a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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141Feliz o homem que não comete deslizes com a língua;

não terá de sentir remorsos por ter cometido pecados.

2Feliz aquele que não tem a consciência pesada

e aquele que não perdeu a esperança.

Como usar as riquezas

3Não é bom que um avarento seja rico,

e para um invejoso de nada serve ter uma fortuna.

4Quem acumula uma fortuna à custa de privações está a acumular para proveito alheio;

com os seus bens outros vão viver no luxo.

5Se uma pessoa é dura consigo mesma,

como conseguirá tratar bem os outros?

As suas riquezas não lhe trarão nenhuma felicidade.

6Não há ninguém pior do que aquele que é mesquinho consigo mesmo;

é esse o preço que paga pela sua maldade.

7Se faz um favor, é sem querer,

e acaba por mostrar que é mau de verdade.

8O homem invejoso é mau;

vira as costas para as pessoas e olha de cima para elas.

9O cobiçoso não se satisfaz com um pedaço;

a sua injustiça14,9 O texto grego diz: a má injustiça. e maldade secam-lhe a alma.

10O olhar de um homem mau até no pão é avarento,

para não ter de o repartir com os outros.

11Meu filho, usa o que tens para o teu próprio bem

e dá ao Senhor as ofertas que ele merece.

12Lembra-te de que a morte não se atrasa;

tu não sabes o dia marcado para morreres14,12 O texto grego fala em Hades, o lugar para onde vão os espírito dos mortos, e que corresponde, na cultura hebraica, a Sheol..

13Antes de morrer, faz o bem a um amigo;

empenha-te em o ajudar de acordo com o que tens.

14Não deixes de aproveitar um dia feliz;

não deixes escapar o teu quinhão de desejos bons.

15Não é verdade que o fruto do teu trabalho e esforço

não vai um dia vai ser herdado e repartido por outros?

16Dá e recebe; sê condescendente contigo mesmo,

pois no mundo dos mortos não há alegria.

17Todos os seres vivos envelhecem como as roupas,

pois esta é a lei eterna: «Tu vais morrer».

18Assim como numa árvore cheia de folhas,

algumas caem, e outras brotam,

assim também se renovam as gerações dos seres humanos;

enquanto umas morrem, outras nascem.

19Toda a obra humana se corrompe e acaba por desaparecer,

desaparecerão também todos os que a fizeram.

Procurando conhecer a sabedoria

20Feliz o homem que se exercita na sabedoria

e que pensa com inteligência;

21aquele que em seu coração medita nos seus caminhos

e que se detém a pensar nos seus segredos.

22Vai atrás da sabedoria como se fosses um caçador;

põe-te à espera dela à beira do caminho.

23Feliz o homem que espia pelas janelas da casa da sabedoria,

que fica à escuta na sua porta,

24que acampa perto da sua casa

e que firma a estaca da sua tenda nos seus muros.

25Aquele que monta a sua tenda perto da sabedoria mora num lugar ótimo;

26ele porá os seus filhos debaixo da sua proteção

e ficará protegido debaixo dos seus galhos;

27ela o protegerá do calor,

e ele viverá seguro debaixo da sua gloriosa luz.

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Introdução e saudação

11Este livro contém a revelação de Jesus Cristo que ele recebeu de Deus, para a dar a conhecer aos seus servos. Trata-se de coisas que hão de acontecer brevemente e que Cristo deu a conhecer ao seu servo João por um anjo que lhe enviou.

2João atesta tudo quanto viu em relação à palavra e ao testemunho de Jesus Cristo. 3Feliz aquele que lê este livro e felizes os que ouvem estas palavras proféticas e guardam o que aqui está escrito1,3 O autor afirma que é preciso ler, ouvir e guardar estas palavras. A Sagrada Escritura foi escrita por causa desta triologia verbal: ler, ouvir e guardar. Quem assim fizer, será feliz., porque tudo isto há de acontecer em breve.

4Eu, João, dirijo-me às sete igrejas da província da Ásia1,4 As sete igrejas são enumeradas no v. 11.. Desejo-vos graça e paz da parte daquele que é, que era e que há de vir, e ainda da parte dos sete espíritos1,4 Sete Espíritos. O número sete simboliza a perfeição. Os sete espíritos simbolizam, portanto, a ação misteriosa de Deus na história dos homens. que estão diante do seu trono, 5e de Jesus Cristo, a testemunha fiel, o primeiro dos ressuscitados, o soberano dos reis da Terra.

Cristo ama-nos e pela sua morte libertou-nos dos nossos pecados. 6Ele fez de nós um reino de sacerdotes para Deus, seu Pai. A ele seja dada glória e o poder para todo o sempre. Ámen.

7Eis que ele vem com as nuvens.

Toda a gente o verá,

até mesmo os que o mataram.

Todos os povos da Terra se lamentarão por ele.

Assim há de ser! Ámen!

8Eu sou o Alfa e o Ómega1,8 Alfa e Ómega. Primeira e última letra do alfabeto grego (21,2; 22,13). A expressão significa: o Primeiro e o Último ou o Princípio e o Fim., diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.

Cristo revela-se a João

9Eu sou João, vosso irmão, e participo convosco nas mesmas perseguições no reino de Deus e na perseverança por Jesus. Encontrava-me na ilha de Patmos1,9 Patmos. Pequena ilha do mar Egeu para onde os romanos exilavam as pessoas que julgavam politicamente indesejadas. por ter proclamado a palavra de Deus e o testemunho de Jesus. 10O Espírito de Deus apoderou-se de mim, no dia do Senhor, e eu ouvi atrás de mim uma voz forte que parecia a voz duma trombeta. 11Dizia assim: «Escreve num livro aquilo que vais ver, e manda-o às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia.» 12Voltei-me para ver quem é que me falava e, ao voltar-me, vi sete castiçais de ouro1,12 Sete castiçais. Representam as sete igrejas a quem o autor escreveu. Ver 1,20.. 13E no meio dos castiçais estava alguém semelhante ao Filho do Homem vestido até aos pés com uma túnica comprida e uma faixa dourada à volta do peito. 14A sua cabeça e os seus cabelos eram brancos como a lã ou como a neve e os seus olhos eram ardentes como o fogo. 15Os seus pés brilhavam como bronze fundido na fornalha e a sua voz era como o ruído das grandes cascatas1,15 Para os v. 13–15, ver Dn 7,13; 10,5; 7,9; 10,6.. 16Na sua mão direita tinha sete estrelas; da sua boca saía uma espada de dois gumes muito afiada e o seu rosto brilhava como o sol do meio-dia.

17Quando o vi, caí aos seus pés como morto. Mas ele pôs a sua mão direita em cima de mim e disse: «Não tenhas medo! Eu sou o primeiro e o último1,17 Para os v. 16–17, ver Is 49,2; Hb 4,12; Is 44,6; 48,12.. 18Eu sou aquele que está vivo! Estive morto, mas agora vivo para sempre. Eu tenho poder sobre a morte e sobre o mundo dos mortos. 19Escreve pois aquilo que viste, o que está a acontecer agora e o que vai acontecer mais tarde. 20O significado das sete estrelas que viste na minha mão direita e dos sete castiçais de ouro é o seguinte: as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais são essas sete igrejas.»