções na tenda do encontro. 36O seu número, por famílias, era de dois mil setecentos e cinquenta. 37Este foi o recenseamento das famílias descendentes de Queat, que trabalham na tenda do encontro. Foi realizado por Moisés e Aarão, segundo as ordens que o Senhor tinha dado a Moisés.

38Os recenseados descendentes de Gerson, por famílias e clãs, 39com idades entre os trinta e os cinquenta anos e aptos para o serviço na tenda do encontro, 40eram em número de dois mil seiscentos e trinta recenseados por famílias e clãs. 41Foram estes os recenseados das famílias de descendentes de Gerson que podiam trabalhar na tenda do encontro, segundo o recenseamento realizado por Moisés e Aarão, obedecendo às ordens do Senhor.

42Os recenseados descendentes de Merari, por famílias e clãs, 43com idades entre os trinta e os cinquenta anos e aptos para o serviço, para servirem na tenda do encontro, 44eram em número de três mil e duzentos. 45Foram estes os recenseados das famílias descendentes de Merari, no recenseamento realizado por Moisés e Aarão, segundo a ordem que o Senhor tinha dado a Moisés.

46Os levitas recenseados por Moisés e Aarão juntamente com os chefes de Israel, por famílias e clãs, 47com idades compreendidas entre os trinta e os cinquenta anos, aptos para o serviço e transporte da tenda do encontro, 48eram em número de oito mil quinhentos e oitenta. 49Moisés ao fazer o recenseamento indicou para cada um a sua função e o que devia transportar, conforme a ordem que o Senhor lhe tinha dado.

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Exigências de pureza ritual e de justiça

51O Senhor disse a Moisés: 2«Diz aos israelitas que devem expulsar do acampamento todos os que estiverem impuros por qualquer espécie de lepra, por doença sexual ou por terem tocado num cadáver. 3Seja homem, seja mulher, devem expulsá-los5,3 Ver Lv 13,46. para fora do acampamento, para o não tornarem impuro, pois eu habito lá no meio deles.»

4Os israelitas assim fizeram: expulsaram todos esses para fora do acampamento. Conforme as ordens que o Senhor tinha dado a Moisés, assim o puseram em prática.

5O Senhor disse a Moisés 6que transmitisse aos israelitas as seguintes ordens: «Quando um homem ou uma mulher prejudicarem outra pessoa, ofendem o Senhor e tornam-se culpados. 7Devem, portanto, confessar a sua culpa e indemnizar aquele que foi prejudicado, na medida do prejuízo e acrescentando mais um quinto do seu valor. 8Se o prejudicado tiver morrido e não tiver um parente que o represente para receber a indemnização, esta deve reverter para o Senhor e ser entregue ao sacerdote, além do carneiro que se oferece para o ritual pelo perdão do pecado5,8 Sobre os v. 5–8, ver Lv 5,20–26..

9Aquilo que é reservado em tributo ao Senhor, em todas as ofertas que os israelitas apresentarem ao sacerdote, pertence a este último. 10E aquilo de que alguém pode dispor e o oferece para o sacerdote, isso pertence igualmente a este.»

Suspeitas sobre a fidelidade conjugal

11O Senhor disse a Moisés 12que comunicasse aos israelitas as seguintes ordens: «Pode acontecer que uma mulher se porte mal e seja infiel ao seu marido, 13tendo relações sexuais com outro homem, sem que o seu marido chegue a saber, e tornando-se impura, sem que ninguém o venha a saber, porque nenhuma testemunha a surpreendeu em flagrante. 14Se o marido tiver suspeitas e for atingido por ciúmes relativamente à sua mulher, quer ela tenha sido realmente culpada quer não, 15então deve levar a mulher ao sacerdote com a oferta a apresentar por ela, isto é, três quilos de farinha de cevada. Não deve derramar azeite nem colocar incenso na farinha, porque se trata de uma oferta de cereais por motivo de suspeita, destinada a servir de denúncia por um possível crime.

