a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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Como colocar as lâmpadas no candelabro

81O Senhor disse a Moisés 2que comunicasse a Aarão as seguintes ordens: «Quando colocares as sete lâmpadas sobre o candelabro, faz com que elas iluminem a parte da frente do mesmo.»

3E Aarão assim fez. As lâmpadas iluminavam para a frente do candelabro, tal como o Senhor tinha ordenado a Moisés. 4O candelabro era feito de ouro cinzelado desde o pé até aos florões; e foi construído conforme o modelo que o Senhor tinha apresentado a Moisés8,4 Ver Ex 13,2..

Consagração dos levitas

5O Senhor disse a Moisés: 6«Separa os levitas dos outros israelitas e purifica-os. 7Para isso, deves servir-te do seguinte ritual: deves aspergi-los com água da purificação8,7 Esta água não está claramente descrita. Referências noutras passagens podem conter algo semelhante: Nm 19 e Lv 14.. Devem rapar à navalha todo o pelo do corpo e lavar as suas roupas. Depois ficam purificados. 8A seguir, pegarão num touro, com a respetiva oferta de farinha amassada em azeite, e tu arranjarás outro touro para o sacrifício pelo pecado. 9Faz aproximar os levitas da tenda do encontro e reunir todo o povo israelita em assembleia.

10Manda colocar os levitas na presença do Senhor, para que os israelitas lhes coloquem as mãos sobre a cabeça. 11Aarão, em nome dos israelitas, deve apresentar solenemente os levitas ao Senhor e ficarão com a função de o servirem.

12Os levitas colocarão as mãos sobre a cabeça dos touros e oferecerão um desses novilhos como sacrifício pelo pecado e outro como holocausto, em honra do Senhor, servindo como ritual de perdão pelos levitas. 13Deves colocar os levitas diante de Aarão e dos seus filhos, para assim serem apresentados ao Senhor em gesto solene de apresentação. 14Assim marcarás a diferença entre os levitas e o resto dos israelitas; e os levitas ficarão a pertencer-me a mim.

15Depois de assim terem sido purificados e apresentados solenemente ao Senhor, os levitas passarão a servir na tenda do encontro, 16pois foram-me entregues em substituição dos israelitas nascidos do primeiro parto; foi em vez dos filhos mais velhos que eu reservei para mim os levitas. 17De facto, tanto os filhos mais velhos dos israelitas como as primeiras crias dos seus animais me pertencem; decidi consagrá-los a mim, no dia em que feri de morte os filhos mais velhos dos egípcios8,17 Ver Ex 13,2.. 18Por isso, reservo para mim os levitas, em vez de todos os filhos mais velhos dos israelitas. 19Quero que eles fiquem entregues a Aarão e aos seus filhos, em nome dos israelitas, para desempenharem funções em nome deles na tenda do encontro e fazerem por eles o ritual do perdão. Assim os israelitas não serão castigados por se aproximarem demasiado do lugar sagrado8,19 Ver 1,53.

20Moisés, Aarão e todo o povo de Israel seguiram rigorosamente tudo o que o Senhor tinha ordenado a Moisés a propósito dos levitas. 21Os levitas purificaram-se, lavaram as suas roupas e Aarão apresentou-os com o gesto ritual de apresentação diante do Senhor e fez por eles o ritual do perdão, para ficarem purificados. 22Terminadas as cerimónias, os levitas começaram a exercer as suas funções na tenda do encontro, sob as ordens de Aarão e dos seus filhos. E assim se cumpriram as ordens que o Senhor tinha dado a Moisés, a respeito dos levitas.

23O Senhor disse ainda a Moisés: 24«Os levitas começarão a exercer funções aos vinte e cinco anos, idade em que serão alistados na tenda do encontro. 25A partir dos cinquenta anos, deixarão de estar ao serviço e não voltarão a exercer essas funções; 26a não ser para ajudarem eventualmente os seus colegas a guardarem a tenda do encontro, mas sem fazerem serviço regular. E assim organizarás o que se refere ao serviço dos levitas.»

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A celebração da Páscoa

91No primeiro mês do segundo ano, depois de os israelitas terem saído do Egito, o Senhor disse a Moisés, no deserto do Sinai: 2«Os israelitas devem celebrar a festa da Páscoa, na data marcada. 3Devem celebrá-la no dia catorze deste primeiro mês, ao cair da tarde, e devem cumprir exatamente todos os seus ritos e cerimónias.»

