a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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Sonhos

341Vãs e falsas são as esperanças do tolo,

e os sonhos dão asas aos insensatos.

2Quem se prende aos sonhos

é como quem caça sombras ou procura segurar o vento.

3O que se vê num sonho é somente reflexo das coisas,

um rosto semelhante ao rosto real.

4Que pureza virá do que é impuro?

E da mentira, que verdade?

5Adivinhações, presságios e sonhos são coisas vãs;

são como as imaginações de uma mulher com dores de parto.

6Mas a menos que da parte do Altíssimo os sonhos te visitem,

não apliques a eles o teu coração.

7Porque os sonhos têm enganado muita gente,

e muitos dos que acreditaram neles acabaram na desgraça.

8A lei cumprir-se-á, e nela não há mentira;

a sabedoria é perfeita na boca do crente.

Viagens

9O homem viajado conhece muitas coisas;

o que tem experiência fala com discernimento.

10O inexperiente sabe pouco,

mas o homem viajado aumenta a sua inteligência.

11Nas minhas viagens tenho visto muitas coisas

e compreendo mais do que sei explicar.

12Muitas vezes passei por perigos de morte,

mas escapei, graças à minha experiência.

O temor ao Senhor

13O espírito daquele que teme o Senhor viverá,

pois a sua esperança está naquele que o pode salvar.

14Os que temem o Senhor não têm motivos para cuidados,

nem para medo, pois ele é a sua esperança.

15Feliz é a alma daquele que teme o Senhor!

Em quem se firmará? E quem será o seu apoio?

16Os olhos do Senhor estão sobre os que o amam;

ele é para eles um forte escudo e um poderoso apoio.

Ele é um abrigo contra o vento quente e contra o calor do meio-dia;

segurança contra os tropeções e amparo contra as quedas.

17Ele eleva-lhes a alma e ilumina-lhes os olhos;

ele dá-lhes saúde, vida e bênçãos.

A verdadeira adoração a Deus

18O sacrifício tirado de ganhos desonestos é impuro;

as ofertas dos injustos não são aceites por Deus.

19O Deus Altíssimo não aceita os sacrifícios dos ímpios;

a abundância de sacrifícios não lhes perdoará os seus pecados.

20Imolar um filho na presença do pai

é como oferecer um sacrifício com os bens de um pobre.

21O pão dos necessitados é a vida dos pobres,

e quem lhes tira o alimento é um assassino.

22Mata o seu próximo quem lhe tira o sustento

e derrama sangue aquele que priva o trabalhador do devido salário.

23Um constrói, e outro derruba o que foi construído;

que proveito têm ambos, a não ser o cansaço?

24Um ora e o outro amaldiçoa;

qual das duas vozes o Senhor ouvirá?

25Se alguém tomar banho depois de tocar num defunto34,25 Tocar num defunto fazia com que a pessoa ficasse impura. O banho era um meio de purificação. Ver Nm 19.11–13.

e mais tarde tocar nele de novo,

de que lhe serviu ter-se lavado?

26Assim é o homem que faz jejum por causa dos seus pecados

e que de novo os volta a cometer.

Quem ouvirá a sua oração?

Que lhe aproveitou ter-se humilhado?

1

Introdução e saudação

11Este livro contém a revelação de Jesus Cristo que ele recebeu de Deus, para a dar a conhecer aos seus servos. Trata-se de coisas que hão de acontecer brevemente e que Cristo deu a conhecer ao seu servo João por um anjo que lhe enviou.

2João atesta tudo quanto viu em relação à palavra e ao testemunho de Jesus Cristo. 3Feliz aquele que lê este livro e felizes os que ouvem estas palavras proféticas e guardam o que aqui está escrito1,3 O autor afirma que é preciso ler, ouvir e guardar estas palavras. A Sagrada Escritura foi escrita por causa desta triologia verbal: ler, ouvir e guardar. Quem assim fizer, será feliz., porque tudo isto há de acontecer em breve.

4Eu, João, dirijo-me às sete igrejas da província da Ásia1,4 As sete igrejas são enumeradas no v. 11.. Desejo-vos graça e paz da parte daquele que é, que era e que há de vir, e ainda da parte dos sete espíritos1,4 Sete Espíritos. O número sete simboliza a perfeição. Os sete espíritos simbolizam, portanto, a ação misteriosa de Deus na história dos homens. que estão diante do seu trono, 5e de Jesus Cristo, a testemunha fiel, o primeiro dos ressuscitados, o soberano dos reis da Terra.

Cristo ama-nos e pela sua morte libertou-nos dos nossos pecados. 6Ele fez de nós um reino de sacerdotes para Deus, seu Pai. A ele seja dada glória e o poder para todo o sempre. Ámen.

7Eis que ele vem com as nuvens.

Toda a gente o verá,

até mesmo os que o mataram.

Todos os povos da Terra se lamentarão por ele.

Assim há de ser! Ámen!

8Eu sou o Alfa e o Ómega1,8 Alfa e Ómega. Primeira e última letra do alfabeto grego (21,2; 22,13). A expressão significa: o Primeiro e o Último ou o Princípio e o Fim., diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.

Cristo revela-se a João

9Eu sou João, vosso irmão, e participo convosco nas mesmas perseguições no reino de Deus e na perseverança por Jesus. Encontrava-me na ilha de Patmos1,9 Patmos. Pequena ilha do mar Egeu para onde os romanos exilavam as pessoas que julgavam politicamente indesejadas. por ter proclamado a palavra de Deus e o testemunho de Jesus. 10O Espírito de Deus apoderou-se de mim, no dia do Senhor, e eu ouvi atrás de mim uma voz forte que parecia a voz duma trombeta. 11Dizia assim: «Escreve num livro aquilo que vais ver, e manda-o às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia.» 12Voltei-me para ver quem é que me falava e, ao voltar-me, vi sete castiçais de ouro1,12 Sete castiçais. Representam as sete igrejas a quem o autor escreveu. Ver 1,20.. 13E no meio dos castiçais estava alguém semelhante ao Filho do Homem vestido até aos pés com uma túnica comprida e uma faixa dourada à volta do peito. 14A sua cabeça e os seus cabelos eram brancos como a lã ou como a neve e os seus olhos eram ardentes como o fogo. 15Os seus pés brilhavam como bronze fundido na fornalha e a sua voz era como o ruído das grandes cascatas1,15 Para os v. 13–15, ver Dn 7,13; 10,5; 7,9; 10,6.. 16Na sua mão direita tinha sete estrelas; da sua boca saía uma espada de dois gumes muito afiada e o seu rosto brilhava como o sol do meio-dia.

17Quando o vi, caí aos seus pés como morto. Mas ele pôs a sua mão direita em cima de mim e disse: «Não tenhas medo! Eu sou o primeiro e o último1,17 Para os v. 16–17, ver Is 49,2; Hb 4,12; Is 44,6; 48,12.. 18Eu sou aquele que está vivo! Estive morto, mas agora vivo para sempre. Eu tenho poder sobre a morte e sobre o mundo dos mortos. 19Escreve pois aquilo que viste, o que está a acontecer agora e o que vai acontecer mais tarde. 20O significado das sete estrelas que viste na minha mão direita e dos sete castiçais de ouro é o seguinte: as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais são essas sete igrejas.»