16O sacerdote irá apresentá-la diante do Senhor 17e pegará num recipiente de barro com água santa5,17 Não se sabe exatamente que água é esta. Poderia ser uma água conservada no santuário ou proveniente de alguma fonte tida por sagrada., misturando nela pó apanhado no chão do santuário; 18depois, leva essa mulher para diante do Senhor e descobre-lhe a cabeça5,18 Descobrir a cabeça era provavelmente um sinal de penitência, derivado de algum costume de luto. Ver Lv 10,6., colocando nas suas mãos a oferta de denúncia, que é oferta de suspeita. O sacerdote terá na sua mão a água amarga5,18 A água amarga é a água santa referida no v. 17, misturada com pó. que produz a maldição. 19Depois obriga-a a jurar e diz-lhe: “Se não tiveste relações com outro homem, se não foste infiel ao teu marido nem te tornaste impura, que esta água amarga que produz a maldição te não faça nenhum mal. 20Mas se foste infiel ao teu marido, tornando-te assim impura, e tiveste relações com um homem que não é teu marido, 21então que o Senhor faça de ti um exemplo de maldição entre o teu povo, fazendo com que fiques estéril e te faça inchar a barriga” — continua o sacerdote dirigindo-se à mulher em juramento de maldição — 22“que estas águas amargas que agora bebes te tornem estéril e te façam inchar a barriga.” E a mulher deve responder: “Seja assim!” 23O sacerdote deve escrever estas maldições num documento e depois desfazê-lo para dentro das águas amargas. 24Em seguida, dá à mulher as águas amargas que produzem a maldição e ela deve bebê-las.

25O sacerdote recebe das mãos da mulher a oferta pela suspeita e leva-a ao altar, fazendo o gesto ritual de apresentação diante do Senhor. 26Retira uma mão-cheia da oferta, para servir de memorial5,26 Sobre o memorial, ver Lv 2,2 e nota., e queima-a sobre o altar. Depois disso, manda beber a água à mulher. 27Se a mulher se tiver tornado impura, ofendendo o seu marido, as águas de maldição que o sacerdote lhe dá a beber tornar-se-ão dentro dela em amargura; a sua barriga inchará e ficará estéril e aquela mulher será um exemplo de maldição no meio do seu povo. 28Mas se ela não se tornou impura, se está ritualmente pura, então nada lhe acontecerá e poderá ainda ter filhos.

29Esta é a lei para o caso de se suspeitar que uma mulher foi infiel ao seu marido e se tornou impura, 30ou para o caso dum marido que começou a ter suspeitas relativamente ao comportamento da sua mulher: deve levar a mulher à presença do Senhor e o sacerdote deve cumprir exatamente aquilo que aqui foi ordenado. 31Assim o marido ficará sem culpa e a mulher sofrerá as consequências da culpa, se a tiver.»

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Lei sobre os nazireus

61O Senhor disse a Moisés 2que comunicasse aos israelitas as seguintes ordens: «Se um homem ou uma mulher quiserem fazer ao Senhor uma promessa especial, prometendo viver como nazireu6,2 As exigências feitas ao nazireu constam dos v. 3–8, resumindo-se a não beber álcool nem deixar cortar o cabelo, durante o tempo em que durar a promessa., 3não deve beber vinho nem outras bebidas alcoólicas6,3 Ver Lv 1,15., nem deve usar qualquer espécie de vinagre; também não deve beber sumo de uvas nem comer uvas frescas ou passadas. 4Enquanto durar a sua promessa, não deve provar nenhum produto da videira, nem o vinho, nem sequer as graínhas ou a casca das uvas.