4Então Moisés ordenou aos israelitas que celebrassem a Páscoa 5e eles assim o fizeram, no dia catorze do primeiro mês, ao cair da tarde, estando no deserto do Sinai. Para isso, os israelitas cumpriram tudo rigorosamente, como o Senhor tinha ordenado a Moisés9,5 Sobre os v. 1–5, ver Ex 12,1–13 e nota. Sobre o v. 12, ver Ex 12,46; Jo 19,36..

6Alguns homens encontravam-se ritualmente impuros, por terem tocado num cadáver humano, e não podiam celebrar a Páscoa naquele dia. Foram então ter com Moisés e Aarão, nesse mesmo dia, 7e disseram-lhes: «Nós estamos ritualmente impuros, por termos tocado num cadáver. Será que vamos ser impedidos de apresentar a nossa oferta ao Senhor na data marcada, com os outros israelitas?»

8Moisés respondeu-lhes: «Esperem um pouco que eu vou saber as ordens que o Senhor me dá a vosso respeito.»

9O Senhor disse a Moisés 10que comunicasse aos israelitas o seguinte: «Quem estiver ritualmente impuro, por causa dum cadáver, ou por se encontrar longe, tanto agora como no futuro, deve celebrar a Páscoa em minha honra, 11no dia catorze do segundo mês, ao cair da tarde. Comerá a refeição pascal com pães sem fermento e ervas amargas. 12Do cordeiro pascal não devem deixar nada para o dia seguinte nem devem quebrar nenhum dos seus ossos seguindo escrupulosamente o ritual da Páscoa. 13Mas se alguém, que esteja ritualmente puro e não se encontre em viagem, não celebrou a Páscoa na altura devida, deve ser expulso do povo de Israel. Uma vez que não apresentou a oferta em honra do Senhor, na altura devida, sofrerá as consequências da sua culpa.

14Os estrangeiros que viverem convosco devem celebrar igualmente a Páscoa, seguindo o mesmo ritual. A mesma lei da Páscoa é tanto para vós como para os estrangeiros e para os habitantes do país.»

A nuvem sobre a tenda do encontro

15Desde o dia em que se montou a tenda, a nuvem9,15 Ver Ex 13,21. cobria o santuário que guardava o documento da aliança; à noite, ficava sobre o santuário e tomava o aspeto de fogo, até de manhã. 16E assim acontecia sempre: a nuvem durante o dia cobria o santuário, e durante a noite tomava o aspeto de fogo. 17Quando a nuvem que estava por cima da tenda se levantava, os israelitas punham-se a caminho; e no lugar onde ela parava de novo, eles assentavam o acampamento. 18Deste modo, os israelitas punham-se a caminho ou continuavam num acampamento, conforme a indicação que, assim, o Senhor lhes dava e que era a seguinte: onde quer que a nuvem parasse é que eles assentavam o acampamento. 19Mesmo que achassem muito longo o tempo em que a nuvem ficava parada sobre o santuário, os israelitas respeitavam essa proibição do Senhor e não se punham a caminho. 20Mas também acontecia por vezes que a nuvem ficava poucos dias sobre o santuário. Os israelitas acampavam ou punham-se a caminho, conforme as indicações do Senhor. 21Acontecia mesmo às vezes que a nuvem só ficava sobre o santuário durante uma noite para se afastar logo de manhã. Nesse caso, eles punham-se imediatamente a caminho. Outras vezes ficava só um dia e uma noite, afastando-se depois; e eles punham-se então a caminho. 22Se ela ficasse sobre o santuário dois dias, um mês ou um período mais longo, os israelitas permaneciam no mesmo acampamento sem se porem a caminho; só quando a nuvem se afastava é que eles se punham a caminho. 23De facto, os israelitas continuavam num acampamento ou punham-se a caminho, conforme as indicações que o Senhor lhes dava; e quando o Senhor lhes transmitia uma ordem por meio de Moisés, eles respeitavam-na rigorosamente.

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O toque dos cornetins

101O Senhor disse a Moisés: 2«Manda fazer dois cornetins de prata martelada; eles servir-te-ão para convocar a comunidade e dar o sinal de partida aos vários acampamentos. 3Quando tocarem os dois cornetins juntos, é para que toda a comunidade se reúna à tua volta, à entrada da tenda do encontro. 4Quando tocarem só um deles, é para irem ter contigo somente os chefes dos clãs israelitas. 5Ao primeiro toque agudo dos cornetins, põem-se em marcha os acampamentos situados a oriente 6e, ao segundo toque agudo, põem-se em marcha os acampamentos situados a sul. Os toques agudos servem para se porem a caminho10,6 A tradução grega menciona aqui o terceiro e o quarto toques, dando os sinais de partida dos que estavam na parte norte e oeste do acampamento.. 7Para convocar a reunião de todo o povo, é um toque normal e não o toque agudo.

