a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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Quando falar e quando calar

201Às vezes uma repreensão vem na hora errada;

ficar calado pode ser mais sensato.

2Mas é melhor repreender do que guardar a raiva,

3e assim, quem confessar o seu erro, será poupado da queda.

4Como um eunuco tentando desonrar uma virgem,

assim é aquele que procura fazer justiça à força.

5Alguns ficam calados e são considerados sábios,

outros falam demais e por isso são detestados.

6Alguns ficam calados porque não têm nada para dizer;

outros, porque não é a hora certa de falar.

7O homem sábio está calado até à hora certa de falar;

mas o louco e fala-barato não sabe quando parar.

8Quem fala demais é odiado,

e quem abusa da sua autoridade é detestado.

Contrastes

9Às vezes um homem acha lucro na adversidade,

e há achados que resultam em perda.

10Há presentes que não te trazem nenhum proveito,

mas há outros que te trazem dupla retribuição.

11Há quem caia por ter procurado glória,

e também quem levante a cabeça após ter sido humilhado.

12Há quem compre muito por preço barato;

mas no fim paga sete vezes mais.

13O sábio ganha muitos amigos com o seu falar,

mas as gentilezas do tolo são um desperdício.

14O presente de um tolo não te traz nenhum proveito;

um simples presente aos olhos dele são muitos!

15Ele dá pouco e critica muito,

abrindo a boca como se fosse um pregoeiro.

Hoje ele empresta e amanhã pede de volta.

Que homem detestável este!

16O tolo diz: «Eu não tenho amigos;

presto favores e ninguém me agradece.

17Comem do meu pão e ainda falam mal de mim!»

E são tantos e tantas vezes os que se hão de rir dele!

O que não se deve dizer

18É melhor tropeçar numa pedra do que com a língua, e falar o que não se deve;

assim, de repente, os maus cairão.

19Um homem grosseiro é como história sem propósito,

continuamente na boca dos ignorantes.

20Ninguém gosta de um provérbio dito por um tolo,

pois nunca o diz na hora certa.

21Um homem pode ficar isento de pecar somente por ser pobre,

e por isso pode descansar sem ter remorsos.

22Há quem se destrua a si mesmo por levar vida vergonhosa

e quem a destrua por causa da sua insensatez.

23E outro, por ser envergonhado, faz promessas a um amigo,

e ganha um inimigo a troco de nada.

As mentiras

24A mentira é um péssimo motivo de repreensão num homem,

mas está continuamente na boca dos ignorantes.

25É melhor um ladrão do que um mentiroso que persiste em mentir;

mas tanto um como o outro terão como herança a destruição.

26O hábito de mentir será a sua desonra,

e a vergonha o acompanhará perpetuamente.

Provérbios20,26 Este título faz parte do texto original.

27O sábio promove-se a si mesmo com as suas palavras;

um homem sensato sabe como agradar aos poderosos.

28Quem cultiva a terra terá uma boa colheita;

quem agrada aos poderosos obterá o perdão das suas injustiças.

29Presentes e subornos cegam os olhos dos sábios;

são como uma mordaça na boca, afastando a repreensão.

30Sabedoria escondida e tesouro enterrado que utilidade têm?

31Melhor é o homem que esconde a sua loucura

do que aquele que esconde a sua sabedoria.

1

Introdução e saudação

11Este livro contém a revelação de Jesus Cristo que ele recebeu de Deus, para a dar a conhecer aos seus servos. Trata-se de coisas que hão de acontecer brevemente e que Cristo deu a conhecer ao seu servo João por um anjo que lhe enviou.

2João atesta tudo quanto viu em relação à palavra e ao testemunho de Jesus Cristo. 3Feliz aquele que lê este livro e felizes os que ouvem estas palavras proféticas e guardam o que aqui está escrito1,3 O autor afirma que é preciso ler, ouvir e guardar estas palavras. A Sagrada Escritura foi escrita por causa desta triologia verbal: ler, ouvir e guardar. Quem assim fizer, será feliz., porque tudo isto há de acontecer em breve.

4Eu, João, dirijo-me às sete igrejas da província da Ásia1,4 As sete igrejas são enumeradas no v. 11.. Desejo-vos graça e paz da parte daquele que é, que era e que há de vir, e ainda da parte dos sete espíritos1,4 Sete Espíritos. O número sete simboliza a perfeição. Os sete espíritos simbolizam, portanto, a ação misteriosa de Deus na história dos homens. que estão diante do seu trono, 5e de Jesus Cristo, a testemunha fiel, o primeiro dos ressuscitados, o soberano dos reis da Terra.

Cristo ama-nos e pela sua morte libertou-nos dos nossos pecados. 6Ele fez de nós um reino de sacerdotes para Deus, seu Pai. A ele seja dada glória e o poder para todo o sempre. Ámen.

7Eis que ele vem com as nuvens.

Toda a gente o verá,

até mesmo os que o mataram.

Todos os povos da Terra se lamentarão por ele.

Assim há de ser! Ámen!

8Eu sou o Alfa e o Ómega1,8 Alfa e Ómega. Primeira e última letra do alfabeto grego (21,2; 22,13). A expressão significa: o Primeiro e o Último ou o Princípio e o Fim., diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.

Cristo revela-se a João

9Eu sou João, vosso irmão, e participo convosco nas mesmas perseguições no reino de Deus e na perseverança por Jesus. Encontrava-me na ilha de Patmos1,9 Patmos. Pequena ilha do mar Egeu para onde os romanos exilavam as pessoas que julgavam politicamente indesejadas. por ter proclamado a palavra de Deus e o testemunho de Jesus. 10O Espírito de Deus apoderou-se de mim, no dia do Senhor, e eu ouvi atrás de mim uma voz forte que parecia a voz duma trombeta. 11Dizia assim: «Escreve num livro aquilo que vais ver, e manda-o às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia.» 12Voltei-me para ver quem é que me falava e, ao voltar-me, vi sete castiçais de ouro1,12 Sete castiçais. Representam as sete igrejas a quem o autor escreveu. Ver 1,20.. 13E no meio dos castiçais estava alguém semelhante ao Filho do Homem vestido até aos pés com uma túnica comprida e uma faixa dourada à volta do peito. 14A sua cabeça e os seus cabelos eram brancos como a lã ou como a neve e os seus olhos eram ardentes como o fogo. 15Os seus pés brilhavam como bronze fundido na fornalha e a sua voz era como o ruído das grandes cascatas1,15 Para os v. 13–15, ver Dn 7,13; 10,5; 7,9; 10,6.. 16Na sua mão direita tinha sete estrelas; da sua boca saía uma espada de dois gumes muito afiada e o seu rosto brilhava como o sol do meio-dia.

17Quando o vi, caí aos seus pés como morto. Mas ele pôs a sua mão direita em cima de mim e disse: «Não tenhas medo! Eu sou o primeiro e o último1,17 Para os v. 16–17, ver Is 49,2; Hb 4,12; Is 44,6; 48,12.. 18Eu sou aquele que está vivo! Estive morto, mas agora vivo para sempre. Eu tenho poder sobre a morte e sobre o mundo dos mortos. 19Escreve pois aquilo que viste, o que está a acontecer agora e o que vai acontecer mais tarde. 20O significado das sete estrelas que viste na minha mão direita e dos sete castiçais de ouro é o seguinte: as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais são essas sete igrejas.»