5E enquanto durar a sua promessa, também não deve deixar que lhe cortem o cabelo; essa pessoa está consagrada ao Senhor e deve, por isso, deixar crescer o cabelo, até terminar o tempo que prometeu viver como nazireu. 6Durante esse tempo, também não deve tocar em nenhum cadáver. 7Mesmo que se trate do seu pai ou da sua mãe, dum irmão ou duma irmã que tenham morrido, não deve tocar-lhes, pois ficaria impuro e ele traz na sua cabeça o emblema da consagração a Deus6,7 Ver Jz 13,5; 16,17; 1 Sm 1,11. O cabelo por cortar, chamado em hebraico nézer, palavra relacionada com o nome nazireu, é o emblema desta consagração..

8Enquanto durar a sua promessa de nazireu, está consagrado ao Senhor. 9Mas se, repentinamente, alguém morrer ao seu lado ele torna-se impuro, depois de se ter consagrado como nazireu. Sete dias depois, estará puro de novo e deve então rapar o cabelo. 10Ao oitavo dia, deve levar duas rolas ou dois pombos ao sacerdote, à entrada da tenda do encontro. 11Este oferece uma das aves como sacrifício pelo pecado e outra para o holocausto. Depois faz por ele o ritual do perdão, por ter ficado impuro no contacto com o cadáver e naquele dia a sua cabeça fica de novo consagrada. 12Para isso, deve apresentar um cordeiro de um ano como sacrifício de reparação e começar de novo a contar os dias de consagração como nazireu, porque os dias que já tinham passado ficam anulados, por entretanto ter ficado impuro.

13Este é o ritual a realizar, quando um nazireu tiver terminado o tempo da sua promessa. Deve ser levado à entrada da tenda do encontro. 14Aí deve apresentar, como oferta ao Senhor, um cordeiro de um ano, sem defeito, para o holocausto, uma cordeira de um ano, sem defeito, como sacrifício pelo pecado, um carneiro, sem defeito, para um sacrifício de comunhão. 15Deve levar ainda um cesto de pães sem fermento, feitos da melhor farinha, e tortas amassadas com azeite e bolos de pão sem fermento, untados com azeite e acompanhados das respetivas ofertas de cereais e de vinho. 16O sacerdote apresenta tudo isso diante do Senhor e oferece o sacrifício pelo pecado e o holocausto. 17Com o carneiro, oferece um sacrifício de comunhão, juntamente com o cesto de pães sem fermento, e apresenta ainda as ofertas de cereais e de vinho.

18Nessa altura, o nazireu rapa o seu cabelo, à entrada da tenda do encontro, pega no cabelo que tinha sido consagrado e vai colocá-lo no fogo que está a queimar o sacrifício de comunhão. 19O sacerdote pega na perna do carneiro, já cozida, tira do cesto uma torta de pão sem fermento e um bolo e coloca-os nas mãos do nazireu, depois de este ter rapado o cabelo, em sinal de consagração. 20O sacerdote faz com as ofertas o gesto de apresentação ritual diante do Senhor. Estas ofertas são uma parte sagrada reservada ao sacerdote, junto com o peito apresentado ritualmente e a coxa que deve ficar como tributo para o Senhor. Depois disso, o nazireu pode beber vinho.

21Esta é a lei sobre aquilo que o nazireu deve oferecer ao Senhor em cumprimento do seu voto, para além daquilo que ele pode, de livre vontade, querer oferecer ainda. Deve cumprir tudo exatamente como tinha prometido6,21 Sobre os v. 13–8.

Fórmula para dar a bênção

22O Senhor disse a Moisés: 23«Comunica a Aarão e aos seus filhos que devem pronunciar a seguinte fórmula, para dar a bênção aos israelitas:

24“Que o Senhor te abençoe e te proteja;

25que o Senhor te mostre o seu rosto acolhedor

e te trate com bondade;

26que o Senhor olhe para ti

e te conceda a paz!”

27Assim os sacerdotes hão de servir-se do meu nome para abençoar os israelitas e eu mesmo hei de dar-lhes a minha bênção.»

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