8Quem deve tocar os cornetins são os sacerdotes, descendentes de Aarão. É uma lei eterna, válida para todos os vossos descendentes.

9Quando estiverem na vossa terra e tiverem que entrar em guerra com algum inimigo que vos atacar, devem tocar os cornetins em toque agudo. E assim eu, o Senhor, vosso Deus, hei de lembrar-me de vós e hei de livrar-vos dos vossos inimigos.

10Também nos vossos momentos de alegria, nas grandes festas e no primeiro dia de cada mês, devem tocar os cornetins na altura dos holocaustos e sacrifícios de comunhão. E isso servirá de memorial, para que o vosso Deus se lembre de vós. Eu sou o Senhor, vosso Deus!»

Os israelitas saem do Sinai

11No segundo ano depois da saída do Egito, no dia vinte do segundo mês desse ano, a nuvem levantou-se por cima do santuário que guarda o documento da aliança10,11 Ver 9,15–23.. 12Os israelitas puseram-se, então, a caminho, deixando o deserto do Sinai. E a nuvem foi parar no deserto de Paran. 13Era a primeira vez que eles partiam, obedecendo assim às ordens do Senhor, transmitidas por Moisés10,13 Ver cap. 2..

14No primeiro lugar, iam os descendentes de Judá, por batalhões, junto da sua bandeira e às ordens de Nachon, filho de Aminadab. 15Ao seu lado ia o batalhão dos descendentes da tribo de Issacar, comandado por Nataniel, filho de Suar, 16e ainda o batalhão dos descendentes da tribo de Zabulão, comandados por Eliab, filho de Helon.

17O santuário foi desmontado e os descendentes de Gerson e de Merari puseram-se a caminho, transportando o santuário.

18A seguir, partiram os descendentes da tribo de Rúben, por batalhões, junto da sua bandeira e às ordens de Eliçur, filho de Chediur. 19Ao seu lado ia o batalhão dos descendentes da tribo de Simeão, comandado por Salumiel, filho de Surichadai, 20e ainda o batalhão dos descendentes da tribo de Gad, comandados por Eliasaf, filho de Deuel.

21A seguir, partiram os levitas descendentes de Queat, transportando os objetos sagrados. Os outros levitas deviam montar de novo o santuário, antes de eles chegarem.

22A seguir, partiram os descendentes da tribo de Efraim, por batalhões, junto da bandeira da respetiva tribo e às ordens de Elisama, filho de Amiud. 23Ao seu lado ia o batalhão dos descendentes de Manassés, comandados por Gamaliel, filho de Pedaçur, 24e ainda o batalhão dos descendentes de Benjamim, comandados por Abidan, filho de Guidoni.

25Cerrando as fileiras de todos os acampamentos, iam os descendentes da tribo de Dan, por batalhões, junto da sua bandeira e às ordens de Aiézer, filho de Amichadai. 26Ao seu lado, ia o batalhão dos descendentes de Asser, comandados por Paguiel, filho de Ocran, 27e ainda o batalhão dos descendentes de Neftali, comandados por Airá, filho de Enan.

28Foi por esta ordem que os batalhões israelitas se puseram em marcha.

Moisés convida o cunhado a ir servir de guia

29Moisés disse a Hobab, filho do seu sogro Reuel, de Madiã10,29 Ver Ex 2,16 e nota.: «Nós vamos para a terra que o Senhor prometeu dar-nos; vem connosco que nós partilharemos os benefícios que o Senhor prometeu conceder a Israel.»

30Hobab respondeu: «Não! Prefiro voltar para a minha terra natal!»

31Moisés insistiu: «Por favor, não nos abandones! Tu conheces os lugares onde podemos acampar, no deserto, e podias servir-nos de guia. 32Se vieres connosco, repartiremos contigo os benefícios que o Senhor vai conceder-nos.»

33Partindo do monte do Senhor10,33 Ver Ex 3,1., os israelitas viajaram durante três dias. Durante esses três dias, a arca da aliança do Senhor ia à sua frente, procurando um lugar para descansarem. 34A nuvem do Senhor ia por cima deles, durante o dia, desde que se punham em marcha.

35Quando a arca se punha em marcha, Moisés exclamava:

«Levanta-te, Senhor!

Obriga os teus inimigos a dispersarem,

os teus adversários a fugirem à tua frente10,35 Ver Sl 68,1.

36Quando a arca parava, ele dizia:

«Volta, Senhor;

para o meio dos esquadrões de Israel10,36 Ou: Vem, Senhor, descansar entre as famílias incontáveis de Israel.

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